História ★ Laços eternizados ★ - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Poderes, Talentos, Universo Alternativo
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Palavras 3.078
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Científica, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


O prólogo só teve um favorito, mas ao invés de ficar triste por ter só uma pessoa disposta a companhar, estou feliz porque existe alguém acompanhando ❤

👉 Obrigada ~pudinha , espero que você continue gostando!

👉 BOA LEITURA! ❤😉

Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction ★ Laços eternizados ★ - Capítulo 2 - Capítulo 1

★ Um passageiro intrigante ★



- Fal, eu não devia te dizer isso, mas como eu sou uma ótima irmã...

Flávia franzio o cenho entediada, ela já sabia que sua irmã diria quanto os homens são banais, ou algo do tipo.

- De todos os pensamentos que consigo ouvir aqui, não consigo ouvir nenhum que pense em um relacionamento, ou que não esteja aqui pra esquecer a ex, todos são superficiais e mesquinhos.

- Ai Ana, para só por um tempinho de ser chata.

Flávia falou em súplica e o tempo fechou, agora no céu ensolarado haviam nuvens carregadas e um tempo relativamente feio, uma tempestade se formava, no céu antes ensolarado.

- Fal, não estava previsto nenhuma tempestade pra hoje... - Anastácia protestou, devido a mudança brusca do tempo.

- Ana, eu quero que o que estava previsto se foda!

Flávia falou tomada por uma raiva momentânea e levantou-se da mesa. Ela era dona do pavio mais curto que poderia existir e qualquer coisa poderia estressa-la facilmente. 

Anastácia bufou entediada.

- Ótimo!

Anastácia começou a praguejar alguns palavrões entre dentes, afinal a chuva forte começou a cair e ela almoçava na área externa.

Completamente enxarcada ela correu para um abrigo, não entrou no restaurante, haviam muitas pessoas, isso poderia desestabilizar sua mente, muitos pensamentos, muitos mundos lá dentro.

Ana correu para um abrigo perto na piscina, mas foi uma péssima ideia. Ela acabou se esbarrando com tudo em alguém, afinal sua vista estava embassada por conta da chuva e ela não estava enxergando nada. Os dois caíram na piscina.

- Desculpe. - Ela falou, assim que nadou até a superfície em busca de ar.

Anastácia ainda não conseguia enxergar em quem havia se esbarrado, ou nada do tipo. Mas o que a chocou foi que não haviam pensamentos, em quem quer que fosse, ela não ouvia nada, não lia essa pessoa.

Essa pessoa também era especial?


- Da próxima vez, olhe por onde anda. - A voz masculina e sem emoção ecoou em seus ouvidos. - Ou melhor, olhe por onde corre!

Ela estava pronta pra discutir com aquele rapaz sem nenhuma educação. Mas quando ela finalmente conseguiu enxerga-lo, ficou paralisada, ali, submersa até o pescoço, encarando-o.

Ele era sem dúvidas um dos homens mais bonitos que havia visto. Tinha os cabelos castanhos, os olhos verdes mais impactantes que havia visto e os traços extremamente expressivos. Ele com certeza não era normal.

- Você me deve desculpas, não acha?

Ela impôs segura de si. Ele a olhou e sorriu, um sorriso malicioso e ela agradeceu por não poder lê-lo, mas ela manteve-se indiferente ao seu sorriso e permaneceu séria, esperando por seu pedido de desculpas.

- Você que quer me pedir desculpas!

Ele falou e tocou o braço dela. Ela sorriu com escárnio. Tinha consciência de que estava exposta, devido o croped branco e por isso não desgrudou seus braços do busto.

- Você acha que eu sou louca? Você é que foi um grosso, logo, você é quem me deve desculpas.

Ele ficou atônito com a resposta dela, ele não parecia acreditar naquela reação, era improvável que ela não fizesse o que ele falou.

- Como você fez isso? - Ele indagou.

Ela o encarou confusa. Como ele poderia ser tão desequilibrado? Era isso que ela se perguntava. Ele era louco se esperava que ela o pedisse desculpas, na verdade, se ele esperava que qualquer um em seu lugar lhe pedisse desculpas.

- Você quer saber, como eu agi como uma pessoa normal, é isso?

Ela perguntou com uma expressão tediosa.

- Ou você acha que alguém no meu lugar faria o contrário?

Ele a encarou incrédulo. "Ela é diferente!" Foi tudo que ele pensou. Ele mergulhou para ir embora, mas antes que pudesse fazer, Anastácia segurou sua perna e mergulhou também. Ele a olhou irritado pela interrupção.

Eles se encararam ainda submersos. Ambos sentiram uma conexão que prendia aquele olhar por debaixo d'água, eles nadaram um em direção ao outro e tomados por uma vontade estranha se beijaram, rodaram enquanto se bejavam e ainda no beijo emergiram e se beijaram por um bom tempo.


§


Anastácia passou o resto da tarde fria e chuvosa, dentro de sua cabine, com o aquecedor ligado, comendo chocolate e tentando esquecer o tal do "passageiro intrigante" o qual ela não conseguiu ler nada.

Ele era tão lindo. Sua mente não parava de ecoar aquilo. Um verdadeiro mistério. E seu beijo foi sem dúvidas o melhor de sua vida. Um beijo sem ouvir absolutamente nada. 

Era excepcional para ela saber tão pouco sobre alguém, claro, as pessoas pra ela, eram como livros abertos e ele continha apenas a capa, ela precisava desvenda-lo.

Anastácia ainda não havia falado com Flávia, nem procurado por sua irmã, ela julgava que Flávia ainda estivesse chateada, afinal o tempo ainda estava chuvoso, ou seja, sua irmã ainda estava chateada.

Ela sabia o quanto era insuportável as vezes, mas ela era a irmã mais velha e diversas vezes já havia conversado com seu pai o quanto poderia ser perigoso, se alguém que não fosse de confiança, descobrisse os dons das pessoa de sua família. 

Ela só exagerava na proteção, não queria que ninguém desconfiasse sobre os poderes de sua irmã.

Era difícil estar em seu lugar, ela mais do que ninguém sabia exatamente como algumas pessoas agiriam.

Seu dom telepata era tão avançado, que ela podia entra na cabeça das pessoas e criar situações, pra saber, como exatamente, elas dar-lhe-iam com a situação.

E em sumas às vezes, as reações eram as piores possíveis.

- Desculpa! - Ela ouviu juntamente com o barulho da porta da cabine.

- Tudo bem, cabeça de chuva!

Flávia se jogou no colo de sua irmã e foi acolhida com um cafuné em seu ralo cabelo ruivo.

- Sabe, eu adoro seu cafuné... - Flávia confessou manhosa.

- Eu sei disso. - Anastácia sorriu convencida. - Nem preciso ler sua mente.

- Amanhã vai fazer um dia lindo, se eu dormir assim...

- Nem pensar, hoje choveu muito pra amanhã simplesmente fazer um sol incrível... Por aqui não existem tantas variações climáticas.

Flávia levantou os braços em sinal de rendição e Anastácia sorriu com seu gesto. Ela entendia sua irmã e toda sua preocupação, sabia que Ana havia presenciado o mal desde muito nova e aquilo a deixava triste. Mesmo que as vezes por um tempo se esquecesse disso.



O dia foi corrido pra Júlia. Seu pai estava preocupado, afinal suas irmas não haviam ligado ainda e ambos os celulares estavam fora da área de cobertura.

Sua mãe como sempre tentava anestesiar toda a preocupação de seu pai, que ao seu ver, era precisamente desnecessária.

Ela achava tolice tanta preocupação com duas garotas, que poderiam se defender muito bem usando seus dons.

Juan e Dulce haviam ficado pro almoço, isso era quase um costume depois dos trabalhos escolares.

Ela desceu pra avisar Glória para pôr o pratos dos meninos sobre a mesa, quando presenciou a "discussão" de seus pais, a respeito das suas irmãs.

Voltou pro quarto irritada, afinal as palavras de seu pai a machucaram. "Elas são tudo que eu tenho Virgínia, eu tenho que me preocupar, são minhas filhas!".

Ela já estava acostumada em ser tratada igualmente, quando deveria ser tratada com superioridade, mas agora se sentia um lixo. Ela se sentia inferior e estava decepcionada, com ela mesma, por ter desejado que suas irmãs se sentissem dessa forma.

Antes de voltar pro andar de cima, pra conversar com seus amigos, ela decidiu bloquear aquela tristeza em sua cabeça, ela não precisava parecer tão fraca, como era.

Adentrou o banheiro social, no corredor do andar de cima e parou de frente ao espelho, fechou os olhos e entrou diretamente em seu hipotálamo, a parte do cérebro responsável por seus sentimentos e bloqueou a tristeza que sentia.

Tudo que ela conseguia sentir agora era um vazio.

Voltou para o seu quarto e encontrou seus dois melhores amigos jogando videogame.

- Seus falsos, vocês não me esperaram!

Fingiu estar magoada.

- Você é uma péssima mentirosa, você não tá nem aí que a gente ta jogando, só tá torcendo pra Dulce perder logo e você começar a jogar, como sempre. - Juan disse com os olhos vidrados na tela da tv.

- Nossa! Você me conhece tão bem! - Ela falou e começou a gargalhar.

Dulce encarou Juan, séria, ela era horrível em qualquer jogo, mas não gostava de ouvi-lo dizendo isso.

- O que foi? - Juan disse quando percebeu seu olhar queimando-o, logo depois que ela passou o jogo. - Você sabe que é péssima. Qual é?

- Eu não quero mais jogar! - Dulce disse e cruzou os braços, claramente chateada.

- Amiga, não fica assim, você sabe que não tem talento. - Júlia disse prendendo riso, para assim que contrapôs as palavras de "paz" que falou para à amiga, soltasse suas gargalhadas sem parar.

Juan começou a rir também. Eles riam deliberadamente e Dulce se retirou do quarto, claramente chateada.

- Você vai consertar as coisas na cabeça dela, né? - Juan propôs.

- Você tem merda na cabeça, ou o quê? - Júlia falou irritada.

Claro que ela não mexeria na cabeça da sua melhor amiga, ela prometeu para ambos que nunca faria algo parecido, a não ser que eles pedissem.

Ela já havia bloqueado sentimentos da cabeça de Dulce, mas ela havia pedido, estava apaixonada por Juan e um namoro entre os dois, para ambas, acabaria com aquela amizade, então havia sido uma causa nobre.

Mas sem causa nobre, sem utilização dos seus dons.

Esse era o lema do seu pai. Ele gostava de melhorar o mundo de fazer o bem, mesmo sem ser percebido, ou parabenizado.

Ela lembrava-se das muitas viagens que fizeram pra utilizar o dom de Flávia, em algum lugar que estava em período de seca, ou que chovia sem parar.

Lembrava-se também de constantemente ir a casas de repouso recuperar a memória de algumas pessoas e de ver seu pai curando a alzheimer.

Ele considerava aqueles pequenos gestos muito nobres. Seu pai é o neurologista que mais faz "milagres" em sua pequena cidade.

- Júlia? Tá viajando na maionese? - A voz de Juan ecoou em sua cabeça.

- Cala boca e vai atrás da Dulce!

- Pra quê? Nós somos amigos é normal rolar zoação. - Juan disse. Era verdade, mas havia um "porém".

- Vai logo! - Júlia o fitou com sua expressão mais ameaçadora.

Júlia estava preocupada com Dulce, ela tinha medo que o sentimento por Juan houvesse voltado. Afinal era possível, seus poderes não era tão evoluídos, quanto os de seu pai.



- Como assim você se bateu num cara e não conseguiu ler a mente dele?

Flávia gritava histérica, depois de ter ouvido falar sobre o "passageiro intrigante", como sua irmã havia o descrevido.

- Flávia! Se acalma! Vai infartar! - Anastácia não segurou os risos com a euforia da irmã.

- Tá, mas me diz, você acha que ele também é como nós?

Flávia perguntou séria. Sua irmã suspirou antes de lhe responder.

- Eu tenho certeza que ele é como nós, só não sei se ele sabe...

Era impossível saber se ele tinha consciência, de que era especial. Anastácia estava tão confusa, nunca houve em seu ser tantas dúvidas como há agora.

Tentou ligar para o pai, ele sempre tinha bons conselhos, mas seu celular estava sem sinal, assim como o de Flávia.



-



Faltavam apenas dois dias para o fim da viagem e Anastácia não tinha mais visto o "passageiro intrigante". Ela teria ficado completamente desanimada se não houvesse feito um amigo, chamado Henrique, no dia seguinte em que beijou o rapaz misterioso.

Flávia estava em "relacionamento" com o primo de Henrique, que se chamava Douglas. Flávia proibio a irmã de ler os pensamentos dele e Ana concordou prontamente, afinal não queria mais brigar com sua irmã.

Elas já haviam conhecido a Grécia e Flávia em especial, estava maravilhada com os monumentos históricos, enquanto Ana imaginava os lugares por onde Sócrates passou. 


- Ana, já te disse que adorei ter te conhecido?

- Já Henry, umas mil vezes, em pelo ou menos, os últimos quinze minutos. - Ana disse sorrindo, enquanto fazia suas anotações sobre a Grécia, era o quarto e último dia de excursão pelo país. Ela agora visitava Atena.

- Isso aqui parece um inferno de tão quente!

- Ai Henry, cala essa boca! Isso aqui é perfeito você tem noção de tudo que surgiu aqui. - Os olhos de Anastácia começaram a brilhar de ansiedade em contar toda a história de Atena.

- Cala a boca você, não quero saber a história disso aqui! - Ele a interrompeu e ambos riram.

Eles continuaram sua expedição pela Grécia e Anastácia parou de se mover por um instante. Henrique percebeu que algo estava errado e parou ao seu lado. 

- É ele! - Ela disse em um fio de voz e atento como estava, Henrique conseguiu entender lendo seus lábios.

- Ele quem?

- Henry, eu tenho que ir, avisa a Fal que eu vi o "passageiro intrigante".

Ela falou e saiu correndo, deixando seu amigo cheio de dúvidas.

"Ela é louca, mas é tão linda." Foi tudo que ele pensou depois daquilo.

Depois de ficar um tempo admirando a silhueta da sua mais nova amiga se distanciar até sumir, ele finalmente correu até o casal apaixonado.



- O que você quer comigo? - Ele era sem dúvidas, a pessoa mais grosseira e fria que conhecia.

- Eu... É... Aaan, sou muito idiota! - Anastácia disse furiosa consigo.

- Nisso, temos que concordar! - Ele disse e sorriu de canto.

- Você é sempre imbecil assim, ou ta fazendo curso? - Anastácia, nunca havia se sentido não furiosa como agora.

- Olha, foi só um beijo, que por sinal você roubou de mim. - Ele afirmou convicto.

- Eu roubei de você? - Ela praticamente gritou atraindo a atenção de algumas pessoas que passavam. - Você quis me beijar, eu não te forcei a nada.

- Estou certo que sim, quem costuma forçar as pessoas às coisas, sou eu. - Ele disse como se suas palavras ferissem a si próprio, mas Anastácia não conseguiu compreender aonde ele queria chegar.

- Você força garotas a te beijar? - Ela perguntou atordoada com o que havia entendido, sobre as palavras dele.

- Você além de idota é burra! - Ele indagou furioso.

- Olha aqui, você nem me conhece, não pode dizer essas coisas de mim! - Anastácia perdeu o controle por completo e quando um rapaz passava com uma jarra de suco ela fez a jarra virar, para que todo o líquido caísse sobre ele.

Ele a encarou incrédulo. Ela deu as costas e saiu ainda furiosa. E o rapaz que segurava a bandeja, pedia desculpas e dizia o quanto não entendia como aquilo aconteceu.

- Ela é igual a mim. - Foi tudo que ele conseguiu proferir diante do que viu.



A semana de Júlia seguiu visivelmente péssima. Ela sabia que a palavra "péssima" ecoava em sua mente, só por causa de Dulce. Sua amiga havia se chateado de verdade com a brincadeira dela e Juan. Dulce estava distante nos últimos dias, ela não via a hora das irmãs voltarem de viagem.

Querendo ou não, Anastácia era dona dos melhores conselhos, ela sempre sabia o que fazer e seus conselhos eram sempre efetivos. E Flávia sempre a deixava melhor, mesmo quando ela se sentia péssima.

Eu odeio vocês, mas ao mesmo tempo as amo. Era nisso que Júlia baseava sua relação com as irmãs.

- Menina Júlia, o Juan está lá em baixo, te aguardando para irem à escola juntos. - Glória disse, adentrando o quarto da Monroe caçula, sem nem mesmo bater.

- Certo, mas da próxima vez... - Ela suspirou. Quando estava chateada não conseguia magoar os outros. - Deixa pra lá.

- O que houve minha menina? - Glória perguntou, sem querer ser intrometida, mas estava preocupada.

- Nada demais Glória... Vou indo, até logo! 

Ela desceu e encontrou Juan em sua moto. Sabia que seu pai odiava motos, mas confiava em Juan e por isso não exitou em subir na sua garupa.

- Vai com cuidado! - Alertou-o, se acontecer qualquer coisa com a gente, meu pai mata você e faz parecer que foi morte cerebral.

Juan riu, Júlia até sem querer era engraçada, ele gostava demais da sua melhor amiga.

- Se não fosse você pra me fazer rir, estaria morto de saudades da Ana. - Ele disse demonstrando outra vez como era ridiculamente apaixonado por sua irmã.

Júlia começou a refletir sobre como seria se ele gostasse de Dulce. Não seria tão ruim, eles continuarnriam sendo amigos.

- Tive um sonho engraçado, você e a Dulce namoravam. - Ela falou querendo ver a sua reação.

Ele riu e logo em seguida começou a gargalhar sem parar, como se fosse morrer com falta de ar. Ele começou a tossir entre as risadas e só parou porque a barriga começou a doer.

- Sério, não fala essas coisas depois que eu dê a partida. - Ele falou e logo depois deu a partida em sua moto.

É, ele não parecia nem sequer cogitar um relacionamento com a Dulce, mas isso deixava tudo mais difícil, porque se Dulce voltou a sentir esse sentimento por ele, não adiantaria quantas vezes ela bloqueasse esse sentimento, ele sempre se formaria novamente.


§


Hoje Dulce estava pior do que nos outros dias. Antes ela permanecia calada em seu lugar e agora ela mudou de carteira. Estava sentada no fundo, junto com os "perdidos".

Minha sala de aula era dividida em grupos. 

Haviam os nerds, que se sentavam na primeira e segunda fileira do canto esquerdo, para que pudessem prestar mais atençao nas aulas. 

As patricinhas que se sentava na primeira fileira do canto direito, pra flertarem com os professores e consegirem passar de ano. 

Os Emos que se sentavam na primeira, terceira e quarta fileira do meio e se mantinham de cabeça baixa, sofrendo por viver. 

Nós que atrapalhávamos os Emos e sentavamos no meio da sala na segunda fileira e éramos os "descolados" e os únicos a compartilhamos realmente uma amizade verdadeira. 

E os perdidos, eles eram literalmente perdidos, todos estavam repetindo o segundo ano e provavelmente repetiriam de novo, eles sentavam no fundo e na carteira vazia junto  a deles, estava a Dulce.

O que a Ana faria? O que ela faria?

Júlia não conseguia parar de repetir essas perguntas em sua cabeça. Ela pediu para que Juan fosse chamar Dulce, mas ele virou o rosto e disse que ela estava fazendo drama pra chamar atenção.

- Então é isso que você pensa de mim, quando fico chateada com as minhas irmãs? Que eu estou querendo chamar a atenção? 

Júlia o encarou decepcionada.

- É diferente Júlia, você tem problemas, você é problemática, tem esse negócio de ser uma mutante... - Ele disse sem pensar e quando percebeu o que dissera pôs as mãos na boca.

- Então é isso? Pra você eu sou uma aberração problemática? Valeu Juan! - Júlia levantou-se no meio da aula de matemática e se retirou da sala.



Notas Finais


Espero que gostem e deixem um comentário ❤

👉 Até o próximo! 😘


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