História ... Eu confiei em você, mas você era pior... - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Personagens Originais
Tags Amor Doce, Castiel
Visualizações 34
Palavras 1.383
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - .... Capítulo cinco...


Fanfic / Fanfiction ... Eu confiei em você, mas você era pior... - Capítulo 5 - .... Capítulo cinco...


..... "Porque coisas ruins acontecem com pessoas boas?

Nos perguntamos essa questão tantas vezes que se tornou clichê.

Mas isso é porque coisas ruins acontecem com pessoas boas constantemente. Você só precisa esperar que quando seja sua vez, você saiba o que fazer. Como lidar. Como preservera.

Mas a verdade é.....

Você não sabe como vai reagir ao seu pior cenário.... Não até  acontecer.

- Grey's Anatomy



Pensamento Aria on


Já se passavam das 10:00 da manhã e eu não conseguirá dormir, na verdade eu não sabia o que era dormir havia dois dias.

A neve caia freneticamente e dava pra se ver as ruas vazias pela janela, o frio tornava tudo mais triste, acho que o universo também estava se sentindo ruim. Eu estava deitada em posição fetal, e já era a vigésima vez que batiam na porta e eram ignorados, só me levantei pra tomar banho, sem comida, sem pessoas tentando em vão com que eu me sinta melhor, sem nada que tornasse tudo mais difícil, eu sabia que me esconder não era bom, mas é tão mais fácil.

Desde que Victor me contou seu segredo eu venho o ignorando, ele me atingiu em feio, ele havia feito a mesma coisa que fizeram comigo, e eu me perguntava onde estariam meus amigos, aqueles que me orgulhavam, que eram bons, será que eles ainda existiram dentro deles?Será que ainda havia do que se orgulhar?

Eu pensava que isso já era difícil, mais sempre complica mais, sempre a mais o que tirar das pessoas, sempre a como fazer que elas sofram mais.

Meu rosto ardia,não de chorar porque fazia tempo que não derramava uma lágrima, eu não conseguia ou não tinha o que derramar. No mesmo dia em que Victor me contou  recebi uma ligação da Rosalya, eu ouvi ela chorando do outro lado da linha, aquilo me fez ligar meu alerta, ela nunca chorava. Realmente pensei que estava triste pelo o que garoto a minha frente me contará , só que nada é tão triste, sempre há como ficar mais . Ela soluçava e me dizia com poucas palavras: Ele é gay Aria e eles bateram nele para que se tornasse homem, as pessoas são cruéis e essa crueldade está custando a vida dele. Ele vai morrer é só podemos assistir.

Essas palavras doíam na minha cabeça e no meu coração, onde as pessoas são capazes de chegar pra fazer o que julgam ser o certo? Agora eu sabia. Eu evitei ele, sabia que não era uma atitude legal, meu melhor amigo e eu estava fugindo.

Me levantei e pensei que talvez eu não fosse tão corajosa como pensei, queria voltar e me deitar, pensar e pensar, mas se ele partisse  eu me sentiria muito pior de não ter ficado com ele.

Assim que sai do banho vesti um  jeans qualquer, uma blusa preta de ursinhos, meu all star e prendi o cabelo, saindo logo em seguida.



Ignorei meus pais e sai de casa rumo ao hospital.

Ele estava lá, olhos fundos e expressão marcada, tubos ligando ele a máquinas que o ajudavam a respirar, seus braços com hematomas e marcas de cirurgias. Quando eu entrei a platinada saiu e agradeci por isso. Peguei a poltrona e arrastei até ele,toquei sua mão gélida e pálida, deitei a cabeça ao seu lado e ouvi as fracas batidas do coração, eu cantei pra ele, cantei porque era o que ele adorava que eu fizesse quando tudo estava ruim, não era grande coisa e nem mudaria o que ele estava passando, mas era o que eu poderia oferecer. 


Never fored for anything

Never shamed but Never free 

A Life to heal the brook heart with all that it could 

Levid the life so endlessly 

Saw beyond what others see 

I tried to heal your broken heart with all that I could 


Nunca teve medo de nada 

Nunca se envergonhou mas nunca foi livre 

Uma vida para curar um coração partido com todas as forças

Viveu uma vida tão interminável

Viu além do que os outros veem

Eu tentei curar seu coração partido

Com todas as minhas forças



Will you stay?

Will you stay away forever?


Você vai ficar?

Você vai ficar longe para sempre?


Have do Iive without the ones I love?


Como posso viver sem aqueles que eu amo?



Meus olhos se fecharam lentamente e o sono foi mais forte.



Acordei alarmada com o barulho estridente da máquina que monitorava o coração do azulado, minhas mãos suaram o os médicos começaram a entrar e me tiraram lá de dentro rapidamente, eu sabia o que estava acontecendo mais não queria acreditar.



..............................................................

No outro dia



Desde que ele se foi eu me pergunto se não foi o melhor, eu sei que pode soar cruel e não me culpem, eu amava talvez seja o amigo que eu mais amo, conheço ele desde que eu era pequena, ele estava lá sempre de um jeito ou de outro, mas estava, é que eu o vi sofrer tantas  vezes, foi vítima de preconceito tantas vezes que eu nem sei contar e o proprio preconceito o tirou de mim, ele pode estar em um lugar melhor, sem ninguém pra fazer ele chorar ou se sentir péssimo por não estar nos padrões, padrões esses ridículos.



Meredithi: Você está distante - disse enquanto tomava um grande gole do café.


Eu : Estou aqui- vesti o casaco antes de pisar na neve.


Meredithi : Você está bem?


Eu : Acho que é uma pergunta meio estranha pra se fazer nesse momento - dei as costas e entrei no carro.

Eu não estava pronta pra voltar a ser a Aria cheia de amigos e filha, a garota que protegia os amigos e dava apoio.



Fora o momento mais difícil desde que eu saí do hospital, você ver alguém morrendo aos poucos e ficar lá de pé só olhando sem fazer nada dói mais do que tudo, você ver a vida da pessoa se esvairindo e a única coisa a sobrar é um corpo frio e sem cor que é colocado em um caixão e posto debaixo da terra, eu vivi tanto tempo com ele e em um dia ele simplesmente me deixar com apenas memórias e momentos, sem ouvir a risada ou os conselhos nada sutis dele, as pequenas discussões que ele sempre ganhava me obrigando a ir ao shopping e até mesmo as conversas quentes sobre garotos que tínhamos, saber que eu não vou voltar a ter isso me destrói.

Só havia eu e Armim no cemitério em meio às várias camadas de neve e as luzes que iluminavam o local, pensei que  veria o moreno de novo em momento bom ou em uma circunstância feliz , quando eu fosse visitá-lo na Rússia ou ele me visitasse e olha agente  aqui unidos por uma tragédia. Eu o observei, vi as lágrimas escorrendo e molhando seu casaco perfeitamente passado.


Armim : Sabe, não éramos um exemplo de irmãos, irmãos unidos e que se entendiam perfeitamente, mais eu o amava, amava tanto que sinto como se eu não conseguisse nem mais aindar sem ele, amava tanto que nem sei como voltar ao colégio e olhar aqueles corredores sem imaginar ou ouvir a risada escandalosa dele- sua voz soava amarga e triste -  Pelo menos tem purpurina no caixão e um belo desenho na sepultura.


Eu :-me aproximei e toquei seu ombro - Se não tivesse tanta terra sobre ele eu jurava que ele se levantaria e tiraria uma foto rindo da situação- ele sorriu - Dói, mais doi mais saber que isso aconteceu por conta de pessoas, pessoas Armim- fechei o punho - Não, pensando bem não são pessoas, pessoas de verdade não matam.


Em um gesto rápido ele me envolveu em um abraço, em meio a tanto frio algo ainda me aquecia, senti as lágrimas dele caindo sobre meu casaco, senti  cada gota caindo uma por uma, uma de cada vez levava um pouco do Armim embora, sua essência.


Eu: Ele com certeza me atormentaria pra sempre se visse isso.


Armim : Não tenho dúvidas.


Eu: Você vai ficar? - inalei um pouco do perfume doce e amadeirado ao mesmo tempo e senti o azulado ali.


Armim : Ele amava tudo aqui, amava você, amava a vida, eu não vou abandonar o que ele mais amava, vou viver por ele, viver o que ele não teve tempo.


Sentamos juntos em um banquinho e fitamos o local, o nosso futuro, o presente do Alexy.

Porque coisas ruins  acontecem com pessoas boas? Por mais que tentamos responder essa pergunta, provavelmente será uma dúvida eterna. 



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