História || Almas Partidas || Série da trilogia: DESVENDAR - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter
Tags Amor, Darry, Dracomalfoy, Drama, Harrydark, Sexo, Traição, Violencia, Yaoi
Visualizações 146
Palavras 1.385
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, Luta, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura! Agradeço a todos que estão lendo e comentando. Obrigada♡

Capítulo 2 - Capítulo II - A aliança não feita.


Harry aparatou abraçado a Draco na frente da sede da Ordem da Fênix. O loiro não fazia idéia de onde ficava aquele lugar e, segundo Harry, devido ao fidelius, ele e Snape não poderiam contar. Segundos depois Snape aparatou um pouco atrás, se alinhando aos dois.

- Potter...

Harry deu um passo a frente, ignorando o chamado do ex professor, e bateu à porta, que se abriu instantaneamente. Os três adentraram e, no final do corredor, Remo Lupin e Minerva McGonnagal os esperavam.

Eles se cumprimentaram com um aceno de cabeça e foram conduzidos para uma espaçosa cozinha, onde um grupo de pessoas que Draco julgou ser a tão famigerada Ordem da Fênix, estava reunido em torno da grande mesa.

Harry parou no portal do aposento, Draco parou junto, esperando que ele andasse. Olhou a volta, reconhecendo alguns rostos. Lá estavam praticamente todos os seus professores de Hogwarts, inclusive o idiota do Hagrid, ocupando quase meio lado da mesa. Alguns aurores, que ele conhecia do tempo em que acompanhava seu pai em visitas ao Ministério, como Dawlish, Proudfoot, Williamson e sua prima Tonks, outras pessoas que havia encontrado no Ministério, como Arnaldo Peasegood, Gawain Robards e Gilberto Wimple, e, entre rostos totalmente desconhecidos, a prole ruiva dos Weasleys – tantos, que Draco nem tentou menos o idiota do Rony não estava ali.

Ninguém se apresentou, e não houve questionamentos sobre a presença ou ausência de ninguém, ao que Draco respirou fundo, ainda que pudesse sentir a tensão que pairava no ambiente, e já estava ficando nervoso com o fato de estar parado, atentamente observado por tantas pessoas.

Como um gesto automático, olhou para Harry, parado ao seu lado, pensando em instigá-lo a uma ação, ou mesmo buscar algum conforto no meio de toda aquela tensão. Mas nada disso aconteceu. Seus olhos não encontraram os de Harry.

O moreno estava sim parado ao seu lado, tenso como todos na sala. Mas em seu rosto não havia mais nem sombra da máscara de líder objetivo com que entrara naquela sala. Os olhos verdes pareciam não enxergar nada a volta. Estavam presos, como que hipnotizados, na garota que estava em pé em um canto, encarando os dois, como todos ali.

- Gina.

Draco se assustou com a quantidade de emoções que o moreno conseguiu colocar na voz ao dizer um nome tão pequeno. O loiro encarou o moreno com mais veemência, e se sentiu aflito ao ver em seus traços passarem o alívio e a agonia, carinho e uma tristeza imensa. Era como se Harry fosse explodir de tanta emoção ao se encontrar com a garota.

Draco se sentiu inseguro e chegou a mover a mão em direção à do moreno, na esperança de tirá-lo desse torpor, de trazê-lo de volta. Mas antes que o alcançasse, Harry andou em direção à ruiva, e Draco acompanhou, pasmo como todos na sala, Harry tocar levemente os cabelos ruivos e a face sardenta de uma assustada Gina antes de envolvê-la no abraço mais apertado que Draco já presenciara.

- Merlin... Você tá viva...

O abraço durou um tempo considerável, visto que todos na sala olhavam os dois de maneira ferrenha. Harry se separou da ruiva, mas continuou a olhando e acariciando sua face, e Draco poderia jurar que a sua próxima atitude seria beijá-la, se não fosse a interrupção do lobisomem.

- Depois que você saiu, Harry, Gina ainda ficou em coma por duas semanas até se restabelecer totalmente, e, depois disso, preferiu ajudar a Ordem internamente, se afastando das batalhas. Talvez por isso você não veio a saber da sua condição.

Harry encarou o lobisomem, seus olhos escurecendo e suas feições voltando a ficar neutras. Devagar, ele voltou para junto de Draco e Snape. Lupin indicou três lugares vazios e todos se sentaram em torno da mesa.

Com um pouco de raiva, mas sem conseguir deixar de fechar os olhos, sentindo o conforto que isso trazia, Draco sentiu a mão de Harry procurar pela sua embaixo da mesa, os dedos se entrelaçando, apertando com força. Ambos estavam nervosos.

- Sr Potter – McGonnagal começou, em tom duro – Há duas semanas Severo Snape veio nos procurar dizendo que havia sido descoberto como espião pelo senhor. Ele também nos informou que Voldemort fora derrotado e que foi você que assumiu a liderança dos comensais, pedindo, o mais breve e discreto, uma audiência com a Ordem da Fênix. – ela inspirou profundamente – Pois bem. Aqui estamos.

- Quero deixar claro – um dos aurores se levantou – Que muitos aqui foram contra essa decisão.

Harry fixou o olhar no homem, que se sentou mais encolhido, pois aquelas centelhas verdes seriam capaz de matar.

- Harry – chamou o Sr Weasley – O seu comportamento nos últimos tempos não tem sido dos mais confiáveis.

- O que aconteceu, querido? – emendou a Sra Weasley, em tom complacente, quase doce.

Harry a encarou por um momento, apertando com mais força a mão de Draco, e então se voltou a Lupin e McGonnagal, que, aparentemente, haviam assumido a liderança por ali.

- O que me levou a tomar as decisões que eu tomei não vem ao caso neste momento. Não pensem vocês que foram os únicos a sofrer as conseqüências. – sua voz era fria, mas Draco sentia que ele estava mais alterado do que devia – O que interessa agora é que eu consegui atingir o meu objetivo. Voldemort está morto, e a guerra está no fim.

- Fim? – um homem alto com cara de poucos amigos levantou a voz, ganhando um dos olhares mortais de Harry Potter, que, há muito tempo, não tinha uma fala sua interrompida daquela forma – Só na semana passada foram atacados três povoados trouxas na Irlanda. Milhares de pessoas foram mortas, e tudo por ordem sua! – o homem acusou, de forma no mínimo inconseqüente, segundo a visão de Draco.

- Se quer saber mesmo, Robards, semana passada foram esses três povoados na Irlanda, e nessa semana serão mais dois na Escócia e haverá uma ação no sul, perto de Gales, onde parece estar surgindo um foco de resistência apoiada por vocês. O lugar já está incomunicável, para garantir que reforços não cheguem. – nesse ponto, Harry sorriu – Mas eu espero sinceramente que eles cheguem.

Todos o encaravam em silêncio, absorvendo as palavras do mesmo.

- O que significa isso? – um dos Weasleys mais velhos, o cheio de cicatrizes, colocou a pergunta de todos os olhos em palavras.

- Significa, Gui – Harry sorriu – Que eu estou entregando os planos dos Comensais, os meus planos, para vocês. E eu só espero que vocês estejam organizados o suficiente para conseguiu sufocar esses ataques.

- Você quer que nós o derrotemos? – Gilberto Wimple, que Draco se lembrava de ter sido apresentado no Ministério um dia, perguntou, pasmo.

- Ora, para a guerra acabar deve haver um vencedor. Se eu fiz questão de assumir a liderança dos Comensais depois da derrota de Voldemort, foi para anular um lado da luta.

- E como podemos acreditar que o lado anulado não é o nosso, Harry? Afinal, se me lembro bem, quando você esteve aqui pela última vez, nos pediu para não lutarmos, para que saíssemos da guerra, para deixar o caminho livre para Voldemort. E de lá pra cá, tudo o tudo o que você tem feito foi juntar forças para a nossa derrota. O que garante que esses planos não são uma armadilha? Que não é uma forma de ter certeza de onde vamos focar nossas forças?

Nesse momento, Draco sentiu que o Sr Weasley havia condenado Harry Potter. Seu argumento era justificado, mas Draco sabia que Harry não tinha uma resposta para isso, que ele estava ali confiando na disposição daquelas pessoas acreditarem na sua boa vontade, e se o chefe da família que Harry um dia considerou como sua não acreditava nele, ninguém mais acreditaria.

Draco sentiu a mão de Harry estremecer na sua, o moreno estava suando. Draco precisava fazer alguma coisa. Precisava ajudá-lo.

- Nós não temos garantias a dar além do compromisso de cumprir com a nossa parte, trazendo o planejamento até vocês e o levando até o fim. Se uma vida inteira de entrega não serviu como garantia, eu não imagino o que possa servir. – declarei, sem elevar a voz, fitando cada um que estava sentando em torno daquela mesa - apertando com mais força a mão de Harry.

- Infelizmente, Sr Malfoy, isto é muito pouco – sentenciou McGonnagal.

Imediatamente Harry largou a minha mão e se colocou de pé, dando as costas à mesa. Eu o segurei pelo braço, sem encará-lo.

- Vamos, Draco. Acabou.


Notas Finais


Num vou com a cara da Ginny não sei por que.\o/

Na verdade sei sim -AQUI É DRARRY ♡ por isso melhor que fique morta.


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