Grupo Joker's Game



Grupo Joker's Game
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Joker’s Game


Você está morto. (Sim. Como? Estou.) A única coisa que se lembra sobre, é dos seus últimos três minutos de vida. (Uma banheira, sangue. Um prédio, meus pés. O trem, farol.) E agora esfrega seus olhos, pois, a iluminação é demasiada forte (Por que tão forte? Onde estou? Os faróis?). A sensação de estar morto se impregnou em seu peito, você sabe. Está morto (É. Inegável. É conturbado, mas bem claro.). Levanta-se e está em uma maca, parece um hospital, mas você sabe que não sobreviveu, há uma luz branca iluminando todo o espaço, quase te cega, mas seus olhos se acostumam. Você encosta a mão no peito, seu coração bate, seu sangue circula, sua respiração está descompassada e você está transpirando (Por quê? Eu morri, como estou assim? É normal, mas não é.). O cômodo está vazio, as paredes são amarelas, o chão rosa, há macas perfeitamente alinhadas em paralelo, todas vazias. Você não sabe ‘por que’ mas, se sente em casa (Lar. Lar. Lar.). As suas percepções chegam devagar, como convidados de honra, a primeira coisa que ganhou foi à capacidade de ver (visão), mas você não sabe disso. A segunda é a audição. Há uma melodia triste no recinto, ao percorrer os olhos pelo cômodo, percebe que há uma televisão dentro da parede, coberta por um manto branco. Você caminha devagar até lá, e com incerteza puxa o manto, na TV, está é uma apresentação dos ‘The Jackson 5’ você reconhece a música que agora não é mais a melodia triste que tocava anteriormente.

Você vê todos felizes e se sente assim também, você deseja cantar, mas sua voz sumiu e cada palavra que você tenta especular se perde entre a vontade e o impossível. Você logo entende: sua voz sumiu. Nesta hora o desespero se instala em seu peito, e uma imagem desconexa toma conta do aparelho digital, o ruído instável dela enche seus sentidos e o barulho é tão insuportável (PARE! NÃO NÃO NÃO! FAÇA PARAR!), que lhe resta apenas uma opção: gritar desesperadamente. E é neste momento em que suas cordas vocais voltam á tona, e um grito agonizado escapa do fundo de sua garganta.

E então um momento de quietude.

A televisão está com a tela branca, as paredes, o chão e as macas estão brancas juntamente, mas você tem a certeza que a sala é à mesma. Em uma das macas há alguém. Você para no lugar, sem coragem de se mexer. Obviamente, está assustado. (O que é aquilo? Está ali por quê? Encara-me por qual motivo?). O ser está vestindo um vestido rosa, contrastando com sua pele morena. É pequena e aparenta ser um ser feminino.

— Meu nome é Biela, serei seu guia. Um presente lhe foi dado. Agora me diga seu nome. — Você está pronto para falar que não sabe seu nome, mas agora tem um. Surgiu em sua mente sem você perceber. Não sabe se é o certo. Mas você conta a ela o que lhe veio em mente. — Muito bem, agora vamos, a sala de espera está logo ali. — O ser denominado Biela aponta para uma porta, antes ali estava à televisão, mas agora, uma porta simples, branca com um trinco metálico está firmemente presa no lugar. Ela caminha, os passos fazem ecos, pois, ela não possui pernas, e sim patas, parecidos com as de veados, mas isso não importa.

Não importa porque você está morto.


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