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~Overdose-

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Gaivotas... O mar sobre as pedras... A brisa marítima, ah que paraíso... Mas, espere um minuto, por que raios estou em uma ilha? Esse é o primeiro de muitos pensamentos dos sobreviventes.
Os corpos dos três sobreviventes estavam jogados na parte mais baixas das pedras próxima a maré, a maior parte da área Leste é subida e não é tão preenchida por árvores, o sol é mais forte deste lado da ilha durante a manhã, cochile debaixo do sol e acorde todo queimado.
Em dias de chuva, ali é um péssimo lugar pra se estar, boa parte da água trazida pela chuva chega ao mar pela área Leste e por ser muito inclinada, a força da água é mais forte do que aparenta.

Arquivo Kai - 549

A Área Leste era o antigo ponto de encontro dos pesquisadores e biólogos que iam até a ilha investigar sua vasta biodiversidade de repteis. Cobras e sapos por todos os lados, mas a ilha era famosa por sua absurda quantidade de cobras.
Por volta dos anos 1980 o governo proibiu a entrada de qualquer um na ilha, a base militar que era estabelecida na ilha foi desativada e todos foram retirados, algo aconteceu, mas ninguém tinha permissão de tocar no assunto, então o local foi considerado uma ameaça e absolutamente ninguém tem permissão de pisar no território da ilha.

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Estava tudo tranquilo no navio, eu e minhas amigas conversávamos sobre os garotos a bordo e qual deles seria perfeito para elas. Meu estômago doía de tanto rir e meus olhos lacrimejavam, do nada tudo tremeu e um barulho enorme quase me deixou surda, tapei os ouvidos durante alguns segundos antes que uma sirene tocasse e luzes vermelhas piscassem no corredor. Eu e minhas amigas saímos do quarto e víamos dezenas de pessoas fazendo o mesmo. O que está acontecendo? Era a única pergunta que vinha em minha mente.
Homens de farda corriam pelos corredores entregando coletes salva-vidas, pegamos um para cada e seguimos a multidão. Aquilo não podia estar acontecendo, por que logo naquele dia? Logo aquele cruzeiro?
Seguíamos a multidão, todos empurravam uns aos outros, botes estavam sendo jogados no mar cheios de pessoas, alguns viravam e o desespero daquelas pessoas me agoniava, minha cabeça parecia que ia explodir, tudo girava então me apoiei na barra lateral, olhei para o mar e aquilo apenas piorou minha situação, foi que alguém trombou em mim e acabei caindo pela barra de segurança.
Senti meu corpo se chocar contra o mar e tudo ficou escuro, recuperei a consciência alguns minutos depois, tudo estava destruído, corpos e mais corpos espalhados por ai, me agarrei e um pedaço do assoalho do navio e me deitei sobre ele na esperança de alguém vir, isso se não morresse de hipotermia primeiro, fechei os olhos e apenas deixei que a maré me levasse para onde for...


Sentia meu estômago embrulhar e o forte sol em meu rosto, minha cabeça doía e eu estava exausta. Esse foi, certamente, o pior sonho que tive. Senti um impacto e abri os olhos, fiquei cega por alguns instantes devido a luz do sol e assim que fui me acostumando com a iluminação me sentei e olhei ao redor. O que raios...? Senti minha dor aumentar ao perceber que aquilo não havia sido apenas um sonho, uma fina linha de sangue escorria pelo meu nariz, não me dei o trabalho de limpá-la, fiquei ali parada, olhando para o mar, ainda não acreditava em tudo isso, não podia ser verdade.

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Continuava olhando para o mar, meus pensamentos se perdiam conforme as ondas e mais ondas sumiam no horizonte, eu perdi tudo... Tudo que um dia eu tive agora seria apenas uma memória, eu vou morrer aqui, e minha família se quer vai saber disso.
Meus pensamentos se perdiam mais e mais, eu não sabia o que pensar, eu não sabia o que fazer, nunca li um manual de sobrevivência em caso de naufrágio, ninguém está preparado pra isso, uma em um bilhão de pessoas sofrem um naufrágio e sobrevivem, isso é loucura.
Ouvi a voz de alguém ao meu lado, olhei para ela sem dizer, não tinha forças pra isso, apenas a olhei enquanto meus olhos novamente se enchiam de lagrimas. "Vocês estão bem?" Vocês? Tem mais alguém aqui?
Olhei para trás e vi um homem alto, e grande, muito grande.

- Ao menos não vou morrer sozinha... - Murmurei enquanto juntava meus joelhos no corpo e os abraçava.
Encostei minha cabeça em meus braços enquanto continuava no mesmo lugar, só queria estar em casa agora...

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Olhei para a garota de cabelo rosa voltei a fitar o oceano, eu não iria bancar uma criança chorona agora, juntos temos mais chances de sobreviver, o único problema é como vamos sobreviver.
- Tudo bem, mas acho que devemos nos conhecer primeiro. - Digo e alguns segundos depois me levanto. - Meu nome é Lannie, estava no cruzeiro com algumas amigas, que pelo visto não tiveram a mesma "sorte" do que eu.
Olhei para os outros dois ali, o homem alto nos olhava como se fossemos um incomodo, dois minutos de convivência e ele já não estava indo com a nossa cara, isso seria complicado demais se acontecesse alguma briga interna.
Acho que é cedo demais para entrar na mata, mal conhecemos a ilha e mais tarde vai escurecer... Ah Meu Deus, não posso ficar no escuro, só de pensar nisso já me apavoro. Em uma ilha estranha, com duas pessoas estranhas durante a noite... Mas, tenho que respirar fundo e me manter calma, tudo vai dar certo.
Respirei fundo algumas vezes até que minha respiração voltasse ao normal, isso não vai ser nem um pouco fácil...

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A garota de cabelos rosados se ajoelhou ao meu lado e se apresentou, dei um leve sorriso para ela e ao seguir olhei para o homem grande que apontava a arma na minha direção.
- Atire se quiser, as chances de sairmos daqui vivos são minimas, mesmo que estejamos em três, e outra, não sabemos onde estamos, fazer muito barulho não seria legal, afinal, quem sabe o que pode morar aqui...
Respirei fundo e me levantei, estiquei a mão para Samantha e sorri levemente. - Já que estamos juntos nessa, então vamos, não quero esperar que escureça, se não jamais saberemos que ilha é essa. Sei que estamos em território brasileiro, e que provavelmente não é em uma rota, pois não me lembro de ver nenhuma ilha enquanto estávamos no cruzeiro. - Respirei fundo e olhei ao redor novamente.
Estamos perdidos, ninguém vai nos encontrar aqui, estou no meio do nada, com um maluco armado e uma garota que aparenta ser gentil, ao menos não estou sozinha... Só espero que encontremos comida e água.

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Acompanhei Samantha logo atrás do homem grande, o que ele era? Um policial? Não, jamais. Por que alguém estaria em um cruzeiro armado se não fosse parte da segurança? O fato de poder estar presa em uma ilha com um psicopata não é lá muito agradável...
Escutei a proposta de Samantha, não me parecia uma má ideia, mas não conhecemos a ilha, é nisso que devemos pensar, nos separar poderia ser perigoso.

- Não sei não... De fato seria mais pratico e eficaz, não custa tentar não é? A questão é: Qual de nós duas vamos ficar com o grandão e explorar a ilha? - Olhei para ele e logo em seguida voltei a olhar para Samantha.
Não seria muito agradável ficar ao lado dele, não nos demos muito bem nos primeiros minutos e não acho que iremos nos dar bem tão cedo, isso não seria bom, convivência talvez resolvesse isso, mas vou te que aprender a aturá-lo até lá.
Não sou muito habilidosa em construir coisas, mas minha memória é boa e tenho uma boa noção dos polos, então não me perco tão fácil, isso é quando está claro, no escuro sou uma total inútil... Tendo uma fogueira e os pássaros por longe, por mim está tudo perfeito.
Olhei novamente para o grandão, quem era ele? Parece já ter passado por muita coisa, melhor esquecer isso, pois acho que não vou descobrir isso tão cedo.

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Apenas mostrei a língua para o grandão e em seguida ele me entregou sua arma, fiquei olhando-a, uma sensação terrível percorria por meu corpo. Eu não sei usar isso, e não quero aprender, não é muito meu estilo.
- Está tudo bem... Acho melhor que eu fique, posso ser mais útil ficando aqui. - Dei um leve sorriso e me virei para eles. - Boa sorte.
comecei a andar para o outro lado e coloquei a arma em minha cintura enquanto procurava por algo para inciar a construir o que eu queria, aliás, não sei se quer como vou fazer isso, sempre fui péssima com tudo isso.
Comecei a caminhar pela praia enquanto mil e um pensamentos invadiam minha mente, tudo aconteceu rápido demais e eu se quer tive tempo de pensar nisso tudo. O grandão e Samantha iriam fazer o trabalho pesado e eu ficaria aqui, pensando no que fazer e no fim das contas não faria nada...
Continuei andando até encontrar três árvores próximas umas as outras, não era tão próxima a praia assim, então creio que é um lugar bom.
Olhei ao redor em busca de folhas de bananeiras, aqui não ia ser difícil de encontrá-las, e não foi, logo que encontrei algumas pelo chão, fui recolhendo e levando-as até as árvores, precisaria de algo para amarrá-las, mas isso vejo depois, vou arrumar folhas o suficiente para tampar essa parte ao menos. Por enquanto tudo está indo bem, espero que lá também.

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Juntei uma boa quantidade de folhas, o calor tirava toda a coragem que eu tinha, então tirei minha blusa de frio ficando apenas com minha regata, fui até o mar e molhei um pouco minha nuca, dizem que ajuda a passar o calor, então não custa tentar...
Senti a pistola na minha cintura e a peguei, fiquei observando-a, nunca havia segurado uma, parecia ser mais leve nos filmes. A segurei com as duas mãos e apontei para o horizonte como se fosse atirar.

- Bang. - Disse e logo ri de mim mesma, guardei a pistola e voltei ao que estava fazendo.
Iria precisar de algo para amarrar as folhas, mas o que?
Comecei a caminhar pelo litoral em busca de algo que pudesse servir para amarrar, avistei algumas algas, fui até elas e peguei o máximo que consegui logo voltei até onde as outras folhas estavam, amarrei uma em cada ponta da folha e a estendi em meio as duas árvores, amarrei a primeira ponta em volta de uma dar árvores e depois a outra na outra árvore. Passei a mão pela folha apenas para ver se não iria escorregar, e acabou escorregando, a alga estava molhada e não iria segurar a folha por muito tempo, juntei alguns galhos, mas não fazia a menor ideia de como iria acender o fogo. As deixei sobre uma pedra onde o sol batia e me sentei na sombra enquanto esperava que secassem ao menos um pouco.
Isso seria tão problemático...

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Fiquei alguns instantes sentada na sombra observando o movimento das ondas, era como se eu estivesse hipnotizada, não conseguia chorar, nem demonstrar nada, a ficha de que o navio havia afundado não caiu ainda, me pergunto como três pessoas conseguiram sobreviver e parar no mesmo lugar, é muita sorte. Ou azar...
Alguns instantes depois me levantei e fui até as algas, estavam mias secas e talvez desta vez segurasse por mais tempo as folhas. Recolhi duas e voltei até as árvores fazendo a mesma coisa de antes, amarrei as pontas em cada árvore e prendi a folha próxima ao chão, passei a mão por ela e desta vez não soltou. Voltei até a pedra e peguei o resto das algas, consegui amarrá-las até uma boa altura e logo fui pegando mais algas, as deixei no sol enquanto procurava por mais folhas.
Comecei andando pela beira da floresta a procura de mais folhas quando algo passou atrás de mim rapidamente entrando mais a fundo na mata, me virei e encarei os arbustos.

- Q-quem está ai?- Perguntei e apenas o silêncio prevaleceu.

Era obvio que ninguém iria responder, mas provavelmente foi algum animal que vive por aqui, então apenas ignorei e voltei a procurar as folhas. Não demorei para voltar e continuar fazendo o mesmo na outra árvore, percebi que não daria certo pois as folhas que já estavam amarradas atrapalhavam, então peguei um graveto e fiz pequenos furos nas laterais, passando as algas por lá e prendendo-as nas árvores, fiquei alguns minutos ali até terminar mais um lado.

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O tempo ia passando e eu já estava ficando exausta, os lados e a parte de cima estavam cobertos, só faltava cobrir o chão. Me ajoelhei e comecei a tirar as folhas e pedras e apenas a fofa areia ficou. Procurei por mais folhas e forrei o chão, não era o melhor abrigo do mundo, mas nos protegeria do frio e da chuva, isso era o suficiente por enquanto.
Assim que terminei de cobrir o chão, eles já haviam voltado, acenei para Samantha e fui até eles.

- Voltaram bem a tempo. Não é lá grande coisa, mas vai nos proteger da friagem por uma noite... O que encontraram de bom lá?

Pensei em perguntar se também viram algum vulto na mata, mas se não tiverem visto pode acabar assustando-os, então achei melhor ficar quieta, só espero que não apareça novamente.