História " O Futuro " - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Molly Weasley, Ronald Weasley, Ted Lupin, Theodore Nott
Tags Dramione, Harry Potter, Romance
Exibições 778
Palavras 3.642
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi pessoal, estou de volta, finalmente. Mas isso é meio óbvio né? (Risos)! Ignorem minha loucura. Hoje, faz um mês, e um dia que a fanfic “O Futuro” se encontrar no ar e minha nossa, como o tempo passar rápido, né?

Agradeço por vocês serem tão pacientes comigo e também pelos elogios, com suas palavras tão belas. Bom, agora sem mais delongas:

Apresento a vocês, a segunda parte da fanfic “O Futuro” e espero que vocês aproveitem o primeiro capítulo. Bom, eu tenho um comunicado para todas vocês;

• Nesse primeiro capítulo, primeiro vem a sinopse, okay? E em seguida o capítulo.
• Eu infelizmente não decidir como será as datas certas para postagens. Infelizmente, eu ainda vou analisar e pensar como farei com minha beta para resolve essa questão dos capítulos.
• Eu resolvi postar o primeiro capítulo agora, como um presente de um mês da fanfic!

Mais e agora hein? O que será que Hermione irá fazer agora que voltou para seu tempo de origem?
E Draco como reagirá com a aproximação repentina da castanha? Espero que gostem do primeiro capítulo. Boa leitura e até a próxima!

Capítulo 14 - " - Parte 2 - Sinope e primeiro capítulo - A Cafeteria "


Hermione Granger está de volta ao seu tempo e com uma complicada missão; concluir seus estudos, desviar-se das tentativas de Ronald de reconciliar a relação e conquistar o coração do indomável, Draco Black Malfoy no último ano de Hogwarts. Os anos letivos nunca foram tão complicados, como esse último.

Boa sorte, Hermione Granger. Você vai precisar é muito.

Draco Malfoy está ciente que ninguém se aproximará dele em Hogwarts, afinal ele é um ex-comersal da morte e sabia que não seria visto com bons olhos por ninguém no colégio, porém, porquê um certo par de olhos castanhos um tanto encantadores e misteriosos, o seguia por todos os lugares? Quais eram as intenções de Hermione Granger, consigo? 

 * * * * * * Primeiro Capítulo * * * * * *

Antes mesmo de abrir os olhos, Hermione sentia que tinha algo, um tanto diferente no lugar que dormia nesse momento. O quarto sempre silencioso e o cheiro de loção-pós-barba, não se encontravam mais presente no ar, como antes se encontrava.  E no lugar do silêncio e a respiração serena do marido, o som de muitas vozes, se encontravam ao redor do quarto e ao finalmente ter coragem para abrir os olhos, se deparou com o tão familiar teto do quarto que dividia com Ginna, nas férias.

Puxou o ar com força, tentando se controlar, mas a dor a consumia por inteira. Seus pensamentos se voltavam para Anthony e para Draco, a cada segundo, enquanto olhava para o teto, fixamente. E se virando para o lado, deixou finalmente as lágrimas escorrem por seus olhos livremente enquanto, tentava controlar os soluços que se tornavam incontroláveis.

“Anthony, Draco”— Os nomes deles, se repetiam em sua mente e sem perceber, começou a mover os lábios, surrando os nomes deles, tentando apaziguar a angústia da quase perda e se acalmar, enquanto pensava no que iria fazer nesse momento.

A perda lhe doía profundamente no coração. Draco e Anthony se foram, ou melhor dizendo, ela própria voltará para seu tempo de origem. E ela própria mais velha, agora se encontrava com o filho e o marido. E isso de alguma forma, lhe confortava o coração. De alguma forma, tal lembrança, era a força que a manteria de pé, lutando por seu futuro. E ela lutaria.

— Hermione? – a voz de Ginna, lhe tirou dos pensamentos e se virando, se deparou com a ruiva, a olhando um tanto preocupada.

Sorriu timidamente para a amiga, no entanto estava feliz por estar ciente de que a amiga conseguiu fisgar o coração de Harry e ainda tinha 2 filhos lindos com ele.

— Oi Ginny – saudou a amiga, se sentando na cama, a olhando fixamente nos olhos.

— Você está bem? – perguntou a ruiva, saindo da própria cama, indo se sentar de frente a castanha, olhando-a ainda mais preocupada, ciente das marcas de lágrimas no rosto da mesma.

— Estou bem, Ginny. Não se preocupe – disse tentando tranquilizar a amiga – Eu só tive um sonho bom e espero que ele se torne realidade o mais rápido possível – explicou sorrindo fraco, segurando a mão da amiga.

— Bom, eu espero que consiga realmente realizar seu sonho, já que parece ser tão importante e bom para você – interpretou, sorrindo confiante para a cunhada.

Hermione a abraçou com carinho, ciente de que mesmo rompendo a relação com Ronald, Ginny e a família Weasley continuariam ao seu lado.

— Eu pelo menos, acho que vou desistir do meu de casar com o grande Harry Potter – admitiu, sorrindo tristemente, pensando seriamente em desistir de lutar pelo moreno, afinal o mesmo não a procurou em nenhum momento para conversarem, depois do fim da guerra, como eles ficariam, afinal de contas.

— Está louca, Ginna? – perguntou de supetão, a olhando espantada – Você não vai desistir do Harry está me ouvindo? Vai dar tudo certo no final, eu tenho certeza disso – acrescentou, a sacudido pelos ombros – Você e o Harry vão ficar juntos no final, eu tenho certeza disso –completou sorrindo confiante, a olhando fixamente. 

— Como pode ter tanta certeza disso, Mione? – perguntou um tanto assustada e surpresa com as palavras confiantes da amiga, perante seu futuro com Harry.

— Eu só tenho certeza disso, Ginny. Eu só tenho certeza – afirmou – Vamos descer? – sugeriu e antes que a ruiva pudesse sequer questionar a amiga mais uma vez, a voz de Molly Weasley soou alto, as chamando para tomarem café e se dando por vencida, Ginna seguiu a amiga para fora do quarto.

“Para quem brigou com Ron, noite passada, ela está até muito bem” – a ruiva comentou baixinho, observando a amiga descer o restante das escadas, um tanto confiante e até sorridente.

Adentraram na cozinha, encontrando todos já acordados e tomando café. Ron olhou para a namorada, envergonhado e um pouco constrangido. Até certo ponto entendia, o ponto de vista dela, mas era realmente necessário oficializar a relação, diante de todos?

Afinal, todos praticamente já sabiam do namoro deles, por Merlin! No entanto nada era fácil com Hermione Granger e ele começará a achar que ela era um enigma complicado demais, um livro com páginas demais para um cara tão sem muita inteligência, como ele. Enquanto todos tomavam café, corujas adentraram na casa e ao abrir algumas que chegaram com o brasão de Hogwarts, tiveram a feliz descoberta que a escola estava totalmente reconstruída e a nova diretora, os convidava para retornar a Hogwarts e refazer o 7º ano letivo.

Ronald e Harry a princípio não queriam retornar, afinal conseguiram cargos, como Aurores no Ministério, contudo as três mulheres finalmente conseguiram convence-los a voltarem, afinal era o último ano em Hogwarts e pela primeira vez, eles poderiam aproveitar o colégio em total paz.

— Esse ano será mágico e inesquecível – Ginna comentou sorrindo para a amiga e para os garotos, que trocaram sorrisos confiantes e alegres.

— Vocês acham que todos vão voltar? – Ron perguntou, analisando as possibilidades de retorno dos colegas.  Hogwarts só seria Hogwarts, se todos que iniciaram juntos os estudos, estivessem lá para aproveitar o primeiro ano oficialmente tranquilo.

— Bom, eu espero que sim. Todos merecem ter um ano tranquilo, agora que o perigo finalmente teve um fim – Harry comentará – Temos que ir ao beco diagonal comprar nossos matérias – completou, olhando para cada um, prendendo o olhar em Ginna, que sustentou o olhar. 

E satisfeita com a decisão dos garotos, Molly Weasley ordenou que todos fossem se arrumar os adolescentes que agiram como adultos em uma guerra e no final saíram como vencedores, no entanto com algumas perdas duras e que ainda machucavam, seguiram para o andar de cima, felizes com o retorno ao lar.

— Ginny, sabe dizer onde tem uma cafeteria no beco diagonal? – a castanha perguntou enquanto se arrumava em frente ao espelho do quarto que compartilhava com a ruiva.

— No beco diagonal? Eu acho que não tem não, Mione – a ruiva comentará, observando a amiga se arrumar de uma forma tão bonita, ciente de que até maquiagem ela colocará – Está querendo deixar o Ron com ciúmes? – perguntou, já pronta.

— O que? – indagou, olhando a ruiva através do espelho do quarto – Ahh isso? – questionou, apontando para o lápis de olho e a ruiva apenas confirmou com a cabeça – Claro que não. Eu só senti vontade de me vestir melhor – comentou, mordendo o lábio inferior, um tanto envergonhada.

Como explicar a ruiva que a sua produção não era para deixar o irmão da mesma com ciúmes, mas sim para tentar atrair a atenção de um certo loiro? Quem estava querendo enganar? Não conseguira tirar o sonserino da cabeça, desde que despertará. Conseguiu se distrair e até ficará feliz com o retorno a Hogwarts, no entanto se perguntava se ele também regressara para o colégio. Merlin, queria que sim. E se o destino estivesse ao seu lado, o encontraria na cafeteria. 

Ao perguntar a Sra. Weasley sobre alguma cafeteria, a mesma lhe explicou que existia uma pequena, na divisão do mundo bruxo e o mundo trouxa. E ela quase abraçou a senhora, chorando agradecida. Merlin, estava ao seu lado, finalmente.

Quando chegaram ao beco diagonal, rapidamente e um pouco ansiosa, comprou todos seus matérias, sempre olhando o relógio e após comprar tudo, arquitetou uma desculpa qualquer para os outros e seguiu para a cafeteria do final do beco, sempre olhando ao redor, procurando por certos cabelos loiros inconfundíveis.

Sentiu o coração bater acelerado em seu peito, enquanto olhava para a cafetaria. Enxugou as próprias mãos nas calças, observando que elas estavam suadas. Horas bolas, poderia encontrar Draco a qualquer momento e não sabia o que fazer. Era o homem da sua vida, o dono do seu coração e o pai do seu pequeno Anthony. Ahh seu coração se apertou de saudade do filho.

Respirou fundo, segurando as lágrimas e adentrou no recinto. Rapidamente uma moça, se aproximou e rapidamente a reconheceu; afinal, ela e Rony lutaram ao lado de Harry Potter, por fim conseguindo salvar o mundo Bruxo. Depois de conseguir acalmar os ânimos da garçonete e os olhares curiosos dos outros, pediu uma mesa em frente à entrada e um café. Olhava para a porta a todo segundo, enquanto também olhava para o relógio. As horas pareciam congeladas.

“Cadê você!” – se perguntava mentalmente, prestando a atenção em outras coisas, apenas em uma tentativa boba de fazer as horas passarem rápido e ansiedade também. Aos poucos, uma certa preocupação começará a domina-la. Já eram quase duas horas da tarde e ele ainda não tinha chegado. E ansiedade, começará a se torna desespero e tristeza.

“Ele não virá mais” esse pensamento se repetia, enquanto observa a porta e as pessoas passarem pelas vitrine, onde se dava para ver o beco diagonal.

A garçonete sabia quem ela era, e também estava ciente de que a heroína da guerra, aguardava alguém. Afinal, ela não parava de olhar para a porta e aos poucos, a alegria se tornava desespero.

— Desculpe pergunta, mas a senhorita está esperando alguém? – perguntou, enquanto limpava a mesa, em frente a olhando por um longo momento.

— Sim, eu estou – disse com a voz falha – No entanto, creio que ele não virá – completou, sentido seu coração se apertar com força, contra seu próprio peito.

— Poderia me dizer quem é? – sugeriu – É que eu conheço todo mundo e talvez possa ajuda-la, lhe dizendo se a pessoa já esteve aqui – explicou, diante do olhar desconfiado da jovem Granger sobre si.

Hermione suspirou forte, ciente de que ela estava certa – Malfoy. Draco Malfoy – disse, olhando a garçonete com esperança. Se ela conhecia Draco por conta da cafetaria, não sabia dizer, mas estava ciente de que ela o conhecia, por conta do sobrenome do mesmo e pelo que saiu nos Jornais Bruxos, a algumas semanas.

O jornal informou sobre o julgamento dos Malfoys e também sobre a absolvição do herdeiro dos Malfoys, na aliança com Lord Voldmort. Ficará provado que ele foi forçado pelo Lord, diante da ameaça de morte a Narcisa Malfoy. E sem escolha, o sonserino aceitou se aliar para proteger a mãe. A jovem parou por um momento, provavelmente pensando e ao voltar o olhar para a castanha, Hermione soube que ele não esteve no café em nenhum momento, ainda.

— Sinto muito, ele não esteve aqui. Pelo menos hoje, não – lamentou – Creio aguardava ansiosamente por ele – comentou – Talvez ele ainda venha – disse sorrindo confiante – Vamos fazer o seguinte, você me dá seu endereço e se ele vier, lhe informo imediatamente – sugeriu sorrindo confiante.

Hermione a principiou desconfiou das verdadeiras intenções da jovem, no entanto os outros provavelmente já a aguardavam para voltarem para casa e ela infelizmente não estava em posição de desconfiar da ajuda que parecia lhe cair do céu.

— Posso contar com sua discrição? – perguntou, entregando a ela o pergaminho com o endereço – Creio que as pessoas vão estranhar; logo eu estar procurando por ele – completou, analisando a moça.

— Com toda certeza, senhorita Granger – afirmou – Se ele aparecer aqui, lhe informarei imediatamente – completou, sorrindo para a castanha.

— Obrigada – agradeceu e depois de pagar pelo café, um pouco triste seguiu para saída do estabelecimento, um pouco frustrada e temendo não encontra-lo, como aconteceu há alguns anos.

— Senhorita Granger? – a garçonete a chamou, quando ela estava abrindo a porta.

— Sim? – perguntou, esperando a garota prosseguir com suas palavras ao chama-la.

— Vocês formam um casal muito bonito – os elogiou de repente– Eu não faço ideia do que está acontecendo, mas não desista – completou se voltando para mesa, deixando uma Hermione com um sorriso confiante e feliz nos lábios.

— Não vou desistir – disse baixinho, seguindo para a loja dos Weasleys, olhando ao redor, procurando pelos olhos cinzas, que aprendeu a amar e cabelos loiros inconfundíveis, que eram macios e cheirosos.

Ao chegar à loja, todos já a esperavam e se desculpando pela demora, retornaram para casa, mas não antes de Ron lhe dar um selinho.

Suspirou forte, precisava conversar com o amigo e encerrar essa história de uma vez por todas, antes de encontrar Draco. Queria estar livre, quando o encontra-se e ainda estava chateada com o comportamento de Ron, no Ministério com ela, na fase adulta. Ele estava prestes a ofende-la e quem a defendeu foi o marido. Draco não parava de surpreende-la. Sorriu constrangida para o ruivo e depois de finalizar as compras, aparataram na Toca.

(...)

Theodoro sorriu feliz ao reconhecer o tão familiar Beco Diagonal e sorriu confiante para o loiro ao seu lado, que mantinha um olhar frio, contudo um pouco perdido e assustado. Sim, ele entendia perfeitamente o receio do amigo. Infelizmente o próprio Draco, tinha plena certeza que não merecia uma segunda chance e mesmo o moreno tentando, não conseguiu tirar tais pensamentos do amigo e só lhe restou conforta-lo e ouvi-lo nos momentos de crise e desânimo. O que infelizmente tem acontecido com frequência.

— Você poderia ter vindo sozinho, Nott – o loiro comentou azedo, olhando ao redor com desânimo.

— Não teria graça sem você – explicou, sorrindo maroto – Agora vamos comprar nossos uniformes. Algo me diz que esse ano Hogwarts será inesquecível – completou, arrastando o loiro pelo beco diagonal em direção a loja Mademe Malkin, onde comprariam suas vestes para o último ano.

Quando os sonserinos adentraram na loja, Malfoy temia ser tratado de forma ríspida pela senhora, todavia ela foi gentil e cordial o tempo inteiro e ele agradeceu mentalmente por isso. Ao final, resolveram caminhar pela beco e ao passarem pela frente de uma cafeteria recentemente aberta, o loiro parou bruscamente e olhou para o interior do recinto, varrendo os olhos por todas a mesas, como se procura-se alguém, porém nem ele sabia ao certo, a quem procurava.

— Marcou com alguma garota? – Theo perguntou, sorrindo maliciosamente para o amigo, no entanto Draco continuou a olhar para dentro da cafeteria o tempo inteiro, ainda buscando, esperando algo ou alguém...

— Não é claro que não – afirmou, se voltando para o moreno – Quem iria querer sair com o ex-comersal da morte? – perguntou azedo – Vamos comer alguma coisa? Estou com fome – comentou e juntos adentraram na cafeteria, e por ironia do destino, o loiro sentou-se à mesa, em frente onde Hermione se encontrava há algumas horas atrás.

— Boa tarde, cavalheiros – Lary, a mesma garçonete que atendeu Hermione, abriu um sorriso ao se deparar com Draco Malfoy, sentando a mesa, em frente onde, a própria Hermione estivera a algumas horas, enquanto lhe aguardava ansiosamente – Você veio – disse sorrindo ainda mais para o loiro, que a olhou sem entender.

— Perdão, mas nós nos conhecemos? – Draco perguntou, analisando a jovem a sua frente. Ela era bonita, mas a mesma, não lhe trazia nenhuma lembrança.

— Ohh, perdão – se desculpou – Não, nós não nos conhecemos, mas uma moça esteve aqui mais cedo e ela lhe aguardava ansiosamente, devo admitir – confessou, sorrindo timidamente.

Theo e Draco se entreolharam sem entender, afinal o loiro não marcará com ninguém e era a primeira vez que pisava naquele estabelecimento.

— Creio que esteja, me confundido com alguém, senhora – afirmou – Não marquei com ninguém e para lhe ser franco é a primeira vez que venho a esse lugar – completou, a olhando. 

— Você é Draco Malfoy não é? – perguntou, colocando os pedidos dos mesmos, em cima da mesa.

— Sim, eu sou – afirmou, sem tirar os olhos dela – Quem esteve a minha espera afinal? – perguntou e em silêncio, observou a jovem desviar o olhar por um longo momento.

— Uma moça – apenas passou a ele, tal informação – Se agora me dão licença, vou atender os outros clientes que chegaram – acrescentou aliviada por ter conseguindo uma desculpa para fugir do rapaz, quase estragará tudo.

Com a resposta do herdeiro dos Malfoys, concluiu que ele não fazia ideia de que Hermione Granger estava a sua procura e algo lhe dizia que tinha que manter tal informação oculta.

Draco não tirou os olhos da jovem, afinal queria saber, quem era a moça afinal que estava a sua espera, mas a garçonete sempre dava um jeito de se manter ocupada e quando tentou chama-la, ela apenas o ignorava ou mandava outra garçonete em seu lugar.

— Vamos, Draco? – Theo chamou pelo amigo, quando voltou do caixa, depois de pagar pela ótima refeição.

— Descobriu alguma coisa sobre a tal garota? – perguntou se levantando, observando que a garçonete simplesmente desaparecerá por completo do estabelecimento.

— Infelizmente nada, cara – comentou frustrado – A atendente disse que a única no horário do café da manhã, era a garçonete que nos atendeu e quando ela chegou, alguns minutos depois, só casais e idosos vieram ao café, nenhuma jovem da nossa idade – explicou – Vamos voltar para casa – sugeriu e dando um tapa solidário nas costas do loiro.

O Sonserino concordou com a cabeça e ambos se retiraram da cafetaria, com Draco olhando para trás, buscando pela garçonete, contudo ela simplesmente desaparecerá e frustrado, aparatou na Mansão Malfoy, passando em passos rápidos por seus pais, mas principalmente pela sala, que a alguns meses, presenciou sua tia, torturado uma nascida trouxa. Não qualquer nascida trouxa, viu a garota mais inteligente de Hogwarts, sendo torturada e marcada como uma sangue-ruim, para sempre. Ouviu os gritos dela, e as lágrimas silenciosas escorrem por seus olhos castanhos ou talvez avelãs.

 Ele nunca esteve tão perto dela, para poder distinguir qual era a tonalidade dos olhos dela, afinal. Nunca vira a tão destemida Hermione Granger tão frágil, como naquela noite. Ergueu o braço direto, olhando a marca negra, o símbolo da sua traição, se perguntando se ela, manterá a cicatriz, como ele tinha que manter sua pior escolha sobre sua pele branca.

A única diferença era simples, mas notável e fazia toda diferença; Hermione Granger tinha orgulho, de quem era e jamais esqueceria suas origens e por isso tinha certeza que ela manteria a cicatriz,  por com orgulho de ser uma nascida-trouxa. 

Já ele? Desejava de todo coração apagar seu passado, suas escolhas, mas não poderia, pós a marca negra, sempre estaria ali, o marcado, o deixando na escuridão. Se o ex-diretor tinha fé nele, ele próprio não tinha. Se a atual diretora Minerva queria lhe dar uma segunda chance, ele não queria e sentia que não merecia. Ele estava crente que era a escuridão, as trevas e ponto final. Ninguém poderia mudar isso. Mas lá no fundo, ele esperava que alguém, o provasse o contrário. Ele queria e precisava ser salvo, mesmo que não admitisse.

(...)

 Hermione fugiu de Ron a noite inteira, afinal não desejava mais os beijos do ruivo. Ansiava por outros lábios. Os lábios frios que lhe traziam paz e ao mesmo tempo um desespero, no entanto um desespero bom, agradável.

Estava desanimada, quando uma coruja adentrou no quarto, pousando na cabeceira da cama e ansiosa com o que estava escrito, correu para ler seu conteúdo. Sabia exatamente de quem era a coruja.

“Senhorita Granger, ele esteve aqui, infelizmente assim que a senhorita se retirou, ele adentrou com um amigo.

Ficou no máximo meia-hora e para lhe ser franca, ele não parava de olhar ao redor, parecia buscar alguém incansavelmente.

Marque com ele, da próxima vez, no mesmo horário, assim será mais fácil para ambos, conversarem.

Espero ter lhe ajudando, qualquer coisa, estou as ordens.

Lary.

Releu a carta mais uma vez, e sentiu um aperto no coração. Draco de alguma forma, a esperava também. Olhou o uniforme de Hogwarts e sorriu confiante. Teria um ano para conquistar o loiro e faria isso, custa-se, o que custasse. Lutaria por sua família. Mas no momento teria que resolver um assunto que não poderia ser mais adiado. Seu namoro com Ron.

Talvez estivesse sendo injusta, afinal voltou para o seu tempo sem saber exatamente o que causou a separação dos dois, mas não abriria mão do seu pequeno Anthony e de Draco, agora que conhecia a verdadeira personalidade do loiro. Viu em fotos espalhadas pela casa, no álbum de casamento e recordações, o quanto era feliz ao lado dele e queria viver cada momento, visto em fotos de novo, porém para ela seria como a primeira vez, finalmente. Seu coração clamava pelo do Sonserino. Era o sobrenome Malfoy que queria engatado ao seu, não mais o Weasley.

E decidida, chamou o ruivo para uma conversa franca.

Passaram algumas horas, trancados no quarto e ao final da conversa, ela e Ron estavam chorando, pós era o fim de algo, que tanto ela, ele e a família Weasley idealizaram por longos anos. E no fim, ela foi dormir com o coração livre e a consciência tranquila. Agora estava em paz para retornar a Hogwarts e encontrar o grande amor da sua vida. Draco Malfoy. O homem que lhe roubou o coração pela segunda vez. Sorriu ao relembrar as palavras dele.

“Do seu coração, eu sou dono – ao fechar os olhos, pode recordar com exatidão o momento e a voz rouca do loiro

Sorriu, deitada na cama, relembrando dele e do filho.

 – Sim, você é Malfoy – disse baixinho – E eu sou do seu, mesmo que você se recuse a aceitar – completou, e aos poucos caiu no sono, contando os dias para voltar para Hogwarts, concluir seus estudos e conquistar o homem da sua vida e o pai do seu filho. 


Notas Finais


Bom, galera é isso, eu espero que vocês tenham gostando do capítulo em si.
Sugestões, dicas, criticas, fiquem a vontade, galera. Bastante ansiosa com os comentários de vocês. Até a próxima!


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