História ( Short Fic) A Prometida do Urso - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Personagens Originais
Tags Exo, Hibridos, Sobrenatural, Suho
Visualizações 44
Palavras 7.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá meu povo! Finalmente mais um cap novo. ( Aviso cenas Hots de novo)

E queria agradecer a todas vocês pelas estrelinhas e mesmo até para aquelas gurias que só bisolham e não comentam,mas sei que estão por aqui. s2
Dedico este capítulo a Allu ( Lina s2) Que faz níver! Parabéns sua leonina fofa!

Ps: Momento panfletagem de três das minhas leitoras que escrevem muito bem e a partir de hoje vou sempre pegar Fics de todas as meninas que escrevem para fofocar nas notas finais. As de hoje são da Linana07,Angelica e Yasmin Kookie. Pensem em histórias criativas e engraçadas com um toque de sensibilidade mestre em cima de enredos com Chanyeol,Sehun e Namjoon. s2

Capítulo 3 - Novidades Desanimadoras?


Fanfic / Fanfiction ( Short Fic) A Prometida do Urso - Capítulo 3 - Novidades Desanimadoras?

 

(Pov’s) S-N vulgo (Índiazinha)

— Seus lábios estão inchados e machucados. Seja mais cuidadosa quando estiver sendo ‘’submetida’’ aos caprichos do senhor Jin ou viverá chamando a atenção para si mesma de modo desnecessário aos seus nervos com perguntas idiotas. — Áster cochichou quando nos encontramos no corredor e seu olhar para mim foi de solidariedade, pois se identificara comigo.

 E eu seguia não querendo estar no nível de tortura dela.

— Eu... Nem sei o...

— Não precisa entrar em detalhes, mas escute um conselho útil de alguém que é mais experiente. Sei que coisas acontecem quando bem eles estão... — pigarreou balançando a cabeça e hoje seus cachos estavam presos sobriamente num grande coque por uma Dwikkoji bem simples em formato de um lobo de metal ao invés de ter escolhido o tradicional Binyeo que todas as esposas ou noras de chanceleres mantinham em seus penteados em eventos importantes.

 E era fácil diferenciar o nível de importância do marido de cada uma delas devido ao tipo de joias ou prendedores que elas usavam como adornos. E as esposas dos líderes só usavam ouro ao contrário da nora rainha mãe que mantinha seus adereços apenas com diamantes.

 E as demais mulheres de famílias menores detinham os seus em prata ou bronze.

— Ah! O que quero dizer é que você deveria apenas morder seus pulsos para diminuir a tensão na hora dos ‘’abusos. ’’ É isso. — conseguiu dizer desconfortável. — E você está bem? — emendou uma pergunta.

 De todas as meninas, ela era a única que sabia me ler.

 ‘’ Se ela tivesse me dito isso antes, eu teria poupado os meus pobres lábios da fúria de meus dentes. E espere ai! O Hoseok deve ser selvagem nas coisas quando dá uns catos nela. Ok. Vou abafar o caso. ’’ — pensei desgostosa ao alisar o tecido de meu hanbok branco que hoje tinha uma faixa preta na cintura.

 Se não fosse muito escandaloso, eu já teria partido de volta a Seul ontem mesmo, mas não poderia fazer isso com a Suspiro.

 E nem a ira de Jin me incomodaria já que ele ainda estava me devendo pelo abuso.

— Eu estou bem. Apenas peguei o meu ‘’marido’’ num mal dia pela primeira vez em quatro anos de matrimônio comprado e forçado,mas ele não fez...

 Kim Sun Hee surgiu no corredor caminhando imponentemente a frente das minhas cunhadas Carol J, Vick, Allu e Angelica.

 Eu não era propriamente uma fã de minha sogra e sabia que ela era ainda menos de mim porque esperava que seu antepenúltimo filho tivesse feito um casamento por amor como os seus irmãos.

‘’ Deus é testemunha do quanto desejei que ela tivesse impedido aquela loucura ao alegar que era alguma louca conservadora que esperava o filho se casando com uma coreana híbrida e ponto final, mas não! Esta peste adora as noras latinas que possui e não me ajudou em nada quando o inferno do Jin me obrigou a ficar com ele. — refleti ressentida.

— Minha sogra. — jamais a chamava de ‘’mãe. ’’

— Rainha mãe Kim. — minha amiga imitou o meu gesto e lhe fez uma reverência.

 O falecido e a nora neta se davam bem dentro da medida do possível, mas ele nunca deixara a esposa de seu falecido neto dar as cartas sobre a educação dos filhos.

— Bom dia menina Jung. — sorriu para Áster, mas fechou a cara para mim. — Minha nora eu penso que para uma cerimônia de cremação atrás do templo você deveria usar as joias que seu marido lhe comprou e se portar melhor de acordo ao decoro de não ficar gritando de madrugada num ambiente repleto de visitantes. — me criticou com a voz sedosa, pois ela nunca perdia a pose refinada.

‘’ Sabia! Essa criatura escutou a minha briga solitária no corredor com o seu filhote de satã. Argh!’’

— Minha sogra eu não quis ofuscar a beleza das mulheres da família, pois estou adoentada e sem ânimo para parecer um modelo no funeral do nosso rei. Por isso preferi me resignar. — tentei ser o mais polida possível para disfarçar a minha ironia e minhas cunhadas me lançaram olhares alarmados, mas fiz um Cosplay de pintura egípcia e as ignorei.

 Sun Hee ficou vermelha e respirou fundo para se manter calma e provavelmente sepultar seu desejo de me dar uma voadora.

— Tudo bem. Eu aceitarei a sua ‘’resignação. ’’ E minha nora, eu a espero para uma conversa particular em meus aposentos após a cerimônia.

— Eu estou de acordo, minha sogra. — assenti fazendo uma reverência e ela e as outras passaram por nós e sumiram no final do corredor.

‘’ Até parece que irei me encontrar com essa megera!’’ — eu sabia que ela provavelmente iria querer especular minha vida com o filho dela e também para me exigir netos, pois suas outras parideiras já tinham me ultrapassado.

— Ainda bem que a senhora Jung apenas finge que não existo ou do contrário, eu seria você me controlando para não descer o sarrafo na cara dela em eventos. — Áster tossiu irônica.

— Obrigada por todo o seu apoio moral. — devolvi a ironia ao oferecer o braço a ela.

 E seguimos até o salão de visitas principal da propriedade no qual mulheres de muitas famílias estavam reunidas cochichando e se abanando com seus leques.

— Meninas! Como vocês estão? — nos viramos para ver quatro das esposas divertidas e de destaque entre os clãs.

 E elas eram as latinas Lice que era casada com o lindo e mal humorado leopardo Min Yoongi. Yasmin que vivia um conto de fadas de recém casada com o marido pantera Jeon Jung-Kook. E as cunhadas Gisele Maria e ParkOne que eram casadas com os irmãos leões Park ChanYeol e Jimin.

‘’ Lá vêm vindo as coleguinhas felizes porque são donas de lindos homens compreensivos que praticamente babam no chão que todas elas pisam.’’

 Sim! Eu não só invejava as minhas cunhadas, mas também estas outras meninas que tinham paz e amor.

— Eu estou bem. — Áster respondeu devolvendo a simpatia, mas no fundo sabia que ela também se intimidava perto delas.

— S-N, o que houve com os seus lábios? — ParkOne perguntou curiosa.

— Eu...

— Não diga que o Jin andou lhe mordendo? Esses meninos às vezes deixam as presas de fora e causam mini estragos. — Gisele Maria brincou.

— Ah! Não. Não. Eu me queimei com chá fervendo. O meu marido não é dado a espetáculos entre quatro paredes. A coisa é meio morna se querem saber. — menti e ainda me vinguei um pouco em caluniar o Jin.

 E isso fez com que Áster tivesse um acesso de tosse e o quarteto ficou me fitando com os seus olhos arregalados.

— E estou quase pensando em misturar o Ginseng dele com aquelas pílulas azulinhas para ver se a coisa anda, pois a nossa vida sexual anda mais murcha do que um balão perdido em fim de festa. Hum! Mas foi bom vê-las. — emendei acenando para ambas antes de sair puxando a minha amiga pelo braço em direção a saída.

— Ficou maluca? — ela estava chorando de rir.

‘’ Pelo menos consegui fazer a minha amiga triste se alegrar. ’’

— Esse povo tem de parar de ficar se metendo nas vidas sexuais uns dos outros. E aquilo também foi uma vingancinha em nome de meu amado ‘’Jin. ’’

— Se elas não forem discretas sobre o comentário... Você poderá acabar em problemas com os Kim’s. E...

 Nossas amigas surgiram no alpendre que dava as costas aos jardins.

— Sobre o que estão falando? — quiseram saber.

— Maridos broxas. — respondi as fazendo gargalhar.

— Indiazinha tu é muito da... — Suspiro começou a zombar, mas foi interrompida pelo gemido de Bisset ao ver ‘’ Zhang Yixing’’ passar e se embrenhar na direção do jardim enquanto falava ao celular com alguém.

 Ele era o contador da família Suh e fazia parte de uma das famílias humanas listadas no círculo de confiança dos clãs. E também era gostoso pacas e hiper disputado por todas as garotas solteiras, embora já estivesse de noivado marcado com a Tamar que era a irmã da chata da Rion Suh.

E por falar nela, eu sabia que a bexiguenta era louca e alucinada por Kim Jun Myeon a ponto de uma vez ter entrado no quarto dele praticamente pelada, mas passou foi vergonha porque ele não estava em casa e minha sogra que a flagrou esfregando um dos tacos de golfe dele na perseguida.

Não preciso nem dizer que Sun Hee deu o maior esculacho da história na piriguete híbrida e que minhas cunhadas a colocaram para correr com taco e tudo.

— Precisamos vê-lo de mais perto! — Bisset tagarelou assanhada.

— Não invente! — a adverti já imaginando que isso iria render. E Lazlo começou a saltitar pela referência com a ideia de Stalkear o homem.

— Não tem nada demais em só olhar. — Suspiro concordou com a sacanagem ao ajeitar o cravo vermelho na lapela de seu terninho branco feminino.

 Aquela doida voltara as suas usuais roupas ao estilo Tom Boy.

E sem remédio eu e Áster a seguimos por uma trilha que mais parecia um labirinto.

— O que mais tem no raio desse lugar são jardins. Eles deveriam abrir aqui um polo para a revista Casa e Jardim. Por que... — Lazlo começou a resmungar, mas acabou se calando quando a puxamos para trás de uma parede de arbustos. Porque o Hot Lay estava do outro lado do jardim ainda falando ao celular.

— Oh! Ele está ainda mais maravilhoso do que da última vez em que o vimos e essa calça social está fazendo maravilhas no traseiro dele. — elas babaram e eu fiquei tossindo para não rir.

— Hey! Amiga este homem tem dona. — Áster nos lembrou do noivado dele sem tirar os olhos do ser.

— A firma é rica. Dá para sermos sócias, embora nenhuma aqui tenha cacife para bancar um homão da po... desses. — Suspiro zombou apreciando a vista.

— Isso dá uma saudade daquele evento de niver dos clãs. — acabei cedendo à tentação de comentar.

— Ah! Não comece a lembrar desse monumento da redonda arquitetura se empinando para pegar um garfo que caiu naquele jantarzinho de aniversário cafona. — elas resmungaram chorosas antes de começarem a cantar o nosso hino ao Yixing.

 

Be, Bi,Indiazinha, Áster e Lazlo, eu só quero te excitar.

 Vou fazer Strep Tese e a mulherada delirar.

Meninas me excitem que eu faço Strep Tese. — jogaram a introdução aos risos. Como se ele estivesse cantando essa parte.

 

Yixing sarado eu só quero te excitar.

Vou fazer Strep Tese e a macharada delirar.

Yixing me excite que eu faço Strep Tese. — logo até eu estava cantando e o homem se afastara sumindo de vista.

 

— Yee! O perdemos, mas não podemos sair sem um Selfie. — Lazlo riu ao sacar seu celular do decote do Hanbok que usava e fizemos uma pose para a foto ainda atrás do grande arbusto.

— Vamos ver como ficou. — pedi e assim que nós quatro olhamos a imagem quase gritamos de susto, pois as figuras de Suho, Jin, Hoseok, Luhan e Jeoghan estavam logo atrás.

‘’ Puta que pariu!’’ — foi à única coisa que consegui formular quando nos viramos ao mesmo tempo para encará-los nos olhando com expressões que sugeriram que eles já estavam ali tempo o suficiente para terem escutado toda a nossa zona.

— Bom dia senhores meus irmãos e senhores Jung, Yoon e Xiao. — Suspiro disse na maior cara de pau e mantive a cabeça baixa para não ter de olhar nos olhos de Jin.

— Acho que já é o momento de retornar ao salão funerário depois dessa nossa distração idílica para fazer Selfies. Vamos meninas! — emendou assoviando alto e fizemos reverências antes de segui-la a passos apressados.

— Minha nossa! Aquilo foi... — Lazlo começou a balbuciar.

— Foi divertido, mas vamos fingir que nunca aconteceu. — Suspiro riu.

— Isso é mesmo o correto. — Áster resmungou.

— A cara do meu marido foi à melhor! Às vezes ele finge bem que está virando um homenzinho. — Bisset tossiu.

— Também voto em me esquecer disso. — o Jin merecia levar uma patada, mas não naquela situação porque ele estava rodeado pelo irmão e amigos.

‘’ Vamos acreditar que ele não irá querer tirar satisfações. ’’ — meditei com fervor.

— O que acham de substituírem essas vestimentas por roupas informais? — Suspiro sugeriu.

— O que está querendo inventar? — perguntei já crendo que isso nos meteria em mais confusões.

— Voltar a Seul. Já velei o meu bisavô postiço como ele queria e não quero assistir a cremação. Portanto voltem comigo e prometo pagar as cachaças no barzinho lá perto da delegacia. — nos seduziu.

— Mas... — Lazlo quis argumentar.

— Depois da cremação o novo rei será escolhido e não estou com vontade de participar. Por mais que ame todos os meus irmãos adotivos com exceção do Suho e do Jin que são uns pentelhos, eu ainda assim me sentiria triste pelo meu luto. — disse balançando a cabeça.

— Ok. Isso nos convenceu. — todos nós acabamos de acordo antes de disfarçarmos a nossa fuga.

 E em meia hora cada uma juntou suas mochilas. Ah. E a Lazlo pegou o gato dela antes de deixarmos a propriedade no carro de aluguel que Suspiro tinha mantido para poder se locomover pela ilha.

E ao batermos um papo com o piloto de uma frota de jatinhos nós todas tivemos um bom preço para uma fuga bem sucedida.

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Seul - Mansão da família Kim

(Pov’s) S-N (vulgo) Bisset

Acordei aos poucos com algo quente e fofinho dormindo e ronronando no meio dos meus seios descobertos, pois eu tinha o costume de apenas dormir de calcinha sem me importar se estivesse frio demais porque era calorenta.

‘’ Humm. O que é tão macio?’’ — pensei ainda grogue de sono, mas ao abrir os olhos dei de cara com uma raposa de pelo castanho que eu sabia muito bem quem era.

— Eu não acredito nisso! Yoon Jeonghan! O que faz nesta cama me perseguindo? — gritei tão alto ao me sentar no leito que ele levou um baita susto e saltou caindo de cara no chão.

‘’ Bem feito!’’ — eu estava tão irritada com aquele descaramento que queria chutar a cara dele.

 Aquele inconveniente nunca chegara perto de mim nem mesmo em sua outra forma e agora tinha resolvido me seguir até Seul justamente para fazer isso num dia de ressaca do meu cérebro.

— Você só deve estar pedindo para morrer! Vou quebrar a sua cara se não sair deste quarto ago...

 O infeliz saltou de volta a cama, mas de graciosinho só tinha a aparência inicial porque seus olhos estavam injetados de modo assassino a minha pessoa e seus dentes estavam para fora com presas afiadas num rosnado ameaçador.

— Ah! Corta essa! Seu mesquinho! Depois de quatro anos desse casamento horroroso agora resolveu dar uma de Ike Turner para vir me morder? Pois saiba que eu não sou uma Ana Mae e muito menos gosto de bolo. Se voar em mim eu irei arrancar a sua cabeça! — reforcei a ameaça e o animal que antes tinha um porte pequeno cresceu de tamanho chegando à estatura de um lobo que ainda jogou a língua avermelhada para fora numa provocação.

— Eu estou lhe avisando. Não seja um idio... — ele avançou sobre mim e o ataquei com uma mega travesseirada no focinho.

 E isto pareceu diverti-lo ainda mais, pois agora estava saltitando pelo edredom branco enquanto eu tentava sair do móvel hiper irritada com sua insistência em me afrontar.

 E logo ele que sempre fora uma mosca morta.

— Saia já daqui! Ou eu irei usar o jarro do banheiro para quebrar na sua cabeça! — esganicei pulando para o chão e tentei correr na direção do outro cômodo, mas suas patas dianteiras bateram contra as minhas costas e caí sobre o tapete num baque.

‘’ Esse garoto quer sair daqui literalmente num saco preto. ’’ — pensei ao me virar de barriga para cima na intenção de me levantar, porém a raposa subiu em mim me mantendo presa.

 Nossos olhares agora estavam fixos um no outro e segui com a minha altivez em nunca demonstrar medo dele.

— Eu não acho que a minha partida da ilha seja um motivo grande para estar irritado comigo ou que seus pais tenham notado que eu saí. Portanto pare com esse piti sem nexo! E... — minha voz sumiu quando sua cabeça se inclinou até que sua respiração pesada varresse a minha face numa indicação de que faria algo perverso devido ao rosnado que estava emitindo, mas para a minha falta de sorte o pestilento apenas jogou a língua avermelhada para fora e passou a me lamber todinha.

— Ahhh! Não! Não! Isso é nojento! Pare! — esperneei tentando virar o rosto e até cheguei a empurrá-lo, mas o seu peso nem ao menos saiu do lugar.

— Humpf! — gemeu como se estivesse zombando de meu desespero e depois de me deixar totalmente babada o quanto quis, ele simplesmente respirou fundo e num piscar de olhos voltou a ser o Yoon Jeonghan imbecil de sempre.

 Só que agora estava completamente pelado por cima de mim numa posição constrangedora, pois meus seios desnudos estavam roçando no peito dele e a sua ereção quente e indisfarçável tocava o meu ventre.

— Puta que pariu! Yoon! Não me diga que resolveu entrar no seu cio primário logo agora? Sempre lhe disse parar virar um ‘’homenzinho’’. Só que é em outro sentido, pois não estou a fim de ser estuprada. — eu nunca tive filtros quando se tratava de dizer o que pensava dele.

 E não iria começar a não tê-lo justo numa situação daquelas.

— Se não tivesse me enfurecido, eu juro que não a teria seguido de volta a cidade ou teria entrado nesse quarto de hóspedes para infernizá-la, mas você mereceu depois de me fazer de idiota por duas vezes em público. — esganiçou com a voz rouca ao mirar os olhos cor de mel com faíscas douradas nos meus.

 E seus lábios delineados e rosados estavam próximos o suficiente para que um beijo acontecesse se um de nós se movesse demais.

‘’ Ok. S-N, amiga o seu marido está nu em cima de você e aparentemente está sexy como o inferno. Oi? Desde quando essa criatura doida é assim? Argh! Ele não é não!’’ — pensei mordendo o lábio numa confusão mental.

— Como disse? — perguntei voltando a prestar a atenção na conversa que fora perdida.

 E ele balançou a cabeça levemente em desgosto. O que fizera com que uma mecha sedosa de seu cabelo castanho avermelhado lhe caísse sobre o olho direito.

— Eu estava dizendo que...

 Lá fui eu esticar a mão livre para ajeitar a mecha macia atrás de sua orelha e isso pareceu deixá-lo confuso já que nunca o tocava.

— Quer, por favor, parar de me distrair? — resmungou roçando aquela ‘’coisa’’ em mim num gesto de reprimenda. E me obriguei a ficar quietinha ao abandonar meus braços sobre o tapete.

— Eu tive de deixá-lo porque a Benoit precisava de mim. Não é como se eu me comportasse mal e sabe disso. Perdão. — tagarelei querendo que ele me soltasse logo.

 E recebi um arquear de sobrancelha.

— O que foi?

— Não seja cínica! Meus amigos viram por duas vezes você agindo como uma...

— Se completar a frase você será uma raposa aleijada. Porque eu irei cortar o seu pi...

— Me faça rir! Estou falando sério. S-N, por favor, aja de acordo ou serei obrigado a ser rude e não irá gostar de...

 Seu cheiro de colônia cara estava sendo ofuscado por um aroma de caramelos misturado a laranjas italianas.

‘’ Olha a hora em que esse peste escolheu para entrar em seu primeiro cio!’’ — mesmo não sendo híbrida, eu estava sentindo o efeito daquilo em meu sistema e isso não era bom.

— Vai fazer Cosplay de cachorro e me lamber novamente? Porque isso sim seria um castigo e tanto. Eca! Será que pode me soltar? A sua coisinha está soando incoveniente demais para...

 O primeiro cio de um híbrido ou híbrida só acontecia depois dos dezoito anos e para alguns deles às vezes podia vir entre idades de vinte dois a vinte e sete anos.

 Ninguém sabia explicar o motivo disso acontecer tardiamente ou o fato de que muitos deles ficavam doentes quando isto se realizava.

 Sim. Este povo ficava febril, com falta de ar e suando muito pela carga hormonal subindo as oitavas e isso era doloroso para eles.

— Não sei do que está falando. — desconversou me saindo um fabricante surreal de óleo Peroba.

— Ah! Eu sou o Bozzo! Jeonghan, você está...

 O homem finalmente resolveu se remexer e saiu de cima de mim como se estivesse envergonhado. E no processo estendeu a mão direita para me ajudar, embora eu estivesse mais distraída em avaliar bem o tamanho da ferramenta a minha frente. E ela era mesmo bem avantajada e por que não dizer? Bonitinha e em formato de um cogumelo avermelhadinho e bem vivinho da Silva.

‘’ Não estou sendo uma tarada apenas por olhar. ’’ — convenci a mim mesma de que era apenas uma curiosidade feminina a ser sanada já que nunca tinha visto um de tão perto.

E não era só o Yoon Number One que era vistoso porque o homem tinha o corpo magro, mas com músculos definidos na medida certa.

— Eu a machuquei? — perguntou alheio a minha inspeção minuciosa e pisquei ao ser endireitada por ele que se afastou a poucos passos parecendo estar cada vez mais nervoso por estar desnudo se mostrando demais.

— Eu estou bem ao contrário de você e esta sua bandeira coreana balançando ao vento. — tossi.

 Sim! Eu tinha de fazer uma piadinha e sustentar o assunto. E quando ele se virou de costas para mim lá estava eu secando o seu traseiro.

— Ah! Pelo amor de Deus! Pare com isso. Porque na hora de subir em mim você estava sem um pingo de vergonha na cara. — esbravejei e ele se virou rubro.

 O que durou poucos segundos, pois seus olhos passaram a inspecionar meus seios empinados pelo ar puro do cômodo e a minha calcinha branca de babados.

E foi obvio que as visões fizeram a torre Eiffel parecer aumentar de tamanho ainda mais.

‘’ Alguém está com Push Pop Jumbo cheio de refil para dar e vender. ’’ — eu queria rir, mas me segurei com o pensamento sobre o pirulito da minha época de infância.

— Nunca viu um par de peitos na vida? — perguntei me fazendo de brava, mas estava me divertindo demais com os micos dele para me ligar em pudor.

 Eu não era magra demais como as coreanas padrões e estava mais para uma baixinha de um sessenta com curvas proporcionais e seios médios que provavelmente passaria despercebida andando nas ruas brasileiras porque era comum para ser comparada a uma mulher fruta.

 ‘’ Acho que agora é o momento de me sentir gostosa sem ser. ’’ — refleti levando as mãos a cintura e fiz a questão de balançar meu longo cabelo castanho enquanto o meu marido babava.

— Você sabe que não. Que culpa eu tenho de você ser tão... Digo. Dormir sempre descoberta assim com eles a mostra e com essas calcinhas de babados ao estilo Lolita? — brigou ainda sem tirar os olhos do meu corpo.

— Hey! Seu tarado como sabe que só durmo assim e... Argh! Você me espiona? — estava cada vez mais me divertindo com isso.

— Como não faria isso se você divide o quarto comigo? E...E... — começou a gaguejar ao se referir ao recinto que dividíamos, embora eu dormisse no sofá e só deixasse para me despir quando tivesse a certeza de que Yoon já estava adormecido.

 E pela manhã como era sempre a primeira a acordar me vestia depressa e nunca era flagrada sem roupas.

— Argh! É bom saber disso, pois dormirei em outro quarto a partir de hoje. — falei empinando os seios eriçados para cima numa provocação.

— Não! Não vai! — rosnou contrariado. — Já não basta você ter batido o pé sobre aquele maldito sofá e agora vai querer que meus pais fiquem encolerizados sobre as...

 Eu escolhera o sofá sobre os protestos dele, pois na época estivera tão puta da vida que não quis nem mesmo me deitar numa cama em que ele tivesse encostado.

 E eu acabara gostando de dormir nele porque a peça era confortável e me proporcionava uma visão do cômodo inteiro com uma possível rota de fuga no caso do maluco acabar surtando. O que nunca acontcera.

— As aparências e bla e bla. Ok. Já entendi, mas não quero você olhando para os meus peitos ou irei arrancar os seus olhos. — o ameacei séria o suficiente.

— Eu já entendi essa parte. — mas ainda estava me secando.

— É sério? Pois não é o que...

— Tudo bem. Eu vou tomar um banho e me vestir. — parou com o atentado ao pudor duplo e me deixou falando sozinha.

‘’ Isso é mesmo estranho. ’’ — pensei que aquela era a primeira vez em que nós dois tínhamos tido uma conversa briguenta tão longa.

 Porque no normal, eu só jogava alguma piadinha e ele me ignorava ou vive versa.

— Eu não estou normal hoje. — sussurrei resolvendo segui-lo,pois não iria esperá-lo sair do banho para apanhar minhas roupas que estavam penduradas atrás da porta.

 E foi por causa delas que invadi o espaço destrancado sem pedir licença e estaquei ao vê-lo parado sob o jato de água com as mãozinhas na parede e um semblante de dor na face.

‘’ Por que ele não resolve o problema?’’ — fiz uma pergunta silenciosa ainda parada ali o observando pelo vidro do Box transparente e me senti mal quando Yoon encostou a testa contra o azulejo branco num estado de desamparo.

— Ok. Dane-se. — sussurrei ao me esquecer das roupas e caminhar até aquela área sorrateiramente. E adentrei o espaço sentindo os respingos quentes de água saltitarem em mim.

— O que está fazendo? — perguntou ameno ainda de olhos fechados e com a testa apoiada naquela posição.

 Desde o começo, ele sabia que eu estava ali o cercando como uma maniaca. E estar atento a tudo era parte dos instintos dos híbridos.

— Nada demais. Apenas evitando que fique doente. — respondi ao me aproximar mais e estiquei a mão direita a levando ao membro nada relaxado e super intumescido para ouvi-lo choramingar com uma massagem lenta.

— Oh! Não! Por favor... Isso irá abaixar sozinho. — implorou agoniado e parei de tocá-lo para ter o impulso de virá-lo de uma vez e empurrá-lo de costas contra a parede fria.

— Pare de frescuras e seja homem! Odeio quando se porta como uma mulherzinha da era medieval. — quase gritei soltando o meu lado cangaceira antes de me inclinar um pouco para voltar a assaltá-lo com meus toques.

 E segui sendo delicada apenas para sentir a lesura do tato quente e macio dele sob minha palma e dedos à medida que o movimentava cuidadosamente enquanto lhe tocava o ventre musculoso circulamente.

‘’ Está mesmo ficando muito calor. ’’ — pensei completamente molhada pela água e absurdamente excitada por estar fazendo algo proibido com um homem que odiava.

— S-N! Por favor, mais forte! — implorou já tomado pelos delírios do prazer o dominando e o provoquei ao usar o indicador para roçar em sua glande e em seu frênulo antes de começar a manuseá-lo com avidez sob o som de seus gemidos roucos.

— Relaxe e venha! Eu estou cuidando de você, mas isso não sairá de graça... — o incentivei ofegante e por mais que o meu pulso estivesse dolorido não queria parar sem chegar a minha meta.

— O que... O que... O que... O que... O quer? — balbuciou esganiçando mais gemidos e suas presas pontiagudas ficaram a mostra num claro aviso de que já estava a borda.

— Ver o seu leitinho! — soltei a pornográfica nata que havia em mim e seus olhos me encararam com uma expressão fofa e suas bochechas coraram instantaneamente.

— S-N, você as...As vezes é tão...Tão...Tão suja! Oh! — choramingou fechando os olhos com força.

‘’ Eita! Nem eu estou me reconhecendo. ’’ — refleti ao aproveitar a distração dele para puxar sua mão direita para que tocasse em meio seio.

— Mulher! — exclamou fazendo uma carinha incrivelmente sexy ao apertar a mama com cuidado, mas não abriu os olhos e foi a minha vez de gemer quando seus dedos beliscaram o meu mamilo.

E impulsionada por essa carícia aumentei novamente o movimento de vai e vem nele até que com um gemido engasgado, ele veio a um orgasmo explosivo.

 E digo isso pela profundidade de sua semente jorrando espessamente para cima e também manchando minha mão.

‘’ S-N, você tem o que na cabeça? Não! Você vai reverter isso antes que vire uma miolo mole. ’’ — pensei apavorada ao voltar ao meu estado normal e lavei as mãos no jato d’água antes de perceber que Jeonghan me encarava em expectativa.

— Senhora Yoon, eu já a conheço o suficiente para saber quando deseja algo. Portanto apenas o peça. — me surpreendeu com a frase, pois ele nunca pedira para realizar qualquer capricho meu.

— Eu só quero apenas uma coisa de você e ela é o divórcio. — respondi sem pestanejar e sua expressão antes relaxada e angelical se tornou dura e amarga.

‘’ Você pode me negá-lo mil vezes, mas eu conseguirei o que almejo. ’’

— Nunca irá se livrar de mim... Digo. Do nosso compromisso. Não agora que o novo rei foi escolhido e que todos os herdeiros dos clãs abdicaram de suas cadeiras em favor dos filhos. — disse confiante.

— Como disse? — quase gritei.

— Eu sou o novo líder no lugar do meu pai que se aposentou e todos os meus amigos subiram em suas famílias. — respondeu soando arrogante e o meu mundo caiu ali mesmo.

— Você não pode estar falando sério! E quem raios é o novo rei?

— Logo você irá descobrir quem ele é, mas voltando ao nosso futuro... Sabe que agora teremos de ter um herdeiro que carregue o meu legado insólito. — disse uma asneira descabida que me fez rir.

— Escute bem... Não significa que porque eu lhe ajudei com o seu desconforto que irei me submeter a você. E pode esquecer sobre os bebês, pois jamais lhe darei um filho! Agora saia da minha frente e evite tocar nesse assunto repug...

— Eu irei me retirar para não exaltá-la porque me sinto em divida depois do que fez, mas isso não significa que encerraremos este assunto por aqui. — se atreveu a sorrir antes de entrar rapidamente na água para terminar de se lavar e em seguida passou por mim com a altivez maldita herdada de sua família nariz em pé.

‘’ Se arrependimento mata-se eu jamais teria posto a minha mão nesse projeto de raposa safada! Argh! Não irei acatar ordem alguma e logo serei livre disso. ’’ — pensei com firmeza na promessa que havia feito a mim mesma no dia em que os Yoons tinham me adquirido como uma escrava para servir desde a adolescência a um mimado Jeonghan.

— Eu sou esperta demais para ser destruída por eles. — sussurrei ao me sentar no piso e fechei meus olhos para me acalmar e nunca desistir daquele objetivo.

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(Pov’s) S-N (vulgo) Suspiro.

Eu e as garotas tínhamos ficado até de madrugada bebendo e rindo de nosso perdido nas famílias enquanto algumas faziam planos para o futuro.

E quando Lazlo e Áster foram embora mais cedo por causa de seus compromissos extras só sobramos eu, Indiazinha e Bisset caindo de bêbadas. Tanto que acabamos dormindo no casarão Kim no qual eu não iria mais morar, pois sem o bisvovô nele eu finalmente poderia alugar meu próprio mini espaço e viver sem ter de olhar na cara do Kim Jun Myeon.

— Indiazinha! Acorde. — a cutuquei com o pé, pois ela dormira no tapete de meu quarto agarrada a uma garrafa de Chardonay de vinte e cinco anos do falecido.

— Meu cérebro ainda doi, mas me passe outra garrafa. — gemeu parecendo estar mais adormecida do que acordada.

— Vou descer e fazer o café da manhã! — avisei alto o suficiente para que me ouvisse antes de ir até o banheiro fazer a minha higiene matinal e em seguida deixei o cômodo apenas trajando o meu camisetão de dormir listrado e uma calcinha shortinho por baixo.

 O rádio retrô do senhor Kim estava cuspindo um dos boleros favoritos dele na voz de Halie Loren com a canção ‘’ Perhaps, Perhaps, Perhaps. ’’ Enquanto eu colocava a água do chá para ferver.

— Ah! Bisvovô será que o senhor e minha avó tiveram muitas DR’s antes que ela desistisse de vez de largar o meu avô inescrupuloso? — sussurrei uma pergunta enquanto bebericava uma taça de vinho, pois só com bebida se curava uma ressaca pesada.

— O senhor adorava assoviar essa canção para mim. — emendei fechando os olhos e passei a me balançar com a melodia até que braços se enroscaram em minha cintura e um corpo forte ficou roçando contra o meu numa dança lenta.

— O... — balbuciei ao virar o pescoço para ver Suho me encarando com um ar cínico.

— Talvez, talvez e talvez você deva repensar muito sobre algumas coisinhas porque agora sou o rei da família Kim e de todos os clãs para variar. — me interrompeu com um prazer maldoso na voz e a novidade não me surpreendeu, mas me desagradou e muito.

— Aff! O mundo não será mais o mesmo a partir de hoje. Cri. Cri. Cri. É,ele não mudou em nada para mim e... — fiz uma pausa ao sentir algo duro roçando em meu traseiro e torci para ser um canetão de lousa, pois se fosse o contrário eu teria problemas para me preocupar quando quebrasse o nariz empinado dele e tivesse de ouvir uma ladainha da omma.

— E eu já comecei a ver um apartamento para viver. Por isso chorarei na pia todos os dias por não poder acompanhar a nova etapa desta sua trajetória de reizinho no circo selvagem dos unios, mas antes que eu me esqueça receba os meus mais sinceros votos de...

 Seu rosnado de urso bravo me causou arrepios na nuca e não pude me mover para tentar me soltar, pois seus braços estavam fazendo mais pressão ao redor de minha cintura.

— Quer saber qual foi a minha primeira solicitação como regente dos clãs? — sua voz estava áspera.

— Nesse momento eu estou mais interessada em ser solta para...

— Eu reafirmei o pedido de meu bisavô em tomar você como minha futura esposa e rainha dos clãs e todos os novos chanceleres não se opuseram a decisão já que agora que o senhor Kim partiu sua infame me pertence e será minha para fazer o que quiser. — soltou a perola do dia que teria me feito rir se eu não tivesse a plena certeza de que era real, pois na semana antes de sua morte o bisvovô deixara escapar que o meu futuro brilhante seria planejado por ele mesmo com minhas reservas ou xingamentos em relação a isso.

— Puta merda! O bisvovô me trollou! — esganicei tão irritada que deixara até a taça se espatifar no chão.

— S-N! Cuidado! — Suho me advertiu ao me puxar para longe.

 E num rápido movimento fui virada e erguida para acabar sentada sobre o longo balcão da cozinha.

— Acabou de botar para ferrar com a minha vida e quer falar de cuidado? Meu filho! Eu jamais irei concordar com essa ideia. Sei que o nosso bisavô tinha grandes expectativas um tanto altas, mas não posso aceitar ser sua esposa e... — por alguns momentos me senti como se estivesse falando com um adolescente de treze anos porque Kim Jun Myeon estava olhando para o meu decote.

‘’ Ah! Esse filho de uma rapariga! Ok. Perdão omma!’’ — pensei respirando fundo e num estado de indignação grave,pois nunca imaginei que o Suho fosse se portar como um tarado justamente comigo a quem ele vivia implicando.

— Hey! Aqui! A minha cara não fica abaixo de meu pescoço! E escute bem! Eu não vou me casar com...

— Vamos esclarecer uma coisinha simples. Eu a odeio e isso jamais irá mudar, mas como dei a minha palavra você será minha. Sim! E a propósito comece o seu dia com algo doce enquanto eu comprovo se essa união será mesmo benéfica pelo menos em alguma coisa. — me cortou sorrindo malicioso.

— Ora seu cretino! Ouviu o que eu disse sobre...

 Meu queixo foi puxado e de olhos arregalados fui obrigada a ver os dele fechados quando a minha boca foi profanada com um beijo marcador de propriedade ao estilo Kim urso filho da mãe.

 Sim! Ele estava me atacando e automaticamente usei minhas mãos livres para tentar empurrá-lo, no entanto, meus antebraços foram apertados e seu corpo se moldou ao meu enquanto a sua língua forçou uma passagem contra a minha sem qualquer sutileza.

‘’ Que palhaçada é essa?’’ — me senti num pesadelo e estava no limite da raiva. Tanto que para me vingar fiz a questão de morder a língua dele com força até sentir o gosto doce de seu sangue, porém o homem ignorou a dor e seguiu com o abuso que aos poucos foi se tornando uma espécie de zanza para mim.

  Porque algo me desvirtuou e acabei cedendo ao calor do momento ao apertar as pernas ao redor de sua cintura . E acho que isso deve tê-lo enlouquecido porque meus antebraços foram soltos. O que deixara minhas mãos livres para lhe arrebentar o botões da camisa branca de seu pijama engomadinho.

— Humm. — gemeu quando puxei seus cabelos com a mão direita e alisei com gosto o seu abdômen durinho e definido quase chegando ao laço de sua calça de algodão.

— S-N! — meu nome soou abafado quando ele interrompeu o beijo para afastar meu cabelo para o lado e me brindou com um chupão que me fez morder os lábios. — Olhe para mim. — emendou uma ordem ao puxar o meu queixo novamente, mas não o obedeci e mesmo assim fui beijada novamente com uma fúria implacável enquanto sua mão livre subia por minha coxa em direção a minha calcinha.

 E a coisa só não evoluiu para algo desastroso, pois ouvimos os sons das vozes de Yoon e Bisset discutindo algo e Suho me soltou de imediato, mas não se afastou.

— Kim Jun Myeon? — o chamei conseguindo controlar a minha respiração depois de todo aquele calor vivido nos braços dele.

— Sim?

— Seu verme aproveitador! A minha resposta ainda é a mesma e tome o seu troco. — rosnei lhe desferindo um senhor tapa de mão aberta antes que o outro casal surgisse no cômodo.

— Bom dia. — minha amiga tagarelou fingindo não perceber a tensão no ar ou a marca de meus dedos no rosto do juiz louco.

— Yoon, eu e você precisamos conversar sobre aquela reunião. — o próprio agiu como se nada tivesse acontecido ao pedir licença e sair em companhia de Jeonghan.

— Amiga eu não tenho notícias boas sobre...

— Eu sei. Aposto que Suho é o novo rei! Ah! E o meu marido resolveu fingir que é um homenzinho e quer um herdeiro. — completou com ar de desgosto.

‘’ O dia não poderia ficar pior!’’ — meu estômago estava doendo e eu estava com ódio de mim mesma por ter correspondido às investidas de alguém que só queria me usar e ter motivos para se vangloriar.

— O que eu perdi? — Indiazinha tagarelou ao seu juntar a nós, mas mal pudemos respondê-la porque Jin adentrara o cômodo trazendo uma sacola de Shopping e sua expressão estava inocente ao invés de carrancuda pelo comportamento da esposa em largá-lo na ilha sem qualquer satisfação.

— Bom dia a todas. E minha querida isto é para você. — disse ao colocar o objeto na mesa e lhe lançou um olhar de desafio ao se afastar assoviando.

— Não vai abrir isso? — Bisset perguntou curiosa.

— Algo que me diz que o conteúdo disto irá me aborrecer. — se negou e a outra se apoderou do presente sem rodeios para tratar de abri-lo.

 E as únicas coisas que vimos foram uma bolsa de couro rosa bebê da ‘’Jane Birkin’’ e um envelope Pink riscado com o nome da índia na caligrafia perfeita de Seokjin.

  Pelo que sabia de todos os homens Kim’s com quem fui criada é que eles costumavam dar presentes exorbitantemente caros as esposas quando queriam mostrar gratidão por algo ou quando desejavam fazê-las se sentir culpadas por alguma falha.

— Ai meu Deus! O acordo acabou. — Indiazinha disse com a voz trêmula depois de ler o conteúdo do envelope e entendi que minha amiga estava na segunda opção de inferno pessoal em relação ao marido.

— Acho que precisamos de mais bebidas. — gemi mandando um ‘’dane-se’’ a minha gastrite que já queria se manifestar.

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Rei - Kim Jun Myeon

Eu estava pensando em todos os sermões do meu falecido bisavô e em todas as leis mais extensas para controlar a minha libido recém ateada como um pavio na pólvora depois do amasso trocado com a Benoit no balcão da cozinha.

 Aquela mulher sempre me deixara com um gosto amargo na boca e a sensação de um soco na boca do estômago enquanto queria a todo o momento me transformar e rasgar a garganta dela por ser tão insolente e mesquinha em monopolizar a atenção do patriarca da família apenas para si quando deveria ter sido desprezada por ser quem era, mas não!

 Ela sempre fora a predileta dele por ser parecer com a francesa por quem ele fora apaixonado a vida inteira.

‘’ Nunca irei amá-la e só estou tomando-a para mim por uma obrigação familiar a cumprir, porém isso não significa que a deixarei se livrar dos termos de estar atada a mim. ’’ — pensei com um prazer maldoso enquanto observava Yoon e meu irmão tagarelando sobre seus planos a mesa da biblioteca.

— Deixando o assunto ‘’herdeiros’’ de lado... Nós temos de conversar sobre as investigações. Temos um rato entre nós e gostaria muito que ele fosse revelado para que pudêssemos esquartejá-lo em grupo. — me referi ao cúmplice dos assassinos de meu bisavô e senti minhas presas coçando para atacá-los.

— Já pensaram que ele pode ser o Yixing? — Jin jogou mais lenha na fogueira para a rixa que nós, Jung e Xiao tínhamos contra aquele imbecil lesado.

E isso não tinha nada a ver com o fato de que minha ‘’noiva’’ e suas amigas praticamente o comiam com os olhos e lhe cantavam musiquinhas pornográficas.

— Aquela cara de tonto dele tem coisas a esconder. Eu poderia fazer uma leitura para descobrir se ele mente. — Jeonghan se ofereceu querendo que as suspeitas fossem reais.

— Está livre para sondá-lo, mas manteremos outras opções em aberto porque sinto que nossos inimigos irão usar a minha festa de casamento para causar um novo ataque. — concedi o pedido em estado de alerta para o que poderia acontecer e pude respirar com alívio pela distração vinda em boa hora para aplacar a minha vontade de retornar a cozinha para arrastar aquela sonsa pelos cabelos e rasgar suas roupas antes de possuí-la até me cansar.

‘’ Eu sou um bisneto do homem mais inteligente dos clãs e não será um desejo animal que irá me fazer perder a compostura. Não se tratando daquela senhorita bocuda. ’’ — reforcei o pensamento sentindo a minha língua formigar e toquei o lado de minha face que ela golpeara para me lembrar de com quem estava lidando e imaginar mil formas de conseguir domá-la.

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Notas da autora: Bolsas Jane Birkin's estão concorrendo com as Grace Kelly's como as mais caras do mundo. Para comprá-las é preciso entrar numa lista de espera. Uma famosa que coleciona estas bolsas da J.B é a Kim Kardashian.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais




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