História ! i hate you! i love you! - L3ddy - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Palavras 2.667
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olhem só quem chegou cedo hoje he he.

Esse capítulo tá um amorzinho, eu espero que gostem, de verdade. 💙

Só desejo uma boa leitura, crianças.
=)

Capítulo 10 - Esperei tanto por isso...


Fanfic / Fanfiction ! i hate you! i love you! - L3ddy - Capítulo 10 - Esperei tanto por isso...

T3ddy p.o.v

Eu estava um tanto nervoso, como se isso fosse novidade, não é mesmo? O fato é que Lucas aceitou conversar comigo e combinamos de nos encontrar hoje a noite no parque que tem próximo ao condomínio em que ele mora. 

E agora eu me encontro sentado no sofá da sala ouvindo os meus amigos barulhentos fazendo bagunça em minha cozinha e roubando a minha comida. Todas as unhas de minhas mãos já foram devoradas por meus dentes nervosos e já vomitei duas vezes pensando no que vou fazer, só espero não vomitar uma terceira vez, ainda mais na frente dele. 

Chega de micos para a minha coleção.

— Preparado, ursinho? — Mikhael perguntou saindo da cozinha e vindo até a sala com os outros atrás dele.

— Isso não vai dar certo, Mike. — eu disse quando ele se aproximou segurando o copo com dois cubos de gelo dentro e colocando em cima da mesinha de centro. Logo todos estavam sentados nos dois sofás, ou melhor dizendo largados.

— Lógico que vai, você ainda não tentou. — Cellbit falou, ele estava comendo a minha Nutella e eu juro que daria uma vassourada nele por isso se não fosse pelo fato de eu estar quase arrancando os meus cabelos por culpa de Lucas Feurschütte.

— Chega a ser ridículo, gente. Quem é que faz esse tipo de coisa? — eu disse e eles me olharam como se não fosse uma coisa absurda, pelo menos eu nao conhecia alguém que já tinha feito algo assim.

— Pois saiba que antes de beijar o Felipe eu treinei com uma laranja. — Cellbit falou piscando para o encaracolado que retribuo com um selinho.

— Por isso que o namoro de vocês é um bagaço. — Tarik brincou bagunçando os cabelos loiros. Rafael lhe fuzilou com o olhar.

— Nossa, como ele é engraçado, já pode arranjar um emprego no circo. — revirou os olhos dando um tapa no braço do irmão. 

— Vocês aí, vamos manter o foco. Viemos aqui pra ajudar o T3ddy. — Felipe falou batendo palmas dispertando a atenção dos dois irmãos que se estapeavam de brincadeira.

— Já falei que não gosto que me chamam de-

— Foda-se. — Felipe disse e se sentou ao meu lado descascando a laranja em seguida cortando ao meio em duas partes. Um lado ele me deu e o outro entregou a Mike que tinha os olhinhos pidões como uma grávida. O bixinho adorava laranja — Chupa logo esse negócio que eu quero ir para casa jogar vídeo game.

— V-vocês vão ficar olhando? — fiz uma cara feia olhando para a fruta e antes de lamber encarei os demais que me olhavam em expectativa. 

Porra, assim ficava difícil...

— Lógico, precisamos saber se está fazendo certo. Você nunca beijou, uai. — Pac disse.

— Isso não é verdade, minha prima me roubou um selinho quando eu tinha 10 anos. — me defendi, seria cômico se não fosse tão trágico. Eu tinha quase 10 anos e morava em uma cidadezinha no interior. Eu era um garoto muito quietinho e não costumava subir em pé de arvores e nadar em cachoeiras como as outras crianças,  sempre fui meio careta. Num belo dia mamãe resolveu que iríamos para a casa de uma tia na roça e essa tia tinha uma filha muito atirada, Sophia tinha 15 anos e era dessas meninas sem vergonha alguma. 

Até que, após muita insistencia de minha mãe, minha tia e principalmente de Sophia nós fomos passear na beira de uma cachoeira um pouco distante da casa. Minha prima muito esperta quis apostar quem chegava primeiro ate as pedras onde a água caia, se ela ganhasse eu teria que beija-lo, e se eu ganhasse teria direito de pedir o que eu quisesse.

Eu odiei aquele lugar, não demorou para os meus braços virarem um aeroporto de mosquitos, mesmo eu tendo passado quilos de repelente no corpo, o sol estava quente, minha camisa regata grudava em meu corpo pequeno e magricelo, isso me impediu de chegar primeiro, a danada me deixou comendo grama e disparou na frente. 

Resultado? Apos ter ganho a aposta ela ficou esfregando aquela lingua dela nos meus lábios e até nos dentes. Ela lambeu os meus dentes! Dá pra acreditar? Eu comecei a rir e ela ficou furiosa, até porque eu só era uma criança e não sabia como funcionava esse negócio de beijo e até hoje não sei.

— Mas não foi de língua, né T3ddy? E sem falar que beijo em prima não conta, cara. — não sabia dessa regra, se bem que ele tem razão, nem dá para chamar aquela experiência que tive com Sophia de beijo.

— Eu desisto, nos só vamos conversar mesmo, não tem porque eu me prestar a esse papel ridículo. — eu estava disposto a me declarar e dizer o que sinto mesmo correndo o risco de ser morto por isso. Mas a ideia de beija-lo ainda me assustava...

Apesar que eu não tinha mais nada a perder mesmo, óbvio que ele não sente nada por mim, assim fica ate mais fácil de eu morrer em paz sem me sentir culpado por deixá-lo sofrendo.

— Lucas Olioti, você que não me volte para casa sem beijar aquele garoto. — Felipe falou. — Esqueça a laranja e tente o cubo de gelo. — devolvi a fruta e ele me entregou o copo com os cubos quase derretendo.

Chegamo a essa ideia estranha de treinar meu primeiro beijo com laranja e gelo quando os meninos viram o meu desespero quando contei do meu "encontro" com Luba e não demoraram a chegar aqui em casa. 

Eles só sabiam gritar e dizer que eu tinha de beijar o ruivo e engatar L3ddy,  não fazia ideia de que porra era L3ddy até eles me explicarem que era a junção de Luba T3ddy, eu odiei. Pode não poderia ser "Lubas", detesto esse apelido ridículo que o próprio ruivo, não mais tão encapetado porque agora ele está quietinho, me colocou.

— A tarefa é simples, só resgate o gelo do fundo do copo com a sua língua. — Pac explicou como um técnico da seleção brasileira. 

Respirei fundo e timidamente levei a borda do copo até a boca e fiz como eles disseram, eu estava fazendo cosplay de tomate de tanta vergonha. Se na frente dos meninos foi tão humilhante aquela cena imagine quando for fazer com o ruivo?

— Isso, tem que mostrar a ele a pegada que você tem. — Cellbit incentivava.

O pior é que nenhum deles estava rindo, estavam concentrados na minha língua dançando dentro do copo transparente como se assistissem a uma partida de vídeo game ou um final de copa do mundo.

Eu só espero que essas técnicas funcionem de verdade.

Xx

Eu torcia e rezava com todas as forças para não sentir nenhuma dorzinha que fosse em minha cabeça, me previnir tomando meus remédios e até coloquei  a uma cartela  e em meu bolso só  e para garantir. Justo hoje nada poderia dar errado, mesmo que eu estivesse inseguro e com medo já tinha chegado até ali e não iria recuar, não dessa vez. Só me faltava uma única coisa, coragem

Passava das 19 horas da noite eu tinha saído de casa ouvindo Vera me dizer ao telefone que não era para eu voltar tarde e fazendo questão de exercer seu papel de mãe relembrando as regras: "nada de bebidas alcoólicas, nada de drogas, nada de engravidar alguma fulana por aí e apos nove meses aparecer em casa com um filho nos braços porque não vou cuidar de nenhum neto!"

Pra começar que eu não sobreviveria todo esse tempo e segundo que eu não tenho interesse nenhum em mulheres e ela sabe disso, "mas acontece, filho. Eu já vi casos assim." "Mas eu não sou todo mundo como você mesma diz". respondi. E no final ela só me desejou boa sorte e disse que estava torcendo por mim. 

Minha mãe acompanhou essa minha sofrencia de não ter um amor correspondido, o engraçado é que mesmo que eu odiasse Luba eu só dizia a ela as coisas que eu mais gostava nele. Vera desejava que um dia nós nos entendessemos e costumava dizer que reconhecia um amor verdadeiro quando via um e apesar de Lucas nunca ter me dado o devido valor a minha coroa acreditava que um dia ficaríamos juntos, e pela animação dela no telefone esse dia só podia ser hoje.

 Eu estava sentado no banco do parque observando alguns pais com seus filhos brincando, olhei para todos os lados com expectativa.

 Será que ele vem? E se não viesse o que eu faria? Com certeza eu desistiria de vez.

— Lucas? — ouvi sua voz me chamar atrás de mim e me levantei indo até ele sem conseguir esconder um sorriso, Luba sorria como eu e parecia tão feliz quanto.

— Você veio. — ele disse meio acanhado sem deixar de sorrir. Aquele sorriso que eu tanto amo...

— Eu te vi chegar da janela do meu quarto, minha casa é bem ali. — apontou para o lado oposto onde estávamos, era um morro onde tinham alguns casarões, era uma casa mais linda do que a outra. — Podemos ir até lá depois...se você quiser, é claro... — ficou corado e achei adorável.

— Eu adoraria conhecer. Não tem problemas você levar alguém como eu até lá? — eu não quis provoca-lo e nem nada disso, apenas fiquei com receio do que a família dele poderia pensar caso me vissem lá.

— Você fala como se fosse um ser de outro mundo, somos pessoas simples apesar do dinheiro, Lucas. — ele explicou, passamos a caminhar lado a lado mesmo sem saber para onde estávamos indo. Só seguimos em frente — Eu sei que não é essa a impressão que eu te passei, mas acredite, somos humildes. 

— Acho que esse Lucas Feurschütte eu não conheço. — brinquei, estava atento ao seus olhos verdes e brilhantes. E se aquele brilho fosse por minha causa?

Não se iluda, Lucas Olioti, não se iluda!

— Mas vai conhecer, se quiser eu posso te apresentar. — eu assenti sorrindo, ele estava propondo que nos conhecemos melhor? Era isso mesmo? — Como está sua namorada? — engoli a seco, sua feição mudou de feliz para um tanto decepcionada, eu diria. 

Aproveitei que estávamos próximos a uma árvore e segurei sua mão lhe puxando para andarmos até ela, eu senti um choque percorrer meu corpo com o contato de sua mão tão macia e gelada sobre a minha tão quente e por incrível que pareça ele não quis se soltar. Chegamos até a grande árvore e foi quando lhe encostei sobre o tronco ficando em sua frente. Luba parecia petrificado olhando em meus olhos. Soltei o ar que mal me dei conta de ter segurado e respirei fundo.

— Eu não tenho namorada, Luba. Eu sou gay. — eu achei que fosse desmaiar ao tê-lo tão perto de mim, nossos corpos não estavam tão juntos, mas estavam a um passo de se grudarem, eu estava me segurando para não fazer isso.

— V-você o que? — ele gaguejou e abriu a boca de leve.

— Aquela garota que você viu lá em casa é só uma vizinha. Tínhamos acabado de nós conhecer e ela foi me pedir uma xícara de açúcar, eu inocente ofereci de bom grado e não bastou dois minutos para que ela grudasse em mim como uma perereca no brejo. —  ele curvou os lábios  em um sorriso mínimo — Se bem que nem sei se pererecas vivem no brejo, mas a questão não é essa. Eu senti que devia te dar uma explicação e aí está. — eu por instinto entrelacei suas mãos nas minhas e sorri vendo o quão perfeito era o encaixe entre nosso dedos.

— E eu achando que você já tinha outra pessoa... — murmurou negando com a cabeça. Eu podia ouvir a sua respiração acelerar com meu gesto.

— E se eu tivesse? — sim, eu tive a cara de pau de perguntar isso, mas já que estava ali dando a cara a tapa resolvi arriscar.

— Ficaria bem triste, se quer saber... — ele sussurou e eu senti meu coração falhar uma batida e podia jurar que eu morreria ali mesmo.

— Por que? — sussurrei de volta encostando minha testa a sua. Ele soltou as suas mãos das minhas e tirou os meus óculos colocando em meu bolso.

— Jura que não sabe? — Luba corou como uma criança inocente e espalmou sua mão direita em meu peito. — E assim que estou agora, o meu coração parece estar em ritmo de uma escola de samba e isso só acontece quando eu te vejo ou quando está por perto, urso. — nem me importei com a forma que ele me chamou, só  coloquei minha mão por cima da sua e rocei nossos narizes em uma carícia de leve.

Me sinto assim desde o primeiro dia que te vi. — aquela palavras saíram de forma tão natural, parecia que eu estava sobre efeito de algum tipo de droga da verdade...

De certa forma eu também, só não quis admitir. — segurei seu queixo fazendo com que me olhasse diretamente nos olhos, as orbes verdes estavam marejadas.

D-do que está falando? — e eu podia sentir um nó se formando em minha garganta à espera daquela reposta.

— Que eu sou completamente apaixonado por voce, T3ddy. Desde que chegou naquela escola eu não consigo te tirar da minha cabeça. — a primeira lágrima escorreu de seu olho e consequentemente as minhas já tocavam minhas bochechas.  — Eu sei que eu fui um carrasco com você durante todo esse tempo e só Deus sabe como eu me arrependo, mas Lucas, eu quero que saiba que eu não sou assim, eu juro que eu não gostava de fazer aquelas coisas e... eu sinto muito. ..

Eu não suportei ve-lo chorando, sim, eu acreditava em seu arrependimento, Luba estava sendo sincero e eu não podia fazer outra coisa a não ser aceitar e me entregar de vez a esse sentimento escondido por tanto tempo.

— Não sabe o quanto eu esperei para ouvir isso... 

Acabei por quebrar a pouca distância que nos separava e umedeci meus lábios aproximando mais de seu rosto, rocei meus lábios nos dele de forma suave e os pressionei fechando os meus olhos e só então dei conta do que eu estava fazendo e tive medo, porém não tinha como voltar atrás, seus braços já tinham enlaçado o meu pescoço e minhas mãos seguravam firme a sua cintura como garantia de que ele não fosse escapar de mim.

Movimentei meus lábios contra os seus lentamente e foi onde ele abriu um pouco mais a boca cutucando o meu lábio inferior com sua língua me pedindo permissão para aprofundar aquele beijo. E foi então que nossas línguas se tocaram é uma coisa incomum acontecia sentir de mim, eu não sabia explicar o que era, mas poderia descrever como a melhor sensação da minha vida. Minhas pernas estavam bambas e minhas mãos soavam conforme o beijo ia ficando mais intenso e apaixonado.

Tive a necessidade da maldita respiração me sentindo obrigado a me separar de meu amor e finalizei o beijo com um selinho demorado.

Eu estava em êxtase!

— Se isso for um sonho não quero mais acordar. — eu disse ainda sem coragem de abrir os meus olhos sentindo sua mão acariciar meu rosto. E não é que o truque do gelo funcionou mesmo? Bom, pelo menos eu acho, já que ele não reclamou. Será que eu fiz certo? Mas também o Luba não precisa saber que foi o primeiro beijo, ou precisa?

— Quer que eu te belisque? — ele brincou. Seu rosto estava encostado em meu peito e ele me abraça pela cintura enquanto eu cheirava os seus cabelos.

— Eu prefiro que você me beije outra vez. — sussurrei em seu ouvido vendo os pelos de sua nuca se arrepiarem e sorri por este feito.

E mais um beijo aconteceu, admito que foi melhor do que o primeiro. Seu beijo era melhor do que eu imaginava e eu me sentia em paz acolhendo aquele ruivo em meus braços.


Notas Finais


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