Grupo My Mad Fat Diary



Grupo My Mad Fat Diary
Administrado por ~Crisuke
Criado
Tipo Público
Conteúdo visivel para Apenas membros
Conheça: My Mad Fat Diary

Em My Mad Fat Diary, o ano é 1996 e acompanhamos Rae é baseada nas histórias de Rae Earl, uma adolescente de 16 anos, acima do peso lutando para, não somente se encontrar, como principalmente se aceitar. que manteve um diário sobre sua difícil vida como adolescente obesa no Reino Unido nos anos 90. Esse diário virou um livro e esse livro a série em questão. Encontramos Rae pela primeira vez quando ela está prestes a deixar o hospital psquiátrico, onde esteve por quatro meses. Ali já somos apresentados as várias inseguranças e neuras da protagonista e durante alguns episódios não sabemos de fato o porque Rae estava naquele hospital. Mas não é preciso ser gênio para saber que a série falará abertamente sobre bullying, famílias disfuncionais e jovens que estão fora do padrão de beleza aceitável pela sociedade, afinal a protagonista pesa 120 kg.

Fora do hospital, Rae aprenderá a se relacionar com os novos amigos: Archie (o bonitinho e gay), Finn (o bonitinho e ordinário), Chop (o louco da turma) e Izzy (a sonhadora) que foram apresentados a ela por Chloe (a bitch), que é sua amiga de infância com quem Rae luta para se reconectar. Não podemos esquecer dos amigos que ficaram no hospital, Tix (uma jovem com aneroxia) e Danny “Two Hats” (que algumas vezes faz o papel de conselheiro amoroso de Rae).

Rae tem um relacionamento conturbado com sua mãe, por isso em muitos momentos ela se comporta de maneira egoísta. Conturbado também é o relacionamento entre Rae e seu psicólogo, com quem ela desenvolve um relacionamento de admiração e respeito e assim tornando-se nítida a influência e evolução da personagem através das sessões de terapia. Os relacionamentos entre os personagens são bem desenvolvidos e Rae serve como ponto de conexão, já que vemos a história através de seu ponto de vista com a ajuda de seu diário.

O relacionamento entre Chloe e Rae é, ao meu ver, o mais interessante. Elas são amigas de infância que se distanciaram, Chloe bonita e popular, mas no fundo sente ciúmes da espontaneidade e até mesmo da certa liberdade em ser o que é , que Rae tem. Chloe é a bitch típica que esconde um mundo de inseguranças e medos. Em muitos momentos essas inseguranças fazem Chloe atacar diretamente a auto estima de Rae. Mas é interessante ver que independente de tudo isso, da mesquinharia e das briguinhas juvenis, as duas são amigas que se amam e se apoiarão.

O elenco está longe de ser um elenco a la CW, com jovens sarados e super atraentes. Mas nos aspectos que realmente interessam, como nos passar a verdade e profundidade dos dilemas enfrentados pelos personagens, não podemos discutir que eles cumprem seus papéis de uma forma que nunca será feito por nenhum elenco de séries teens da CW. O diálogo (para variar) é afiadíssimo, inteligente, leve e descontraído.

A trilha sonora é outro ponto forte da série, que se passa em 1996 e então abusa das músicas que marcaram a geração anos 90. Com Rae brava ouvimos Rage Against the Machine, com Rae apaixonada ouvimos Oasis e com Rae e seus amigos curtindo uma festa ouvimos Depeche Mode.

O interessante é que o roteiro não transforma Rae em uma coitada. Sim ela é gordinha com problemas psicológicos e mesmo assim tem o direito de amar, ser amada, fazer besteira, ser perdoada e no geral ser feliz. A realidade e naturalidade com que Rae sai do papel deixa bem mais fácil a nossa relação com a personagem.

Claramente o intuito de My Mad Fat Diary é mostrar os efeitos que os padrões da sociedade deixam na cabeça dos jovens, além de mostrar que ser diferente não é ser ruim. Que nossa vida é importante e significante mediante as diferenças que fazemos e pelas pessoas presentes em nossas vidas.

(créditos da sinopse seriemaniacos.com.br)

Mensagens