História -The Selection- - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias A Seleção, Pokémon
Personagens Ash Ketchum, Dawn Hikari, Delia Ketchum, Drew, Eevee, Gary Carvalho, Iris, James, Jessie, May, Misty, Pikachu, Professor Carvalho, Serena
Tags Advanceshipping, Amourshipping, Ash, Dawn, Iris, May, Misty, Negaishipping, Pearlshipping, Pokeshipping, Serena, The Selection
Exibições 25
Palavras 4.546
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gentyyy, aki estou com +1 capitulo!!!

➡Nesse capítulo, tem coisas que vieram da minha criatividade! Ou seja, não tem no livro!

Espero q gostem!
~Boa leitura~
Bjs,
Até as notas do autor!

Capítulo 3 - ➡3⬅


Por favor , leiam as notas do autor!

A▬campainha tocou, acordando eu e minhas irmãs.

Olhei para o relógio que tinha em meu quarto e vi que já eram nove e meia da manhã.

Me levantei rapidamente, tirei meu pijama, vesti uma regata rosa bebê e um shorts jeans. Calcei meu chinelo e penteei meu cabelo e o deixei solto.

Escovei rapidamente os dentes e, quando tinha acabado, a campainha soou novamente.

-Misty, vá ver quem é! -Gritou Lily do seu quarto.

Abri a porta e apenas vi a imagem de várias pessoas bem arrumadas e com maletas enormes nas mãos.

-Você deve ser Misty, não é mesmo? -Perguntou um cara que estava na minha frente.

-Si-sim... 

-Ótimo! Bom... Poderíamos entter e te explicar o por quê de estarmos aqui? -O mesmo homem me perguntou.

-Ah! Desculpa! Podem entrar...

Todos ficaram na sala de estar. Alguns em pé, poucos no sofá e outros nas poucas cadeiras da mesa de jantar. Eles deixaram suas maletas no cantinho da sala de estar.

-Bom... Você deve estar se perguntando por quê tem várias pessoas com várias maletas em sua casa, em plenas... -O cara olhou seu relógio de pulso. -Em plenas dez horas da manhã, não é mesmo?

Eu apenas concordei com a cabeça e ele continuou a falar:

-Eu sou Félix, e estou aqui para aprovar se você estará bonita para chegar ao castelo e conversar algumas coisas importantes com você. -Ele fez uma pausa para ver se eu uria falar algo. -Bom... Então as meninas irão começar a te arrumar em seu quarto!

-O.k. Por favor, sigam me. -Eu disse e todas as mulheres me seguiram até o meu quarto. 

Minhas irmãs começaram a descer e se surpreenderam ao ver aquelas cinco moças entrarem em meu quarto.

-Lily, Daisy e Violet, por favor, recebam Félix lá na sala de estar. Essas mulheres irão me arrumar para a chegada no castelo. -Eu disse já entrando em meu quarto e nem vendo suas reações.

-Misty, por favor, sente-se nessa sua cadeira. Iremos começar a fazer seu cabelo. -Uma mulher disse. -Ah... Me desculpe! Bem... Eu sou Angelica, essa é Gabriela, essa é Maria Fernanda, essa é Bruna e essa é Tatiana.

Todas acenaram para mim com as mãos e eu fiz o mesmo. 

Me assentei em minha cadeira e Angelica começou a me perguntar:

-Misty, o que você gostaria de eu fazer em seu cabelo? Deixa-lo solto? Fazer um rabo de cavalo nele? Fazer uma trança nele?

-Hm... O que você me recomendaria, Angelica? Sabe... Eu sempre costumo deixar ele ou em um rabo de cavalo ou solto mesmo... -Eu a respondi.

-Hm... Sabe... Acho que vou deixar seu cabelo solto, mas irei colocar uns acessórios! -Ela disse já penteando meu cabelo.

-Estou por sua conta, Lica! Ah... Eu posso te chamar de Lica? -Perguntei e, na mesma hora, ela me respondeu com um "claro" e me perguntou se ela e as outras poderiam me chamar de Miss e é obvio que respondi que sim.

Uns quinze minutinhos depois, Lica termina meu cabelo.

A mesma me entregou um espelho e olhei o meu penteado.

Eu nunca havia ficado tão bonita na minha vida!

Eu estava com o cabelo solto, realmente, mas com duas mechas da frente puxadas para trás do meu cabelo e presas com uma rosa branca.

-E-eu a-adorei! Muito obrigada! -Eu disse a abraçando.

-Não tem de quer! -Ela me respondeu- agora a Mafê, a Maria Fernanda e a Gabi, a Gabriela irão te vestir! 

-Miss, qual cor você prefere? Rosa, vermelho, preto, azul ou branco? -A tal da Gabi me perguntou.

-Branco. -A respondi.

-Perfeita escolha! Você vai ficar ótima com esse vestid~

-Vestido?! -Perguntei em voz alta. -Ér... Não pode ser um jeans ou um shorts, não?

-Desculpa, Miss... Mas você terá que usar vestido... -A Mafê disse. - Mas pode ficar tranquila! Iremos pegar leve no vestido que você usará!

As duas começaram a vasculhada uma maleta grande que trouxeram que, pelo visto, estavam todos os vestidos.

-Ah! Esse é perfeito! -Disse Gabi em voz alta.

-Você irá ficar maravilhosa, Miss! -Comentou Mafê.

O vestido era branco, como havia respondido antes. Ele tampava as minhas "saboneteiras" e não tinha mangas. O vestido tinha uma renda branca por cima do tecido principal. Uma tira dele na barriga apenas cobria com a renda, fazendo minha barriga ficar um pouco a mostra...

Comecei a rodopiar em frente ao espelho comprido que tinha em uma das paredes de meu quarto.

A última vez em que eu tinha usado um vestido foi em meu aniversário de quinze anos! E o vestido daquela época nem chagava aos pés desse branco lindo.

-E-eu amei! Muito, muito, muito obrigada! -Eu agradeci e abracei as duas.

-Não tem de quê, Miss! -Disseram Mafê e Gabi.

-Agora, Miss... A Tati, a Tiana, e a Bubu, a Bruna, irão fazer sua maquiagem! -Mafê disse.

-Bom... Miss, que tipo de maquiagem você prefere? Uma alegre ou nude? -Perguntou Bubu.

-Ér... Sinceramente... Eu nunca usei maquiagem...  -Eu disse.

-Entendo... Hm... Acho que uma maquiagem clássica iria ficar perfeita em você! -Tati disse já abrindo sua maleta de maquiagens. -Por favor, Miss... Assente e feche seus olhos. A mágica irá começar agora!

Eu me assentei novamente em minha cadeira, fechei meus olhos e comecei a sentir cócegas com o pincel.

Ás vezes, acabava escapulindo um sorriso e uma risadinha.

Uma meia hora se passou e Bubu diz a mim:

-Miss, pode abrir seus olhos!

Ao abrir meus olhos me deparo com a imagem de meu rosto maravilhoso! Eu nunca tinha ficado tão bonita igual estava!

Me levantei da cadeira e abracei Bubu, Tati, Mafê, Gabi e Lica com força e disse a elas emocionada:

-Vocês fizeram um milagre comigo! Muito, muito, muito, muito, muito obrigada! 

-Pode ter certeza Miss que iremos torcer por você! Só de te arrumar aqui agora, vejo que você é uma ótima pessoa! Esperamos que o príncipe Ash te escolha! -Lica disse.

Na mesma hora em que ela disse o nome "Ash" lembrei que, em pouco tempo, estaria na seleção.... Disputando algo que nunca gostei...

Desfizemos o abraço e Lica me entregou uma sapatilha branquinha de bico que tinha um laço delicadinho. Eu a calcei e me olhei no espelho.

Eu estava perfeita!

-Agora, Miss, o castelo está a sua espera! -Gabi disse já na porta apontando para fora com um sorriso.

Eu concordei com a cabeça e comecei a descer para a sala de estar, onde estava minhas irmãs e Félix.

-Você está linda, querida! -Félix me elogiou. -Agora, eu e suas irmãs precisamos conversar a sós.

-O.k.... -Eu disse, já me assentando na última cadeira desocupada da mesa de jantar.

-Boa sorte na seleção, Miss! -Disseram as meninas, já saindo de minha casa com um sorriso nos rostos.

-Bom, Misty... Você terá que ser sincera nas perguntas em que irei fazer a você. -Disse Félix, seriamente. -Você é alérgica a algo?

-Não, não. 

-Você tem alguma doença?

-Não.

[...]

Félix havia me feito várias perguntas. Minhas irmãs tinham ido pegar um café para ele tomar e, quando as mesmas deixaram nós a sós, Félix pegou minhas mãos e perguntou:

-Misty, desculpa invadir muito suas coisas pessoais, mas precisamos saber... Você já perdeu sua virgindade?

Eu corei quando ele me perguntou.

-N-não...

-Bom... Tenho que te avisar que tudo o que o príncipe te pedir, você terá que fazer. Mesmo que sege constrangedor ou ousado... 

Quando Félix terminou de dizer aquilo, minhas irmãs chegaram com o café e ele o tomou.

Uns dez minutinhos depois, Félix olha o seu celular e diz a mim:

-Misty, a limousine já está a sua espera aqui. Rapidamente, pegue os pertences que você gostaria de levar, se despeça de suas irmãs e entre no veículo.

Eu apenas assenti com a cabeça, corri para o meu quarto, peguei minha malinha que tinha arrumado ontem (antes de me encontrar com Gary) e peguei Azurill, desci novamente e fiquei abraçada com minhas irmãs em frente da limousine.

-Misty, você vai conseguir ganhar o coração do príncipe Ash! Tenha certeza disso! -Lily disse, prestes a chorar.

-Maninha, você irá ganhar! Acredite em si mesma! -Dessa vez, foi Violet quem tinha dito.

-Querida, você é ótima e determinada! Sentiremos muita sua falta! Iremos ficar torcendo por você! -Daisy disse, escapulindo uma lágrima de seu olho.

-Obrigada, manas! -Eu disse.

Desfizemos o abraço e entrei na limousine.

"Agora tudo irá mudar... Será uma mudança radical...."

Ao entrar, me deparei com algumas selecionadas. Lembrava apenas de três nomes. 

Das que eu lembrava, estavam presentes na limousine, Serena (que apenas ficava olhando seu celular) e que estava com seu Fennekin, Dawn (que apenas ficava olhando suas unhas) e que estava com seu Piplup e Luciana (que olhava para a janela com uma cara triste) e que estava com sua Pikachu dormindo em seu colo.

Eu estava ao lado de Luciana. Decidi puxar um papo com a mesma, para ver se sua expressão ficava melhor.

-Oi... Luciana, não é mesmo? -Eu disse.

-Sim... E você é Misty, certo?

-Exatamente! Prazer em conhecer você, Luciana! -Eu disse estendendo minha mão com um sorriso.

-O prazer é meu. Ah... Pode me chamar de Luci.

-O.k., Luci... E você pode me chamar de Miss!

-Tudo bem, Miss...

Demos um risinho e ficamos novamente em silêncio.

Fiquei olhando a paisagem pela janela escura da limousine e fazendo carinho em meu pequenino Pokémon. Percebi que estávamos chegando ao aeroporto.

Vi várias pessoas atrás de algumas grades para a nossa segurança com cartazes que estavam escrito o nome da selecionada que eles estavam torcendo. 

A maioria torcia para Serena e Dawn. Dei de ombros.

Vi algumas torcendo por mim. Fiquei um pouco feliz por pelo menos saber que tinha pessoas torcendo por mim, mas triste por estarem torcendo por algo que eu nunca gostei.

Minha expressão ficou triste e, pelo visto, Luciana notou...

-Miss, está tudo bem? -Ela perguntou apertando minha mão.

-Sim... -Eu disse dando minhas mãos a ela.

-Então mude sua expressão... Você é muito bonita para estar triste assim. -Luci disse, com um sorriso acolhedor.

-O.k.... E você também! -Eu disse, retribuindo o sorriso.

A limousine parou e um segurança abriu a porta para nós descermos.

Logo em que desci do veículo, vi de lado a lado várias pessoas gritando nossos nomes e pedindo para tirarmos fotos com elas e darmos autógrafos.

Meus olhos pararam ao ver uma menina, que aparentava ter cinco anos, chorando desesperadamente. 

Me aproximei dela, coloquei Azurill no chão e a peguei em meu colo e a perguntei:

-Por quê está chorando, linda?

Ela me olhou surpresa e disse soluçando:

-E-eu me per-perdi da minha mãe!

-Qual é o seu nome, fofa? -Eu perguntei com um sorriso acolhedor.

-Lu-Luiza...

-Lu, iremos achar sua mãe agorinha! -Eu disse e, na mesma hora, ela me abraçou.

Cheguei em frente a uma câmera com Azurill me seguindo, fazendo minha imagem aparecer ao vivo, e comecei a falar:

-Essa menina linda, chamada Luiza, se perdeu de sua mãe. Alguém pode ajuda-la a achar a mãe?

Via olhares surpresos se direcionando a mim. Dei de ombros. O que eu estava me preocupando naquele momento era de não achar a mãe da Luiza, que chorava em meus ombros e me abraçava fortemente.

-Lulu! 

-Mamãe!

Olhei para trás e vi uma mulher jovem, que aparentava ser da casta cinco, que nem eu. Fui até a mulher e a mesma disse a mim chorando:

-Muito obrigada! Muito obrigada por achar minha filha! 

Eu entreguei Luiza para o colo da mulher e a respondi:

-Era o mínimo que poderia fazer por uma criança chorando... 

-Eu sempre serei grata por você, Misty! Sempre! -A mulher disse, me dando um abraço.

-Por acaso... qual é o seu nome todo e o nome todo de sua filha, a Luiza? -A perguntei.

-O meu é Karen de Castro e o da minha filha é Luiza de Castro Faria. -Ela disse.

-Eu espero ver você e Lulu mais vezes... -Falei com um sorriso carinhoso.

-Eu também, futura alteza... -Karen disse baixo saindo de perto de mim abraçando Lulu.

"Ela me chamou de alteza... Por quê?!"

Eu estava com os olhos arregalados. 

Antes de entrar no avião, tirei algumas fotos com as pessoas que me pediam e dei também autógrafos. 

Entrei no avião com Azurill já no meu colo, fiquei procurando Luciana para me assentar junto a ela. Fiquei ao seu lado da cadeira e a perguntei:

-Posso me assentar com você?

-Nem precisa perguntar! -Ela disse com um sorriso.

Me assentei do lado do corredor.

Luci olhou para mim e disse:

-Você foi muito gentil com aquela garotinha... Se eu a tivesse visto antes, iria fazer o mesmo...

-Eu não suporto ver alguém chorando. Como eu tinha dito a mãe dela: "era o mínimo que poderia fazer..." -Eu disse com um sorriso.

Luciana penas concordou, sorriu, e começou a olhar a janela.

A viagem toda fiquei pensando noque Karen tinha me dito.

" 'Futura alteza'... 'Futura alteza'... A seleção mal começou e Karen já me chama de 'futura alteza'... Por quê?"

Com aqueles pensamentos me deixando cansada, acabei adormecendo.

***

-Miss, acorde! Chegamos! 

Abri meus olhos lentamente e vi a imagem de Luci.

-Levante, Miss! Chegamos no aeroporto de Pallet!

-Já? Que rápido... -Eu disse já levantada.

Todas as garotas começaram a descer do avião. 

Novamente, várias pessoas estavam atrás de grades de proteção a nossa torcida.

Vi mais um avião mais a frente do que eu havia viajado. As outras selecionadas estavam descendo do outro avião.

Como no aeroporto de Cerulean, tirei algumas fotos e dei alguns autógrafos.

Várias pessoas elogiavam a minha ação de ter ajudado a pequena Lulu.

Um tempo depois, o mesmo grupo de selecionadas em que eu estava entraram em mais uma limousine para ir ao castelo.

Meia hora se passou, e eu já conseguia ver os muros enormes do castelo. 

Comecei a suar frio.

A limousine passou pelos muros e andou mais quinze minutinhos até estacionar em frente da porta de entrada principal do enorme castelo.

O motorista do veículo abriu a porta para a gente e todas nós descemos impressionadas com o lugar.

O jardim da frente era incrivelmente bonito! Tinha uma variedade de flores lindíssimas enorme! Azurill estava muito animado com ele!

"Bem que eu queria sair correndo dali agora e explorar esse jardim..."

-Senhoritas, sejam bem-vindas ao castelo! -Disse uma mulher jovem que vinha em nossa direção. -Bom... Meu nome é Silvia e eu irei fazer suas aulas aqui! Venham! Sigam-me!

A seguimos para dentro daquele lugar enorme, onde eu nunca queria ter estado...

Silvia entrou em uma sala que era toda feminina. Tinha sofás e poltronas de cores vermelhas e almofadas rosas com dourado.

-Por favor, garotas, se assentem. -A mulher disse. -Bom, antes de liberar vocês para o seus quartos, preciso dar avisos importantíssimos! Primeiramente, vocês apenas irão ver a família real amanhã. Segundo, a senhoritas não tem autorização de saírem do castelo, nem para ir dar uma volta ao jardim, ao menos se o príncipe deixar. Terceiro, vocês terão aulas comigo terça e quinta aqui no salão das mulheres. Quarto, vocês irão ter um mini tour amanhã. Quinto, vocês poderão ficar com seus Pokémons em qualquer lugar, mas tomando cuidado com E, por fim, preciso avisar as senhoritas que tudo o que o príncipe pedir a vocês, vocês terão que fazer!

Quando Silvia terminou de falar seu último aviso, me lembrei de Félix me dizendo a mesma coisa.

"E se ele me pedir para fazer a-aquilo?"

Imediatamente, corei.

-Agora, me sigam. Irei mostrar onde será o quarto de vocês... -Silvia disse novamente.

Todas nós seguimos ela com nossos pokémons no colo.

Eu apenas reparava os corredores enormes que tinha. Quadros do rei que foi assassinado e ninguém, até hoje, sabe dizer... Quadros da rainha Délia e do príncipe Ash... Quadros de paisagens.

Eu ficava maravilhada com a riqueza que era o castelo. Mal podia esperar para provar a comida!

Silvia parou em uma corredor cheio de portas brancas e disse para a gente:

-Senhoritas, por favor, escolham um quarto para vocês. Cada quarto terá três servas para lhe ajudarem no seus dias a dias. Ah! Ás oito horas da noite, vocês irão receber uma bandeja em seus quartos com sua janta e sua sobremesa.

A mulher saiu, nos deixando escolher nossos quartos.

Decidi ficar em um quarto mais afastado.

Comecei a caminhar até a antepenúltima porta, pois a penúltima já estava sendo ocupada por uma garota que me lembrava o nome, Isadora. E a última estava sendo ocupada por Luciana. O quarto que era antes do meu estava sendo ocupado por uma menina que se chamava Emily.

Abri a porta e apenas vi três mulheres jovens com uniformes de empregadas dizendo:

-Sege bem-vinda, senhorita Misty!

-Obrigada. -Eu agradeci. -Por acaso, quais são seus nomes?

-Eu sou Clarisse, essa é a Yasmim e essa é a Natália. -Clarisse disse. -Bom... Vamos ajudar você a guardar seus pertences e preparar um banho para você, ér~

-Miss. Me chamem de Miss. -Eu disse. -E, desculpem, mas eu gostaria de ficar um pouco sozinha...

-O.k., Miss. -Falou Yasmim. -Mas pelo menos iremos preparar um banho para você mais tarde e da próxima vez, iremos ficar!

Eu dei um leve riso, elas me devolveram um sorriso e saíram.

Suspirei e senti Azurill pulando dos meus braços e correr para minha cama e começar a pular nela todo feliz.

"Pelo menos, meu pequenino está feliz..."

Sem querer, deixei escapar um sorriso.

Peguei minha malinha, a coloquei em uma cadeira do lugar, a abri e comecei a guardar o pouco de coisas que tinham nela no meu novo quarto.

Eu apenas havia trago algumas roupas confortáveis, algumas roupas íntimas e alguns pertences especiais para mim (por exemplo, uma pulseira que Gary havia me dado de aniversário de namoro...)

Ao me lembrar de Gary, o sorriso que estava em meu rosto sumiu.

Guardei tudo em uma cômoda que tinha lá. As fotos em que trouxera, coloquei em uma parede, tentando fazer tudo ficar em um formato decoração.

Olhei para o relógio que tinha e vi que já eram seis horas da tarde.

Deitei na enorme cama de casal junto a Azurill, fechei meus olhos e adormeci.

***

-Miss, acorde, seu jantar já esta aqui. Iremos preparar seu banho. -Disse Natália, me acordando.

Lentamente abri meus olhos e vi a imagem de um prato de comida delicioso e um de sobremesa na cômoda ao lado da cama.

Me levantei e comecei a degustar aquela delicia com água na boca.

"Pelo menos, tem uma vantagem de estar no castelo..."

Em pouco tempo, eu já estava comendo a sobremesa.

Quando havia acabado de jantar, olhei para o relógio do quarto, que marcava oito e meia da noite.

Clarisse me chamou para o meu banho e acabei indo. Estava muito cansada...

Pedi a elas privacidade com um tom de voz sonolento, e as três concordaram, me desejaram boa noite e saíram.

Tomei meu banho, vesti umas peças íntimas vermelhas, uma camisola vermelha de cetim curta com um decote de V e com uma renda preta nas alcinhas e um roupão transparente e leve vermelho. Tudo Clarisse havia me dado dizendo que não era para eu vestir minhas roupas. Soltei meu cabelo, desmanchando o penteado que Lica havia feito. Removi toda a maquiagem com um demaquilante que havia na bancada da pia do banheiro.

Achei ousado minha camisola, mas acabei ignorando...

Fui lentamente até minha cama e deitei nela.

Por incrível que pareça, fiquei em torno de uma hora olhando para o teto e fazendo carinho em Azurill.

Comecei a pensar na minha rotina nesses próximos dias, se teria uma amiga em vez de uma adversária, se iria sair, o que, provavelmente, irá acontecer breve e, depois de sair, eu irei ficar com Gary? Ou ele já está dando seu colo a outra?

Um mar de lágrimas começaram a cair e, aos poucos, foram aumentando mais e mais.

Uma falta de ar reinou sobre mim e, sem pensar duas vezes, me levantei rapidamente de minha nova cama, sai correndo do meu quarto (deixando Azurill sozinho) e indo em direção a entrada para o castelo.

A enorme porta estava aberta. Corri o mais rápido possível até ela, mas dois guardas me seguraram e começaram a falar que eu não tinha nenhuma autorização para sair e que já estava tarde.

-Me deixe sair! Por favor! -Eu dizia tentando sair dos braços dos guardas.

-A senhorita não tem autorização! Volte ao seu quart~

-Deixe ela sair! Estarei de olho na mesma! -Uma voz masculina e cheia de autoridade disse calmamente, interrompendo o guarda.

"É-é ele..."

Os guardas me soltaram e eu sai correndo para o enorme jardim.

Cansada, me assentei em um banco, abracei minhas pernas e deixei todas as lágrimas caírem.

-Você é bem rápida! -Disse o príncipe. -Por quê está chorando?

Dei de ombros. 

Me acalmei, parei de chorar e senti ele me abraçar de lado..

-N-não toque em mim! -Eu disse saindo de seu braço. 

Ele me olhou surpreso. Deu um sorriso e disse:

-Você é bem corajosa para falar assim comigo, querid~

-Eu não sou sua querida! -Eu o interrompi.

Levantei minha cabeça para encarar ele. Era impossível não notar o nojo no meu tom de voz e nos meus olhos.

-O que eu fiz para ofender a senhorita? Por acaso não lhe dei exatamente o que queria?

O príncipe estava confuso e sério com o que havia dito.

Encarei-o novamente sem nenhum medo. Embora não tivesse dúvida de que o efeito fora diluído pelas lágrimas nas minhas bochechas.

-Com licença, mas você vai continuar chorando, querida? -Ele perguntou, parecendo muito encomodado com minhas lágrimas.

-Não me chame assim! Não sou mais querida para você do que para as outras trinta e quatro que você mantém aqui nessa jaula.

Ele se aproximou um pouco mais para mim (mas não encostou em mim), sem parecer minimamente ofendido com o que dissera. Só parecia... Pensativo. Havia uma expressão interessante em seu rosto.

O príncipe tinha um andar gracioso para um rapaz, e parecia incrivelmente confortável dando voltas ao meu redor. Minha coragem sumiu um pouco diante da estranheza da situação. Ele estava completamente vestido, com seu terno, e eu estava encolhida, seminua e com uma camisola ousada...

-Você está errada. Todas vocês são queridas por mim. Trata-se simplesmente de descobrir quem há de ser mais querida.

-Você disse mesmo "há de ser"?

Ele tentou segurar uma risada, mas acabou não tendo sucesso.

-Sim. Desculpe. É culpa do meu dever de ser educado.

-"Ser educado" -resmunguei. -Ridículo.

-O que?

-Ridículo! -Repeti gritando.

-Do que a senhorita está chamando de ridículo?

-O concurso! Tudo! Você nunca amou ninguém na vida? É assim que quer escolher sua mulher? Você é baixo a esse ponto?

Acentei no gramado. Para facilitar minha vida, ele se sentou no banco, de modo que eu não precisava mais torcer. Eu estava muito brava para agradecer.

-Sei que pode dar a impressão, que tudo possa ser visto como entretenimento barato. Mas meu mundo é muito fechado. Não conheço tantas mulheres. As poucas em que conheço são filhas de diplomatas, e geralmente temos pouquíssimos assuntos em comum. Isso quando falamos a mesma língua. E eu nunca podia pensar no segundo sentido com elas... Você já teve uma oportunidade de pensar nesse segundo sentido?

-Tive. -Respondi curta e grossa, sem pensar duas vezes.

Logo em que tinha acabado de falar, quis pegar minhas palavras de volta. Era um assunto particular, não era da conta dele.

-Minha mãe e meu pai se casaram assim e foram muito felizes, até o falecimento do meu pai... Mas, eles foram felizes! Enfim... Tenho esperanças de alcançar a felicidade, de encontrar uma mulher que todo o mundo Pokémon possa amar, alguém que possa ser minha companheira e me ajude a governar. Alguém que seja amiga dos meus amigos e minha confidente. Antes, eu não estava de acordo com a seleção, mas, agora, estou pronto para encontrar minha esposa.

Algo em sua voz me afetou. Não tinha nenhum traço de sarcarmo. Aquilo que parecia um programa de TV para mim era a única chance que o príncipe tinha para ser feliz. Senti minha raiva diminuir. Um pouco...

-Você realmente acha que aqui é uma jaula? -Ele me perguntou, deitando do meu lado e olhando para o céu.

-Sim, eu acho. -Minha voz saiu calma. Logo acrescentei: -Majestade...

Ele riu e disse com uma voz de sarcasmo:

-Pelo visto se acalmou, senhorita... 

-Se você me irritar, irei voltar ao que estava antes! -Disse.

-O.k... O.k... Mas, continuando, na maioria das vezes também acho que aqui é uma jaula... Mas uma jaula que você tem que admitir que ela é bonita!

-Para você. Encha sua jaula com mulheres brigando pela mesma coisa e veja que legal é. 

Ele me olhou, levantou as sombrancelhas e deu uma rápida risada.

-Mas já ocorreram brigas por minha causa? Será que vocês não entendem que sou eu que faço a escolha? 

-Na verdade, não é bem assim... Elas brigam por duas coisas. Algumas por você, outras pela coroa. E todas já saber o que falar e fazer para que sua escolha seja óbvia.

-Hm... Então, a coroa virou minha oponente? -Nós rimos.

-Boa sorte com isso. -Disse seca.

Tudo ficou calmo depois dessa demonstração de sarcasmo. Olhei para o príncipe Ash com o canto dos olhos e o peguei olhando para minhas pernas, mais exatamente, na divisa entre o fim de minha camisola e minha perna.

-D-dá para olhar para outro lugar? -Eu disse aos coros.

Ele me olhou, deu um sorriso malicioso e disse:

-Sim. Mas tenho que dizer que é impossível...

O príncipe voltou a olhar para o céu e disse novamente, mas com um tom de voz calmo:

-E você? Pelo que luta?

-Na verdade, estou aqui por engano...

-Como assim, "engano"?

-É mais ou menos um engano. Bem, é uma longa história... Resumindo, estou aqui. E não estou lutando. Meu objetivo é aproveitar a comida até você me chutar.

Ele riu. 

-O que você é?

-Como?

-Dois? Três?

"Será que ele não prestava atenção? Aff!"

-Sou cinco.

-Hm... Então a comida é um ótimo motivo para ficar. Pelo visto, terei que competir também com a comida... 

Ele riu novamente e continou:

-Desculpe, não consegui decorar os nomes.

-Meu nome é Misty.

-Ótimo. Perfeito.

Os olhos dele se concentravam nas estrelas e, sem um motivo aparente, sorriu. 

-Misty, espero muito que encontre algo nesta jaula por que valha a pena lutar. Depois de tudo isso, não posso deixar de imaginar como seriam as coisas se você realmente se esforçasse.

Ash se levantou e chegou mais perto de mim. Perto até demais. Eu não conseguia pensar direito. Talvez estivesse um pouco ofuscada pela fama dele. Ou ainda um pouco abalada pelo choro. De qualquer jeito, estava chocada demais para reclamar quando ele pegou minha mão.

-Se isso te deixar melhor, posso informar aos funcionários que você prefere ficar no jardim. Assim, você pode vir aqui à noite sem ser incomodada pelos guardas. Mas, acho que seria bom se houvesse sempre um deles por perto, para a senhorita não tentar escapar da jaula... 

Ele deu um leve e rápido riso.

Eu queria. Qualquer tipo de liberdade nem parecia uma bênção, mas eu precisava ter certeza absoluta de meus sentimentos.

-N-não... N-não sei se quero algo que venha de você... -eu disse, puxando meus dedos daquela mão que me segurava com confiança.

Ele se surpreendeu um pouco e ficou magoado.

-Como quiser.

Senti um grande arrependimento. 

"Sei que não gosto dele, mas não devia ter o magoado..."

-Você vai para dentro daqui a pouco? -Ele perguntou, com uma voz para baixo.

-Sim... -O respondi com um suspiro, olhando para o chão.

-Então irei a deixar em sua privacidade. Terá um guarda perto te esperando.

-Obrigada, ér... Alteza.

Balancei minha cabeça levemente.

"Quantas vezes eu o tinha tratado indevidamente na conversa?"

-Misty, você poderia me fazer um favor? -O príncipe disse, pegando minha mão novamente. Parecia muito persistente.

Olhei o mesmo com o canto dos olhos, sem saber o que dizer.

-Talvez...

Um sorriso apareceu em seu rosto.

-Não diga as outras o que aconteceu. Não devo conhecê-las até amanhã. Não estou afim de irritar ninguém. Embora não possa dizer que seus gritos tenham sidos românticos para um encontro...

Deixei escapar um riso. 

"Ele sabe me provocar..."

-Concordo. -Respirei fundo. -Não contarei.

-Obrigado.

Ele encostou seus lábios nas costas de minha mão. Antes de se levantar, passou sua mão rapidamente em minha perna que estava ao seu lado.

-Boa noite, senhorita.

Eu estava com os olhos arregalados.

Não tinha ainda consciência do que havia acabado de acontecer.

Olhei para o local do beijo na minha mão. Então voltei o rosto para ver Ash saindo e apenas o vi me olhando pelo canto de seu olho com um sorriso malicioso no rosto.

"O que será de mim aqui?"





Notas Finais




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