História || Merus cruor vena || - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Pansy Parkinson, Ronald Weasley, Ted Lupin
Tags Dracomalfoy, Drarry, Fanfic, Harrypotter, Lemon, Mpreg, Romance, Yaoi
Visualizações 531
Palavras 2.465
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Lemon, Magia, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoas. Estou postando mais um capítulo hoje pois quero acabar logo de posta pois tenho uma fic MUITOOOOO BOAAAAAA que vou começar a posta.....Caralho é tipo tão I HATE YOU, I LOVE YOU e depois é tão fofo e depois taoooooo......AHHHH....Eu vou posta e vocês vão amar! assim espero, pois estou amando.😍


Mais bora ler então!

Capítulo 9 - 》Capítulo nove《


Draco despertou devagar, se sentindo confortável demais para realmente acordar. Sentia-se não só confortável, mas bem, de uma forma que não se lembrava de sentir há algum tempo, e isso mais do que justificava cinco minutos a mais de sono. Virou-se na posição em que estava e sentiu faltar superfície sob seu corpo subitamente, despertando repentinamente assustado.

Uma mão quente e forte o segurou pela cintura, puxando-o de volta para cima do sofá, e então tudo o que havia à frente de Draco era uma imensidão verde. Harry piscou, sonolento, e sorriu de leve ao ver o outro desperto. Mas tudo o que o loiro conseguia sentir era um grande assombro pela situação.

Era claro que se lembrava de ter aceitado o pedido de Harry na noite passada, e sabia que isso era parte do que o fazia se sentir tão bem naquela manhã. Mas era simplesmente estranho demais acordar abraçado a ele, tão perto.

Harry parecia não sentir estranhamento nenhum. O olhava de uma forma quase doce, e depositou um beijo leve sobre os lábios do loiro que o fez fechar os olhos novamente.

- Bom dia. – sussurrou, rouco.

Draco sorriu, preguiçoso, passando devagar os dedos pelos cabelos negros. Precisava se acostumar logo com isso. O som baixo, como um resmungo agudo, fez Harry desviar os olhos dos seus e erguer um pouco o corpo.

- Sirius também acordou. – ele constatou, se levantando e pegando o bebê no colo.

- Eu cuido dele. Faz algo para a gente comer? Não jantei ontem...

Harry concordou com a cabeça, pondo a criança no colo do loiro e indo para o banheiro antes de seguir para a cozinha. Draco trocou o filho e o amamentou, depois fez a própria higiene e desceu com o bebê na cestinha para tomar o café da manhã com Harry.

- Estou atrasado. Preciso passar na Mansão para trocar de roupa antes de ir para o trabalho. Posso voltar hoje à noite? – perguntou, automaticamente.

- Claro. – Harry o olhou com atenção, sério – Você não precisa mais pedir, Draco.

O loiro o fitou, concordando com a cabeça. Comeu rápido, pegou suas coisas de forma automática, e abriu a porta, mas a mão de Harry em seu ombro o fez parar, o olhando questionador. Harry sorriu e o prensou com o próprio corpo contra a porta, dando início a um beijo longo. Draco soltou a maleta e a capa no chão, o abraçando e se deixando levar pelas sensações de contato com o outro. Quando Harry se afastou, ainda estava com os olhos fechados.

- Quando voltar hoje à noite, traz uma troca de roupa, assim não precisa sair correndo na manhã seguinte. – disse com malícia, abrindo a porta para o loiro sair.

o0o

- O que, exatamente, você quer dizer com "Draco e eu estamos juntos"? – Ron balançou a cabeça, parecendo confuso, antes de voltar a encarar Harry.

Harry levantou os olhos do documento que lia sobre a mesa da administração do orfanato para olhar melhor o amigo.

- Estamos juntos, ora. Como você e a Hermione, só que só há um dia, e não a vida inteira. – ele voltou a ler, assinando o papel antes de passar para outro, na pilha que havia a sua frente.

- Eu diria que a vida inteira. – Ron remendou, contrariado – Você já esqueceu tudo o que ele te fez por todos esses anos?

Harry pensou por um momento antes de responder.

- Bem, para falar a verdade, as coisas estão acontecendo. Acho que nem eu nem o Draco estamos pensando muito sobre... tudo. Mas, para ser sincero, Ron, vendo por esse ponto, entre "tudo o que ele me fez nesses anos", acho que posso achar motivos para querer ficar com ele também.

Ron rodou os olhos, se afastando do amigo.

- E você já pensou no que realmente significa estarem juntos, Harry? Há mais em jogo do que você gostar dele e ele de você. Tem uma criança no meio, que é de interesse em comum.

- O que você quer dizer, Mione? Achei que ficarmos juntos só significa um ganho ao Sirius.

- Sim, e até que ponto não é isso que importa para você? E até que ponto ele não está fazendo isso só para ficar com o filho, Harry? "As coisas estão acontecendo", mas estão acontecendo por quê? – ela perguntou, séria.

- Porque eu gosto dele. Porque eu não quero que ele se afaste de mim ou do Sirius. Porque eu acho que ele é importante, sim, para o Sirius, mas para mim, de alguma forma, também.

- E o quanto isso é recíproco? – ela retrucou, fitando o amigo.

Harry não respondeu.

o0o

Draco chegou do trabalho e encontrou a porta da casa de Harry aberta. Um elfo servia o jantar na sala e o loiro seguiu direto para o segundo andar, onde encontrou o moreno dando banho em Sirius.

- Oi. – cumprimentou, aceitando o beijo de Harry antes de lavar as mãos para ajudá-lo.

- Tudo bem? – o moreno perguntou, o olhando atento.

- Sim. Dia cheio. E você?

- Bem. Fiquei o dia todo no orfanato hoje.

Draco concordou com a cabeça. Os dois conversaram mais um pouco sobre amenidades enquanto colocavam o filho para dormir e jantavam. O loiro voltou para a Mansão naquela noite, mesmo com a insistência de Harry para que ficasse, alegando cansaço. Mas passou lá na manhã seguinte, antes de ir trabalhar.

Os dias seguiam a mesma rotina desde que haviam encontrado aquela paz morna. Sirius ainda era o centro das atenções e preocupações de ambos, e por mais que dormisse praticamente o tempo todo, cuidar dele era a principal atividade deles. Juntos.

Draco passou, de forma quase automática, a ficar mais na casa de Harry. Eventualmente, algumas roupas e objetos pessoais seus foram parar lá, e logo ele se acostumou a acordar abraçado pelo moreno, mesmo que a relação não evoluísse muito além dos beijos cotidianos e dos abraços carinhosos que cobriam todos os silêncios entre eles.

Ron e Mione fatalmente se encontravam com Draco em visitas ocasionais ao moreno. Granger ainda tinha alguma iniciativa de conversa com ele, normalmente sobre a situação no ministério. Weasley no máximo o cumprimentava. Em geral, o loiro ficava o suficiente para ser educado, pegando Sirius assim que possível e se retirando para outro aposento.

Nessas ocasiões – e em outras, não nomeáveis -, Draco quase podia sentir os olhos verdes, atentos, sobre ele. Mas não se importava, realmente. Potter que começara com aquela relação, ele o conhecia minimamente, não era como se ele devesse esperar algo diferente.

Mas foi quando os olhares pararam que Draco se incomodou.

Os olhos verdes já não o seguiam mais. Ele já não acordava mais sendo abraçado e já não havia mais beijos para recepcioná-lo quando chegava à casa de Harry.

Em momento algum discutiram. Em momento algum Harry falou nada. Ele continuava deixando a porta aberta para quando Draco chegava e o jantar estava sempre servido à mesa da sala. Os dois ainda cuidavam juntos do bebê e tinham as curtas conversas ocasionais.

Mas não havia mais os toques raros ou os sorrisos quentes.

E Draco começou a sentir falta de alguma coisa. E isso o incomodou.

Porque ele não pediu por isso. Não pediu pelos beijos e pelo carinho. Não pediu para que Harry abrisse sua casa para ele. Não pediu que dormissem abraçados todos os dias.

Não pediu por carinho e atenção e não pediu por aquele relacionamento. Ele nunca quis aquilo.

Ou quis?

Se não quis, por que sentia falta? Por que tinha aceitado tudo aquilo? Por que tinha se habituado e deixado chegar àquele ponto?

Que ponto?

O ponto em que se importava com o dia em que Harry não o receberia mais, quando tudo tivesse realmente se perdido.

E Sirius não tinha nada a ver com esse medo.

o0o

Naquela noite, Draco chegou e a porta estava trancada. E isso foi o suficiente.

O punho esmurrou a superfície de madeira com força, ignorando a campainha.

- POTTER!

Harry destrancou e encarou o loiro pelo vão, a expressão não demonstrando mais do que surpresa contida.

- Boa noite, Mal...

Mas o loiro não deixou que ele terminasse a frase. O empurrou com força para dentro da casa, prensando-o contra a parede com o próprio corpo, segurando seu maxilar com uma mão, a outra pressionando seu peito. Ignorou os olhos verdes espantados quando tomou sua boca. Não havia nada de delicado no beijo, as línguas se jogavam uma contra a outra e ele devorava a boca alheia com ânsia. Quando o ar faltou, se colocou a mordiscar os lábios do moreno, sentindo gosto de sangue em sua própria boca. Encaixou um joelho entre as pernas de Harry e o ouviu ofegar antes de voltar a beijá-lo com a mesma violência.

Quando o moreno pareceu voltar a si, Draco sentiu mãos frias correrem pela sua cintura por baixo da camisa, antes que esta fosse rasgada, dando acesso ao outro ao seu peito. Parou, encarando-o, ofegante.

Harry sorria.

- Achei que nunca fosse fazer isso. – disse, e recebeu como resposta um sorriso malicioso do loiro, que puxou a blusa do moreno pela cabeça, colando seus corpos e recomeçando o beijo, agora retribuído na mesma intensidade.

Entrementes, o elfo fechou a porta, pegando um Sirius adormecido na sala e o levando em silêncio para o quarto do bebê. Não que seu mestre estivesse em condições de perceber qualquer coisa. Nesse momento, ele estava mais ocupado em pressionar o quadril de Draco contra o seu, fazendo-o romper o beijo, voltando o rosto para morder o pescoço de Harry com força, fazendo-o gemer em protesto, apertando mais seu corpo contra o dele.

Draco o puxou pelos cabelos, afastando sua boca da dele, e o encarou, firme. Os olhos verdes semicerrados brilhavam escuros, a boca vermelha ferida entreaberta, ofegante, o corpo suado tremendo levemente, as mãos ainda pressionando seu quadril para que eles não se afastassem.

Desejo.

Harry Potter o queria, aquilo estava desenhado ali, na sua frente. De forma ainda mais óbvia pressionando-o contra sua coxa, e era evidente que seu corpo inteiro respondia àquilo da mesma forma, com a mesma pressão, a mesma respiração alterada, o mesmo suor.

Ele o queria. Tanto, como nunca se permitiu querer alguém.

Harry se soltou com um gesto brusco, voltando a beijá-lo, mas de forma rápida. E Draco entendeu que talvez o moreno estivesse cansado de não ter respostas, e por mais que quisesse, aquele era o momento de Draco.

Tomou a boca do outro com sede, sentindo seu gosto, engolindo seus gemidos conforme começou a atritar seus quadris antes de afastá-lo. A mão correndo suave pelo peito do moreno até a braguilha da sua calça, abrindo-a e tocando-o. Harry ofegou e voltou a beijá-lo de forma descoordenada, movendo o quadril contra sua mão. Draco moveu as próprias pernas enroscadas à de Harry a fim de desequilibrá-lo, caindo embolados no chão, mas sem realmente se importar.

Harry quebrou o beijo, deixando a cabeça cair contra o chão, ofegando enquanto Draco se sentou sobre seu quadril, retomando o movimento com uma mão. Os olhos verdes tentavam se manter abertos para ver o loiro abrindo a própria calça e se tocar de forma provocante.

Draco se inclinou sobre ele, lambendo seu peito e sugando um dos mamilos, fazendo-o virar a cabeça e gemer descontrolado ao tomar o corpo dos dois entre os dedos, tocando-os ao mesmo tempo. O loiro também ofegava, beijando seus ombros e pescoço, deixando uma trilha de marcas de chupões e mordidas que ele já não conseguia medir a força que punha, perdido em meio às sensações.

Harry apertou sua bunda com força e Draco os soltou, usando as mãos para se apoiar, se abaixando mais sobre o outro e movendo seu quadril com força, atritando o corpo dos dois, rápido. O moreno impulsionou o quadril mais contra o dele, inclinando o corpo, o puxando pelos cabelos para um beijo quando seu corpo todo tremeu, sentindo o loiro gemer descontrolado contra sua boca antes de relaxar sobre ele, trêmulo.

- Merlin, isso foi bom. – Draco resmungou em um suspiro, descansando a cabeça contra o ombro de Harry, que riu, acariciando os fios loiros suados.

- Eu nunca tive nada parecido. – Harry comentou com um certo pesar.

Draco se voltou para encará-lo, surpreso, mas voltou a deitar em seguida.

- Acho que podemos fazer mais agora. – comentou com malícia, e adicionou, mais baixo e sério – Mais coisas.

Harry beijou sua testa e desceu os lábios para sua boca, um beijo cheio de desejo, mas sem a fúria de momentos atrás. Suas mãos passearam pelo corpo do outro até encontrar a calça semi-vestida. A empurrou, ajudando-o a se livrar do resto de suas roupas com os pés, e fez o mesmo com a sua. Os dois se olharam por um momento, se acariciando, conhecendo o corpo um do outro, se beijando, abraçados.

Harry se sentou, as costas apoiadas na parede, o loiro se sentou a sua frente, encostado a ele, as pernas dos dois entrelaçadas em volta dos corpos. Se beijaram mais um pouco, a excitação presente, mas o desejo aplacado há pouco. O moreno puxou sua calça caída ali perto e pegou a varinha, acendendo a lareira de longe, de forma que o calor e a luz amena os envolveram. Draco tirou a varinha das mãos do outro, a usando para convocar a garrafa de vinho de sobre a mesa, servindo duas taças.

O moreno bebeu um gole e pousou a taça ao lado, puxando o outro mais para perto, depositando beijos molhados em seu pescoço, para depois lamber o mesmo lugar, misturando o gosto do loiro ao da bebida, e desceu a boca, sugando seu mamilo, o ouvindo gemer baixinho. Draco o puxou pelos cabelos para um beijo com gosto de vinho, e se deixou se abraçado, respirando contra o pescoço do outro.

- Eu gosto do seu cheiro. – comentou.

- Você só percebeu isso agora? – Harry perguntou com uma nota de reprovação na voz. Draco se afastou.

- Olha, eu também sinto muito por isso, ok?

Harry sorriu com malícia.

- Então me compense. – resmungou, puxando o outro mais para perto, seus corpos totalmente em contato, voltando a beijá-lo.

- E o que você quer que eu faça? – Draco sussurrou contra seus lábios – Do que você gosta, Harry Potter?

Harry fechou os olhos e sorriu.

- De você. – disse, baixinho, e continuou frente ao sorriso tímido do loiro – Da pessoa que mais conseguiu me surpreender todos esses anos. Do único que não me vê como herói e não quer me ver morto. Da pessoa que confiou em mim para mentir por mim, confiou para que eu te salvasse e confiou para me pedir ajuda quando não tinha mais nada. – Harry olhou nos olhos de Draco - Que me confiou seu filho. E acaba de me confiar seu corpo.

- Harry... – a voz de Draco falhou e Harry relaxou contra a parede, se afastando minimamente, sorrindo.

Acariciou de leve o ventre do loiro, as finas cicatrizes que ele mesmo provocara anos antes e uma cicatriz um pouco maior e mais funda, horizontal, perto do púbis. Olhou sério para Draco, que o encarava com receio.

- Eu não vou te machucar. – ele acariciou seu rosto quando o loiro fechou os olhos, triste – Nunca mais, Draco.


Notas Finais


Falta apenas dois capítulos para acabar! Espero que estejam gostando 😀


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