Tópico New Dawn - Área Residencial

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~Shui

Usuário: ~Shui
The Fallen
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Todas as casas são de dois andares e seguem o mesmo padrão, sendo extremamente luxuosas tanto por dentro quanto por fora. Possuem três quartos, sendo uma suíte, e um banheiro social no andar de cima. No andar de baixo estão uma sala de janta, separada da moderna cozinha por um balcão de granito, sala de estar e um segundo banheiro social. O piso é completamente feito de madeira, sempre polida e brilhante, e todos os móveis são modernos e minuciosamente escolhidos para combinar com o ambiente ao seu redor. Do lado de fora, uma garagem espaçosa e um jardim bem cuidado com diversas plantas e pequenas árvores. Na parte de trás, uma piscina.

Tudo o que é necessário para uma vida confortável e agradável.

~Kouha

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Trying . com


Mika sempre acorda primeiro desde que começou a morar com Kiyo. Foi impressionante o quanto eles se adaptaram rápido a ideia de dividir uma cama, o loiro gostava de atentar-se ao quanto seu corpo se encaixava bem no de Kiyo e o quanto era gostoso dormir com ele, seu calor em contraste com o corpo frio que o vampiro possui tornava a temperatura corporal de ambos agradável, ou pelo menos é como o loiro se sente.

Naquele dia ele acordou inspirado, levantou-se devagar para não acordar o outro e caminhou silenciosamente até a cozinha, onde começou a preparar um café da manhã caprichado para o dorminhoco. Sustentava uma expressão séria no rosto e parecia completamente imerso na tarefa que se colocara para realizar, como costumava ficar quando se propunha a fazer qualquer coisa. Com tudo pronto o loiro ajeitou a bandeja da melhor maneira possível e a levou para o quarto, encontrando Kiyo ainda adormecido.

Ficou na porta por uns instantes, na esperança de que o Garou acordasse, mas como não aconteceu e Mika não pretendia ficar ali de pé por muito tempo, se aproximou da cama sem se importar de fazer barulho ou não, deixou a bandeja coberta sobre o criado-mudo do lado da cama e sentou-se na beirada, próximo do moreno.

Noite passada ele fora se deitar tarde e provavelmente esse era o motivo pelo qual estava dormindo tão pesado, quando acordasse Mika se lembraria de bronqueá-lo e fazê-lo ir dormir mais cedo, mas naquele momento não conteve o impulso de fazer carinho no cabelo dele, enquanto o observava com um pequeno sorriso no rosto, sorriso esse difícil de se ver sem um bom motivo. Enquanto fazia o carinho notou que Kiyo balbuciava algo em seu sono e o loiro se aproximou um pouco mais para tentar compreender o que era dito, mas quando o fez o outro mudou de posição e acabou deixando seu pescoço exposto.

Kiyo tinha a pele tão branca, com um aspecto tão macio e sem imperfeições que era impossível não notar. No caso do vampiro era impossível, por isso ficou longos instantes encarando a região do pescoço do Garou, encantando-se com aquele aspecto tão raro no outro. O vampiro sentiu seus caninos descerem dolorosamente, o que só podia significar uma coisa: sede.

- Ah... - Ele murmurou num tom rouco e se levantou da beirada da cama onde estava sentado.

Precisava do seu café da manhã o mais rápido possível, mas enquanto se dirigia para porta ouviu Kiyo se mexendo na cama mais uma vez e voltou-se para olhá-lo, podendo ser considerada a pior coisa pra se fazer naquele momento, por que sua sede parecia aumentar a cada instante que se passava, principalmente pela noite dormida sem qualquer lanchinho noturno, pela presença e pelo cheiro do Garou.

~seiyadenatal

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.starchaser.


Kiyo sentia como se uma enorme pedra caísse sobre as suas costas, enquanto imagens e mais imagens de lobos e vampiros invadiam-lhe a mente; queria que tudo aquilo desaparecesse e desse lugar ao mais puro branco, apenas par que pudesse relaxar pelo menos uma noite sequer. A única coisa que lhe dava algum conforto era o corpo menor e gelado entre os seus braços, relaxando os seus músculos cansados. Não sentiu quando estes o deixaram, concentrando-se apenas nos sonhos que tinha com Mika, o quais envolviam pirulitos lambuzando a sua pele branca e uma fantasia de maid extremamente apertada, vestida pelo loiro.

Aos poucos a sua consciência era recuperada pelo cheiro da carne que invadia as suas narinas; o faro aguçado lhe revelava tudo. Revirou-se na cama mais algumas vezes, até os seus olhos abrirem-se ainda sonolentos, demorando a se acostumarem com a luz forte vinda da porta. Piscou fortemente algumas vezes, até vislumbrar a silhueta do vampiro que fitava-o. Sorriu involuntariamente, imaginando que o loiro parecia ser ainda mais bonito pela manhã.

Bom dia, Mika — murmurou manhoso, espreguiçando-se ainda deitado, sem deixar de fitar o namorado. — Sonhei com você, sabia? Estava tão bom... o que acha da gente reproduzir ele agora, hm? — sentou-se, sinalizando para que o rapaz voltasse para a cama. Não demorou para o seu nariz lembrar-se do cheiro que o acordara, voltando o olhar para a bandeja sobre o criado-mudo, surpreendendo-se. — Oh, o que é isso? Alguma comemoração especial?

~Kouha

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Apesar de estar com fome, Mika não deixou de achar graça em vê-lo acordando e um pequeno sorriso voltou a surgir no seu rosto. Esperou que ele notasse a bandeja e só então o respondeu, próximo da porta:

- Bom dia. Quem sabe não reproduzimos mais tarde?

Ele girou a maçaneta e abriu a porta, mas mesmo assim continuou:

- Não há nenhuma comemoração especial, só quis fazer uma surpresa pra você. Vou pegar algo pra mim também, me espere aqui.

E então Mika saiu do quarto apressado, deixando a porta meio aberta e voltando instantes depois com uma bolsa de sangue. O tomava com tanta vontade que parecia que não comia há dias e só foi se aproximar da cama de novo quando a bolsa estava pela metade, sentou-se na beirada como antes e abriu a bandeja revelando o café da manhã que havia preparado: bacon e torradas com o copo de leite matinal de Kiyo.

Estava tudo tão perfeitamente alinhado que era possível crer que de fato o loiro havia ajeitado tudo para ficar tão impecável quanto parecia.

A sede do vampiro diminuiu consideravelmente depois de ter terminado de tomar todo o sangue da bolsa, mas é claro que aquilo jamais iria se comparar ao gosto do sangue fresco, contudo não era como se Mika fosse sair para arranjar uma vítima todos os dias para tal, além disso jamais aceitaria fazê-lo com qualquer um, mesmo que se tratasse simplesmente de morder um pescoço e chupar o sangue, ele considerava como um rito importante visto que era da raça que sobrevivia a base do líquido vermelho que corre nas veias da maioria dos seres.

- Desculpe. - Murmurou para ele. - Sei que você não gosta de me ver tomando isso. - E seu sorriso murchou enquanto olhava para bolsa vazia com alguma culpa.

Culpa também por mais cedo ter precisado se conter para não atacar o pescoço do namorado que estava dormindo.

~seiyadenatal

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.starchaser.


Kiyo permaneceu observando o loiro com o grande sorriso estampado nos lábios. Apesar do leve cansaço, o lobo acordara de ótimo humor e pronto para abusar muito do namorado, isso se o seu trabalho deixasse, é claro. Suspirou, lembrando-se que ainda tinha o seu último livro, Colchões em Chamas, que contava sobre a história de amor entre dois colchões nativos de Squornshellous Zeta. Não sabia exatamente o que ganharia com aquilo, mas provavelmente agradaria os adoradores de colchões.

Os olhos avermelhados voltaram para Mika quando este adentrou o quarto com a pequena bolsa de sangue que o vampiro bebia, involuntariamente fazendo uma leve careta. Apesar do fato de Mika ser um vampiro não incomodar Kiyo, não gostava quando este se alimentava próximo dele, mas relevava, afinal, era necessário para a sobrevivência dele. Queria poder fazer algo para ajudar-lhe, entretanto, não havia uma forma; faria o seu melhor para apoiá-o e o amaria da mesma forma. Não demorou para o sorriso animado voltar ao rosto assim que os olhos bateram na refeição preparada pelo namorado. Rapidamente depositou a bandeja no colo, começando o desjejum, atento ao namorado.

Não se preocupe — murmurou, acariciando a bochecha muito clara deste, lhe roubando um beijinho em seguida — eu te amo.

Para Kiyo, aquelas simples palavras não eram difíceis de serem ditas, principalmente quando se tratava de Mika. Amava tanto o loiro que não conseguia expressar com palavras, limitando-se a demonstrar com pequenos gestos. O lobo gostava de demonstrar o seu amor pelo vampiro a todo momento; era muito comum escrever "eu te amo" em post-its e colar em todos os cadernos e materiais de trabalho do menor.

~Khronica

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A Sin

A forma como Kouji estava sendo carregado era um tanto desconfortável, mas muito prático se fosse parar pra analisar. Ele já havia deixado de sentir sua perna há um tempo, o que o preocupava um pouco, mas iria ver qual era o problema assim que chegasse em casa, o que aliás não demorou muito mais. Quando eles entraram na área residencial não precisaram andar muito mais e logo avistaram uma casa que tinha como frente um jardim impecável e alguns enfeites espalhados por ele.

- É ali. - Ele avisou com um pequeno sorriso no rosto.

De todos os lugares que já esteve e frequentou sua casa era a que mais lhe trazia segurança, mas não sabia bem o motivo, talvez pelas boas lembranças que tinha junto dos seus pais ou então pelo fato dos espíritos não o atormentarem tanto quanto costumam atormentar na rua. De qualquer forma Kouji ficou ansioso por finalmente voltar ao conforto do seu quarto.

- Tem uma chave reserva debaixo do tapete. - Avisou a eles e um tanto hesitante acrescentou. - Pode mantê-la com você...

Afinal se o assassino iria morar na sua casa nada mais certo do que ele possuir uma chave, porém a ideia de dar a chave da sua casa para alguém potencialmente perigoso como ele o assustava um pouco, não era pra menos.

Quando o trio entrou encontrou um ambiente impecavelmente bem organizado, havia um pouco de pó aqui e ali, mas nada muito alarmante. Havia um espaço para deixar os calçados na entrada e quando Kouji olhou para este percebeu que o sangue estava escorrendo da sua perna e manchando o carpete, o que o fez perceber o quanto sua ferida estava feia.

- Poderia me levar para o banheiro, por favor? - Pediu num tom urgente, ansiando por estancar o sangramento de uma vez e fazer um curativo. - Ah, desculpem, podem ficar a vontade. - Acrescentou lembrando-se que aquela era a primeira vez de ambos na sua casa.

~Delacourte

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Maya Bellarus

Acordar cedo não é pra qualquer um e definitivamente algumas pessoas não foram feitas para isso, como Maya. A garota de longos cabelos loiros precisou de uma hora debaixo do chuveiro pra poder acordar de fato e poder escolher a roupa perfeita para passar o dia. Depois arrumou sua bolsa que mais parecia uma sacola, colocou tudo que precisaria durante o dia e ainda mais para só ficar pronta dali mais alguns minutos.

- 30 minutos atrasada. - Ela comentou consigo mesma e riu baixinho.

Maya Bellarus nunca chegava aos seus compromissos no horário, precisava fazer algum charme e atrasar-se pelo menos alguns minutos.

Quando finalmente a loira estava no seu importado vermelho de quatro rodas ligou o rádio e só saiu quando encontrou alguma estação que gostasse. Seu irmão ficaria maluco se a visse enrolando tanto, mas nada era mais normal do que fazer tudo nos mínimos detalhes para trazer prazer e conforto a ela.

A mulher dirigia melhor do que parecia, conseguiu chegar em questão de minutos em frente a casa que agora era do seu adorado irmão e seu namorado. Adoraria pegá-los fazendo alguma coisa constrangedora na cama, mas da última vez que os encontrou enroscados nos lençóis teve de ouvir mais do que o necessário do seu irmão, portanto preferia esperar no carro e buzinar até ele sair, o que esperava que fosse logo, por que Maya deixava os outros esperando, mas não era do tipo que esperava os outros.

~Shui

Usuário: ~Shui
The Fallen
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Fora talvez dezenas de vezes mais rápido durante o percurso do que teria sido caso houvesse deixado o garoto andar por conta própria, de modo que o lobo se perguntou o porquê de não ter pensado naquilo antes; teria poupado estresse e, talvez, até mesmo o encontro com o ruivo que agora os seguia.

Teria sido melhor, com toda a certeza, mas não adiantaria chorar pelo leite derramado agora.

Não deu a menor atenção ao jardim, tampouco a fachada da casa ou qualquer decoração, indo de imediato pegar a chave no local indicado. Arqueou uma sobrancelha quando o garoto lhe disse para mantê-la consigo, imaginando se ele realmente tinha todos os parafusos na cabeça; ninguém em sã consciência daria passe livre para a própria casa a alguém que havia acabado de matar uma pessoa.

Não se pronunciou quanto a isso, no entanto. Apenas abriu a porta e largou a chave em cima da primeira cômoda que encontrou pelo caminho, não tendo qualquer pretensão de realmente voltar ali depois.

Estando em um ambiente fechado, não precisou esperar as instruções para chegar ao banheiro. Simplesmente farejou o ar algumas vezes antes de seguir o cheiro típico de sabonete, talvez shampoo; não fazia muita diferença no momento.

Não deixou de notar que a casa era espaçosa até demais, o que o intrigou um pouco, considerando que não sentia a presença de outras pessoas ali dentro além deles mesmos. De qualquer forma, seguiu até o banheiro do andar de baixo e simplesmente largou o outro lá dentro, saindo e fechando a porta em um baque relativamente alto.

Seu próximo trajeto se fez até a cozinha, onde retirou a camisa e a jogou no lixo de qualquer jeito. O tecido o incomodava de modo quase insuportável no momento, seu passo seguinte sendo catar qualquer pano que parecesse limpo para, em seguida, umedecer na torneira da pia e usar para limpar a si mesmo.

— Tsc, vou levar horas até terminar desse jeito.

Resmungou baixo, embora em momento algum parando o que fazia. O sangue seco aos poucos se liquefazia novamente ao entrar em contato com a água, pingando no chão com certa frequência.

Certamente alguém precisaria limpar aquilo depois.

~Kouha

Usuário: ~Kouha
Trying . com

Ao ter o rosto afagado um sorriso bobo brotou no seu rosto e todas as suas preocupações desapareceram. Era tão bom ter alguém como Kiyo para tranquilizá-lo, Mika duvidava que algum dia o deixaria ir para longe por qualquer motivo que fosse.

- Hoje não terei plantão, quando eu voltar podemos fazer alguma coisa juntos. - Contou e se inclinou sobre ele para depositar um beijo na sua bochecha, depois se afastou.

Quase no mesmo instante o vampiro ouviu uma buzina familiar e respirou fundo. Sua irmã já estava atrasada vários minutos, mas Mika já em se importava mais, já havia discutido demais com ela, tentando fazê-la mudar seu jeito mais desleixado, mas nunca obteve quaisquer resultados, por isso desistiu de falar qualquer coisa que fosse.

Voltou-se para Kiyo com uma expressão cansada e menou a cabeça pra ele. - Então nos falamos a noite, eu te amo, viu?

Depois disso usou uma de suas habilidades vampirescas: velocidade, para tomar banho e se trocar, estava pronto em menos de 15 minutos e já estava saindo pela porta da frente, onde avistou a irmã dentro do carro, um carro novo, aliás. Se aproximou analisando o veículo com uma expressão séria e por fim abriu a porta e se sentou no banco do carona. Aprender a dirigir nunca entrou para sua lista de prioridades, por isso dependia da carona da irmã mais nova.

- Bom dia Maya, esse é o carro número o que? 25°? - Perguntou num tom sarcástico.

Achava impressionante o quanto sua irmã podia ser diferente de si, suas personalidades divergiam completamente, mas ainda assim não eram do tipo que brigavam o tempo todo, especialmente por que quado o loiro abria a boca para discutir dificilmente conseguiam fazê-lo ficar quieto.

~Khronica

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A Sin

Mal teve tempo de agradecer e o outro já fechou a porta com força e foi provavelmente cuidar do sangue que havia secado nas suas roupas e provavelmente pelo seu corpo, Kouji por sua vez precisaria tratar da sua perna que realmente estava com um aspecto terrível e voltara a doer. Ele se esticou para alcançar o armarinho do banheiro e de lá tirou um kit de primeiros socorros, começando a juntar tudo que precisaria para tratar seu ferimento.

Esperava que fosse temporário ter um assassino morando na sua casa e esperava também que ele fosse gentil e devolvesse as chaves quando enfim deixasse a casa. Por mais que fosse um inquilino perigoso Kouji não podia deixar de imaginar como seria tê-lo ali, ficou se perguntando se ele saberia cozinhar ou se fazia muito barulho para dormir, coisas bobas, mas que fariam a diferença se de fato fossem conviver por algum tempo.

Quando terminou de limpar sua ferida e colocar o curativo se levantou com cuidado do vaso em que estava sentado e saiu do banheiro mancando para ver o que o ruivo e o outro faziam em sua casa, logo encontrando o moreno na cozinha e o piso sujo de sangue. Kouji respirou fundo e se aproximou, tocando em seu ombro ao se aproximar o suficiente.

- Pode usar o banheiro e tomar um banho se quiser, acho que vai se sentir melhor. - Sugeriu a ele sem tanto medo quanto inicialmente tinha. Se ele não havia lhe feito qualquer mal ate ali por que faria dali em diante?