Tópico [PRÓLOGO] Yammen

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~-Narrador

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Um suave sereno matinal caía. Pela manhã, o clima era o mais agradável – nem tão infernal quanto o amanhecer, nem tão congelante quanto a noite. Faziam dois meses que a mãe falecera. O pai, já velho, rendia cada dia menos e há cerca de uma semana não tinha mais condições para exercer a profissão devido a idade ( queixava-se constantemente das juntas).

Yammen, que possuía apenas 12 anos de idade, assumiu a responsabilidade de trazer alguma renda para a família, entretanto, cada vez mais era trabalhoso conseguir algo que viesse do bosque, restando apenas uma última opção: seguir para a cidade e deixar o pai aos cuidados da irmã.

As enormes construções de concreto e metal torcido que compunham a paisagem eram bem diferentes daquilo que a jovem estava acostumada a ver no campo, igualmente nunca vira um número tão grande de pessoas amontoadas em um só lugar, o que a fazia se sentir um tanto desconfortável. O único verde que havia nas proximidades era os de uma praça de médio porte, onde algumas pessoas se reuniam em torno a um imenso carro que fumegava por um cano que saía de seu topo. Um homem, gordo e já com seus quase 50 anos, gritava para a multidão.

- Respeitável público! Senhoras e Senhores! Meninos e meninas! Venho até aqui para apresentar para vocês... O Carro das Maravilhas do Senhor Yantzu! – enquanto falava, o homem gesticulava com seus enormes braços, esticando-os para todos os lados com gestos exagerados – Tenho aqui a solução para tooodos os seus problemas, Senhoras e Senhores. Aproximem-se, aproximem-se! Venham ver as maravilhas que posso lhes oferecer... – durante a gesticulação, os olhos do homem pousaram sobre Yammen, e um largo sorriso abriu-se em seu rosto. Ainda que a jovem ainda estivesse a uma distância considerável, o homem estendeu a mão, tão grande que duas das da jovem caberiam em sua palma com facilidade – Venha, senhorita, não gostaria de experimentar?

~Pedorito

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Crona, The Confusion
-Venha, senhorita, não gostaria de experimentar?

Eu me assustei quando o homem dirigiu a palavra a mim...Mexi nas unhas pensando no que fazer...Oque faria...Respondo?

Não sei se ele está falando a verdade...

N-Não...A-Acho melhor ficar aqui...-Disse abaixando a cabeça

Algumas começaram a dizer para eu ir,elas estavam sorrindo e eu ficando mais desconfortável...Não sabia o que fazer...Olhei para o homem e ele ainda estava sorrindo com a mão estendida...

Então eu fiz,segurei a mão do senhor ainda meio envergonhada aceitando a oferta...Eu sabia me defender casa algo acontecesse

~-Narrador

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Assim que a garota encostou na áspera mão do mais velho, ele a puxou e, em um giro, a garota foi colocada em uma cadeira pomposa que encontrava-se diante do carro. Era de veludo vermelho e metal acobreado, lembrando um pouco os tronos de rainhas em livros infantis – mas possuía uma estranha espécie de tremor, com um “tec tec” ritmado, como se estivesse ligada a um motor.

- Essa jovem! – continuou Yantze – Pobre garota tão jovem, de certo que mal pode esperar para crescer, certo? – o homem sequer esperou que ela respondesse, colocou uma das mãos em seu ombro e, com um sorriso, prosseguiu, falando ainda com a multidão – PARA QUE ESPERAR? O Carro das Maravilhas tem a solução!

Nesse momento, uma musica com uma melodia rápida e aguda começou a tocar, enquanto o homem erguia uma espécie de cortina em volta da cadeira. Não houve tempo para qualquer reação, de repente, a cadeira virou-se para trás e Yammen foi lançada para o interior do carro através de uma portinhola.

Lá dentro, parecia uma espécie de quarto pequeno: haviam duas cadeiras e uma pequena cama na lateral, além de várias estantes com vidros coloridos contendo alguma espécie de liquido. Tudo era metálico, levemente enferrujado, tal qual do lado de fora. As paredes eram feitas de canos acobreados, e algumas engrenagens moviam-se como em uma enorme engenhoca mal-terminada.

- Ok, parece que é a minha vez – quem falara fora uma mulher, que vestia uma roupa provocante, deixando os seios bem a mostra com um decote generoso. Ela tocou o ombro da garota e apressou-se em sair pela portinhola, que fechou-se em seguia, e, então, aplausos foram ouvidos do lado de fora.

Ficou claro o que estava acontecendo: era um grupo de charlatões.

- Não se preocupe, aqui. – do seu lado, havia um garoto de pele morena e roupas maltrapilhas, que lhe estendia uma xícara com algo que cheirava a chá verde – Logo deve acabar, e, se se comportar direitinho, Sr. Yantze deve lhe dar alguma parte do que recebermos hoje com a venda.

~Pedorito

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Crona, The Confusion
– Logo deve acabar, e, se se comportar direitinho, Sr. Yantze deve lhe dar alguma parte do que recebermos hoje com a venda.

Não quero dinheiro de charlatões...-Disse num tom ríspido e recusei a xícara,o cheiro era bom,mas poderia ser uma armadilha...

O garoto estava com roupas velhas e gastas...Senti um pouco de pena,será que ele foi capturado?Será que sua família está atrás dele?Será que tem uma família...

Você também foi pego por aquele velho ou está aqui de boa vontade?

~-Narrador

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O jovem suspirou e deixou o copo sobre uma pequena mesa, dizendo “se mudar de ideia...”, em seguida servindo um pouco do liquido para si próprio e jogando-se em uma almofada grande, que soltou uma pequena baforada de poeira.

- Bem, podemos dizer que sim – ele tomou um gole longo, soprando um pouco de fumaça em seguida – Na verdade quem me jogou aqui foi a Mirdina, e o Sr. Yantze tomou meu lugar lá fora – ele sorriu – Bem, depois disso eu acabei ficando por aqui... Não tinha mais pra onde voltar, e os dois são legais sabe? Podemos ser charlatões, como queira chamar, mas só nos viramos como podemos, e somos como uma família, no fim. – ele deu um breve sorriso – Deve acabar em breve, as pessoas sempre compram as “poções mágicas”, apesar de ser só água com aroma e um pouco de licor.

~Pedorito

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Crona, The Confusion
Eles estavam ganhando a vida do jeito deles,mas estavam enganando as pessoas...Meu pai dizia que as pessoas fazem de tudo para sobreviver neste mundo...Então é melhor eu não julga-los pois eles também estão tentando sobreviver.

Resolvi relaxar,ele parecia confiável.Peguei a xícara e me sentei do lado do menino. Provavelmente ficaria um tempo aqui esperando aqueles dois venderem as "poções".

Não queria ficar neste silêncio desconfortável,então preferi puxar conversa com o menino e tentar fazer alguma amizade

Então...Como se chama...?

~-Narrador

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O garoto deu um sorriso, exibindo seus dentes levemente tortos, e apontou para si mesmo com o polegar.

- Me chamam simplesmente de Garoto aqui – definitivamente foi uma resposta bem vaga, mas parecia que ele estava certo disso – Ei, por acaso você quer ver algo legal?

O Garoto sequer esperou resposta e ergueu-se, atravessando a frente da garota e andando mais uns três passos, que era o que resumia o comprimento total do carro. Ali, puxou um pano grosso como uma cortina, revelando uma pequena jaula quadrada, não mais alta que a altura de seu joelho. Dentro dela, um pequeno animal se encolhia e mostrava os dentes em um rosnado que tinha a intenção de ser feroz.

- Sr. Yantze disse que comprou ele em um país além do deserto, dá pra acreditar que existem lugares além de toda aquela areia? – ele esticou o braço, agarrando alguma coisa de cima da estante e jogando lá dentro (parecia um pedaço de carne), mas o animal sequer deu atenção e continuou acuado – Mas ele não come, não importa o que eu faça. De qualquer forma, provavelmente ele será vendido em uma semana, para um homem que vive em uma casa grande. Sr. Yantze disse que ele nos dará comida de primeira e um bom dinheiro!




Escreveu em Off


A partir de agora, pode postar simultaneamente aqui, para a finalização do prólogo, e no tópico do primeiro capítulo do jogo.

~Pedorito

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Crona, The Confusion
Eu vou te chamar de Tea...--Disse depois da resposta que ele me deu.

Quando ia responder a pergunta que me fez o mesmo me cortou e foi até uma coisa grande coberta,quando ele puxou tudo aquilo ele revelou um filhote de algum felino que eu nunca tinha visto.

- Sr. Yantze disse que comprou ele em um país além do deserto, dá pra acreditar que existem lugares além de toda aquela areia?...

Ele começou a falar,mas eu nem dei atenção fui me aproximando da jaula ficando de frente do pequeno animal que ainda estava na mesma posição

- Mas ele não come, não importa o que eu faça.

Olhei para as barras e estiquei um pouco meu braço esquerdo tentando encostar no pequeno animal tentando fazer algum carinho,enquanto pegava a carne com meu braço direito tentando a deixar na ponta da jaula.

~-Narrador

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O animal pulou no braço esquerdo da garota, cravando-lhe as garras e os dentes. Provavelmente estava assustado demais, e quando a garota enfiou o braço lá, sentiu-se ameaçado.

- Você está louca?! – o Garoto, ou “Tea”, agarrou os ombros da garota e a puxou para fora .Ainda que o animal fosse um filhote, já possuía unhas bem afiadas que deixaram belos rasgões nos braços da garota – A-ah! Você está sangrando! Eu vou pegar as bandagens e...

Enquanto o garoto derrubava algumas coisas em busca das bandagens, a traseira do carro, e por lá, o homem e a garota de antes entraram, ambos com um sorriso no rosto e uma garrafa que cheirava a álcool nas mãos.

- Aah! Bom trabalho, minha jovem! – Yantze sequer parecia se preocupar com os ferimentos, talvez estivesse bêbado demais para isso. O Garoto finalmente achara as bandagens e ia na direção de Yammen, para fazer um curativo – Sem você não teríamos conseguido, aqui, aqui, sua parte – o homem estendeu uma nota para ela – Amanhã vamos atravessar o deserto a sul para entregarmos o bicho, o que me diz, virá com a gente?

- Aaah, definitivamente seria de grande ajuda para o nosso show! – disse a mulher, tomando mais um gole da garrafa. Enquanto isso, o animal dentro da jaula ainda rosnava, olhando para todos ao redor – Alguém, por favor, cubra logo esse bicho!

~Pedorito

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Crona, The Confusion
--N-Não preciso de c-curativos...--Disse mas minha voz não foi tão alta pois ele saiu gritando desesperadamente

Meu braço estava sangrando e ardendo,mas eu podia aguentar eu sou uma forte lenhadora...

Quando me virei os dois chegaram aparentemente bêbados o velho dirigiu a palavra a mim e seu bafo de álcool veio em meu rosto aquilo era completamente horrível....

– Sem você não teríamos conseguido, aqui, aqui, sua parte

Eu peguei o dinheiro e balancei a cabeça positivamente respondendo a pergunta do velho.Eu não ficaria com o dinheiro o daria para Tea...

- Aaah, definitivamente seria de grande ajuda para o nosso show!

Abaixei a cabeça e fiquei do lado da jaula,me sentia mais segura perto daquele filhote

– Alguém, por favor, cubra logo esse bicho!

Voltei a olhar para a jaula e olhei diretamente para o filhote fazendo contato visual com o felino.

--Vai ficar tudo bem pequenino...Eu não vou te fazer mal algum...--Disse sorrindo fraco sentindo meu braço doer ainda mais que antes...ele tinha feito um pequeno estrago

--Olhe o que você fez pequenino...Está doendo muito sabia...--Disse sussurrando para o animal enquanto via aqueles dois bêbados rindo e falando sobre o que ganharam hoje