História » never gonna be forgotten ☂ 2jae - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens JB, Personagens Originais, Youngjae
Tags 2jae, Agnst, Fluff, Got7, Jaebum, Yaoi, Youngjae
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Palavras 2.657
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


lolol sorry eu não tava planejando essa fic
eu só comecei a escrever e saiu isso
boa leitura!! leiam as notas finais

Capítulo 1 - Capítulo Único


Ele se sentou calmamente na cama, apertava as cobertas e esticava as pernas. 

Tentava segurar as lágrimas mordendo os lábios, queria conseguir distinguir a dor física da emocional. 

Respirava fundo e ao soluços enquanto abria os olhos com calma, buscou pela cômoda ao seu lado os mesmos medicamentos e curativos que usava todas as semanas. Molhou um pedaço de pano — já sujo com gotas de sangue antigas — em um pouco de álcool. 

Já limpava os ferimentos em seus joelhos quando seus soluços ficaram mais altos, suas lágrimas começaram a cair descontroladamente. 

Seus joelhos e cotovelos ralados não eram coisas novas, toda a semana ele limpava aqueles machucados. Toda a semana ele chorava pelo mesmo motivo que os causaram. 

Lembrava de quando era bem mais novo, apenas uma criança, e seu único amigo cuidava de seus machucados. 

Gotas de sangue escorriam e brilhavam em seus ferimentos, as suas forças já se esgotavam. 

Ele poderia deixar aqueles machucados ali, tomar remédios para dor e simplesmente cair no sono. Como ele queria que aquele sono fosse eterno, mas não faria isso. Precisava estar lá por ele

Os passarinhos cantavam nas inúmeras árvores do lado de fora, o barulho que o vento fazia nas folhas deixava o clima ainda mais calmo. Ele olhou para a luz do sol que entrava pelas persianas de madeira da janela, seus olhos vermelhos e inchados ainda escorriam lágrimas, já estava nessa situação fazia mais de 10 minutos. Ele limpava as feridas e já não reclamava mais, não soltava mais nenhum gemido ou fazia caretas, já tinha se acostumado com ardência dos remédios que passava em si. 

E pensar que ele fazia tudo isso por amor. 

Ele já não tinha mais nada à perder, nada além da própria vida, aquela que não pensaria duas vezes caso pudesse oferecê-la em troca da segurança e felicidade daquele que cuidou de si vida inteira, o único que ocupou o vazio do seu coração, que não tinha e nem conhecia nem sequer um parente ou agregado que se permitisse ser amado. 

Ele só tinha um motivo para acordar todos os dias, assim como um lobo abre os olhos para buscar seu alimento para sobreviver​. O alimento dele era o amor daquele que confiava desde o início. E ele já estava faminto há anos. 









Duas crianças, uma de 8 e outra de 10 anos, as duas se encontravam no quarto. O mesmo tinha o chão sujo por terra, galhos e folhas de árvores da primavera. O mais novo, sentado na cama cheia de edredons costurados, enquanto o mais velho assoprava seus joelhos. 

— Ai, ai! — O menor reclamava com cada toque que o mais velho dava em seus ferimentos com um pano molhado. 

— Shhhh! Para de reclamar. — Ele respondeu com o tom mais sério que uma voz infantil poderia ter.

— Hyung, desculpa por dar trabalho… — O menor disse. — Mas ainda podemos tentar subir a montanha de novo, né?

— Claro. — O mais velho terminou de fazer o curativo e por fim deu um beijo por cima do mesmo. — Prontinho. Minha mãe disse que isso ajuda a melhorar ainda mais rápido. 

Eles subiam aquela "montanha" juntos todos os dias. Não era bem uma montanha, estava mais para um barranco ou morro bem alto, mas a imaginação infantil deixava tudo melhor. Naquele dia eles já haviam tentado subir uma vez, mas o pequeno Youngjae era desastrado sem nem mesmo tentar, ralava os joelhos tão frequentemente que nem chorava mais. 

Lá em cima eles almoçavam juntos todos os dias em uma pequena casinha de madeira — muito bem preservada para o tempo que deveria estar lá. Logo ao lado desta mesma casinha no topo do morro, havia uma pequena pedra coberta de flores e musgos com apenas um nome escrito que já mal era legível, era lá que as cinzas da mãe do mais novo tinham sido jogadas. 

Youngjae tinha pouquíssimas lembranças de sua mãe, morrera quando estava quase fazendo 6 anos de idade, mas ele sentia que o calor materno daqueles abraços ainda estava em si, sabia que a sua felicidade tinha vindo dela, já que seu pai, logo depois da morte, abandonou aquela criança na casa que ficava em meio a floresta, deixando-a desamparada. 

Por ironia do destino, um garoto explorador de cabelos ondulados e escuros andava por aquelas bandas, quando avistou a casa, e pela janela aberta viu um garoto de roupas surradas e velhas brincando alegremente com borboletas que voavam pela sua cabeça. Como alguém nesse lugar e nesse estado poderia estar gargalhando de felicidade? 

A amizade foi instantânea, a alegria do menor foi imensa ao ver que alguém estava por lá, disse que precisava de alguém para "protegê-lo dos monstros da floresta da noite". 

Se apresentaram como; Youngjae e Jaebum, sendo, respectivamente, o mais novo e o mais velho. Jaebum sentiu-se assustado no início, um garoto estava o chamando pra brincar, um garoto meio estranho. O mais velho era, de fato, aventureiro. Na saída da escola buscava os caminhos mais longos em meio às árvores, assim procurava por insetos e pequenos animais que ainda aprendia os nomes. Não chegava a ser hiperativo e animado igual à Youngjae, era calmo e calado, mas tinha seu jeito de ser curioso por tudo e todos. O mais novo também tinha sua curiosidade, mas usava sua voz para qualquer coisa que passava pela sua cabeça. Se via — muito frequentemente — cantarolando músicas e ritmos que os passarinhos faziam, ria alto com as brincadeiras que inventava com o seu hyung e inventava coisas com qualquer tralha que encontrasse. 

Youngjae ia na frente, sempre gritando para Jaebum subir mais rápido. Chegando lá em cima, corriam para dentro da pequena casa de madeira que não possuía nenhum móvel, apenas uma janela — que na verdade chegava até o chão, dando a impressão que era um espaço para uma porta — que dava visão para o outro lado do morro; um grande rio que parecia dar a volta pela "montanha", atravessando-o havia uma estrada com o asfalto desgastado, mas nenhum carro passava por lá. Além da visão da estrada, mais árvores que acabavam numa visão longínqua de pequenas casas com grandes campos, depois disso eram apenas montanhas — essas eram montanhas de verdade. 

O pequeno Jaebum abria uma toalha sobre o chão de madeira e colocava sanduíches, biscoitos e frutas por cima da mesma, entregando uma garrafinha d'água para o mais novo que sentava na sua frente. 

E lá eles ficavam, um lanche que durava horas por conta das conversas a fio e brincadeiras que surgiram de só Deus sabe onde. Toda vez que paravam de rir, Youngjae tinha seus raros momentos de silêncio total, apenas observava o rio que refletia a luz do sol da tarde. Parecia hipnotizado pela correnteza, o silêncio só era preenchido pelo barulho das águas, grilos e cigarras. Poderia ficar lá para sempre com o seu melhor amigo.  

Jaebum tinha sua casa e sua família, que era, de certa forma, privilegiada, mas o menino esbanjava humildade, usava roupas simples que o ajudavam a se locomover melhor entre as plantas de onde gostava de andar. Tinha que voltar para casa antes do sol se pôr, e assim se despedia de Youngjae todos os dias deixando um livro simples com o mesmo todos os dias, pois havia inventado que os monstros da noite acabam dormindo caso você leia histórias em voz alta, e foi assim que o mais novo aprendera a ler. 

A amizade se manteu forte, o amor inocente e infantil era o motivo da felicidade daquelas crianças. 












A rotina era a mesma, os anos se passaram como o vento, os dois já haviam crescido, deveriam estar com um pouco mais de 15 anos, Youngjae vivia bem naquela pequena casa que seu pai havia abandonado, Jaebum já conseguia passar noites lá com a desculpa de que dormiria na casa de um amigo por causa de um trabalho qualquer. 

Bom, de certa forma, ele não mentia. O trabalho dos dois era observar e desenhar linhas entre as estrelas que viam no céu, nomear nuvens de formatos estranhos e cuidar de animaizinhos machucados nas chuvas torrenciais daquela área.

Obviamente aquele amor inocente e infantil já mudava aos poucos, os dois desenvolviam suas mentes igualmente. Uma vez Youngjae contara a história de duas borboletas de mantinha em casa; uma era azul e viva, suas asas sempre batendo pelo lugar, a outra era vermelha e calma, por mais que as duas fossem diferentes em relação ao comportamento, era impossível vê-las uma em um lugar diferente da outra, sempre iam para onde a outra iria. Desde então, os dois se entendiam mais do que nunca. Jaebum já chegou a contar ao mais novo que havia uma garota na escola que o chamava a atenção, Youngjae pouco se importava com o nome ou​ gênero, mas se alguém, qualquer pessoa, roubasse Jaebum de si… 

Esse pensamento enchia seu coração de tristeza que se manifestava com ciúmes, mas ao notar os sentimentos do menor, Jaebum já o aconchegava, nunca trocaria sua companhia por nada. 

Nada. 


Já era o início da tarde, os dois subiam o morro conversando sobre o dia, Jaebum estava aprendendo sobre o clima, vegetações e animais na escola, e tudo que sabia ele fazia questão de repassar para o mais novo, que se mostrava inteiramente surpreso e necessitado por mais informações daquilo que já tinha visto pela pequena floresta. 

Naquela tarde Jaebum tinha uma surpresa. 

Seus sentimentos um pelo o outro já eram claros, — claríssimos, para ser exato. — Jaebum já sentia um amor verdadeiro pelo menor, e Youngjae não era o melhor em esconder seus sentimentos. Quando Jaebum parecia confuso ou indignado com algo que o mais novo dissera, Youngjae ria e deixava escapar alguns "Sabe que eu te amo, né hyung?". Jaebum não respondia nada, apenas ria também, mas aquelas palavras já eram o suficiente para fazer seu coração se sentir amparado e aquecido. 

Chegando lá em cima, Youngjae se ajoelhava em frente à pedra que ficava ao lado da pequena casa, passou a mão pela mesma, limpado os musgos e revelando uma frase; "Foste em paz, levada pela natureza. Jamais será esquecida." 

O menor nunca chorou ao lembrar de sua mãe, na verdade, se sentia bem em saber que ela cuidou de seu único filho pelo tempo que pôde, e era agradecido, pois sabia que a felicidade que tinha dentro de si já estava lá desde que tinha nascido, e só poderia ter puxado essa qualidade desta mulher que tanto admirava. 

Os dois sentaram-se no chão da casinha, como sempre, mas dessa vez ambos admiravam o rio. Já era raso por natureza, as pedras do fundo eram sempre visíveis, o sol do meio dia o iluminava tão perfeitamente que era possível ver os pequenos e grandes peixes nadando contra a correnteza. 

Jaebum já desviava seu olhar para o rosto de Youngjae, suas bochechas iluminadas pela luz do sol, sua pele parecia ficar ainda mais linda e viva. Seus olhos brilhavam enquanto acompanhavam o movimento daqueles peixes. 

O mais novo soltou um leve riso ao desviar o olhar e notar que seu hyung o encarava, hipnotizado, fazendo o mesmo se despertar e corar as bochechas, abaixando a cabeça pela timidez. 

— Youngjae-ssi, vem cá. — O mais velho disse, chamado-o para sentar-se ao seu lado na borda da janela/porta da casinha. 

Puxou de dentro da cesta de comida um pequeno embornal de tecido escuro.

— Hyung, que isso?

— Eu tenho um presente.

Logo Jaebum puxou de dentro da pequena bolsa dois cordões, cada um tinha duas penas amarradas, uma azul e outra vermelha.

— São lindos… — Youngjae falava baixo, como se quisesse que o barulho das águas do rio predominassem.

— Você fica com um. — Jaebum colocava o cordão no pescoço do menor enquanto olhava nos olhos do mesmo e se apaixonava pela centésima vez naquele dia. — O azul é pra lembrar de quem você é, animado e vivo. O vermelho é pra você não esquecer de mim, eu vou sempre estar do seu lado, pra onde você for, eu vou.

— O mesmo vale pra você. — Ele puxou o outro cordão idêntico ao seu das mãos do mais velho, colocando-o no pescoço do mesmo. — Não esqueça que só porque você tem seu jeito quieto e acanhado, isso não significa que seu interior não seja incrível. As coisas mais bonitas são guardadas à sete chaves, assim duram mais tempo.

Youngjae colocou a mão do lado do rosto do mais velho, que também colocou sua mão por cima da dele. Os dois se encaravam em silêncio, o clima era perfeito, cada um tinha a visão que sonhava, não se sabia que palavras poderiam ser pronunciadas sem que o momento fosse arruinado.

— Youngjae… — o mais velho arriscou.

— ...Sim? 

E depositando um selar na palma do mais novo, os dois sentiram que poderiam finalmente falar o que já queriam gritar para o mundo.

— Eu te amo. — Eles falaram em um uníssono. 

Seus sorrisos não conseguiram ser contidos, aquilo estava realmente acontecendo, a felicidade era tanta que os dois podiam sentir lágrimas marejando seus olhos, aquilo vinha do alívio de finalmente ter alguém para a amar e ser amado. 

Seus rostos chegavam involuntariamente mais perto um do outro. Foi ali, na beira de um rio que brilhava na luz do sol, ouvindo os sons dos pássaros, grilos e cigarras, com joelhos ralados e nuvens já nomeadas, que eles cortaram a distância entre seus lábios. 

Aquele simples selar mostrava a união perfeita de duas vidas tão diferentes, mas ao mesmo tempo, tão semelhantes. 

Tão perfeitas uma para a outra. 

Eles encostavam as testas uma na outra, rindo de alegria como riam na infância. Jaebum se levantou, entrelaçando os dedos com os de Youngjae e puxando-o para frente da casinha. 

Lá, em frente à pedra aonde as cinzas da mãe do mais novo haviam sido jogadas, Jaebum se ajoelhou em uma só perna. Youngjae parecia surpreso, mas já entendia o que viria depois. 

— Senhora Choi… — Ele se pronunciava de cabeça baixa e olhos fechados. — Poderia falar por anos o quanto sou agradecido por ter feito o que fez. Peço a sua permissão para que seu filho, Choi Youngjae, fique ao meu lado. Prometo não abandoná-lo e muito menos machucá-lo, e caso isso aconteça, prometo deixar o necessário para trás apenas para mantê-lo na minha vida. O meu único presente, minha única joia, a borboleta azul que voa aos meus lados e alegra minha vida sem nem mesmo notar. Eu juro.

Youngjae se ajoelhou ao lado do mais velho, deixando um beijo em sua bochecha. A atitude de Jaebum fora digna, o pai de Youngjae nunca tinha sido citado seguido por bons comentários em suas conversas, a mãe era a estrela da vida do mais novo, e para Jaebum isso já era um motivo para admirá-la.         






E lá estava Youngjae, 20 anos de idade, e dessa vez limpando seus machucados sozinho, suas lágrimas chegavam a escorrer para os joelhos, que ardiam novamente. 

Jaebum havia o abandonado. 

Talvez? 

Nem Youngjae entendia. 

Mas rejeitava a ideia de uma quebra de promessa. 

Jaebum prometereu que voltaria. Não poderia quebrar duas promessas seguidas. 

Youngjae subia aquele morro sozinho todas as manhãs, e lá ficava, esperando pela presença do mais velho, e só se retirava quando a lua já ocupava seu lugar no céu. 

Agora, logo depois de limpar seus ferimentos, subia novamente pelas plantas. O som da água corrente já era ecoava. 

A tarde caía, e naquela mesma janela, onde um sonho foi realizado, ele se sentou sozinho, olhando para o céu, sentindo o vento pela sua pele. 

Ele olhou para a estrada, aquela pequena, estreita, desgastada e esquecida estrada. 

Aquela que observava todos os dias. 

Jaebum estendia o braço para cima, suas lágrimas escorriam pelo rosto. 

Youngjae, depois de muito tempo, abriu o sorriso mais largo que conseguia. 

Seus olhos cansados já não choravam mais, mas seu coração estava aliviado. 


Lá estava ele. Finalmente.


Notas Finais


eu escrevo muito 2jae né?¿?¿
é que eles são um casal perfeito pra essas viadagens rs
olha, eu sei que tá uma bosta, não me batam, é 3 da manhã aqui e eu to postando isso, socorro
bem dramático sim pq se não for pra ter drama eu nem tinha spirit

e obrigado por ler 💙


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