Grupo Blood Circle Academy



Grupo Blood Circle Academy
Administrado por ~BloodCircle, ~g_giwo, ~Dier
Moderadores ~QueenOfAngels_, ~Azurra, ~Lord_Ackerman, ~_Berzek_
Criado
Tipo Privado
Conteúdo visivel para Apenas membros

Você já imaginou que não é o único?! Que seus dons e habilidades não devem ser escondidas, muito menos ignoradas? Que há outros como você espalhados pelos mundos e civilizações? Que você merece um lugar seguro para viver sem ser caçado ou odiado?


Mostrar Spoiler: Leia o restante da descrissão do grupo dentro deste Spoiler, sim, é enorme ;)



BLOOD CIRCLE ACADEMY
Da origem à trajetória




Longos e longos anos antes dos dias atuais... NÓS, já vivíamos aqui.

Éramos distintos, avançados, fortes, inteligentes, mágicos, sobrenaturais... Ajudamos a criar as maiores civilizações que o mundo já viu e também instruímos a derruba-las. Dentre todas as passagens de tempo, fomos adorados. Dentre muitos séculos, amados. Dentre outros anos, temidos. Mas agora... Somos odiados.


Nós.


Vampiros, Lobisomens, Híbridos, Wiccanos, Selvagens, Demônios, Sirenes, Seres Sombrios. Filhos e filhas de originais, Semi Deuses e Mestiços. Fomos caçados um á um, derrotados pela Raça Humana e extintos por nossas diferenças. Por terem medo de nós e dos nossos poderes, do que somos capazes de fazer...

A Humanidade resolveu nos exterminar e por conta disso, muitos de nós pagaram com suas próprias existências. Muitos outros foram escondidos para viver naturalmente com a espécie humana e alguns de nós foram presos em um lugar, um lugar específico para se domar feras... Ou somente "acabar" com "problemas".

Assim nasceu a Blood Circle, uma cidade internato criada inicialmente por humanos para dar-se um fim à esses "problemas" que habitavam a Terra. Porém, com o tempo, a ideia seguiu outros parâmetros e um líder de cada espécie tomou o poder para si mesmo, acabando com toda a estrutura da Instituição e espalhando-a no caos. Sim, nos rebelamos, mas as desavenças acabaram nos destruindo ainda mais.


Em uma pequena cidade prisão, impossibilitados de entrar ou sair, brigávamos por caça, território e pela vida. Levamos Blood Circle para o buraco, assim como qualquer chance de sobrevivência.


Entretanto, depois de muitos anos de rivalidade e discórdia, todos os seres que habitam Blood Circle decidiram fazer um tratado de trégua, estipulando regras para a convivência de todos os presentes e escolhendo cinco representantes dentre as várias espécies presentes, formaram a chamada Aliança dos Cinco, a lei e a ordem deste lugar atualmente. Desta forma, a Aliança passou a tomar conta de Blood Circle, instituindo reformas e dividindo as espécies e territórios em partes denominadas "Casas Ocultas".


Por muitos anos a partir daí, este lugar ficou inacessível a qualquer um.


Todos concordaram que ninguém deveria saber sua localização e Blood Circle se tornou uma espécie de Abrigo aos quais de nós fossem mais necessitados de proteção. Aos poucos, a cidade voltou a ser um internato, mas não com a intenção de matar-nos, mas sim com o propósito de nos proteger do mundo exterior, nos proteger tanto do ódio e revolta, quanto dos demônios que se habitam em nós mesmos, assim se tornando a Academia o lugar que sempre deveria ter sido.




O INÍCIO DE TUDO
Sobre o Éden...




Antes do tempo começar, havia...

O Cubo.


Não! Não, essa já é outra história que agora não vale a pena contar. Porém, a sintase é a mesma, então... Recomecemos.

***


Há muito tempo atrás, antes mesmo do mundo aprender a contar em letras e número, havia um lugar que muitos hoje conhecem como o Paraíso, mas que eu sempre chamei de ...

Éden


Naquele tempo, não havia nada muito concreto para se chamar de seu, ou até, para simplesmente não chamar. De um lado, avistava-se o desconhecido, tão doce e inesperado como sempre foi. Porém, por ser desconhecido, nada se sabia dele.

Do outro lado, estava a agonia. A dor, o medo e uma porção de outras coisas banhadas pelo mal. Não era vivo, tampouco verde. Era seco, frio e tão longo como um horizonte que recusa a se findar ao crepuscular anoitecer. Embora não tivesse olhos para ver ou forma alguma que me permitisse saber com sobriedade do que se tratava aquilo, meu ser ainda em formação tardia, adormecido, podia sentir o pó orbitar e abalar os corpos daqueles que, mal afortunados, aventuravam-se a viver ali. Aquele lugar, próximo ao Lar dos Condenados, era Node.

E ali, exatamente no meio daqueles diferentes ambientes, tão claro e abençoado como um único ponto de luz em meio à escuridão, encontrava-se um jardim tão imenso e vasto que recebia o nome daquela criação como se fosse seu próprio, apossava-se dele por tamanha beleza e presença sem ao menos ser de fato toda a sua grandeza. As mais diversas naturezas, assim como a mais rica vegetação já criadas habitavam aquele que seria o lugar mais puro de dois mundos, ou, talvez, o mais obscuro deles. Seu nome? Dentre os anos, já foi muitos e hoje até podem chama-lo de Blood Circle, mas ele sempre será um jardim. Oh, tão lindo jardim. O Jardim do Éden.

De seu surgimento pouco se sabe, pois como um passe de mágica, Éden surgiu, trazendo consigo além de incontáveis criaturas, todo o seu esplendor e com isso, é claro, nós. No início, fomos feitos em pares, todos na verdade. O mar, o ar, a terra... Seus moradores. E por um bom tempo, centenas de milênios, eras talvez, vivemos assim, em paz, em parte. Uma mínima parte de tudo o que era Éden.


Não entendíamos e nem tínhamos a capacidade de entender, pois a inocência ainda imperava naquele lugar.


Entretanto, tudo isso mudou após a chegada de mais duas das criações do ser ao qual muitos atualmente chamam de Deus. Uma delas era forte igual aos filhos que machucavam aquela terra, porém, sua forma se assemelhava aos dos seres que viviam nos bosques além da Grande Árvore. Era astuto e de certa forma, inteligente. Ele chamava-se Adão e só mais tarde fui descobrir que este fora o primeiro homem.

A outra só veio depois, vinda dele e por isso sua igual. Entretanto, era tão formosa quanto as belas criaturas que ficavam a beiras das águas claras que margeavam a Grande Árvore e em seu exterior, da forma como caminhava, toda a aurora emanava. Sua beleza era algo extremamente comum, no entanto, fazia-se singular. Ela foi a primeira mulher. Eva.

Os dois juntos compunham os primeiros espécimes da criação que passou a ser denominada como humanidade e diga-se de passagem, até que tinham seu charme perante as excentricidades dos demais. Contudo, eram aptos para o mal.


[...]

E quando Eva pecou pela primeira vez, condenando à todos nós em seu pecado original ao comer dos Frutos da Grande Árvore, levando seu companheiro a pecar consigo, o grande véu foi rompido, dando a nós a certeza de que esses nos arruinariam. Naquele tempo, pudemos sentir tudo a cerca de nós dividir-se, dissipar-se, enquanto todos os seres de norte à sul lamuriaram-se como se algo ali nos fadasse à isso. A separação. Não é possível descrever em palavras tal sensação e muito menos isto é algo mensurável a qualquer um. Contudo, até os tempos atuais, os filhos e filhas daqueles que estiveram em Éden durante a Traição, conseguem sentir em suas raízes, toda a dor e vazio que esta passagem causou.


[...]

Aos poucos, a humanidade foi nos envenenando e com esse veneno, toda a inocência que havia em nós morrera como o ultimo sopro fraco de vida de um enfermo. Com o tempo, as sementes da raiva, ódio, intriga e mentira foram plantadas, desunindo e desgraçando o que antes era puro e bendito, e, assim, o Jardim do Éden nunca mais foi sagrado.

Depois da expulsão de Adão e Eva daquele lugar, alguns dos seres nascidos ali os acompanharam, pecando igualmente à seus irmãos e os que restaram ali, morreram vítima de uma doença originária do rastro maldito que eles deixaram. Os poucos restantes, desapareceram juntamente com aquele lugar e jamais ouviram falar do Jardim da Criação.

- Mentira.

- Certo, muitos dizem que o Jardim costuma vagar... Satisfeito?

- Não.

- Ao menos deixe-me continuar.

Não se sabe ao certo o que aconteceu aos diversos seres expulsos do Jardim, muito menos qual caminhos tomaram para que sobrevivessem até hoje. Entretanto, diz-se que muitos adentraram aquele tão profundo desconhecido e assim puseram-se à peregrinar eternamente. Outros, como Adão, Eva e suas crias, sofreram os ecos de seus pecados, espalhando-se por Node e a Terra da Escuridão além dali. Perdendo-se, matando-se e nenhuma vez mais encontrando a paz em que um dia viveram na origem de suas existências. E também, houve aqueles que buscaram por toda uma Era, encontrar novamente aquele lugar, tentando merecer a purificação que à eles não mais pertencia.

Muito tempo se passou e a evolução se deu naquele lugar, assim como a sobrevivência daqueles que foram fortes o bastante para serem lembrados. O tempo passou a ser contado e muitas vezes mais Deus se revoltou contra sua própria criação, fazendo-os pagar por seus erros e injustiças. Durante o tempo houveram Incêndios, Dilúvios, Guerras, Desastres Apocalípticos, Mortes Inocentes, Armagedons... No entanto, sempre conseguimos, cada um a seu modo, nós reerguer.


Não sabemos o porquê disso. Talvez só precisemos aprender. Ou talvez, até mesmo devêssemos crescer...
Nunca se sabe, mas o Ser que nos criou é bom e por isso nos deu mais uma oportunidade para descobrir.

Basta querer.




A BEM AVENTURADA...
Pompéia e seus desencontros


O segundo lugar por onde o Jardim do Éden resolveu atracar foi em uma província abandonada e esquecida acerca de três cidades e um único vulcão, por volta do sétimo século antes da chegada do Messias. Terra inóspita e sem vida era aquela, julgamos ser a mais sem graça de todas elas. Entretanto aquele terreno outrora inadequado e sem fertilidade alguma, encontrou suas graças no ponto em que o Jardim sobrepujou-se sobre ele.


- Da água para o vinho se deu a mutabilidade, eu digo.

- Foi algo tão veloz que quase se tornou imperceptível àqueles seres.

- Foi como um véu.

Sim, como se um véu tivesse varrido tudo aquilo que antes encontrava-se ali e em seu lugar toda a beleza de Éden estivesse disposta a fundir-se e nascer, sendo o contrário do que sempre esteve depositado naquele território e isso despertou o interesse de muitos povos. Não que eles soubessem realmente o que aquela terra significava, mas, excepcionalmente, eram atraídos para ela de um forma incompreensível para qualquer um que quisesse entender. A verdade é que...



Tudo o que pertence ao Éden, acaba voltando ao Éden.



Sendo assim, os primeiros povos à visitar e adotar aquele lugar como lar foram os ossos, um grupo nômade da parte central da Itália que passou a encontrar base fixa devido a localização de repente privilegiada em que o Jardim se encontrava naquele período da história. Dizem os boatos, que esses seres, devotos a deuses pagãos, possuíam dons particulares, ligados ao Sol e a Lua, seus deuses patronos. Bons desenvolvedores da área marítima, exploraram os mares daquela terra, fundando até um porto, que milênios depois, foi reconstruído como um estaleiro. Ficaram ali por volta de um século até a invasão e captura dos etruscos, que rebatizaram o lugar com o nome de Pompeia.

Muitos deles, sendo de origem druida, identificaram a grande presença mística daquela terra. Esses foram os responsáveis por desenvolver ainda mais a fertilidade daquele lugar, assim como utilizar sua natureza, respeitando-a da mesma maneira. Porém, sua estadia não durou muito assim que colônias gregas do norte de Cumas, uma das cidades que faziam vizinhança a Pompeia, capturaram-na para si por pura mera estratégia política e ostentação, fazendo do povo que ali residia escravos e prisioneiros.

No século V, a posse de Pompeia passou a pertence0r aos Samnitas, assim como todas as cidades acerca dela. Os novos governantes então impuseram seu estilo de arquitetura, ampliando a cidade e pode-se dizer que esta cresceu, espalhando-se em monumentos e construções. Porém, logo depois foi atacada por Roma e passou a ser colônia desta, tendo que submeter-se a ela após um longo período de guerras entre romanos e sâmnios, que acabaram por perder, permanecendo fiel a Roma até sua destruição.

Após a ocupação definitiva da cidade pelos romanos, Pompeia foi finalmente anexada à República Romana. Nesta época, a cidade passou por um amplo processo de desenvolvimento estrutural, a maior parte concluída durante o período Agostiniano. Da arquitetura do período destacavam-se os diversos prédios públicos da época (monumentos históricos como, anfiteatros, prédio da prefeitura, templos, etc.) assim como as grandes estátuas cuidadosamente esculpidas. Também à o caso de se considerar o quanto Pompeia se tornou movimentada, trazendo consigo um pouco das vivências Romanas para aquele lugar.


- Lembro-me bem dos grandes festejos a cerca do Vesúvio.

- Do enorme número de blasfêmias proferidas e escritas em nossa terra.

- Dos atos Sacerdotais e seus enganos apaziguadores.

- Dos rituais no subterrâneo. Druidas e sua mania de crer que todo o sacrifício requer uma vida.

- Dos anjos e demônios. E em falar em anjos e demônios...


Pompeia havia tornado-se rica e populosa, quase uma capital estatal para as posses do Império Romano, possuindo mais de vinte mil habitantes em seu território entre seres humanos e seres místicos que habitavam aquelas terras em segredo, escondendo sua real natureza de intolerantes. Porém, tudo se acabou com a interferência dos seres sobrenaturais, provocando a Ira de deuses e nosso criador, e, consequentemente, causando uma catástrofe natural como a erupção do Vulcão Vesúvio no ano de 79, assolando a tudo e a todos e transformando aquilo que era belo e promissor em uma grande tragédia. As marcas do Vesúvio levou todas as lembranças daquele lugar, deixando apenas ruínas e estátuas vivas e lava lama e carvão. Segundo à fontes duvidosas, não houveram sobreviventes daquela desgraça, mas há quem duvide disso.

Não restara mais nada daquele lugar que permanecera adormecido por mil e seiscentos anos até que, novamente, fora encontrado por arqueólogos perto da cidade Italiana de Nápoles e até os tempos atuais, passam a estudar seus destroços, baseando-se em fatos omissos para recriar dados históricos que jamais voltaram a ser fatídicos outra vez. A verdade é que aquela nunca foi Pompeia, pois Pompeia é parte do Éden e no dia em que a desgraça do Vesúvio abateu aquele solo, levando tudo consigo aos braços da morte, o Jardim voltou a vagar, deixando para trás apenas vestígios do que um dia foi aquele lugar.


Para onde foi? Essa resposta não cabe a ninguém saber, pois é um segredo velado e guardado por muitos de nós.
Mas, tudo o que podemos revelar e é que...

A história não termina aqui.





FIFITH-SECOND FIELD
Formação da FSF


Depois de Pompéia e todo o turbilhão de fatos acontecidos naquele território onde o Jardim resolveu aportar, não se houve registro datado, falado ou dignamente marcado, mágica ou veridicamente, de sua existência em qualquer outro ponto que exemplifique sua perpetuidade.

Embora, muito depois o desconhecido viesse se tornar a Terra Atual e todos os mistérios que existem nela, e, Node também viesse a mesclar-se e ocultar-se por mais vários milênios. O Jardim do Éden permaneceu a vagar sem destino, sem chão e sem Norte, adaptando-se às diversas mudanças entre os Mundos aos quais ele por si só habitava.

Não se sabe ao certo, mas suspeito que passaram-se cerca de mil e cem anos até que indícios do Eden voltassem a se ascender em um lugar longínquo, banhado por cinzas e escaldantes areias do Deserto do Negev. Naquela época, os que se aproximavam dele pensavam ter encontrado alguma espécie de Oásis ou até a miragem do Chamado dos Céus na Terra.



Quanta tolice.




Israel era berço de muitas guerras como ainda é, porém, o foco principal dessas guerras era a conquista e não disputas etno-religiosas a cerca de um Deus de falsos propósitos que estimula a matança e intolerância (Será o Hector?? o.o). E esta permaneceu assim até que no ano de 1321 depois do nascimento do Messias, um conjunto de andarilhos descobriu aquela terra, ou melhor, a encontrou. De início, ficaram encantadoramente maravilhados com todas as propriedades daquilo que parecia ser um milagre em pleno tumultuado Caos e mesmo que debilitado por suas diferentes passagens entre mundos paralelos e realidades marciais, o Jardim do Éden ainda conseguia demonstrar todo o seu esplendor e superioridade quanto os outros lugares que o rodeavam e isso encheu os olhos daqueles senhores... Seres... Humanos?

Sim, de certo eram os mesmos seres humanos vindos de Adão e Eva, evoluídos assim como o mundo em que habitavam, porém, gerados ainda por filhos de uma mesma Criação Original. Inicialmente, eles chamaram aquele lugar de Santuário, e, com o passar do tempo, ele foi. Mas, cinquenta anos após sua descoberta, o "Oásis" havia se tornado um grande observatório dado às mais diversas pesquisas extraordinárias. Embora humanos, aqueles seres que adentraram o Jardim do Éden pela primeira vez em Israel, assim como poucos de sua espécie, possuíam um grande diferencial e este se chamava, adaptação. Ou inteligência.


- Talvez criatividade seja a chave... Ainda não cheguei à uma conclusão completa do que os faz assim tão especiais.

- Talvez seja apenas muita sorte.

- Não tenho tanta certeza disso já que escondes algo.

- Oh, mas isso é o ponto inicial para se contar uma boa história.

- De fato.

- Por onde parei?... Ah, sim. Os seres.

Esses seres construíram não só um centro avançado de pesquisas bem a frente de seu tempo, mas recriaram à si mesmos a partir de uma nova Super Raça que se deu graças à obra da inovadora e progressiva ciência genética. Mesclando a si mesmos com outros de nossa terra e de outras terras distantes também, se tornaram mais fortes, mais rápidos e mais poderosos do que jamais foram em qualquer forma de tempo que frequentaram em suas vidas carnais, e, isso abriu portas para algo que muitos chamam de sobrevivência, mas quem sabe de toda a história desde a Construção do Éden, como nós sabemos, entende que a motivação desses seres chama-se vingança.

Vingança marcada de um passado inglório em nossas terras, vingança por traição...



Por tal vingança seres humanos mataram e matam seus iguais e vão contra as leis superiores, modificando e dando vida à algo irreal, além até mesmo do que denomina-se sobrenatural. Aqueles humanos assassinaram, torturaram, mutilarão e fizeram as maiores atrocidades jamais vistas com uma série de seres de muitas espécies, algumas delas até foram a extinção por tal tratamento. O Oásis virou a maior área de testes de "coisas", como eles nos chamam, já vistas em todos os mundos, derramando sangue e todo o significado, a muito escondido, daquele lugar na sujeira.

Deuses, Mágicos, Demônios e Anjos... Até mesmo a própria humanidade. Tudo o que entrava ali, jamais saia outra vez e tudo isso dava-se por aqueles malditas experiências que nunca tinham fim. Eu senti, nós sentimos tudo. Cada corpo a ser enterrado, cada morte violenta, cada círio de revolta a se firmar e resultar em mais e mais destruição. A terra, assim como os seres que viviam nela se tornaram agressivos, irracionais. Nascidos para odiar.

O que? Nada muito específico. Era somente o bom e velho ódio massivo, puro e simples, como um monstro enjaulado. A cada dia, mais e mais humanos se juntavam aquela orguanização que fundou-se pelo nome Fifith-Second Field ou Área 52 para seus proprietários, assim como mais criaturas chegavam ali para alimentar, não só a curiosidade de determinados especialistas, como para saciar a fome de seus novos brinquedinhos. E foi assim por mais duzentos e cinquenta anos, até que uma grande rebelião aconteceu.

A Grande Guerra começou com um golpe armado por algumas das mais antigas e resistentes cobaias ali capturadas e marcada por uma série de sacrifícios coletivos entre os seres na FSF aprisionados, pois um fim aos que pensavam um dia ter dominado aquele lugar. Foi algo difícil e trabalhoso, durando aproximados oitenta anos até o seu verdadeiro fim.

- Dizem até que tiveram alguma ajuda sombria...

- Isso nunca foi comprovado.

- Ainda duvidas?

- Talvez.


DE UMA NOVA ERA
A Grande Guerra e a Grande reforma...


Embora os prisioneiros da FSF tivessem sido libertos junto ao fim da Instituição, a história não acabou por ali. Mais uma avalanche de desgraças ocorreu naquele lugar e no ano de 1652 depois de Cristo, todo o território, mais uma vez encoberto dos olhos do mundo terrestre, e, consequentemente, da humanidade, foi assolada pelos malefícios de uma Grande Guerra.

Não, daquela vez não foi uma guerra entre Humanos e Sobrenaturais que havia se consolidado, mas sim uma série de matanças entre o inanimado que ainda se mantinha ali. A partir daquele ano em que a Grande Guerra começou, à todos os outros que se seguiram depois dele, nenhum ser vivente ou não vivente no Jardim do Éden encontrava-se preso dentro do lugar que, imitando seus habitantes mais assíduos, tonou-se uma fortaleza mortífera e feroz. Os humanos que existiam ainda ali, sendo eles de natureza pura ou modificada, foram mortos friamente e os poucos que restaram, foram escoltados à uma mínima área de extensão daquela terra e assim serviram como base de alimentação para muitos durante o tempo que aquilo durou.

De Norte à Sul, de Leste à Oeste daquele Jardim, diferentes povos e espécies lutavam uns contra os outros como irracionais. Seres selvagens sem alma ou consciência, dispostos a cometer as maiores atrocidades a troco de nada. As raças diversas dilaceravam-se entre si, diziam lutar por território e alimento, mas essa não era a norma. A baixa de mortes diárias ultrapassava o número de cento e cinquenta mortos, muitas dessas mortes eram a de jovens e crianças desafortunadas pelo destino de terem parado ou até mesmo nascido ali. A taxa de natalidade também se mantinha alta em contrapeso as baixas e isso, em grande maioria, se dava pelos malfeitos e estupros que se eram acometidos naquela região.

Alianças e traições eram forjadas constantemente entre todo e qualquer tipo de ser ou "coisa" que se pudesse imaginar naquele tempo enquanto a mancha de um passado pesado e desumano se fazia para jamais ser apagada. Os anos se passaram nesse mesmo ambiente. Dez. Vinte. Trinta. Cinquenta anos em uma mesma rotina, uma trajetória dolorosa para muitos de nós.

Organizações diferentes e a sobrevivência contribuíram para a consolidação de grupos e linhas de batalha. O território encontrado por aqueles que o frequentavam, tornou-se extremamente dividido e maculado. Só um único lugar se manteve intocado e este aparentava ser o foco, a fragmentação e o ponto de encontro entre todos os outros mundos onde as portas do Jardim do Éden eram vistas e visitadas. Ele era repleto de luz reclusa em uma densa escuridão de sombras e poeira mortífera que fazia o mal reinar ali, escondendo o que, na verdade, ele realmente era. Por ser tão negro e sombrio, ninguém jamais havia ousado pisar ali e quem poderia imaginar que com o passar de algum tempo, séculos depois, esse poderia ser chamado de... Exílio?

Porém, mais cinquenta anos após aquele período, por incrível que possa chegar a parecer, algo dentro daqueles seres mudou. Algo inesperado, algo tão puro quanto um sentimento improvável, cresceu em um daqueles seres que ali residiam. Ela era uma mestiça, à quem diga que era um deus... Porém, aquele sentimento de empatia ao qual ela passou a portar, fluiu de maneira inesperada dentre os outros e assim se alastrou como uma espécie incomum de contagio, de doença benéfica. Ao menos para nós, os que vivenciamos e sofremos tudo isso tão propriamente quanto todos aqueles já pisaram nesse lugar.

Assim como ela, alguns daqueles seres selvagens e sem razão, passaram a possuir compaixão e dessa forma, se formaram os primeiros laços de trégua que deu-se em um dia comum de guerrilha, quando a deusa, Elizabeth, reuniu-se com alguns dos seres que encontravam-se a frente das linhas de batalha mais resistentes naquela terra. Esses, assumiam poder entre aqueles que duravam mais no jogo da morte que aquele local passara a representar à tempos atrás. Não lembramo-nos exatamente se o que sucedeu-se a isso e o local identificado como o Pilar Central da Grande Reforma dividiram o mesmo solo, mas sabemos que aquele foi o passo inicial para tudo o que houve depois.

Não há dúvidas de que Elizabeth fora a primeira a propor um tratado de paz entre todos nós, mas, nada nunca foi fácil para nenhum dos que vivem no Éden. Não desde a Traição, à várias milênios atrás e isso se perpetuará para sempre ou somente... Até os dias atuais. Nunca poderemos saber, essa é a verdade.

Nenhum deles aceitou as loucuras daquela deusa, muito menos ficaram a escutar suas asneiras, exceto uma outra mulher, uma a qual sua vontade parecia tão igual ou maior do que a de muitos homens.



"Se esta em meio à desordeiros barulhentos, grite mais alto que eles".




Seu nome era Alina e foi ela, a única disposta a ouvir e a segunda a almejar a paz tão bem idealizada pela primeria. Não precisa-se contar que aquele ato contrastou-se com uma grande revolta da maioria ali e isso resultou em mais uma onda de desolação até que aquela causa foi abraçada pela parte angelical.

- Até hoje não sei por que isso aconteceu.

- Eu sei.

- Não existia motivos algum deles quererem ajuda-las, muito menos unir-se à elas.

- Temos acesso a tudo o que houve nesse lugar, por Deus! Se até hoje não sabe, não serei eu a mostrar a luz aos seus olhos.

- Esta bem, continue. Apenas.


Algum tempo depois, alguns outros seres, aliados, se juntaram aquela causa e por fim a disseminação da paz e união era consolidada em uma base rica e fortalecida. Os montins e focos de guerrilha eram cada vez menos frequentes, porém ainda existiam e foi nesse tempo que um terceiro elemento chegou como pagamento de um pacto feito à quase cento e quatorze anos atrás por uma das partes aliadas. Seu nome era Meliodas e este era um dos filhos de Lúcifer.

Meliodas, diferente de Elizabeth e Alina, curtia intensamente o Caos e isso, inicialmente, preocupou as outras duas que lá estavam a liderar o movimento de reforma completa junto àquele lugar. Contudo, ao contrário do que todos pensavam, ao invés de afundar o Jardim do Éden de volta a desordem, Meliodas ajudou a recria-lo e por ser filho de quem era, sua influência perante aos demoníacos era formidável. O moleque conseguia regê-los com uma maestria que despertou em Elizabeth e Alina uma confiança que nunca pensaram oferecer.

Depois dele, juntou-se aquela aliança sua meia irmã, um ser que possuía sangue demoníaco em suas veias, mas que carregava toda a decência da bruxaria em sua forma e graça. Gretel era formidável no uso da magia e, diferente dos outros, não foram capturada, forçada ou mandada para lá. Gretel chegou ao Jardim porque precisava e, confessamos, o lugar precisava dela igualmente. Nós precisávamos. Ela se tornou o quarto ser a se juntar aos que ali semeavam um novo começo e embora tivesse capacidade para mais, sua melhor arma era a diplomacia e desenvoltura para lidar com as situações mais desfavoráveis.

E por último, mas não menos importante, foi nos dada Cristine.
Ela literalmente caí sob nós como uma pluma que cai ao chão e consome tudo. Não nós, na verdade ela caiu mais sob eles do que em mim, entretanto, senti sua natureza da mesma maneira. Totalmente pura em seu pecado e superior aos anjos que se tinham ali, porém doente. No início, duvidaram dela, desacreditaram de si, mas com o tempo, ela provou o que era, forte como era. Sua brandura erradicou qualquer tipo de desavenças entre os de sua espécie, assim como sua posição destronou quem ousava tomar seu lugar. Cristine parecia ter nascido para o Jardim e por isso se tornou uma própria parte dela. Ela foi a quinta.

A partir da chegada desta criatura, o lugar passou a prosperar, nem parecendo ser o foco de tanto mal, sujeira e porcaria. A morte foi abastecida com vida e os que se opuseram à Reforma da Nova Era foram banidos, julgados ou mortos, em ultima instância. Porém, apesar da hierarquia e da mudança, a balança de poder ainda pendia para os lados e isso tornava-se a cada momento um perigo desfavorável a tudo o que eles haviam conquistado. Não podiam se dar ao luxo de brigar entre si novamente e ainda possuíam inimigos, inimigos aos quais aproveitariam cada falha que tivessem para atingi-los e aos que eles protegiam. Foi pensando nisso que um plano foi formado em concordância de todos. Ele chamava-se Circulo de Sangue.

Naquele momento, pode-se ouvir o riso claro a interromper a narrativa.

- Lembra-se quando nós despertamos?

- Oh, sim. Jamais esquecerei os rostos daquelas pobres crianças, eles eram tão tolos...

- Claramente, e, de certa forma... Continuam sendo.

- Não deveríamos falar deles dessa forma, meus caros. Tampouco nesse momento.

- Ora, por quê?!

- Porque esta já é uma outra história que se desenrola em um próximo capítulo.

- Com toda a certeza...



SOBRE À BCA
A história que todos querem contar...


A aliança daqueles que se fizeram fundadores da paz e embaixadores da Grande Reforma daquelas terras fora um marco jamais esquecido. Todavia, está só se fez integralmente sólida no momento em que o Círculo de Sangue foi imposto por eles como a base do poder, proteção e vida daquele lugar.

Tendo propriedades místicas jamais vistas em qualquer outro mundo, o Círculo prometia unir toda aquela terra, ainda indenominada para os que ali viviam, aos cinco seres que se dispuseram a dar início aquele ciclo da história e mais ainda que isso, fazer a União, Partilha e Nivelamento de habilidades e características mais fortemente dedicadas por toda a Aliança dos Cinco Líderes. O Círculo seria a nova fonte de tudo o que existia ali e por essa razão não foi fácil obte-lo.

Das transferências de mente desmedidas ás práticas infrutíferas e erradas, podemos dizer que a formação de algo dessa plenitude fora fruto de longas, árduas e exaustivas tentativas que duraram aproximadamente dez anos até que ao final surtiram em um resultado glorioso Juntando simbologia celta às mais variadas formas de energia pré existentes e extintas dentre os mundos e locais que estes englobam, o Circulo nasceu e no momento em que o fez, espalhou sua natural, única e primordial essência por todo aquele lugar. As marcas e escrituras eram um foco luminescente inevitável e irrevogável aos olhos dos que viam, assim como sua influência era magnânima diante daqueles que o sentiam.

O ar, a terra, as águas e as partes do céu que ali o Circulo tocava se contagiaram com sua energia viva e assim tornaram-se parte dele, partes essenciais de um todo. A partir daquele momento, tudo transmutou-se de maneira tão completa e estrutural que até o mais insensível dos seres, reverberou-se à magnitude do que o Circulo representava. Algo tão forte que não só restabeleceu, mas deu a vida a três seres em suma distinção.


Eles eram os Guardiões.



Não só do Circulo, mas também de toda a Blood Circle, nome ao qual, meses mais tarde aquele antro veio a ser rebatizado, sendo transformado do antigo ao original, como uma nova releitura diante de todos nós. Os cinco aliados passaram a ser os Líderes, patronos, regentes daquele lugar e seus guardiões, a prova viva de que tal união se fazia legítima e inabalável. Seu despertar se deu um dia após a criação do Circulo e tudo o que o envolve, assim como a instituição dos Seis Pilares que o mantém de pé e esses passaram a mediá-lo como condutores diretos daquela fonte energizante de poder absoluto, tendo que, por sua vez alimentar-se dele para continuarem a viver. Passaram adotar as características de seus criadores, entretanto, não se sabe até hoje, o que realmente são.


Deuses? Grandes Titãs?


Só o que podemos revelar é que esses seres sempre estiveram entre eles e os muitos mais que rodearam aquela terra.
Pois esses sempre foram nós.


- Quanto eufemismo.

- Ora, cala-se. Sou eu que estou narrando, então nos retrato da forma como eu quiser.

Depois da instauração do Circulo e de tudo o que há nele, o território antes denominado como Jardim do Éden ou Pompeia ou Fifith-Second Field, foi configurado por uma nova formação territorial que tinha em mente reproduzir seus gestores e os elementos que os regiam, assim como as semelhanças contrárias que os compunham como iguais. A divisão de cada pedacinho mínimo daquele lugar passou a moldar-se a sua imagem e semelhança, da mesma forma uma cidade se construiu naquele mundo. Um lar.

As criaturas que ali viviam começaram a ter comunhão e em detrimento disso, conseguiram conviver. Seres Mágicos, Seres das Sombras, Deuses e Homens. A civilidade passou a reinar entre os que em Blood Circle aceitaram e eram aceitos. Liderados por seus líderes, que dividiam-se em seus territórios dignificados, organizando-os ao seu bel prazer enquanto aventuravam-se a descobrir as peculiaridades de cada fragmento deles, mais tempo se passou em plena paz e sem ouvir-se falar de resistência de partes alguma.


Porém, isso não durou muito.


Em 1901, uma revolta assolou mais uma vez o solo de Blood Circle e essa recebeu o nome de A Revolta dos Condenados. Foi um momento de nossa história em que todos aqueles que fingiam aceitar e colaborar as mudanças da Grande Reforma e se beneficiaram delas, desencaminhados por um personagem peculiar de nossa história. A mancha do sangue inocente foi novamente derramada e, por consequência disso, mais de cento e quarenta seres encontraram-se aos braços da morte de maneira subitamente prematura. Oitenta deles, seres das sombras e magia.

O princípio daquela revolta se dava ao fruto de uma ambição e mais tarde fomos descobrir que não somente a cobiça de um Deus por sua própria prima era o que motivava aqueles seres banhados pelas trevas. Assim, o primeiro real julgamento desde Éden foi feito e Hector, acusado de assassinar vários outros seres em prol de alcançar suas próprias ambições de riqueza e poder, tendo como crime principal o atentado contra a vida da Primeira Líder, Elizabeth. A condenação seria a máxima, ou seja, a pena mortal pela absorvição de seus crimes, porém, Elizabeth fora justa e desse modo, tivera compaixão daquela pobre alma insana, condenando-a somente a passar os restos de sua eternidade em um lugar chamado Exílio.

O resultado das mortes foram honradas com lágrimas e uma grandiosa cerimônia que por um século foi lembrada por aqueles líderes mesmo após todos os outros terem esquecido. Não falaremos que não houveram outros seres capazes de tramar contra aqueles que o melhor faziam para o bem daquele lugar, porque sim, houveram muitos depois dele. Alguns com motivos nada além de pessoas para com aqueles que o lideravam, outros, por sua vez, com nada além de apatia e tédio. Foram muitos os motivos daqueles que se viraram contra Blood Cicle, mas poucos foram aqueles que bem se sucederam.

E dessa mesma maneira, entre algumas reviravoltas, aquele lugar se içou para frente, não sendo mais o que era antes, mas sendo muito mais. Por atestarem perigo aos seres que se aventuravam a adentrar Blood Circle, o lugar permaneceu fechado e encoberto aos que de fora dele estariam em quaisquer mundos que esse visitava e de fato ficou, deixando os que lá viviam em um mundo interno e magnifico. Porém, no ano de 2017, Blood Circle reabre suas portas, dessa vez tornando-se uma Academia Sobrenatural pela iniciativa de seus líderes para todos os seus seres que precisassem daquele lugar e que, fossem escolhidos por ele. A graça, assim como a magia mística que envolve esta terra não fez mais que evoluir desde sua criação e a partir disso, transformou-se muito mais do que qualquer um imaginava ser.

Dispostos a partilhar seus conhecimentos e oferecer um abrigo feito para proteger os seres desses mundos da violência e caça, os líderes organizaram toda uma estrutura de ensino rica e cultural, assim como os suportes necessários para isso. O primeiro aluno da suposta Academia foi um metamorfo de nome Samantha Benson e depois dela muitos outros surgiram, com suas próprias história e trajetórias vividas, inundaram os muros deste lugar, jamais sendo esquecido por nenhum de nós.

O ano de 2017 fora um ano turbulento para os habitantes de Blood Circle e sua Academia. Desaparecimentos. Férias Frustradas. Enfraquecimento do Circulo. Titãs Libertos. Rituais Demoníacos. Fugitivos Caçados. A Volta dos que a muito foram derrotados. Chacinas Diversas. O Armagedon. Podemos dizer que o número de mortos e feridos passou à medida de milhar? Ousamos dizer que sim. Mas nem só de fatalidades este ano foi marcado. Também tivemos ótimos momentos. Confraternizações. Aprendizado. Prêmios. Lutas Épicas. Romances. Amizades. Verdades Reveladas. Herdeiros. O Significado da Pureza. Sexta Liderança. Mikhael... A União.



Tudo isso em um só ano.
Parece muito, não?



E foi.
O suficiente para fecha-la novamente e mandar para fora todos os sobreviventes das gerações nascidas naquele lugar até o fim do ano do 2017, deixando-os perdidos e sem rumo novamente, e, nós... A mercê do Sexto Líder. O Líder cujo qual fora o único a ficar depois do ultimo momento de tormenta. Pois na restou depois daquele ano e dessa maneira - alguns com muita relutância - todos eles se foram, deixando nada além de lembranças de algo belo e agora vazio.

Trezentos se passaram. Trezentos anos de inovações tecnológicas, evolução dos seres e espécies. Homens caçando seres e seres caçando homens. Guerras e anistias. Paz e Caos. Trezentos anos cuja nossa única fonte de notícia, conversa e alimento, fora Mikhael. Ele fora a única válvula capaz de suprimir tudo aquilo que sentimos em nossa trajetória de existência. Poder e Energia também faziam parte desse pacote, mas, por mais que estivéssemos satisfeitos - E nós estávamos, na verdade, como nunca estivemos desde sempre - ainda permanecíamos sincronizados aos cinco outros que haviam nos deixado. Embora sequer precisássemos deles ali para os propósitos que cumpriam e estes não tivessem a mínima ideia do paradeiro desse lugar e Instituição, sabíamos sobre eles. Todos eles e sabíamos onde estávamos e sabíamos o que ansiavam.

Durante todos esses trezentos anos, esse lugar vivo havia encontrado-se adormecido embora o todo ao seu redor não estivesse mais que desperto. Pois sentia falta de algo que um só jamais poderia dar. O Circulo queria algo que há muito lhe fora prometido e trezentos anos após seu ultimo fechamento, reivindicava isso. Enquanto a vida seguia e os ser que estivera sempre lá dormia, a terra clamava por seu despertar.


- Acorde!



É a hora de Blood Circle retornar.



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Hoje, reabrindo as portas em pleno século XXIII.
Convidamos qualquer monstro, ser ou criatura a aventurar-se em nossos portões.
O Mundo mudou, nós mudamos. Aprendemos a sobreviver.
Sabemos nossas falhas e talvez...
Nunca saberemos como repara-las totalmente, pois isso já acontece a tanto tempo que quase não podemos contar. É o nosso vício, é a nossa história. Mas...

E você?
Tem certeza disso?
Tem coragem de entrar aqui e resistir mesmo sabendo quem somos?

Bem, só o tempo dirá.
Apenas saiba que... depois de tanto derramamento de sangue.

Você nunca esteve sozinho.

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