Grupo Chronicles of Oqea.



Grupo Chronicles of Oqea.
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Oqea, extenso e diversificado continente, com ecossistemas próprios nos seus extremos e habitat das mais distintas criaturas, foi regido nos primórdios unicamente por Eudard, O Conquistador, e sua linhagem por séculos. Os Aunsellus, como eram intitulados, conviviam pacificamente com os Dranyr e residiam na região Sul do país, onde comandavam com dureza e crueldade as demais localidades. Extraiam matéria prima das outras áreas prolíferas, explorando arduamente a população, que vivia em situação precária, para comercializar com diferentes nações e conseguir lucrar. Durante anos Oqea sobreviveu à tirania e a miséria, os habitantes resistindo à fome e as doenças, enquanto os Aunsellus esbanjavam ouro e prata, assistindo seu povo falecer sobre as terras férteis.

Exaustos da situação que viviam, os nobres estearam alto suas bandeiras e declararam guerra contra seus ditadores, igualmente aos plebeus, que munidos das suas armas marcharam para Asévia. A revolução foi estabelecida com muita luta, sangue e mortes. Magistas, humanos com poderes arcanos, uniram-se aos oprimidos, devido o descontentamento com as imposições dos tiranos. Os Dranyr, humanos abençoados por dragões e respeitados como deuses, escolheram o lado que mais os beneficiava e guerrearam com suas feras escamosas pelos céus. Por longos e tortuosos meses a terra queimou, pessoas morreram e sangue jorrou. Além dos escombros, corpos e incêndios, nada mais restou sobre os terrenos do reino, quando, finalmente, os Aunsellus foram mortos para finalizar aquela Era torturante.

Cinco famílias nobres reivindicaram o extenso reino, após a morte dos soberanos, dividindo-o em cinco para melhor comandá-los; Qutha, Asévia, Vroton, Tiwyth e Tridel. Cada monarca e sua linhagem estabeleceram-se no seu respectivo reino, mantendo a União Primeval — aliança composta para a rebelião — e vivendo pacificamente. Os reinos cresceram e prosperaram, reconstruindo seus domínios e aproveitando os dias tranquilos. O povo agora vivia adequadamente, com boas moradias, serviços remunerados e comida farta, como sempre almejaram. Magistas continuaram com suas peregrinações para aprender mais sobre o ambiente que cercava-os e suas origens ocultas. Já os Dranyr, habitando os reinos, também os santuários no alto dos montes ao Oeste com seus dragões, mantiveram-se indômitos e idolatrados pela população, que via-os como deuses.

O erro, certamente, foi este: venerar humanos como divindades.

Dranyr, humanos que domavam dragões, que existiam nas terras de Oqea desde as primícias do planeta, eram a prosopopeia da destruição, do poder. Orgulhavam-se e gabavam-se da sua posição rara e privilegiada na sociedade, a cobiça crescente na mente com ideais condenáveis, que inquestionavelmente violaria as regras da União Primeval. Não demorou para que os dias calmos fossem esquecidos e o terror dos confrontos anteriores relembrados com a rebelião dos Trinus e um súbito ataque a Tridel. Zurius, um jovem Dranyr, montado em seu bravio e sombrio dragão incendiou vilarejos, avançando rapidamente pelos céus para Asévia, o centro financeiro do continente, acompanhado por Dranis e Ridis. Conhecidos por Sunmantles, os jovens propagavam teorias totalitaristas que pretendiam modificar a monarquia existente e coroar os Dranyr, planejando a purificação do sangue e um novo período tirânico, no qual dominariam os demais continentes. Os outros Reis, alarmados com a situação, prontamente mobilizaram-se, comandando seus numerosos exércitos para o mesmo ponto, esperando-os para o confronto, que novamente devastaria Oqea.

A terra foi mais uma vez dizimada e as planícies, outrora cheias com as mais frutíferas árvores, queimavam sobre as chamas carmins dos grandes dragões. Os Dranyr seguiam imparáveis, montados sobre suas feras aladas, e em pouquíssimo tempo, especificamente em dois meses, destruíram dois dos cinco reinos localizados em Oqea, queimando tudo ao seu redor. Exércitos, mesmo numerosos, recuavam, igualmente aos Magistas, escondendo-se para reestruturar-se e planejar novas investidas mais eficazes. Um conselho foi fundado urgentemente com os reis que ainda viviam e seus fieis conselheiros para findar mais uma guerra que os destruía. O novo plano foi posto cuidadosamente em execução; Magistas usaram seus poderes para separar Dranyr e dragão, facilitando o extermínio de ambos pelos exércitos dos reinos.

Depois da sangrenta guerra, para evitar futuras rebeliões, ainda que a norma fosse desumana, decidiram sacrificar todas as crianças que apresentassem a febre dos três dias, quando a herança genética Dranyr manifestava-se fisicamente. A revolta da população incrédula foi contida rapidamente e a lei imperou pelos cinco reinos sem mais rejeições. Por cinquenta longos e calmos anos, com os reinos reconstruídos e vivendo tranquilamente, a ordem manteve-se intacta. Contudo, com o nascimento do ultimogênito do Rei dos Desertos, descoberto Dranyr e sentenciado a morte, a União Primeval desestabilizou. Ainda que o monarca suplicasse pela vida do filho, os outros reinos não concordaram com os pedidos, limitando os suprimentos enviados e mandando os Scourge, caçadores habilmente treinados para matar os Dranyr e seus dragões.

A morte prematura do filho do Rei que governava o Norte causou o término da União Primeval e incentivou o início de um novo conflito. Enfurecido com o assassinato do filho, o Rei dos Desertos, em desvario, comandou seus exércitos em um repentino ataque. Ainda que obtivessem vantagem da surpresa, a terceira batalha, conhecida como Traição da Areia, terminou rapidamente, com o Rei morto e Reino dos Desertos vencido e banido dos outros. A aliança foi retomada com o fim da guerra e atualmente os reinos e seus Reis lidam somente com ameaças dos herdeiros do Deserto e suposições da volta dos Dranyr.

Junte-se a um reino, forje suas armas e venha aventurar-se por Oqea.


É uma obra totalmente original e da minha autoria.

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