História || Almas Partidas || Série da trilogia: DESVENDAR - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter
Tags Amor, Darry, Dracomalfoy, Drama, Harrydark, Sexo, Traição, Violencia, Yaoi
Visualizações 60
Palavras 2.352
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, Luta, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoas! Demorei um pouco mais para posta desta vez..... Eu acordei ontem 7 horas da manhã e agora são 6:54 do outro dia ainda não dormi..... Cara tive que ir na igreja e fiquei tipo a madrugada toda lá.....To morta😧

Capítulo 5 - Capítulo V - Separação.


Os dois aparataram direto no quarto. Draco o beijou e o despiu, o conduzindo para o banheiro. Eles tomaram banho juntos, sérios, entre beijos e carícias, tentando lavar a alma. Depois se deitaram juntos, olhando um para o outro.

- Isso teve dedo seu, não? – Harry perguntou, sério.

- O Lupin estava disposto a ouvir algumas verdades.

- Você se arriscou.

- Ás vezes é preciso.

Harry o beijou e voltaram a ficar em silêncio.

- As coisas vão melhorar agora, não vão? – Draco perguntou, incerto.

- Eu espero que sim.

- O que você vai fazer?

- Tenho que descer daqui a pouco. Não seria bom que a notícia da derrota chegasse por outras vias. Eu preciso rever nossa organização e bolar o próximo ataque com certa antecedência pra passar pra Ordem.

- Harry, posso te pedir uma coisa?

- Tudo. – Harry disse, beijando sua mão, que lhe acariciava o rosto.

- Não participe dos ataques.

Harry o olhou, passando o dedo pelos contornos de sua face.

- Eu não posso te prometer isso, Draco. Você sabe que eu não posso.

- Voldemort não lutava em todas as batalhas.

- Voldemort não tinha que reafirmar sua liderança a cada cinco minutos. O que você acha que vai acontecer se eu começar a mandar batalhões pra guerra e não voltar ninguém vivo enquanto eu fico aqui, confortavelmente esperando eles morrerem? Não é como se eles fossem aceitar isso sem questionamentos...

Draco o olhava com visível angústia, acariciando o seu rosto.

- Do que você tem medo, Draco?

Draco se aproximou dele e o beijou com paixão. Um beijo longo, como se não quisesse nunca mais sair de perto dele. Se afastando o suficiente para olhá-lo com súplica nos olhos.

- O que foi, meu loiro?

- Me diz que você não é ele. Me diz que você... Você...

Harry o abraçou forte, beijando seus cabelos.

- Não tenha medo de mim, Draco. Por favor...

§§§§§§§HD§§§§§§§

Draco estava deitado no meio da cama. Os cabelos loiros brilhando contra o lençol escuro. Estava nu, depois de ter feito amor com Harry durante a noite, mas estava sozinho. Harry dormira um pouco, mas ele, apesar de ficar de olhos fechados, aconchegado nos braços do moreno, não conseguiu dormir.

Há noites não conseguia dormir.

Dizer que estava angustiado com a situação era pouco. Dizer que estava desesperado era muito. Draco se sentia preso em uma teia suspensa, se se soltasse, cairia sem saber para onde. E, no entanto, estava preso.

Não, ele não tinha medo de Harry. Ele tinha medo de Voldemort e do que restou de Voldemort em Harry.

E isso lhe tirava a calma, lhe tirava o sono, lhe martirizava a alma.

Ele temia. Temia pela sua segurança, pela segurança de Harry. Mas, acima de tudo, temia pela sanidade do moreno.

§§§§§§§HD§§§§§§§

Draco acompanhou o sol entrar de mansinho pela janela do quarto. Não havia pregado o olho por mais uma noite. Já era a terceira consecutiva que não dormia absolutamente nada.

Sentiu o moreno se mexer ao seu lado. Harry se levantou, tentando não fazer barulho, e foi ao banheiro. Quando voltou ao quarto, estava arrumado com suas roupas de batalha.

- Aonde você vai? – Draco perguntou, se sentando na cama.

- Dunfries. – Harry respondeu desviando o olhar. Draco continuou encarando-o com caras de poucos amigos.

Harry veio até ele e depositou um beijo na sua testa, afagando os cabelos do loiro.

- Eu tenho que ir, Draco.

Draco não respondeu, somente acompanhou o moreno deixar o quarto, abraçando suas pernas, deixando a cabeça cair sobre os joelhos.

Precisava sair daquele quarto, aquilo tudo o estava sufocando, o estava matando.

Levantou, tomou um banho e saiu. Não da mansão. Não iria sair dali, não para não desobedecer Harry, que ele não tinha autoridade para lhe dar ordens, mas porque sabia que o moreno estava certo, não era seguro para ele ficar zanzando por aí. E a mansão era grande o suficiente para render uma boa caminhada.

Ele andava devagar, se sentindo cansado, física e psicologicamente. Andava se escorando nas paredes, sem olhar direito pra onde ia, procurando não pensar.

Talvez por isso não tenha percebido que estava sendo seguido.

- Malfoy. – a voz de Nott ressoou pelo corredor, fazendo com que o loiro se endireitasse imediatamente, deixando a varinha, que agora carregava escondida na manga das vestes, o mais fácil para ser sacada. Se voltou para encarar o comensal.

- Nott. – cumprimentou frio.

- Que bom encontrar você assim... aqui...

- Eu vivo aqui.

- Não... Não foi isso que eu quis dizer. Desculpe, deixe eu me corrigir. Assim...sozinho. – disse o olhando com malícia - Seu querido protetor saiu hoje de manhã. Aposto que volta sozinho novamente. Azarado ele, não acha? Ou você acha que tudo isso é fogo amigo?

Enquanto falava, Nott se aproximava de Draco, que ia recuando, tentando se localizar pra saber pra que lado correr.

- É normal sofrer baixas. Agora, se me der licença...

- Vocês têm se divertido muito? Você gosta de ser a putinha dele, Draco? Não sente...saudades?

Draco sacou a varinha, mas Nott foi mais rápido, dando uma rasteira no loiro, que caiu no chão, a varinha voando longe. Draco se arrastou pelo chão, tentando recuperar a arma e se levantar ao mesmo tempo, mas logo Nott já estava em cima dele.

- ME LARGA!

- Não tão rápido!

- SAI DE CIMA DE M... AAAAAHHH! – Nott quebrara o braço que tentava alcançar a varinha e puxou o outro para as suas costas enquanto puxava seus cabelos, imobilizando-o com o peso do corpo.

- Agora é bom ficar quieto e me escutar que eu juro que não deixo muitas marcas... Daí o seu querido Potter nem descobre o que aconteceu... Porque você não vai contar, vai, Draquinho? Você tem noção do que eu posso falar para os tão fiéis comensais se ele resolver se voltar contra mim, Draco? Tem noção do que eu posso fazer com ele? Você vai pagar pra ver, Draco? Vai? – sem ter resposta do loiro, Nott bateu com força sua cabeça contra o chão – RESPONDE!

- Não... – Draco falou, zonzo, desesperado por achar uma maneira de sair dali, sentindo o sangue escorrer pelo seu rosto.

- Bom menino.

Nott mergulhou o rosto no pescoço do loiro que fez uma careta de nojo e recomeçou a se debater. Em um movimento rápido, Nott desvirou o seu corpo, sem sair de cima dele, sacando a varinha.

Draco não esperou pra ver o que ele ia fazer, deu um chute no saco do comensal e outro no seu rosto, rolando pra longe, pegou a varinha e saiu correndo, desviando das maldições que ouvia ecoarem atrás de si. Ao virar a esquina do corredor, se concentrou por um segundo e aparatou.

O loiro olhou a volta. Estava em uma vila campesina, na beira de uma estrada de terra. Ao longe, via uma nuvem de fumaça negra pairando sobre um conjunto de casas, se misturando às nuvens negras do céu. Ele olhou o braço quebrado, sussurrou um feitiço para imobilizá-lo e se concentrou de novo, aparatando mais perto das casas.

Ele corria pelas sombras, procurando um rosto conhecido, alguém a quem pudesse pedir ajuda. Mas parecia que a batalha já havia acabado. O lugar estava em pedaços, mas completamente deserto.

Sua mão tateava dentro do bolso a procura do anel. Tinha adquirido o costume de o esfregar, sentindo a forma do dragão com a ponta do dedo, quando estava em uma situação tensa. Agora percebera que o anel não estava com ele e se sentiu mais inseguro ainda.

- Droga...

Virando algumas esquinas, Draco encontrou um grupo de aurores retirando corpos dos escombros. Um raio cruzou o céu e caiu muito perto dali, fazendo o trovão ecoar.

- Ei! Onde está Harry Potter?

- Ele foi visto perto da Flower Square, mas...

Draco não ficou para ouvir, aparatou imediatamente pra esse lugar.

Estava em uma pequena praça onde parecia, um dia, ter havido muitas flores. Agora era só um jardim queimado. Draco olhou em torno e um raio caiu, iluminando o moreno, que observava a destruição a sua volta. Ao lado, a um quarteirão de distância, parado de pé em uma encruzilhada.

- Harry!

Draco correu até ele, se agarrando às suas vestes e aspirando o perfume do moreno, apesar de toda a sujeira e sangue que o cobria. Só assim se sentiu seguro.

- Draco? Draco o que você está fazendo aqui? O que... Por Merlin! Você está sangrando!

Draco não o encarou, se afastou do moreno. Ele o ouviu sussurrar um feitiço para concertar o seu braço e outro para a ferida na testa, onde Nott o batera no chão.

Harry passou a mão delicadamente na sua face e levantou o seu rosto devagar, forçando-o a olhá-lo.

- Ei, – o moreno começou doce, tentando acalmar o companheiro - não vai me dizer o que acontec...

Mas Harry não terminou a frase. Sua face se fechou e seus olhos ficaram duros. Conforme ele levantou o rosto do loiro, pôde ver a marca roxa em seu pescoço.

- Harry...

- Quem fez isso, Draco? – sua voz era fria.

- Harry, não aconteceu nada...

- Mas teria acontecido. Quem foi o filho da puta que tentou te estuprar?

- Foi o Nott. Mas me escuta, Harry! Volta aqui! – Draco o segurou – Eu sei que você quer matá-lo com as próprias mãos das maneiras trouxas e bruxas mais bárbaras que você encontrar. Eu sei porque to lendo isso nos seus olhos e porque você é bem capaz de fazer! Mas me escuta primeiro! Eu não vou defender aquele maldito!

Harry parou de tentar se desvencilhar de Draco.

- Eu nunca pensei que você faria isso. Mas duvido que você me dê uma boa razão para não desmentir suas impressões sobre mim.

- Ele sabe de alguma coisa. Ele ameaçou jogar os comensais contra você se eu te falasse o que aconteceu. Harry! Pára! – ele voltou a segurar o moreno, sentindo-o se descontrolar - Eu to falando com você! Eu sei que você não acredita ou não teme o que ele possa fazer, mas ele ta falando sério, Harry!

Harry tocou o seu rosto.

- Não importa, Draco. Eu não posso permitir que...

- Não é isso que está em jogo agora, Potter! Não sou só eu! Você não vê o que ele pode fazer com você? Não é só uma questão de perder o poder, se você deixar de ser líder, você vai direto pras masmorras! Nenhum comensal vai te aceitar como sócio! E a Ordem não vai te aceitar de volta sem o fim dessa guerra! É a sua vida que está em jogo!

- Eu não vou trocar a minha vida pela sua!

- Eu já estou morrendo!

Harry o olhou. Desespero passando pelo seu rosto iluminado pelos relâmpagos. A chuva começou a cair pesada, molhando os dois.

- O que você quer dizer com isso, Draco?

Draco passou a mão no rosto, tirando o excesso de água e afastando a franja dos olhos.

- Como você acha que eu me sinto com essa situação, Harry? Acha que eu estou feliz? Acha que eu fiquei satisfeito de quase ser estuprado hoje?

- Draco...

- Eu tenho dezenove anos, Harry. Quero viver! Eu sei que não há vida com essa guerra, e tenho certeza que só vou ter meia vida longe de você, mas...

Harry se aproximou de Draco e passou a mão pelo seu rosto, o encarando, pasmo.

- Eu não suporto mais, Harry. Não suporto ficar preso em um quarto o dia todo. Não suporto saber que você está na rua, matando e torturando. Não suporto não dormir, esperando você voltar vivo, ou te olhando dormir, esperando que você continue vivo, que você não se transforme nesse monstro que parece emergir de você cada vez que você pega na varinha. Eu não suporto mais ter pesadelos, eu não suporto mais tanto medo, Harry. Eu to morrendo. E sou eu mesmo que estou me matando. Nós estamos nos matando, Harry. E por que? Me diz? Pelo quê? Pela possibilidade de, talvez, quem sabe, um dia, poder viver?

Draco o encarou e o que viu nos olhos verdes foi uma desolação tão imensa que ele se sentiu vazio. Não suportou mais olhar para o moreno, mas não conseguiria se afastar dele. Deixou a cabeça cair sobre o seu ombro, respirando fundo.

No rosto de Harry, ele não saberia dizer quantas gotas eram da chuva, quantas eram lágrimas.

- Eu preciso de você, Draco. – a frase deixou o moreno como um último sopro.

Draco se abraçou a ele com força, buscando a mesma força para fazer o que sentia que precisava fazer. Ele se endireitou e deu um passo pra trás, olhando nos olhos do moreno.

- Pra ser sincero, Harry? Eu me sinto tão sufocado que não me importo mais. Vai ser melhor assim. Pelo menos, sem mim, você tem mais chances de sobreviver.

Harry deu um passo pra frente e o arrebatou em um beijo.

Pra ser sincero não espero de você

Mais do que educação

Beijos sem paixão

Crimes sem castigo

Aperto de mãos

Apenas bons amigos

Pra ser sincero não espero que você

Minta

Não se sinta capaz de enganar

Quem não engana a si mesmo

Nós dois temos os mesmos defeitos

Sabemos tudo ao nosso respeito

Somos suspeitos de um crime perfeito

Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos

Pra ser sincero não espero que você

Me perdoe

Por ter perdido a calma

Por ter vendido a alma ao diabo

Um dia desses

Num desses encontros casuais

Talvez a gente se encontre

Talvez a gente encontre explicação

Um dia desses

Num desses encontros casuais

Talvez eu diga

Minha amiga

Pra ser sincero

Prazer em vê-la

Até mais

(Pra ser sincero – Engenheiro do Hawai)

Harry rompeu o beijo, soltando-o, mordendo os lábios. Draco desviou o olhar, não querendo ver a dor que se espalhava nos olhos do moreno.

- Pra onde você vai?

- Vou pedir asilo ao Lupin... Pelo menos até o fim da guerra... Ele vai me aceitar...

- Posso te fazer um último pedido, Draco?

O loiro o encarou em silêncio.

- Não se envolva na guerra.

§§§§§§§HD§§§§§§§

Harry aparatou na sala da mansão. Nott estava sentado à mesa junto com um grupo de comensais.

- Mestre, eu não sei o que o Malfoy disse, mas...

- Draco desertou, Nott. Eu o vi junto com os aliados da Ordem da Fênix hoje. Que fique claro que eu não quero mais ouvir o nome dele.

- Sim, mestre.

- Rabastan, Rodolfo, Scliff, chame os outros, precisamos fazer o balanço das últimas batalhas. As coisas não estão boas.

Os homens se levantaram. Harry se sentou na cabeceira da mesa e Nott sentou ao seu lado.

- Nott.

- Sim, mestre.

- Não importa o que você diga. Eu não sou idiota.

- Sim, mestre. – Nott abaixou a cabeça e não disse mais nada durante toda a reunião.


[Amor próprio não é egoísmo, é necessidade]


Notas Finais


Espero que tenham gostado e mais uma vez obrigada pelos comentários e favoritos.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...