Tópico Obama volta à região afetada por vazamento de petróleo no Golfo

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~Mitsu-san - Clan Wasahira

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O presidente Barack Obama, resolvido a impor exigências mais severas à empresa British Petroleum (BP), inicia hoje um percurso de dois dias pelas áreas litorâneas afetadas por um vazamento de petróleo no Golfo do México.

Ao retorno de sua viagem pela Louisiana, Mississipi, Alabama e Flórida, o presidente dirigirá uma mensagem à nação na terça-feira à noite na qual explicará as medidas que seu Governo tomará para enfrentar a poluição e compensar os indivíduos e empresas atingidos.

Na quarta-feira Obama se reunirá na Casa Branca com o presidente da BP, Carl Henric Svanberg, e segundo um funcionário da Presidência exigirá a criação de um fundo especial para o pagamento de compensações e indenizações aos atingidos pelo vazamento que começou no dia 20 de abril.

O almirante (aposentado) da Guarda Litorânea, Thad Allen, que lidera o esforço do Governo para a contenção do vazamento de petróleo, disse que desde este domingo começou a instalação de sensores que deem às autoridades uma ideia mais precisa do volume de petróleo que flui do poço.

BP isolada

Além da viagem de Obama ao Mississipi, a edição do jornal britânico ” Financial Times” desta segunda-feira (14) diz que os diretores das maiores petrolíferas do mundo afirmarão amanhã no Congresso americano que o vazamento ocorrido no Golfo do México poderia ter sido evitado, distanciando-se assim em público pela primeira vez da British Petroleum (BP).

Segundo soube o “Financial Times”, os diretores de Exxon Mobil, Shell, Chevron e ConocoPhillips dirão que se forem seguidas as “melhores práticas” do setor podem ser evitados acidentes ecológicos como o da plataforma Deepwater Horizon.

Os grandes grupos petrolíferos querem aproveitar seu testemunho perante uma subcomissão de Energia e Comércio da Câmara de Representantes, para justificar os trabalhos de prospecção em águas profundas do Golfo.

O Governo impôs uma moratória de seis meses a essas atividades desde que aconteceu o derrame, e muitos na indústria temem que as autoridades decidam ampliá-la.

Os executivos das petrolíferas responderão também às críticas no sentido de que a indústria não estava preparada para um desastre de tal magnitude, tendo em vista que o vazamento ainda não pôde ser contido.

Segundo o jornal britânico ficou sabendo de fontes das empresas que vão testemunhar perante o Congresso americano seus diretores querem transmitir a mensagem que o acidente poderia ter sido evitado.

As petrolíferas asseguram que planos de perfuração contam com sistemas redundantes que permitem fazer o melhor acompanhamento das pressões nos poços e que também seguem as operações em tempo real de terra para detectar qualquer problema que possa surgir.

Os poços têm também múltiplas barreiras para o caso de acontecer algum acidente, mas não está ainda claro se BP tinha aplicado todas essas salvaguardas.

FONTE: UOL