Tópico New Dawn - Cidade

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~Shui

Usuário: ~Shui
The Fallen
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Uma cidade futurística localizada em uma região costeira, contendo tudo o que há de mais moderno e avançado. A tecnologia na cidade é usada pra tudo, de comunicação e interação à possibilidade de plantações de todos os tipos de alimentos e criação de animais para o consumo humano. Está em constante expansão, e possui tudo o que se possa imaginar:

- Hotéis
- Bares
- Boates
- Restaurantes
- Shoppings
- Parques
- Lojas de diversos tipos
- Centros comerciais
- Empresas
- Escolas

Obs: Ao postar, indicar onde seu personagem se encontra logo abaixo da imagem.

~Shui

Usuário: ~Shui
The Fallen
Administrador do Grupo

Limites da Nightfall Forest, zona oeste da cidade

As patas pesadas esmagavam os galhos e folhas secas em estalos altos, a respiração curta e rápida denunciando a velocidade com a qual se locomovia por entre a vegetação que o rodeava. A bolsa esportiva que carregava consigo permanecia praticamente colada aos pelos negros, balançando vez ou outra.

"Não pode escapar de mim."

Toda a sua linha de raciocínio se resumia a isto; encontrar sua presa e eliminá-la. O animal parou por alguns instantes e ergueu o focinho, provando o ar antes de, em um rosnado gutural, uma vez mais disparar na direção de onde vinha o cheiro. Saltou por sobre uma raiz mais saliente e forçou o corpo para a esquerda bem a tempo de evitar ser pego em uma armadilha para ursos no caminho, em momento algum perdendo o rastro.

Estava cada vez mais perto.

Percorreu menos de dois quilômetros até conseguir finalmente vê-lo, enxergando o momento exato em que o homem escalou a cerca de arame e saltou do outro lado, correndo desesperado em busca de salvação.

Suas orelhas imediatamente se puseram de pé ao analisar o novo terreno, podendo claramente identificar que ali havia alguma civilização. Quanto exatamente se afastara de seu território, onde estivera até há pouco? Não sabia ao certo e, no momento, também não lhe era de grande importância; deveria terminar o serviço e, então, pegar sua recompensa antes de novamente esconder-se da humanidade.

Caminhou a passos lentos até a cerca, seu corpo rapidamente se reconstruindo em sua outra forma; de lobo tornou-se homem, seguindo de cabeça erguida e expressão severa adornando o rosto de olhos dourados.

Tal qual o outro fizera, o lobo, agora humano, facilmente escalou os arames que compunham a grade e logo viu-se do outro lado, contemplando algo completamente diferente de tudo aquilo o que conhecia até então; as ruas eram largas e limpas, pinceladas pelo verde das árvores que podiam ser vistas aqui e ali; os prédios ao redor possuíam um design único e que jamais havia visto em outro lugar.

Aquela era a tal evolução tecnológica? Admitia, estava impressionado.

Da bolsa que carregava consigo, estando agora perfeitamente acomodada com a alça sobre o ombro esquerdo, retirou uma muda de roupas e rapidamente se vestiu; calça e camisa social, um blazer escuro sobre estes. Apurou o olfato e uma vez mais tornou a perseguir seu alvo, um sorriso cínico deslizando por sobre os lábios finos; o homem não havia seguido longe, a fraca brisa soprando ali trazendo consigo o doce aroma do medo de sua vítima.

Caminhou algumas dezenas de metros, talvez, antes de dobrar em um beco escuro aonde o encontrou debilmente encolhido e inutilmente tentando contactar alguma ajuda através de um telefone celular.

— Fim da linha, meu caro.

Foram as únicas palavras que pronunciou antes de deliberadamente avançar sobre o outro, socando-o diversas vezes antes de, como o animal que era, despontar as garras e ferozmente começar a rasgá-lo em uma cena incapaz de ser descrita; o sangue espirrava em seu corpo e roupas, além de aos poucos se acumular debaixo do corpo em uma poça larga.

O cheiro metálico agora cobria seu corpo inteiro, praticamente inutilizando o olfato não tão apurado de sua forma humana. Se tivesse simplesmente o matado de forma limpa, talvez pudesse ter previsto e evitado a situação na qual estava prestes a entrar.

No entanto, aquele cheiro, a sensação do líquido morno, da vida de sua presa lhe escorrendo por entre os dedos... era inebriante em demasia. Ansiava voltar a ser o lobo, a fera selvagem que nascera, para então saborear da iguaria que se dispunha diante de seus olhos.

No entanto, o som de passos e o cheiro suave típico da raça humana que calmamente espiralou até adentrar seu sistema olfativo foi como um choque de realidade.

Não estava em um lugar isolado, onde poderia devorar a carne de suas vítimas após reunir provas de que de fato concluíra sua tarefa. Estava em uma cidade, uma cidade humana; e fora visto.

De modo lento moveu o rosto até que as íris douradas encontrassem com as acastanhadas do garoto, encarando-o; exprimia nada além de um olhar mórbido em sua face pálida, ponderando ainda no que deveria fazer.

"Você não deveria ter visto isso."

~Khronica

Usuário: ~Khronica
A Sin

Zona Oeste da Cidade

Aquela manhã tinha começado como qualquer outra na vida de Kouji, ele acordou cedo, tomou seu café, tomou seu banho e quando enfim estava pronto para sair hesitou na porta de entrada, temendo o que poderia encontrar quando pusesse um pé para fora de casa. Logo ele respirou fundo e juntou toda sua ínfima coragem para abrir a porta e sair, porém assim que deparou-se com o ambiente urbano do lado de fora escutou uma voz.

"Kouji! Até que enfim você saiu! Eu estava esperando por você, rapaz."

Kouji olhou para um lado e depois para o outro, só então encontrando o dono da voz: um espírito usando um terno antigo e chapéu fedora. Sua primeira reação foi dar um pulo, exaltado, depois gemeu baixo pela perspectiva de passar por mais uma daquelas situações esquisitas e por fim perguntou num fio de voz:

- Mesmo? Em que posso ajudá-lo?

E enquanto isso ele tentava conter a tremedeira de suas pernas.

"Você sabe, quero encontrar o desgraçado que arrancou a vida desse meu corpo e quero ter certeza de que ele tenha o que merece!" O espírito exclamou e sua imagem fantasmagórica tremulou por um instante. "E eu posso senti-lo não muito longe daqui, vamos logo antes que eu o perca."

Então a dupla nem um pouco comum saiu pelas ruas de New Dawn. É claro que apenas Kouji conseguia ver o espírito flutuante ao seu lado, mas todos conseguiam ver sua expressão assustada, como se tivesse visto um fantasma, o que era um fato. O espírito dava detalhes sobre como tinha morrido há vários anos atrás e o garoto fingia que estava muito interessado e atento na história, mas tudo que mais queria realmente era se livrar logo daquela situação. Mal sabia ele que estava indo de encontro a uma situação ainda pior.

Quando finalmente chegaram Kouji se viu num beco escuro diante de uma cena terrível, onde havia o corpo de um homem sem vida estirado no chão e sobre ele um outro todo sujo de sangue e uma expressão feroz que causava arrepios no moreno de óculos.

"Você não deveria ter visto isso." Foi o que ele falou.

"Ah! E ai está ele, com certeza teve uma morte bem mais dolorosa do que a minha, nem precisei tanto da sua ajuda, Kouji, mas valeu, estou-me indo agora, até mais ver!" E dessa forma o espírito desapareceu num rodopio.

Kouji mal o ouvira direito, nunca vira cena pior e sentiu um grito se formando no fundo da sua garganta, por isso foi abrindo a boca devagar enquanto o som se formava e ia aumentando. - Ah... Ah... - Suas pernas, que já estavam bambas antes, não o suportaram mais e ele caiu de joelhos no chão, sem tirar os olhos do que via, completamente aterrorizado.

Por que ele precisava presenciar as piores coisas que aconteciam naquela cidade?

~Shui

Usuário: ~Shui
The Fallen
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Zona oeste da cidade

Moveu-se quase em câmera lenta, levantando e aos poucos assumindo a postura altiva típica do predador que acaba de fixar os olhos em sua nova presa. Um rosnado baixo ameaçava se formar em seu peito enquanto, a passos lentos, se aproximava do garoto que sequer conseguira suportar o próprio peso após presenciar a cena. Não lhe era surpresa alguma a reação do outro; já presenciara incontáveis vezes aquela mesma expressão, aquele mesmo olhar.

O pavor que sentia era quase palpável.

Tão logo a voz trêmula do garoto ameaçou assumir proporções maiores e, naturalmente, prejudiciais ao seu "trabalho", não hesitou em tapá-la com sua mão direita e, no processo, bater a cabeça do outro com certa força contra a parede. Não o bastante para apagá-lo, mas o suficiente para deixar ali um belo galo mais tarde.

— Se você fizer um único ruído eu vou arrancar suas cordas vocais, abrir seu estômago e devorar as suas vísceras bem na sua frente enquanto você agoniza de dor, entendeu bem?

Rosnou rente ao ouvido do jovem, continuando a tapar sua boca até o momento em que este indicou ter entendido a situação em que se encontrava. Ponderava seriamente em matá-lo ali mesmo, algo que, para alguém como ele, sequer poderia ser chamado de trabalho.

No entanto, burburinhos que logo se distinguiram em vozes jovens e que conversavam algo aleatório foram rapidamente captadas pela audição mais sensível, mostrando-se extremamente próximas dali. Provavelmente estudantes voltando pra casa ou até mesmo matando aula para se divertir.

— Tsc, logo agora...? — Rosnou novamente, desta vez a atenção voltada para a entrada do beco.

Largou o garoto e levantou, puxando do bolso da calça um celular flip antigo, digitando rapidamente uma sequência de números antes de levá-lo ao ouvido direito.

O aparelho chamou duas vezes antes de ser atendido.

— Deposite o pagamento até o fim da tarde, do contrário a próxima cabeça a rolar será a sua. — Ameaçou, segurando o celular entre a cabeça e o ombro enquanto retirava o blazer e limpava as mãos nele, jogando-o em qualquer canto antes de tornar a segurar o aparelho — Já concluí a minha parte. Rastreie a ligação e mande a equipe de limpeza, tem civis por perto.

Permaneceu alguns instantes aguardando na linha, antes de exprimir indignação em seu rosto e segurar o celular com mais força.

— O que quer dizer com isso? — Rosnou, trincando os dentes — Tsc, são um bando de inúteis mesmo. Quero o valor dobrado na minha conta. Limpar a bagunça não fazia parte do contrato.

E então desligou, observando a cena enquanto tentava arquitetar como exatamente faria para sumir com o corpo e todo aquele sangue espalhado. Para sua sorte, no entanto, podia ver as nuvens se juntando no céu acima de suas cabeças, portanto isso daria conta do sangue mais tarde. Restava apenas saber o que fazer com o corpo.

— Acabo de encontrar alguma utilidade pra você. — Sibilou enquanto direcionando os olhos dourados na direção do garoto — Vai me levar a algum lugar dessa cidade aonde eu possa me livrar disso.

Pronunciou enquanto pegava o cadáver desfigurado e o jogava por sobre o ombro.

— E isso não é um pedido. — Completou — Do contrário vou precisar me livrar de dois corpos.

~Helphegor

Usuário: ~Helphegor


Dekomori Jintou || 21 Anos || Beta
Mostrar Spoiler: Aparência Lupina

Restaurante Japonês

Trabalhar como Sushiman tinha suas vantagens, como, por exemplo, a gorjeta generosa e o fato de poder experimentar tudo antes de servir, nem mesmo precisava parar para almoçar ou fazer um lanche, já que passava o dia beliscando aqui e ali do que ele mesmo preparava. Outro ponto positivo é o movimento, sempre tem muito trabalho a ser feito e dificilmente o restaurante está completamente vazio.

Três Temakis, um especial de sushis e uma travessa de especiarias eram os próximos pedidos que o ruivo teria de preparar e ele fez os dois primeiros foram feitos rapidamente, sem nenhum problema, porém o último demandou mais trabalho e cuidado, por que qualquer erro poderia desmanchar o que já tinha sido feito, mas como já esperado tudo deu certo e logo a travessa estava na mesa que tinha feito o pedido.

Jin sentou-se por um instante e contemplou a cozinha na qual trabalhava, alguns dos seus colegas vieram lhe perguntar se havia alguma coisa de errado, por que jamais o tinham visto se sentar para descansar um minuto que fosse.

- Eu estou bem, só parei pra pensar um pouco, até eu faço isso de vez em quando, ok? - Respondeu para eles exaltado, fingindo-se de bravo, mas mantendo um sorriso no rosto.

Talvez já estivesse há muito tempo trabalhando naquele mesmo restaurante, talvez fosse hora de mudar de ares, experimentar algo novo, coisa que Jin adorava fazer e simplesmente não conseguia ficar muito tempo sem tê-lo. Sacou seu celular e começou a pesquisar no aparelho por vagas em restaurantes especializados em culinária japonesa, não se importando de ser pego fazendo-o enquanto preparava outros pratos.

O ruivo respirou fundo, frustrado por não ter conseguido nada até então em sua pesquisa e dizendo para os outros que iria fazer uma pausa de alguns minutos, por fim se retirando pelos fundos da cozinha. Sentou-se num canto e começou a pensar em uma solução para monotonia que estava tomando conta da sua vida.

~Khronica

Usuário: ~Khronica
A Sin

Zona Oeste da Cidade

Quando o ser ensanguentado correu até ele, tapou sua boca com violência e rosnou próximo da sua orelha Kouji pensou que seria o seu fim, mas então ouviu as palavras ditas por ele e acenou freneticamente com a cabeça, indicando que mostraria um lugar para ele.

De tudo que já havia acontecido com ele aquela tinha sido a situação mas perigosa, por que apesar dos sustos que os espíritos lhe causavam, jamais tinham feito mais do que isso, não podiam lhe fazer qualquer mal e também não teriam um motivo para isso visto que Kouji sempre os ajudou. Mas ali estava alguém de carne e osso que poderia fazer muito mal e o faria se o garoto não cooperasse.

Sem pensar muito para onde estava se dirigindo ele deu uma olhada na saída do beco, esperou que o grupo e estudantes passasse e depois fez sinal para que o homem viesse com o corpo. Quando ele se aproximou Kouji sentiu o cheiro metálico e se sentiu enjoado no mesmo instante, evitando a todo custo olhar para situação, mas murmurou para ele, num tom assustado e baixo:

- N-Nós poderíamos... Ah... Podíamos levar para floresta.

Fez uma pausa, virando-se para o maior como forma de garantir que ele não planejava um ataque pelas costas ou qualquer coisa parecida. Logo continuou.

- Lá tem animais grandes... Podem... Podem achar que foi um deles...

Animais grandes. Kouji se imaginou indo com um estranho até um lugar perigoso como a floresta e sendo morto e devorado por um urso ou coisa pior e essa imagem lhe deu mais náuseas, de qualquer forma procurou ignorá-las o máximo que conseguia para se focar no que acontecia naquele momento, principalmente por que sua vida estava em risco.

~Shui

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Zona oeste da cidade

Sem dizer mais nada, simplesmente se pôs a seguir o garoto. Não era um grande fã de envolver um completo estranho e, definitivamente, sempre preferiria não fazê-lo. No entanto, a situação agora praticamente o obrigava a tomar medidas drásticas como essa.

Segundo as informações de seu cliente após o rastreio, Satoru havia acidentalmente atravessado uma fronteira e ido parar em um país completamente independente e cujo acesso a estrangeiros era terminantemente proibido. Seus contatos ali não tinham valor algum, considerando que as leis vigentes de qualquer outro lugar não poderiam ser aplicadas. Não bastasse isso, ao que tudo indicava o governo humano começara aos poucos a se mover.

Não poderia ser descuidado, tampouco permitir que o estrago feito ali fosse descoberto. Nestas condições, mesmo livrar-se do futuro problema que agora o guiava pela rua deserta se mostrava algo extremamente desaconselhável.

Teria de pesar prós e contras antes de tomar alguma atitude.

— Animais grandes... — Murmurou para si mesmo, atento ao caminho — Não lembro de ter visto algum no caminho.

"Além de mim mesmo."

Completou em pensamento, não deixando de notar o quanto o garoto tremia enquanto caminhava. Ponderou seriamente em fazê-lo tropeçar, mas teve os pensamentos completamente tomados quando, junto ao cheiro de peixe, um fraco aroma almiscarado foi trazido pelo vento. Imediatamente olhou os arredores, notando estarem passando exatamente por trás de algo que deveria ser um restaurante de algum tipo; não deu importância alguma a isso.

Estava totalmente focado em encontrar a fonte do cheiro, terminando por avistar não muito longe um rapaz ruivo sentado em um canto.

Estalou a língua nos dentes, notando a mudança na direção do vento que tomou um rumo extremamente desfavorável para si.

— Apresse o passo se não quiser morrer, moleque.

Rosnou, almejando alcançar logo a floresta para, então, voltar ao seu território.

O que menos queria no momento era chamar atenção desnecessária; principalmente de outros Garous.

~Khronica

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A Sin

Zona Oeste da Cidade

Ele exigiu, praticamente ordenou sob pena de morte que Kouji andasse mais depressa, mas era difícil fazê-o considerando que qualquer passo em falso poderia ser o fim para eles, a polícia poderia descobri-los e prendê-los com razão, afinal não era comum em New Dawn duas pessoas andarem com um corpo por ai. Rezou para que o pior não acontecesse e seguiu em frente como lhe fora dito, rumando em direção a Nightfall Forest.

Enquanto caminhavam notou que o olhar do homem atrás de si foi direcionado para outro beco que dava em um restaurante japonês onde Kouji comia de vez em quando, imaginou se seria uma boa ideia sair correndo e pedindo por ajuda, mas achou melhor deixar quieto, afinal não queria se arriscar.

Limites da Cidade

Quando a dupla finalmente atingiu os limites da cidade que fazia fronteira com a floresta o moreno parou e olhou ao redor para ter certeza de que não havia ninguém por perto, fosse humano ou alguma outra criatura. Uma vez que confirmou que não havia nada nem ninguém fez sinal para que o outro viesse e então se embrenharam na floresta.

Até aquele momento nenhum espirito surgira para Kouji, o que era algo de se estranhar, por que esses espíritos vinham aparecendo pra ele desde seus 6 anos e jamais o deixavam em paz por mais de algumas poucas horas e imaginava que já houvessem se passado algumas, afinal eles tinham atravessado grande parte da cidade. Foi pensando nisso que o garoto se distraiu e acabou tropeçando em uma armadilha que foi acionada. Ele exclamou surpreso e olhou assustado para o outro que carregava o corpo, em seguida os dentes serrilhados da armadilha se fecharam em volta da perna de Kouji e ele gritou de dor, caindo no chão enquanto tentava puxar sua perna.

- Socorro! - Ele gritou e olhou desesperado para o outro. - Me ajuda, por favor! - Implorou com lágrimas nos olhos, tanto por causa do susto quanto por causa da dor.

Definitivamente aquela era a pior situação que já passou na vida e esperava de alguma forma sair vivo dela.

~Shui

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Zona oeste, limites da cidade

Mesmo após a clara ameaça que fizera a velocidade com a qual se locomoviam não aumentou tanto, a lentidão do rapaz começando a aborrecê-lo. Para ele, acostumado a estar sempre correndo, a situação em si começava a se tornar deveras irritante; o sangue do corpo já havia ensopado sua camisa, o contato do tecido com a pele causando uma sensação extremamente desagradável.

"Se eu estivesse sozinho já teria chegado lá há tempos."

Resmungava em pensamento, sentindo-se obrigado a acompanhar o passo do garoto. Não conhecia a cidade e, consequentemente, o caminho, além de não querer demonstrar nenhuma de suas habilidades a um mero humano. Boatos de que um assassino corria pelas ruas era algo diário por todo o mundo, um mal com o qual a humanidade lutava desde sua criação; um monstro assassino seria uma história completamente diferente.

Principalmente após tomar consciência do possível movimento das autoridades governamentais.

Caminharam mais algum tempo antes de enfim alcançarem a mesma floresta de onde viera, o lobo aguardando que o garoto verificasse a possível presença de curiosos ou transeuntes por ali. Uma vez que declarou o lugar como limpo, atravessaram por um buraco na cerca e seguiram floresta à dentro.

Dali sem sombra de dúvidas saberia se virar sozinho, considerando-se um expert mais até mesmo do que os animais que ali habitavam. Vasculhou os arredores com os olhos em busca de algum local onde a terra fosse mais macia, encontrando um ponto que considerou adequado a apenas poucos metros de um cedro alto.

Mal largou o corpo no chão e a voz desesperada do outro se fez presente, ao que se permitiu descer o olhar até a perna do garoto, onde os dentes da armadilha agarravam firmemente. Mesmo com a súplica por ajuda ainda o encarou por longos instantes antes de realmente tomar alguma atitude.

— Tsc, humanos.

Murmurou aborrecido, andando a passos pesados em direção ao outro e, com o pé, pisando em ambas as extremidades, uma de cada vez, com força o bastante para que o metal empenasse e, desta forma, libertasse a perna do rapaz. Se certificou de lançar um olhar gélido a ele, indicando com o rosto o corpo jogado a poucos metros de distância.

— É bom começar a cavar.

Foi a última coisa que disse antes de ele mesmo se direcionar até o cadáver no intuito de sumir com as evidências.

~Helphegor

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Dekomori Jintou || 21 Anos || Beta
Mostrar Spoiler: Aparência Lupina

Restaurante Japonês

Geralmente quando se perdia em seus próprios pensamentos Jintou demorava a retornar a si, mas dessa vez uma cena muito fora do comum o trouxe de volta: uma dupla extremamente, um deles levava alguma coisa que se assemelhava a um corpo, mas de onde estava o ruivo não tinha como ter certeza. De um jeito ou de outro sua curiosidade falou mais alto e ele apressou-se para poder segui-los de uma distância segura.

Tentou se posicionar diversas vezes de forma que pudesse ver o que estavam carregando ali, mas em nenhuma das vezes obteve qualquer sucesso e sua curiosidade só fez aumentar.

Jin os seguiu até os limites da cidade, aquela altura qualquer um já teria procurado pelas autoridades para que se ocupassem do caso, mas ele não queria perder toda aquela emoção de estar perseguindo e não poder se deixar ser descoberto, além de ainda não ter identificado o propósito daqueles dois, portanto, mesmo que tivessem saído de New Dawn, continuou seguindo-os.

Floresta

Na floresta notou algo que até então não havia notado antes, o cheiro metálico no ar, muito fraco, mas presente. Sangue.

Enfim arrumou uma posição que facilitou dele ver o que era que haviam carregado todo o caminho até ali e suas orbes assombraram-se com a visão, principalmente considerando que ali jazia um corpo e o que aqueles dois tentavam fazer era escondê-lo.

- Isso só pode ser... - Ele começou a falar, mas então veio o grito em desespero do menino e Jin se moveu imediatamente para ver o que tinha acontecido e ajudar de alguma forma.

Contudo estava em cima de uma árvore e descer dali mostrou-se uma tarefa tão difícil quanto tinha sido subir, então quando ele chegou ao chão o homem já havia ajudado o garoto e voltava ao cadáver. Ali, tão perto deles, conseguiu notar outra coisa que não havia percebido desde então: O homem era um Garou. De fato Jin ouvira falar de desgarrados que entram no mundo do crime para sobreviver, mas nunca viu um tão de perto e nem presenciou um se livrando de um corpo.

Como era só questão de tempo até ser enfim percebido, ou atacado, por que duvidava que o outro sendo um Garou já não tivesse notado sua presença, resolveu se aproximar cautelosamente deles e cumprimentá-los da maneira mais simpática que conseguia.

- Bom dia! Eu estava de passagem e vi que talvez precisassem de ajuda...

E terminou com um grande sorriso no rosto, como quem já estava completamente habituado a lidar com aquele tipo de situação.