História { Eclipse - Mijan} - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Bellatrix Lestrange, Dobby, Draco Malfoy, Gregory Goyle, Harry Potter, Hermione Granger, Lord Voldemort, Minerva Mcgonagall, Pansy Parkinson, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Severo Snape
Tags Amor, Aventura, Dracomalfoy, Drama, Drarry, Eclipse, Harrypotter, Poção
Visualizações 85
Palavras 5.261
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Survival, Violência
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoas ♡ Então eu havia dito qus postaria de dois em dois dias. ....Mas sabe como é kkkkk Então sem mais delongas. Boa leitura e agradecimentos aos favoritos.

Capítulo 2 - Segundo Capítulo - Lições de Poder.


Draco só estivera nas masmorras embaixo da Mansão Malfoy poucas vezes em toda sua vida. A primeira vez, tinha oito anos. Seu pai tinha decidido que ele tinha idade suficiente para ser levado por uma grande excursão pelo local, contando histórias sobre aurores que tinham sido presos ali e sangue-ruins que haviam sido torturados quando a influência do Lorde das Trevas estava em seu auge. Foi então que Draco aprendeu sua primeira pequena lição de poder; o que era e por que era tão importante. O poder para controlar pessoas, o poder sobre a vida e a morte; Draco viu e começou a entender essas coisas. Naquelas masmorras, Lucius Malfoy era o dono da vida das pessoas. Naquela masmorra, Draco começou a aprender o valor do poder.

A segunda vez que Draco visitara aquelas masmorras não tinha sido tão agradável. Era mais uma lição de poder, porém a moral do conto foi muito diferente. Naquela ocasião, Draco aprendera a lição enquanto estava do outro lado daquelas celas. Tinha onze anos quando tentara entrar despercebido na sala de visitas de seu pai, planejando roubar alguns itens do compartimento escondido no chão, enquanto seus pais posavam como os perfeitos anfitriões em uma de suas brilhantes festas, reconhecidas mundialmente. Queria levar algo, qualquer coisa, para a escola com ele, para mostrar aos seus amigos e aumentar sua influência e seu domínio. Sabia que não deveria desobedecer a seu pai, mas a tentação tinha sido muito grande. E, claro, acionou os feitiços de proteção e as barreiras mágicas do quarto, o que trouxe seu pai até ele imediatamente.

Lucius Malfoy não tinha se mostrado compreensivo nem vingativo, enquanto acorrentava Draco à parede da masmorra, e Draco não tinha chorado. Sentimentos eram para os fracos. Isso era um castigo, e um castigo justo também; pai e filho sabiam disso. Enquanto trancava a porta da masmorra para a noite, Lucius disse simplesmente, "Você não consegue poder dessa maneira, Draco. Você tem que merecê-lo. Agora, terá que pagar por isso".

Quando as portas da masmorra se fecharam com um estrondo, deixando Draco sozinho para sua contemplação noturna, ele finalmente quebrou, lágrimas caindo livremente de seus olhos num lugar onde ninguém podia vê-lo. Seu pai, cujas relações com ambos amigos e inimigos foram baseadas em maldade e ganância, havia imposto uma lição hipócrita em uma mente muito jovem para essas coisas. De muitas maneiras, foi um Draco mais fechado que se levantou naquela manhã, e talvez essa tivesse sido a intenção de Lucius Malfoy. Assim seu pai havia mostrado como era ter alguém com poder acima dele.

Agora, todos esses anos depois, olhando através das barras da mesma cela para a figura parada, de cabelos escuros deitada no chão, Draco sentiu essa palavra chamada poder. Dessa vez, ele a merecia.

Draco se permitiu um pequeno sorriso enquanto seu pai fechava a tranca da cela.

Lucius Malfoy virou-se para Draco e percebeu seu pequeno sorriso. Quem sabe pela primeira vez ele olhou e realmente viu seu filho, elogiando-o mentalmente. Draco tinha realmente aprendido bem a lição, e agora tinha trazido ainda mais honra ao nome Malfoy. Era um filho merecedor. Um forte herdeiro. Lucius inconscientemente retornou o sorriso satisfeito de Draco.

"Draco, isso agradará o Lorde das Trevas imensamente. Ele não estava inteiramente convencido de que seu plano funcionaria, mas você com certeza fez um trabalho muito bom. Simples, mas astuto. O próprio Salazar Slytherin ficaria orgulhoso". Ele estendeu uma mão. "Posso ver a faca?".

"Sim, pai". Draco sabia que era um comando mais do que uma pergunta, e obedientemente retirou a faca, segurando-a pela lâmina para seu pai. Sabia quando falar e quando segurar sua língua, então ficou em respeitoso silêncio enquanto o outro examinava a pequena lâmina. Ainda estava suja de sangue seco.

Lucius a virou cuidadosamente em suas mãos enluvadas, murmurando para si mesmo enquanto examinava a peça. "Impressionante. E pensar que tudo o que nos custou derrubar o indestrutível Potter, depois de todo esse tempo, foi isto". Ele traçou a lâmina com a ponta de seus dedos, algumas gotas de sangue grudando nas luvas. Sua face era contemplativa enquanto esfregava seu dedo indicador com seu polegar, deixando restos de sangue caírem no chão. "É isto... O que o Lorde das Trevas tem procurado por tanto tempo. Dessa vez, será completado".

Ele devolveu a faca a Draco. "Eu devo contatar meu mestre e informá-lo de seu sucesso. Se ele estiver tão satisfeito quanto espero, você logo terá o privilégio de chamá-lo de mestre também". Ele tornou seu olhar brevemente para a forma imóvel no chão da cela. "Fique aqui e mantenha seus olhos nele. Potter pode parecer derrotado, mas tem tido uma sorte anormal por toda sua vida. Nós não devemos arriscar".

Draco abaixou sua cabeça em forma de submissão. "Sim, pai".

Sem outra palavra, Lucius Malfoy virou-se e andou rumo às escadas saindo das masmorras.

Draco se parabenizou silenciosamente. Esse fora o elogio mais direto que já tinha recebido de seu pai, e ele o merecia. O outro estava orgulhoso dele nesse dia, e esse orgulho era mais bem demonstrado com classe. Mesmo com assuntos de natureza positiva, Malfoys não se rebaixavam a amostras vazias de emoção. Isso seria um sinal de fraqueza, assim como lágrimas eram. Fraco, assim como a forma do menino deitado na cela.

Draco virou e se encostou à parede, do lado das barras da cela, observando Potter à sua vontade. O grifinório estava deitado desconfortavelmente de lado, no lugar exato que Draco tinha-o deixado quando chegou. Sua face estava mais pálida do que o normal, e seus lábios tinham um estranho tom azulado. Draco cuidadosamente observou o fraco subir e descer do tórax de Potter. O garoto ainda estava vivo. A palidez era apenas um efeito da poção, e desapareceria logo.

Com seus olhos fechados, Potter parecia quase em paz enquanto inconsciente. Linhas e curvas delicadas demonstravam juventude e ingenuidade, e escondiam as coisas horríveis que o menino tivera que enfrentar. Sem seus óculos, algo no rosto de Potter parecia diferente, como se uma máscara tivesse sido removida, levando com ela a imagem do Menino-Que-Sobreviveu, e deixando apenas um menino inocente no lugar. Draco o encarava, inexplicavelmente cativado. Por um momento, quase achou difícil se lembrar de que esse era o rosto do inimigo.

Draco chacoalhou sua cabeça para livrar-se da idéia. Essa era a face do garoto que tinha recusado sua mão estendida no primeiro dia da escola, escolhendo a companhia da vergonha do mundo bruxo. Aquele rosto infantil tinha sorrido triunfantemente em muitos jogos de quadribol, enquanto Draco deixava o campo sem nada. Aquele rosto tinha aparecido nas capas do Profeta Diário e Bruxa Semanal, enquanto o nome "Harry Potter" estava nos lábios de todo bruxo e bruxa em Londres, se não em todo o mundo. Aquele rosto que tinha assombrado Draco por muito tempo.

Agora era o rosto da fraqueza, Draco pensou incondicionalmente. Potter estava atrás das grades, e Draco estava fora delas, olhando para dentro. O poderoso grifinório estava inconsciente, em uma cela embaixo da Mansão Malfoy, sob o poder de Draco.

Poder sobre a vida e a morte; era quase tóxico, quase viciava. Aparentemente, quanto mais você odeia seu inimigo, mais intenso o sentimento. Todas as coisas que ele queria dizer a Potter, e agora tinha a oportunidade perfeita. Ali, Potter não podia ir correndo a Dumbledore. Seu pequeno amante de trouxas, amigos sangue-ruins não estavam lá para ajudá-lo. Ali, ele estava sozinho.

Draco assistiu ao ritmo quase imperceptível da respiração do outro garoto, cuidadosamente observando qualquer mudança. Draco não pode observar o primeiro mexer de uma pálpebra, o leve movimento de músculos, ou o tremor no lábio inferior do outro menino. Como se em câmara lenta, o rosto de Potter tomou uma expressão de agonia. Draco inclinou-se para ter uma visão melhor, cruzando seus braços. Os efeitos da poção estavam desaparecendo.

Frio . . . Tão frio. Devo ter chutado os cobertores. Muito frio. Terrível pesadelo . . . Malfoy. Malfoy me atacou. Está muito frio aqui. Por que não consigo me mexer? Congelado . . .

Harry tentou forçar seus olhos a se abrirem, sendo recompensado por pequenas pontadas de dor surgindo em sua face. Tentou recuar, mas isso apenas aumentou a impressão. Gradualmente, a sensação de agulhas se espalhou por todo seu corpo, como se revivendo depois da circulação ter sido cortada por muito tempo.

Com os olhos fechados fortemente, ele forçou sua mandíbula e manteve todos os músculos tensos, tentando não piorar a dor. Esperou, incapaz de pensar em algo além das agulhas. Sua mente ainda estava muito entorpecida pelo esforço que isso requereria. Após um longo tempo, as pontadas diminuíram a um ponto que ele conseguia se mexer. Com um tremor, Harry se virou no chão, respirando desesperadamente.

A superfície embaixo de sua bochecha machucava sua pele. Frios e duros pedregulhos formando pequenas marcas em sua pele macia. Ele cuidadosamente estendeu sua mão e pressionou-a contra o chão. Com certeza não era sua cama. Nem parecia com o chão ao lado dela. Com um repentino terror mental, seu coração foi parar na garganta. Não parecia muito possível, mas... As últimas horas não tinham sido um pesadelo.

Cuidadosamente abriu seus olhos, temendo o que poderia ver. O chão embaixo dele era de pedra áspera, um pouco suja com resíduos a areia. Além disso, podia ver barras pesadas, delineadas claramente por causa das tochas acesas. Barras... Então tinha sido capturado. Não conseguia ver muito mais. Tudo estava embaçado a partir das pedras e sujeira a um metro do rosto dele. Uma segunda onda de pânico o ameaçou quando percebeu que seus óculos haviam sumido.

Com um gemido, ajoelhou-se. Seu ombro estava latejando onde Malfoy o tinha esfaqueado. Sangue subia aos seus ouvidos, ameaçando tirar-lhe a consciência, e ele descansou sua cabeça em suas mãos, implorando para a sensação diminuir. Além dos sons em sua cabeça, ouviu a voz que quase fez seu sangue congelado ferver.

"Você teve um bom sono, Potter?", a voz perguntou.

Harry levantou sua cabeça com força e se virou ao som da voz. Não tinha percebido a silhueta do outro lado das barras, e agora desejava que nunca tivesse percebido. Embora não pudesse ver o rosto do outro, e o sangue ainda estivesse subindo em seus ouvidos, reconheceria aquela voz em qualquer lugar. "Malfoy", respondeu com raiva.

"Isso mesmo, Potter". A forma embaçada aproximou-se das barras, inclinando-se nelas. "Os professores nunca te avisaram para não andar pelos corredores à noite? Mas não, o grande Harry Potter está acima das regras".

"Você roubou meu maldito trabalho de Poções, seu filho da mãe", Harry rosnou, ainda tentando acumular alguma força em suas pernas.

"Um pequeno detalhe. Você podia tê-lo reescrito". Malfoy tirou algo de seu bolso e acenou-o pelas barras.

Harry reconheceu o som do velho pergaminho sendo amassado.

"Você deveria tê-lo reescrito. Estou surpreso que você tenha passado no seu N.O.M. de Poções com as merdas que entrega".

"Bem, talvez eu devesse ter pedido sua ajuda, vendo como você é um especialista". Sarcasmo envolvia todas as palavras.

"Atitude não vai levá-lo a lugar algum, Potter". Draco colocou o pergaminho novamente em sua capa preguiçosamente. "Mas é claro, você é o famoso Harry Potter. Muito grande para pedir ajuda. Certamente muito grande para seguir as ordens que todos fizeram para protegê-lo. Agora veja aonde isso o levou. Dumbledore não está aqui para segurar sua mão, Potter".

"Eu preciso de alguém para segurar minhamão?", Potter perguntou sem acreditar, seu nojo evidente na pergunta.

Mesmo dobrado ao meio no chão como estava, a convicção e ódio no tom de voz foi o suficiente para fazer Draco encolher um pouco.

"Você se esconde atrás de Crabbe e Goyle durante anos, você se escondeu atrás da Umbridge, e agora está aqui. Segurando nas roupas de seu pai. Ele comprou seu lugar no time de Quadribol, está comprando seu lugar no meio dos Comensais da Morte também?".

Draco estava grato pelo fato de que Potter não podia ver seu rosto no momento, porque se pudesse, teria visto a ferida que aquele comentário criara claramente na expressão de seu captor. No entanto, Draco rapidamente recuperou sua postura impecável, ignorando o comentário sobre o time de Quadribol. "Ah, eu mereço meu lugar nos Comensais da Morte", ele disse, cheio de si. "Você é a chave. É claro, a influência de meu pai me beneficiou. Pena que tudo que seus pais fizeram por você foi se deixarem morrer e colocar você no topo da lista negra do Lorde das Trevas".

Fúria fez Harry se jogar contra as barras, mãos estendidas mirando o pescoço de Malfoy. "VOCÊ!".

Harry errou por pouco a ponta da capa de Draco, quando o loiro pulou para trás em surpresa. O braço de Harry estava estendido pelas barras até seu ombro enquanto a outra mão estava segurando uma barra com força. Sua respiração saía rápida entre dentes roçados, mas foram os olhos que pegaram Draco de surpresa.

Draco nunca tinha realmente visto Potter sem os óculos antes. Mesmo sob circunstâncias normais, atrás do reflexo das lentes, seus olhos tinham brilhado com uma intensidade peculiar que Draco achava desconcertante. Lembrou-se do incidente durante seu N.O.M. de Feitiços, quando o olhar de Potter fez com que ele perdesse controle sob o feitiço de levitação, e seu copo de vinho tinha se quebrado. Ninguém mais conseguiria transtorná-lo daquele jeito; ninguém conseguia fazer suas emoções ficarem incontroláveis como Potter fazia. No entanto, se aquilo tinha sido desconcertante, isto era cem vezes pior. Agora, aquele olhar esmeralda e firme mirava diretamente em seus próprios olhos, brilhando com raiva, dor, e alguma coisa que Draco não conseguia decifrar, e ele não tinha certeza se queria. O que quer que fosse, fez com que o coração de Draco parasse momentaneamente em seu peito.

Os olhos deles mantiveram-se firmes um no outro, com a distância aproximada de um braço entre eles e, por um segundo, Draco podia sentir o gosto do medo na ponta de sua língua. Não fazia sentido. Potter estava atrás das grades, sem sua varinha, sem até mesmo seus óculos. Ele não tinha ajuda. Mas se isso era verdade, então por que Draco sentiu naquele momento que o grifinório estava mais no controle do que ele?

Draco finalmente desviou o olhar, completamente abalado. Potter estava sobseu controle, seu prisioneiro. Não podia deixar essa balança de poder mudar desse jeito novamente. Tinha que manter a vantagem da próxima vez. E haveria uma próxima vez. Potter sempre tivera um talento para atiçá-lo, mas ali nas masmorras da Mansão Malfoy, esse tipo de coisa era simplesmente inaceitável. Quando se virou novamente na direção da cela, viu que Potter tinha retirado seu braço e agora estava apertando as barras com as duas mãos. Seus pulsos quase pareciam mais fortes do que as barras de metal, e Draco teve que se lembrar que as barras eram reforçadas magicamente. O rosto do garoto ainda estava pressionado contra as barras em rebeldia, cabelo espetando em todas as direções, parecendo uma criatura selvagem que não deveria ter sido capturada e nunca seria domada.

"Deixe minha mãe e meu pai fora disso". Harry manteve sua voz enganosamente calma, recusando a se rebaixar a outros ataques. Isso era exatamente o que Malfoy queria. "Se você tem algum problema, lide comigo".

Malfoy abriu sua boca como se estivesse procurando por uma resposta quando o alto som de botas no chão de pedra atraiu a atenção dos meninos.

"Draco?". Lucius Malfoy apareceu no corredor. "Draco, eu espero que esteja se comportando devidamente aqui embaixo?". Ele estudou Harry. "Sr. Potter, tão gentil de sua parte , juntando-se a nós".

Harry deixou suas mãos caírem das barras, mas cuidadosamente manteve contato visual com o bruxo mais velho. Se estava surpreso com a aparição de Lucius, ele a escondeu bem. "Você deveria estar em Azkaban".

"Você realmente achou que eles conseguiriam me manter lá por muito tempo, Potter? Ah, não, garoto. Eu tenho amigos poderosos. Você deveria se lembrar disso, antes de interferir em situações com as quais não pode lidar".

"Não é como se eu tivesse muita escolha". Harry olhou ao redor, mesmo não podendo enxergar muito sem seus óculos. "Onde estou?".

"Essa...". Sr. Malfoy abriu seus braços graciosamente, como se mostrasse algo grandioso. "...É minha humilde casa. Bem, a parte embaixo dela, é claro, mas nós suspeitamos que você não aceitaria muito bem o convite e decidisse ir embora antes que fosse educado fazê-lo".

O tom amoroso do sr. Malfoy era mais estarrecedor do que um insulto direto. Harry segurou o impulso de gaguejar por causa das palavras, mas seu nariz enrugou em desagrado. "E por quanto tempo você planeja em me manter aqui?".

"Ah, essa é a pergunta, não é?". Um sorriso sinistro se formou nos lábios de Lucius. "Como você sabe, meu mestre tem alguns negócios inacabados com você. Ele pode ter recuperado sua forma física, mas você possui algo diferente que ele deseja. Uma década e meia atrás, alguns dos poderes dele se transferiram para você. Se o Lorde tivesse te matado na noite em que recuperou seu corpo, teria recuperado a maioria dos poderes também. Infelizmente, você parece atrair sorte toda a vez".

Harry rosnou em sarcasmo. "Certo. Estou Rolando em sorte e fortuna".

Sr. Malfoy levantou uma sobrancelha. "Realmente. Como o destino quis, uma oportunidade que foi impossível naquela hora se apresentou agora. Em algumas semanas, haverá um eclipse lunar completo. Esse tipo de evento astronômico são tempos de grande potencial mágico, Sr. Potter. É um evento muito... Oportuno, para se perder".

"O que você quer dizer?". Astronomia. Por que não tinha prestado mais atenção na aula da Sinistra?

Sr. Malfoy soltou algo que parecia um pouco com uma pequena risada. "Eu não gostaria de arruinar a surpresa, Sr. Potter. O próprio Lorde das Trevas terá o maior prazer em explicar tudo a você. Ele está muito feliz com esse evento, como todos estão".

A mente de Harry girava. Não parecia haver uma saída. Voldemort obviamente tinha planejado um jeito cruel e novo de matá-lo. Melhor ainda, ele era um convidado na casa de Malfoy. Bem, casa pode estar forçando um pouco. Será que os dias poderiam ficar melhores? Ele piscou para enfocar seus olhos. "Dê-me meus óculos". Ele exigiu.

Sr. Malfoy fingiu estar surpreso. "Draco! Onde estão suas maneiras? Dê ao jovem Sr. Potter aqui, os óculos. Um Malfoy sempre é gracioso, lembre-se disso".

"Sim, pai". Draco alcançou uma pequena gaveta na parede de pedra e retirou os óculos. Eles entortaram um pouco durante o rapto, mas ainda eram usáveis. Mantendo-se o mais longe possível, como se alimentando um animal perigoso no zoológico, ofereceu os óculos a Potter.

A mão de Potter veio como um raio através das barras e agarrou os óculos dos dedos de Draco antes que ele pudesse ao menos piscar. Reflexos de quadribol. Potter realmente nascera para ser um apanhador. Draco não, e esse simples fato o enojava mais do que tudo. Se estava enojado com Potter ou com si mesmo - bem, ele nunca conseguiu responder essa pergunta.

Harry colocou os óculos, e encarou Draco odiosamente, e então Lucius.

"Potter, onde estão seus modos?". Lucius Malfoy perguntou com horror fingido. "É educado dizer 'obrigado' quando alguém te faz um favor".

"Eu não tenho nada a agradecer". O tom de Potter era gélido.

"Ah, mas você tem. Você ainda está vivo, e relativamente saudável, não está? E eu realço que todas essas coisas são relativas".

"Claro". Potter levantou sua cabeça. "Se você chama o envenenamento e uma ferida de faca 'saudável'. Eu sou só exigente".

Só então Draco percebeu que Potter esteve favorecendo seu ombro esquerdo o tempo todo. Ele escondeu o ferimento bem. Draco estava quase impressionado.

"Vamos, Potter". Sr. Malfoy ficou mais sério. "Tudo que peço é por um pouco de gratidão. Isso certamente não é tão difícil".

O canto da boca de Draco se curvou em um pequeno sorriso. Seu pai estava brincando com Potter. Isso seria divertido. Seria diferente do usual brincando com Draco, pelo menos.

O grifinório pressionou seus lábios em rebeldia calada.

"Eu disse para dizer 'obrigado'", Lucius sussurrou com ódio. Com um ágil movimento, ele retirou sua varinha e a mirou na direção de Potter. "Imperio!".

Fora da aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, isso era o mais perto que Draco já vira das Maldições Imperdoáveis. O movimento de seu pai foi tão repentino que o surpreendeu, mas mesmo assim, ele deu um pequeno passo à frente para observar de mais perto. Afinal de contas, isso não ocorria todos os dias.

Atrás das lentes sujas de seus óculos, os olhos de Potter perderam o foco, e sua face ficou sem emoções. Ele tropeçou brevemente nos próprios pés. Vagarosamente, abriu sua boca para falar, e Draco esperou ansiosamente para ouvir o vazio "obrigado". Ele nunca veio.

A boca de Potter fechou-se bruscamente e ele apertou seus olhos com força como se estivesse bloqueando uma luz forte. Levantou a cabeça e a balançou como se estivesse tentando se livrar de algo em suas orelhas. Quando levantou o olhar novamente, seus olhos estavam claros. "Sabe, Voldemort tentou isso também. Você estava lá. Se não funcionou com ele, o que faz você pensar que funcionaria com você?".

Draco estava chocado. Potter não tinha somente recusado a Maldição, ele também insinuou que o próprio Lorde das Trevas tentou a mesma coisa, e tinha igualmente falhado. O único alívio era que Potter estava encarando seu pai e não ele. Lucius Malfoy, também, estava visivelmente atordoado. Recuperando-se rapidamente, ele rosnou, "Você aprenderá a ter respeito em pouco tempo , Potter, mas não importa. Tudo acabará da mesma forma. Você é um tolo, mas eu acredito que isso não pode ser mudado. É uma herança do seu sobrenome".

"Vá pro inferno".

"Eu acho que não", Lucius respondeu, "Mas você estará tirando suas férias lá e logo". Ele rapidamente ignorou seu refém, dirigindo sua atenção para Draco. "Draco, o mestre deverá chegar amanhã de noite para examinar nosso convidado. Enquanto isso, ele te deu uma tarefa particular, e uma grande honra. Sendo a pessoa que apanhou o sr. Potter, o Lorde das Trevas acredita que seja seu dever guardá-lo também. Nós não queremos arriscar. Você entende a importância dessa tarefa?".

Draco olhou seu pai nos olhos e viu o orgulho gélido escrito ali. Olhou brevemente para o garoto preso na cela, silencioso e a menos de três metros de distância. Achava que a ferocidade nos olhos de Potter, a rebeldia, e mais particularmente, o jeito como superara a Maldição Imperio, como se fosse nada. Potter não deveria ser subestimado, mas Draco se sentia mais do que certo que conseguiria cumprir a tarefa. O garoto menor estava sem armas e preso, e, afinal de contas, ele era Draco Malfoy ou não? "Sim, pai. Potter não irá a lugar algum".

"Excelente", Lucius disse com uma afirmação de cabeça. "Eu mandarei um dos elfos-domésticos trazerem comida e uma cama para você". Ele hesitou, então deu um pequeno sorriso. "Estou orgulhoso de você, Draco".

E com isso, ele se foi. Draco o observou enquanto ia, boca parcialmente aberta em choque pelo elogio inesperado.

"Você realmente fez algo tão honrável, Malfoy. Seguindo seu colega e o esfaqueando. Que nobre da sua parte".

Draco olhou Potter, que estava agora com seus braços cruzados, tirando sarro dele. O próprio Lorde das Trevas tinha falhado em matar Potter em muitas ocasiões. Comensais da Morte cujos planos para capturar Potter sempre acabavam em desastres. Draco tinha sido a primeira pessoa que finalmente conseguira a tarefa impossível e, em uma frase, Potter tinha reduzido a importância disso a nada mais do que uma brincadeira.

Draco sentiu o sangue subindo ao seu rosto. Como esse garoto conseguia deixá-lo tão furioso assim facilmente? "Você está numa ótima posição para falar. Você tem sorte que eu decidi não acabar com você eu mesmo".

"Você não me mataria". Potter parecia seguro de sua afirmação.

"Somente porque eu tinha que trazê-lo vivo".

"Não é o que eu quis dizer". Aqueles intensos olhos verdes encararam Draco, que piscou involuntariamente.

"Então o que você dizer dizer, Potter? Você acha que eu ligo para você?". O que Potter estava insinuando?

"Não".

"Acha que tem algum 'bem interior' em mim?". Essa conversa estava começando a ficar desconfortável.

Potter fez um som de indignação. "Não".

Draco sentiu seu coração batendo nervosamente. "Então, o que você está dizendo?".

"Eu não acho que você seja forte o suficiente para me matar".

Potter virou as costas e se preocupou em achar um espaço para dormir. Era uma coisa boa ele ter se virado, por que seu estômago escolheu aquele momento para se virar desconfortavelmente. Como ele se atreve?Como se atreve. . .

"Não teste sua sorte, Potter. Você está jogando com o destino, e você realmente não quer tornar as coisas mais difíceis para você do que já estão", Draco respondeu, mas o comentário estava faltando um pouco da raiva usual.

Harry olhou para ele brevemente por cima do seu ombro. Ele ouviu a pequena mudança na voz de Malfoy, e gostou. "Voldemort está tentando me matar. De novo. Não estou muito preocupado com o que você vai fazer".

Retornou sua atenção para inspecionar o chão, mas ainda podia sentir os olhos de Malfoy no seu pescoço. A presença do sonserino em um espaço tão pequeno o deixava um pouco nervoso. Tá bom, então ele estava desconfortável com isso. Não, deixava-o complemente nervoso. Esquecer que Voldemort iria visitá-lo em algumas horas para divulgar seu plano diabólico para a morte de Harry. Aquelas horas seriam gastas no mesmo quarto que Draco Malfoy. De alguma forma, essa parecia a pior das duas. "Boa noite, Malfoy".

Harry não precisava olhar novamente para ter certeza que Malfoy estava furioso por ter sido ignorado. A falta de resposta verbal era o suficiente para confirmar. Ele conhecia Malfoy bem o suficiente para antecipar tais reações, assim como Malfoy parecia conhecer um pouco dele também. Tudo que Harry tinha que fazer é manter-se um passo na frente, manter Malfoy irritado ao ponto da distração, continuar cutucando nas feridas, e com sorte ele encontraria uma maneira de fugir. Malfoy provavelmente estava mais do que pronto para devotar todo seu tempo a favor de enlouquecer Harry. Virar a mesa não devia ser muito difícil.

O chão estava frio e duro, mas era o suficiente. Aparentemente, o veneno tinha deixado mais reações do que percebera, deixando-o zonzo e um pouco nauseado. Ele repousou seu braço esquerdo cuidadosamente em seu corpo e puxou seus joelhos para si com seu braço direito, todo o tempo mantendo seu ombro na direção das barras. Ele não queria que Malfoy visse seu rosto. De alguma forma, se ele mantivesse essa parte escondida, quase parecia como um toque de privacidade.

Um som abrupto quase fez com que Harry virasse seu rosto, mas se controlou, esperando pela próxima pista sonora.

"Mestre Malfoy, senhor, seu pai está mandou Biddy aqui com coisas do jovem mestre". A voz aguda de um elfo-doméstico atacou seus ouvidos.

"Coloque a cadeira e o cobertor ali". A voz de Malfoy era fria e impessoal.

"Onde mestre Malfoy querendo seu chá, senhor? Senhora Malfoy não querendo que jovem mestre pegar gripe".

"Apenas coloque do lado da cadeira".

Houve um leve som de louça na pedra, então uma pausa. "Você não vai embora agora?", Malfoy perguntou bruscamente.

O elfo-doméstico fez um barulho medroso. "Mestre Malfoy, senhor, Biddy pensando... Aquele ser Harry Potter?". A voz do elfo-doméstico mal escondia a admiração.

"Eu disse vá!", Malfoy gritou.

Harry ouviu um alto ruído e soube imediatamente que Malfoy tinha acabado de chutar o pobre elfo. Vívidas memórias do horrível tratamento que Lucius Malfoy oferecia a Dobby vieram à tona. Ignorando os protestos de seu corpo, ele se levantou e se jogou contra a grade. "Deixe ela em paz, Malfoy!".

Surpreso pela agitação de seu antes quieto prisioneiro, Draco quase esqueceu de Biddy, que estava se erguendo do chão vagarosamente. "O que você me mandou fazer?".

"Eu disse 'deixe ela em paz'".

"Por que eu deveria? Ela é um elfo-doméstico. Ela não deve sair perguntando nada de seus mestres, enfiando seu nariz aonde não é chamada. Ela não deve me questionar em nada".

"E então os 'mestres' dela têm que provar que estão no controle batendo em pobres elfos-domésticos?".

"Um elfo-doméstico deve ser totalmente leal. É o trabalho deles". Draco insistiu.

"Eu sempre achei melhor ganhar lealdade do que bater em uma pessoa".

A boca de Draco já estava aberta, preparando para responder, mas sua voz morreu em sua garganta. A voz de seu pai ecoou através de sua cabeça como algum tipo de mantra. Você tem que merecê-lo. Merecê-lo. Você não pode simplesmente pegar. Você deve merecê-lo.Aquelas palavras dançaram em círculos pela sua mente por horas depois que seu pai o deixou nas masmorras, e ele nunca tinha esquecido. Seus olhos deixaram Potter para se fixarem nas correntes presas às paredes da cela. Ele inconscientemente massageou seu pulso, lembrando-se do metal gelado que o tinham cortado a noite inteira, deixando marcas vermelhas. Você tem que merecê-lo.

"Elfos-domésticos não são pessoas", Draco disse, mas suas palavras pareciam vazias até mesmo em seus ouvidos. "Eles devem lealdade à família que os abriga. Eles têm que aprender seu lugar, do jeito difícil se necessário. Eles até prefeririam se você os punisse, ao invés de dar roupas a eles".

Harry não parecia nada convencido. "Então você chuta eles por aí como vermes, e os força a se machucarem? Eu achava que Malfoys eram sempre graciosos".

"Bem, algumas vezes nós somente os trancamos em um armário por alguns dias, ou nas masmorras, ou não permitimos que eles comam".

De todas as vezes que Draco viu um elfo-doméstico sendo punido, e quando ele mesmo tinha executado a punição, nunca tinha colocado-as exatamente em palavras. Embaixo do olhar julgador de Potter, em um lugar onde ele mesmo tinha sido punido, tudo parecia absolutamente brutal. Bárbaro. Não o gracioso, diferenciado comportamento dos Malfoy. Ele nunca tinha pensado dessa maneira - não. Isso era ridículo. Seu pai tinha o ensinado corretamente. Não deixaria o discurso santo de Potter mudá-lo.

Draco fixou uma expressão de desdém em sua face numa tentativa de esconder sua reação de Potter, mas o outro garoto não estava preocupado em olhar para ele. O rosto de Potter estava mais pálido, e ele parecia estar se desequilibrando um pouco.

Harry engoliu em seco quando a náusea em seu estômago aumentou dez vezes. Ele tentou ignorar, mas estava tão cansado da descrição de Malfoy sobre as formas de punir um elfo-doméstico, que o fizeram se lembrar de vívidas memórias, e não conseguia fugir delas. Ele quase podia sentir a mão gorda do Tio Vernon se apertando na sua camiseta perto de seu pescoço, jogando-o rudemente no armário debaixo das escadas. Podia ouvir a fria voz em seu ouvido "... E sem refeições por uma semana!". E então o som da porta do armário sendo fechada atrás dele.

Os Malfoys não eram melhores do que os Dursleys e, ironicamente, eram o que o outro mais odiava no mundo. Será que os Malfoys viam os mesmos castigos como adequados para humanos? Provavelmente, mas não de membros da família deles. Elfos-domésticos, sobrinhos, e inimigos de sangue, tranquem-nos e os forcem a se submeterem. Pelo menos nessa masmorra, diferente do seu armário, ele tinha espaço para esticar suas pernas. Rapidamente parando quando percebeu que estava considerando os benefícios das masmorras dos Malfoy, Harry balançou sua cabeça.

Malfoy estava olhando para ele estranhamente. "Qual é o seu problema?".

O usual tom rude que Malfoy usava estava ali, mas havia um pequeno aumento de volume; ele estava curioso. Bem, se Malfoy queria saber de algo, por que Harry lhe daria o prazer? "Se manda, Malfoy".

Harry não ouviu resposta enquanto voltou ao seu espaço no chão. Toda parte doía agora, até mesmo as partes que não constavam na sua anatomia. Só queria deitar e deixar sua consciência desaparecer. Ele não podia deixar Malfoy vê-lo sofrendo; não deixaria mostrar nenhum sinal de fraqueza. Sem ajuda, completamente sozinho, precisava se manter forte. Era tudo que tinha, e era sua única chance de sair de lá com vida.

Evitando um som de dor, ele se posicionou novamente em posição fetal, seu braço danificado em seu colo, desejando que fosse acordar novamente na Torre da Grifinória e que tudo isso fosse um pesadelo muito estranho.


Notas Finais


♡Drarry♡


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