Tópico Rodório.

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~Saiph - Clan Dragon

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Rodório é um pequeno vilarejo que fica fora dos limites do Santuário e, mesmo assim, beneficia-se da proteção dos Cavaleiros e Amazonas. E desde tempos remotos, obviamente devido a tamanha proximidade, sofre constantes ataques de exércitos inimigos.

Incontáveis vezes a vila foi destruída e, com ajuda e força de vontade, reconstruída novamente. Por vezes é visitada até pela própria Deusa Atena, que abençoa seus cidadãos de bem. E em gratidão, o Santuário é abastecido pela vila, assim como alguns Cavaleiros cuidam de seus ferimentos por lá.

Os Cavaleiros tem o direito de ir e vir para Rodório quando em tempo vago. No entanto, é obrigatório que voltem para passar a noite nos dormitórios do Santuário, já que nenhum Cavaleiro mora no local.

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A Terceira Casa Zodiacal do Santuário é carregada de mistérios, nada de diferente do seu guardião. Logo na entrada, o tal indivíduo que teria a audácia ou coragem de aventurar-se por lá seria recepcionado pela belíssima gravura de dois anjos, fazendo alusão à Gêmeos. Certamente aquela era a ornamentação que destacava o Templo dos outros; Um traço único e belíssimo, esculpido de forma com que nem mesmo o tempo conseguiu ruir.

Mas por dentro, já não apresentava mais nada além de algumas infindáveis colunas dóricas e um extenso caminho para a saída do recinto, o que era algo curioso. O Templo oferecia o necessário para que tanto o guardião quanto seus vassalos pudessem residir por lá sem problemas, afinal eram humanos, apesar disto não aparentar. Mas nem mesmo seu guardião estava na moradia.

O que se encontrava agora por lá era um silêncio medonho, e nada além disso e das poucas decorações que o local ostentava. O que não era novidade nem mesmo para Atena, acostumada com os costumes de seu precioso soldado. Ela sabia onde se encontrava, e apesar de distante, estava olhando. Vigiando.

À distâncias incalculáveis do Santuário Ateniense, a "Dimensão" paralela a aquela em muito se assemelhava ao espaço sideral, decorado por diversos astros resplandecentes. O tal Geminiano estava de pé, em um tipo de plataforma invisível que o sustentava: Não parecia sofrer efeito algum com o vácuo do espaço, afinal, não estava sucinto às mesmas leis da nossa dimensão.

Segurava em mãos um tipo de esfera, que o permitia deslumbrar o que se passava em sua Dimensão. Sua atenção turnou por lugares específicos do Santuário; O Coliseu, seu templo, a entrada e alguns outros, até finalmente parar no Salão do Grande Mestre.

Uhn? O que está acontecendo? — Indagou a sí mesmo. A voz do homem distorcia-se naquele espaço, soando como dezenas de vozes falando ao mesmo tempo e se propagando por toda a região.

Estava tomando por uma forte curiosidade em saber o que se passava, que a julgar pela expressão mais séria de Atena, dizia respeito aos tempos difíceis que passavam. Pollux não havia movido um dedo nas batalhas que foram travadas até o momento, ficando apenas a observar e esperando o momento certo para o contra-ataque. Era iminente que já haviam esperado demais.

Ouviu atentamente o que lhe foi instruído por telepatia, surpreso com a atitude tomada por ambas as partes.

Então finalmente resolveu atacar, não é, Deusa Atena? Uhm... Isso é interessante. Veremos onde isso irá nos levar.


Pensou, livre de qualquer ansiedade ou coisa do gênero devido a missão que lhe foi incumbida. Na verdade não podia deixar de sentir certa... Excitação. Poderia presenciar pessoalmente o poder deles, e também da tal Amazona de Andrômeda, que para uma pacifista tinha habilidades intrigantes. De fato, seria maravilhoso jogar aquele jogo.

Feito plástico, o tecido ao seu redor se esticou até finalmente romper, abrindo um portal de saída. Em passos lentos, Pollux caminhou, saindo de lá para com facilidade aparecer nas redondezas da pequena Rodório. A distância jamais seria um problema para aquele Dourado.

Agora, banhado pela luz do sol, sua aparência era revelada. Algo um tanto anormal acontecia: Como raramente saía em missões exteriores, não retirava a armadura, que por sua vez tinha ficado naquela dimensão. Para misturar-se melhor, suas vestes se resumiam à um sobretudo negro, camisa social branca e uma gravata avermelhada. Poderia não ser a vestimenta mais adequada do mundo — ainda mais se somarmos o tapa-olho, parcialmente oculto por seu cabelo — mas certamente era mais apropriada do que uma Armadura. Ao menos momentaneamente.

Não precisou de muito tempo para reconhecer aquela que o acompanharia na tão aguardada missão, afinal, sua máscara denunciava.— Shyugi de Andrômeda. Certo? Se aproxime. Vamos para a Islândia imediatamente. — Proferiu de forma calma. Teletransportaria a sí próprio e a Amazona para o País, poupando tempo.

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~seiyadenatal

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Alguns dias se passaram desde os Cavaleiros enviados para destruir os tribunais deixaram o Santuário. Apesar do clima de paz, uma leve pontada de desconfiança atingia os corações dos guerreiros que ainda permaneciam na Grécia. Uma noite fria e estrelada caía sobre a Grécia; enquanto os civis dormiam calmamente, os soldados que defendiam o amor e a paz permaneciam em seus postos, preparando-se para qualquer ataque externo contra a sua Deusa protetora.

Seis mínimos cosmos foram sentidos na vila, entretanto, esbanjavam hostilidade. Penetravam os limites da pequena vila de Rodorio, aos poucos acordando os moradores que observavam tudo curiosos das janelas de suas casas. Eram seis homens, dois deles vestiam armaduras em uma coloração dourada extremamente clara, quase branca, enquanto os outros que os acompanhavam eram puramente negras, mas refletiam perfeitamente o céu estrelado.

Uh, esse lugar não mudou absolutamente nada... — murmurou um dos homens trajando uma armadura negra. Ele parecia guiar os outros pela vila.



O homem era uma cópia exata do Cavaleiro de Ouro de Gêmeos, Pollux, a única diferença era a vestimenta, que era completamente negra, em vez de negra e dourada, como a do irmão. Ele observava a vila severamente, estudando-a minuciosamente, enquanto sentia uma leve sensação de nostalgia lhe atingir o peito. Com um leve pigarro, todo o clima do local esfriou em um instante; o solo tornou-se gelo puro e pequenos flocos de neve caiam do céu. Não demorou para o cosmo hostil ser sentido, fazendo um pequeno grupo de soldados-rasos aparecerem a frente dos homens, dizendo-lhes para recuarem antes de chegar às terras do Santuário.

Heheh... finalmente algo para me divertir — murmurou outro dos homens, também vestindo uma armadura negra como a do guia. Estalou os dedos e deu um passo a frente, sendo impedido pelo moreno.

Não, eu vou dar um jeito nisso — disse o primeiro, voltando-se para os soldados que impediam o seu caminho. Bagunçou levemente a franja que lhe cobria os olhos, mostrando a sua coloração avermelhada. — Cocytus Wrath.

No mesmo instante o cosmo do homem elevou-se, fazendo o gelo que cobria o solo agitar-se, formando pequenas estalagmites no chão. Estas seguiram até os homens, picotando os inimigos sem pudor, espalhando suas partes pelo chão, manchando-o de vermelho. Sobrou apenas um soldados, que observava tudo horrorizado, gritando por piedade.

Leve lembranças à Athena, diga-lhe que Castor, a Traição, veio buscar a sua cabeça — disse ao soldado com um sorriso irônico no rosto, enquanto fazia uma leve reverência. O soldado, sem outras opções, forçou ao máximo as pernas que tremiam, para chegar o mais rápido o possível no Santuário.

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A excitação pela futura luta fez com que o Cavaleiro de Peixes descesse as Doze Casas como um raio. Sua armadura reluzia fantasmagoricamente com a luz do luar e os seus cabelos brancos dançavam com a brisa gélida que se fazia no momento. Estava estranhamente frio para aquela época do ano, claramente sendo trabalho de algum guerreiro. Volteou o seu olhar pela pequena vila, perguntando-se há quanto tempo não colocava os pés em tal local.

Passou a andar mais calmamente, tentando sentir os inimigos com o seu cosmo. Não poderia deixar que os soldados de Têmis maculassem o solo sagrado da Deusa Athena, portanto levaria-os de volta ao mundo dos mortos através do perfume de suas rosas. Quando finalmente percebera que estes estavam próximos, elevou o seu cosmo, revelando a sua presença e, em seguida, um imenso campo de rosas avermelhadas tomou conta das ruas de Rodorio.

Lamento por interromper o seu caminho, mas, sabem, eu não posso deixar que sigam — comentou serenamente, dando um breve sorriso aos invasores. — Espero que possam apreciar toda a beleza que proporcionarei aos vossos olhos — fitou uma rosa da mesma cor em sua mão, analisando-a meticulosamente. — O vermelho é uma cor maravilhosa, não? Tão pura, mas ao mesmo tempo tão terrível. Imagino que conheçam bem esta cor de onde vieram, não é? Você mesmo presenciou a morte, não é Castor? Espero que tenha um ótimo motivo para aliar-se à Têmis, ou morrerá mais uma vez em vão. Royal Demon Roses.

O Cavaleiro de Peixes deixou a rosa em sua mão cair juntamente às outras, fazendo com que suas semelhantes abrissem-se mais e liberassem uma doce fragrância pelo ar gélido. Tal fragrância, caso cheirada, pode remover, um por um, os sentidos de seu alvo, consequentemente levando-o ao sono da morte. Era uma técnica simples e indolor, mas extremamente bela.

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Os olhos pálidos observavam os guerreiros atentamente, estudando os seus movimentos. Não entendeu exatamente por que estes preferiram subir aos telhados, mas imaginou que o perfume das rosas não chegara ao local. Soltou um rápido e inaudível suspiro. Seria melhor deixar algo para seus colegas dourados, afinal não queria se tachado de egoísta por não compartilhar uma boa luta.

Um leve sorriso apareceu no rosto pálido com o comentário da mulher que segurava a espada. Alphonse a faria entender o quanto o vermelho poderia ser importante. Mostraria o seu vermelho derramando até voltar ao buraco fundo do Yomotsu Hirasaka. Preparava-se para o ataque quando a amazona de prata apareceu ao seu lado. Assustou-se pela presença dela, afinal, morreria caso inalasse a fragrância, mas acalmou-se assim que vira a máscara. Sabia que as máscaras das amazonas possuía uma proteção especial contra odores. Riu baixo.

Eu preferia acabar com ela sozinho, mas se você conseguir nos acompanhar — propôs à amazona de Águia, sem dar muita importância para a sua presença ali. Focava-se apenas na Coragem. — Eu admiro a sua determinação, mas isto não te garantirá a vitória. Eu vou com tudo. Rose Dagger.

Alphonse deu um longo salto, ficando acima da Virtude. Moveu as suas mãos, criando uma grande quantidade de rosas azuladas; rodopiou no ar, com as flores o seguindo como se fosse o seu mestre, em seguida, lançando-se na direção de Liz tão rápidas quanto a luz das estrelas. Diferente das rosas vermelhas, as rosas azuis não possuíam um odor diferenciado, mas o seu caule era especial; tinha propriedades cortantes mais avançadas que a mais das afiadas lâminas, cortando tudo ao seu redor. Era uma de suas técnicas favoritas, afinal, era a que mais derramava sangue de seus inimigos.