Tópico Salão Comunal da Sonserina;

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~tokkie

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A entrada para o salão comunal é uma parede de pedra vazia. Para entrar, deve-se dizer a senha. Possui um teto baixo e a luz das tochas é esverdeada. O salão comunal está parcialmente localizado abaixo do lago pois fica nas masmorras. Uma senha dita a parede é requerida para adentrá-lo, então uma passagem é revelada e esta leva ao salão comunal. Uma sala com jeito de masmorra, teto baixo, com lâmpadas e cadeiras esverdeadas.

~Occlumency

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Caminhava a passos rápidos e decididos, ora ou outra cumprimentando algum conhecido com um breve sorriso e um aceno, esforçando-se em ser cordial, ainda que sentisse a frustração tão palpável em seu âmago. Somente removeria sua coroa ao estar nos seus aposentos e extravasaria seu descontento. Retirou-se para o saguão de entrada e rumou-se, entrelaçando sua mão a de Elizabeth e puxando-a, para os dormitórios da Sonserina.

Embora quisesse dar as boas-vindas aos alunos das outras escolas que participariam do torneio, não o fez. Uma rainha deveria passar tranquilidade e hospitalidade ao falar, o que naquele momento não conseguiria. Provavelmente assustaria os convidados caso tentasse. Procuraria em outro momento mais oportuno, quando estivesse tranquila, uma interação amigável e hospitaleira.

Desceu para as masmorras, igualmente a seus colegas, parando à frente de uma parede em pedra vazia e dizendo nitidamente a senha. Uma passagem revelou-se após o pronunciamento da palavra, dando passagem para o salão da Sonserina, este que mostrava-se deslumbrante com suas mobílias esverdeadas e decoração a condizer. Não demorou-se em entrar no conhecido aposento, ainda segurando Elizabeth pela mão, e seguindo para seu quarto, despedindo-se rapidamente dos outros com quem compartilhava da mesma casa.

Jogou-se sobre a cama ao entrar no quarto, mirando o teto e bufando demoradamente. – Elizabeth, esse mundo é cheio de injustiças. – expressou da sua habitual forma lastimosa quando queria algo. Naquele momento ansiava pelo apoio independente da amiga. – Será tão perigoso para os alunos um ano mais velhos quanto para nós! – exclamou, socando os lençóis e olhando brevemente para a amiga e sorrindo mordaz. – E se usássemos algumas gotas de Poção para Envelhecer? – O sorriso astuto perpetuava em seus lábios enquanto novamente mirou o teto com as lamparinas esverdeadas. Não era um plano ruim, ainda que tivesse que refiná-lo para dar certo.

~Occlumency

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Retirou os sapatos aos pontapés, ainda deitada, erguendo teatralmente as sobrancelhas e virando o rosto rapidamente para a amiga ao escutá-la. – Faz parte do meu papel de princesa. – esclareceu, rindo agudamente e observando os tecidos elegantes e esverdeados que recobriam a estrutura da sua cama. Todo o quarto era meticulosamente decorado com mobílias sofisticadas que atribuíam à sensação confortável e altiva aqueles que neles residiam. Maera estimava os quartos da Sonserina, ainda que muitas vezes a umidade fizesse seus fios loiros se rebelarem, por seu requinte. Ali sentia-se apreciada pela pureza do seu sangue e acolhida.

O ar em seus pulmões foi expulso em um arquejar imoderado ao ter Elizabeth saltando sobre seu corpo e logo uma risada aguda fez-se presente. Embora o peso da amiga esmagasse seu corpo grácil e diminuto em relação ao dela, abraçou-a, suspirando. Elizabeth fizera aquilo em reprovação a sua ideia para burlar o sistema mágico da taça. Não queria concordar com a amiga e desistir do plano, mas o fez. Incumbiria sua inteligência para ajudar o aluno escolhido de Hogwarts a ganhar e trazer mais prestígio a escola. – Tudo bem. Não pensarei mais. – murmurou, acariciando os cabelos da amiga e esboçando um sorriso. Era melhor assim. Não desonraria seus pais sendo pega com truques baixos.

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Permaneceram naquela posição por minutos; Maera alisando os cabelos de Elizabeth costumeiramente, assim como na infância. Recordava-se do dia que a amiga fora morar em sua casa após a trágica morte dos pais. Obviamente não recebeu bem a nova moradora. Já não gostava de dividir a atenção dos pais com a irmã e ao ver a minúscula Elizabeth decidiu naquele momento que a odiaria. Aquele ciúme momentâneo foi logo sobreposto por um carinho incomum ao decorrer dos dias e quando deu por si considerar a amiga mais sua irmã do que sua real irmã, aquela que carregava o mesmo sangue nas veias.

Soltou Elizabeth, quando está remexeu-se e rapidamente deitou ao seu lado, e sorriu, sentindo a mão da amiga segurar a sua e seus dedos entrelaçando-se. O sinal da amizade das duas e da confiança em que depositavam uma na outra. Apertou doidamente a mão de Elizabeth à menção do capitão da Grifinória e fez um bico, ainda olhando para o teto, como se lá contivesse uma pintura esplendorosa ou uma magnífica visão. – Talvez. Se ele for o escolhido... – Embora sentisse seu ego doer à menção daquele nome, não poderia desmerecer o garoto que poderia vir a ser o campeão do torneiro, relembrando-se que havia prometido a si mesma que auxiliaria o escolhido de Hogwarts. – Mas se ele não for escolhido, quero a cabeça enfeitando nosso quarto. – afirmou, gargalhando e virando-se na cama para olhar a amiga.

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Por alguns segundos sentiu-se confusa com a resposta da amiga. Elizabeth conhecia-a tão bem e provocar-lhe daquela forma foi totalmente estúpido da sua parte. Levantou-se, soltando da mão da amiga e maneando a cabeça. Caminhou até seu baú, retirando deste suas roupas para dormir e trocando-se ali mesmo. Desfez suas tranças, sacudiu os cabelos loiros e enquanto jogava as fitas no baú, olhava insolente para Elizabeth. – Me diz você, querida amiga, considerando seu interesse nele, é claro. – replicou mordaz, retornando a cama, onde sentou-se mais uma vez ao lado de Elizabeth. Recordava-se claramente do sinal da amiga em dizer-lhe que o garoto era interessante e usaria dessa confissão para atormentá-la. – Ou vai se esquivar com medo? – questionou, puxando um travesseiro e atingindo-o no rosto da amiga como uma simplória vingança. Suas alfinetadas, por serem amigas, limitavam-se no básico, ainda que fosse tentador brincar com mais seriedade com Elizabeth, guardava sua peçonha para quem realmente precisava.

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Sorriu, mas não o sorriso cordial que exibia a todos quando andava pelos corredores de Hogwarts. Esse sorriso mordaz era reservado aos momentos a sós com Elizabeth, quando guardava sua máscara polida e manifestava a Maera cruel e astuciosa. Não bateu novamente na amiga com o travesseiro. Olhou-a nos olhos incisiva e inclinou levemente a cabeça, atribuindo certa delicadeza a sua postura.

Isso é bom, não acha? O clima que diz ter “rolado”. – Fez aspas no ar sem desfazer o sorriso corrosivo. – Mantenha os amigos por perto e os inimigos mais perto ainda. – citou, recordando-se da rixa antiga entre as casas e agarrando o travesseio mais uma vez atingindo-o na amiga. Até aquele momento não havia classificado George como bem-apessoado, mas não podia negar que Elizabeth tinha razão. Ele lá tinha seus charmes.

Riu ao ser atingida por um travesseiro pela amiga e deitou-se na cama, encolhendo-se e protegendo o rosto. Sua risada foi esmaecendo à medida que seu semblante tornava-se torpe, escutando a afronta de Elizabeth. Sentou-se mais uma vez, arrumou pomposamente os cabelos loiros, e olhou para a amiga, que havia corrido para sua cama. Elizabeth estava mostrando-lhe as garras e rindo do perigo. Se fosse outra pessoa, não sobreviveria para contar história, mas como gostava demasiadamente da amiga o máximo que faria era respondê-la na mesma intensidade. Maneou levemente a cabeça, emitindo um som de desaprovação e olhou novamente para Elizabeth.

A questão é que todos tem peito para bater de frente comigo, Elizabeth. – Olhou momentaneamente para os lençóis bordados com linhas prateadas e dedilhando-os, fazendo uma pausa dramática. – Só não sabemos se vão continuar em pé depois disso. – concluiu em tom maldoso, encarando a amiga.

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A concordância de Elizabeth não agradou-lhe. Não sentiu firmeza em suas palavras. A postura da amiga dava a duvidar que considerou tudo o que falara como sem fundamento, palavras jogadas ao ar, e sua pressa em dormir só salientava a dúvida. Bufou e enfiou-se sob as cobertas quentes ao lado de Elizabeth, que como habitualmente deitara-se na sua cama para dormirem juntas. Não virou-se para a amiga, permanecendo olhando para o outro lado, somente sentindo o braço da mesma sobre seu ombro. Pegou a mão alheia e a segurou firmemente, entrelaçando seus dedos. Ainda que se sentisse um pouco ofendida com o descaso, não conseguia ser tão dura com Elizabeth, mesmo ela sabendo que nada que saia da sua boca era inverdade.

Você sabe que eu não prego peças. Eu destruo vidas. – riu minimamente da intensidade das suas palavras e aconchegou-se na cama. A possibilidade de uma pequena vingança contra George melhorou parcialmente seu humor. Pensando por minutos no silêncio, exceto pela água do lago batendo nas janelas, nas inúmeras variedades de truques que poderia utilizar para sua revanche contra o garoto, adormeceu segurando a mão da amiga e esboçando um sorriso.

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NARRADOR
{everyone}

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Retirou alguns fios revoltos dos olhos, acordando, piscando os olhos incontáveis vezes, acostumando-se com a claridade, e espreguiçando-se, jogando as pernas por cima da amiga, que permanecia embalada no mais profundo sono. Sorriu, alinhando os cabelos de Elizabeth e olhando-a, pensando que aquele semblante tão tranquilo em nada condizia nada com sua personalidade tempestuosa. Enquanto considerava-se furtiva, espreitando o terreno para depois dar o golpe, Elizabeth era certeira e audaciosa. Não tinha medo de dar a cara à tapa, e prezava demasiadamente essa pessoalidade da amiga.

Permitiu-se em enrolar nos dedos os fios loiros de Elizabeth por minutos, apreciando sua preguiça envolta o som das águas do lago na janela, mas obviamente sem esquecer-se que logo precisaria levantar para o café da manhã. Quando deu-se por satisfeita, espantando a preguiça, levantou-se sem fazer barulho e arrumou-se, refazendo suas tranças e amarrando-as com as fitas roxas. O uniforme estava impecável sobre seu corpo e contrastando com a cor da sua pele. Fez um ou outro ajeito nas roupas e por fim, ao estar totalmente, pronta, jogou-se sobre a amiga dorminhoca. – Vamos acordar! – exclamou, alegre, beliscando uma bochecha de Elizabeth e rindo.

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Rolou para o lado, dando passagem para Elizabeth, e sentou-se mais uma vez ajeitando seu uniforme e as tranças enquanto assistia a amiga principiar-se com sua arrumação. – Dormiu bem? – questionou, notando a demasia preguiça da amiga a arrumar-se. Aguardou Elizabeth vestir-se e pentear os cabelos, pensando onde estaria Puzzle, seu gato pelado. Já há dias que não o via, mas não preocupava-se. Estava mais curiosa em saber onde o bichano estaria enfiado e se estava com alguma namorada felina, embora sua aparência fosse um tanto quanto feia e desprovida de pêlos.

Antes de rumarem para o Salão Principal para comerem, já com Elizabeth pronta, deu uma rápida espiadela embaixo da cama e não encontrando seu gato. O procuraria atentamente quando tivessem feito seu desjejum e com mais tempo, decidiu. – Elizabeth, precisamos procurar o Puzzle. – informou à amiga, levantando-se e caminhando para a porta. Segurou a mão de Elizabeth, puxando-a e prosseguiram para o Salão Principal, cumprimentando alguns colegas de casa ao passarem pela sala comunal com acenos e sorrisos.

M.D.T: Térreo.