História || Merus cruor vena || - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Pansy Parkinson, Ronald Weasley, Ted Lupin
Tags Dracomalfoy, Drarry, Fanfic, Harrypotter, Lemon, Mpreg, Romance, Yaoi
Visualizações 496
Palavras 1.784
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Lemon, Magia, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoas!!! Obrigada por lerem esta fic que estou compartilhando por que coisa boa se tem que se compartilha😉

Estou meio triste hoje😢 Acabei uma fic fantástica que eu vou posta ai eu to tipo: Oque eu vou fazer da Minha vida agora? Então podem me recomendar uma fic que eu vou ler. Deixem nos comentários!

Aviso: O último capítulo ainda será postado hoje!

Capítulo 10 - 》Capítulo Dez《


Os olhos azuis de Lucius Malfoy encaravam a porta trancada a sua frente. Narcissa estava sentada em uma cadeira no canto da sala, a pose ereta com as pernas cruzadas, séria e compenetrada. Ela não demonstrava, mas ele sabia que ela estava ansiosa.

Alguma coisa havia acontecido a Draco. Diferentemente das outras vezes que ele viera visitá-los, agora eles teriam uma sala privada, onde poderiam ficar a sós e estabelecer contato. Isso simplesmente não era permitido ali. Lucius também havia recebido uma mensagem de seu advogado avisando que o caso dele e de Narcissa seriam revistos pela corte em breve.

Havia alguém muito influente intercedendo por eles.

A pesada porta de ferro da sala estéril se abriu com um estrondo e dois aurores entraram com as varinhas apontadas para eles, se posicionando de forma a deixar a passagem aberta. Narcissa se levantou ao ver Draco entrar com um bebê nos braços. E atrás dele, Harry Potter.

- Podem se retirar. – informou aos aurores, que saíram, trancando a porta.

- Boa tarde, senhor Potter. – Narcissa cumprimentou o visitante, se levantando e se aproximando de Draco, se dirigindo a ele em voz mais baixa – Vejo que teve que se valer do meu segredo, não, querido?

- Na verdade, não foi preciso, mãe. – Draco respondeu, sorrindo, meio envergonhado, oferecendo o bebê para a mãe – Este é Sirius, meu filho, que Harry adotou.

- Como? – Lucius perguntou, baixo, fitando o filho e depois Potter, parado próximo à porta ainda.

- Potter tem um orfanato. Clement enviou meu filho para lá, quando eu descobri, Potter já o havia adotado legalmente.

- E agora? – a voz do patriarca era quase tão cortante quando seu olhar em direção ao moreno.

- E agora somos uma família, senhor Malfoy. – Harry respondeu, firme.

Todos os olhos caíram sobre Draco, pesadamente.

- Bem, eu não definiria dessa forma, mas é basicamente isso.

Houve um momento de o silêncio em que o frio e o vazio da sala pareceram envolver a todos, até que Narcissa se afastou, embalando o bebê no colo enquanto cantarolava algo.

- Então seu filho tem o nome de um Black. – disse, sorrindo, chamando Draco para perto quando voltou a se sentar, examinando o bebê.

Os dois começaram a conversar em voz baixa, mas Harry podia ver que Draco estava bem, seu rosto estava claro e ele parecia calmo. No fundo, não fora tão difícil. Se não fosse o fato de Lucius Malfoy continuar o encarando como se ele fosse uma ameaça em potencial. Mas logo ele também se aproximou do filho, perguntando algo em voz baixa, ao que Draco confirmou com a cabeça, olhando de relance para Harry.

O moreno sorriu, leve, e bateu na porta, pedindo para sair. Deixaria os três a vontade.

o0o

Harry olhou o filho com carinho e sorriu. Sirius estava com 15 semanas, quase quatro meses, e era impossível não amá-lo a cada dia mais. Fosse ao ver as lagriminhas sentidas que corriam pelo rostinho quando algo o assustava, fosse quando ele passava horas mordendo as próprias mãos, encantado com a música no rádio da cozinha, fosse com os olhos cinzas seguindo Harry ou Draco pela casa, atento. Ele era tão pequeno e tão frágil e ao mesmo tempo tão inteligente e presente, que Harry simplesmente não poderia definir o que o filho significava para ele.

Draco estava sentado ao lado da colcha estendida no chão da sala, fazendo os pequenos chocalhos flutuarem sobre Sirius, que acompanhava tudo esticando as mãozinhas e dando gritinhos com o som. O orgulho e o carinho também eram evidentes em seu rosto, e Harry sabia agora que, independentemente do que acontecesse com a relação dos dois, nunca poderia separá-los.

Mesmo depois de dois meses juntos, Harry não saberia definir sua relação com Draco. Era algo mais íntimo que um namoro, mas ao mesmo tempo frágil demais. O loiro já praticamente morava em sua casa, e eles haviam aprendido, finalmente, a conversar. Draco o olhava, e isso era algo que fazia Harry se sentir estranhamente bem, tendo os olhos cinzas registrando cada movimento seu enquanto estudava os processos do orfanato, preparava o jantar ou trocava Sirius. De certa forma, Harry sentia que com isso Draco poderia conhecê-lo ou admirá-lo em algum momento, além das conversas e do sexo.

Não havia efetivamente sexo ainda, mas não é como se estivesse reclamando. Eles estavam se saindo bem, à sua maneira. Primeiro veio a exploração mútua, conhecer o corpo do outro em cada detalhe, ver suas reações, saber o que agradava ou não, onde era mais sensível, onde machucava, se tocar mutuamente e observar o rosto do outro se contorcer de prazer. E então, quando havia intimidade o suficiente, surgiu a felação, e o moreno nunca imaginaria que sentir o gosto de outro homem poderia ser algo tão prazeroso.

Harry já estivera mais inseguro com sua inexperiência na área, mas com toda exploração que já pudera fazer, com ajuda de Draco, sabia que poderia. Poderia não machucá-lo, poderia lhe dar prazer pela primeira vez com aquilo, poderia se sentir o homem mais feliz do mundo.

Só precisava de um sinal.

E, pelo visto, Draco esperava por isso também.

Sirius ignorou os chocalhos, olhando fixamente para Draco. Olhos cinzas presos a olhos cinzas durante segundos indefiníveis. E então sorriu. Da forma mais simples e pura que uma criança poderia sorrir. E um sorriso emocionado surgiu da mesma forma no rosto de Draco, que se curvou para beijar o filho.

Harry observava a cena sentado no chão de frente ao loiro, sorrindo também. E quando Draco se endireitou, buscando a varinha para retomar a brincadeira, encontrou os olhos verdes fixos sobre ele.

- O que foi?

- Eu nunca tinha te visto sorrir assim. – Harry constatou – Você fica lindo.

Draco sorriu, sem jeito, arrumando os cabelos para longe dos olhos, e hesitou por um momento antes de chamar o elfo doméstico que trabalhava para Harry.

- Cuide de Sirius um pouco, ok? – disse, se levantando, puxando o moreno pela mão.

- Onde você está me levando? – Harry perguntou junto ao ouvido do outro, o abraçando enquanto subiam as escadas.

- Para a cama. – Draco sussurrou, sorrindo.

Quando atingiram o corredor, Harry o virou de frente para ele. Os olhos de Draco sorriam tanto quanto seus lábios quando o moreno acariciou seu rosto antes de beijá-lo. E não havia nada de inocente naquele beijo, havia o desejo que já haviam aprendido a identificar entre eles.

Harry o conduziu para dentro do quarto sem romper o beijo, fazendo-os tropeçar eventualmente, até caírem na cama, abraçados. Harry parou para olhá-lo, afastando os cabelos loiros do seu rosto, e sorriu.

Não havia mais palavras a serem ditas. Eles não precisavam de promessas, sabiam o que queriam e não poderia ser de outra forma.

Harry se levantou, chutando os sapatos para longe e tirando a camisa. Foi até a cômoda onde guardava as coisas do bebê e remexeu até achar um vidro de óleo aromatizado. Quando se voltou para a cama, porém, quase deixou o vidro cair no chão.

Draco estava sentado contra a cabeceira, já sem sapatos e sem camisa também. As pernas afastadas expunham a calça aberta, uma das mãos se tocando com veemência, a outra acariciando o próprio peito, os olhos fechados, os cabelos loiros caindo no rosto, mordendo levemente o lábio, fazendo os gemidos saírem baixinho.

Harry ofegou, se aproximando devagar da cama, engatinhando até ele, até estar entre suas pernas, tirando as mãos de Draco do caminho para fazer aquilo ele mesmo enquanto o beijava, engolindo seus gemidos.

Draco abriu a calça de Harry, abaixando-a até os joelhos, e deixou o corpo escorregar, se deitando sob Harry. O moreno puxou a roupa que ainda cobria parcialmente o quadril do loiro, se livrando das suas também, antes de se deitar sobre ele, beijando seu pescoço e ombros, descendo a boca pelo seu peito e ventre, alcançando a virilha.

Olhou o loiro entregue. Draco já estava excitado demais, Harry não queria ir tão rápido. Voltou a se deitar sobre ele, tomando sua boca uma última vez, diminuindo o ritmo antes de alcançar o vidro de óleo esquecido ao lado. Draco o tomou, espalhando um pouco pelas próprias mãos, e começou a acariciar o peito do moreno enquanto este voltava a beijá-lo. Suas mãos correndo pescoço, costas, ventre, até atingir seu membro, fazendo-o gemer e ondular o corpo sobre o seu em busca de contato. Draco riu em meio ao beijo e Harry se afastou, se ajoelhando entre suas pernas e untando as próprias mãos com o óleo.

Puxou um travesseiro e colocou sob o quadril do loiro, apoiando suas pernas sobre as próprias coxas. Devagar, começou a testar seu corpo com os dedos, observando atento a expressão em seu rosto. Draco somente respirava, os olhos fechados. Quando o primeiro gemido escapou de seus lábios com o movimento do moreno, Harry inseriu outro dedo, aumentando a velocidade, se debruçando sobre o loiro, beijando seu corpo enquanto o sentia ceder devagar.

- Vem. – Harry ergueu a cabeça para encará-lo e o loiro confirmou com um aceno, puxando-o pelos ombros em sua direção.

Harry retirou os dedos e ergueu um pouco mais uma de suas pernas conforme se deitou sobre seu corpo. Devagar, os uniu, tentando se controlar ao máximo, vendo os dedos do outro agarrarem os lençóis mais forte a cada investida, por mais suave que fosse. Draco abriu os olhos sentindo Harry por inteiro, parado, dentro dele, seus dedos trêmulos acariciaram os cabelos negros, e o outro entendeu que podia continuar.

Draco observou o prazer se espalhar pelas feições de Harry quando ele fechou os olhos, se deixando levar, investindo com força contra seu corpo, e ele mesmo não suportou muito mais que alguns segundos antes de sua mão se agarrar com força aos seus cabelos, buscando apoio, o ar faltando cada vez que Harry entrava mais fundo, espalhando sensações novas e boas em seu corpo. Em todo seu ser.

Fechou os olhos e se entregou, porque era o que deveria ter feito desde o início. Aquilo era perfeito demais. O encaixe dos corpos, a cadência do movimento, o cheiro de Harry, seus sons, sua força ao abraçá-lo, até mesmo sua proteção e sua própria entrega ao aceitá-lo.

Draco só teve noção do quanto queria aquilo quando Harry agarrou seu quadril com força, inclinando-o um pouco mais, entrando mais fundo e mais rápido, fazendo-o jogar a cabeça para trás e gritar, o que sentia sendo demais para permiti-lo pensar além do desejo de ter isso para sempre.

Sentiu o peso de Harry sobre seu corpo. A respiração tão agitada quanto a sua, trêmulo. O acariciou de leve, entreabrindo os olhos só para ver os cabelos bagunçados a sua frente e sorrir. O moreno virou o rosto para ele, os olhos verdes pesados, e traçou os contornos do seu rosto levemente. E sorriu.

- Eu te amo. – o sussurro gratuito o atingiu e Draco fechou os olhos, como quem saboreia as palavras.

Ele poderia ser feliz de novo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...