História Wishlist ;;Reescrevendo;; - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Show Nu, Won Ho
Tags !kink, 2won, Daddykink, Fetish, Hyunghyuk, Hyungwonho, Hyungyoon, Sexting, Suga, Sugawon, Texting, Yoongi
Exibições 405
Palavras 1.386
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Crossover, Ecchi, Escolar, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - I


Sentado no peitoril de sua janela, Hyungwon observava a grossa e insistente chuva que caía do lado de fora de sua casa. Repassava em sua mente tudo o que acontecera nos últimos anos de sua vida. Não poderia dizer que havia sido totalmente infeliz nos dois anos que passara longe de seu antigo professor de fotografia, mas admitia piamente que sentia falta do único mês que pôde passar ao seu lado. Respirou fundo, tragando mais uma leva da fumaça adocicada de seu cigarro de canela. Absorveu a sensação de paz que a mesma lhe dava, logo deixando-a escapar dentre seus lábios cheios e avermelhados pelo frio. Aconchegou-se melhor dentro de seu suéter cor de rosa claro enquanto recostava o rosto no vidro frio e úmido ao seu lado. Sua respiração, somada ao calor da fumaça embaçavam boa parte do mesmo, mas não o suficiente para que ele não visse a rua encharcada e vazia do lado de fora, afinal, quem sairia de casa em um domingo chuvoso?

Alguns minutos se passaram naquela mesma cena, até que a porta de seu quarto fora aberta lentamente, acordando o garoto de seus pensamentos e arrancando um sorriso junto de um sorriso do garoto que agora tinha seus cabelos em um tom caramelado. Do outro lado da porta, com o sorriso mais doce que Won conheceria em sua vida, estava seu colega de apartamento e melhor amigo. Ele não havia se esquecido de Minhyuk, é claro, mas o platinado estava há tanto tempo em sua vida de uma forma tão intensa, que poderia ser considerado uma parte de si próprio. Um irmão gêmeo. Uma alma gêmea.

Kihyun caminhou lentamente até o mais novo, se sentando ao seu lado e o puxando para um abraço carinhoso, enquanto Hyungwon analisava o quão adorável era o fato de seu suéter ter exatamente a mesma cor que os cabelos de seu hyung. Kihyun era tão doce, tão amável e cuidadoso, que por vezes Hyungwon pensava em mantê-lo preso em seu quarto junto consigo, debaixo de cobertas grossas pelo resto da vida, apenas aproveitando seu abraço confortável.

Quando se mudara para aquele apartamento, logo depois que Hoseok fora obrigado à voltar para os Estados Unidos, se sentia sozinho. Sentia falta de casa, falta de Hoseok e de Minhyuk. Mas sempre soube que seu amado não retornaria. Não por sua vontade, claro. Hoseok havia sido praticamente expulso do país depois que seus pais souberam de sua pseudo relação com o mais velho. Mesmo que ele tentasse explicar que não era errado, e que Hoseok não estava consigo apenas por sexo, eles não entendiam. Deram-no uma boa quantia para que nunca mais voltasse ou sequer falasse com o menor, em troca, ele não iria preso e Hyungwon não seria mandado para um internato. Hoseok, é claro, aceitou.

Preferia se ver longe de seu país natal, de sua casa, de sua família e de seu pequeno, do que vê-lo preso, como um animal de estimação. A despedida entre os dois amantes fora pesada, triste. Chovia como naquele dia. Uma chuva pesada, que caía impiedosamente sobre qualquer um que ousasse se aventurar. Desde então, nunca mais se falaram. O mais velho chegou à tentar uma única vez, mas logo após os Chae mais velhos ficaram sabendo e mandaram Hyungwon para Tóquio, onde ele permaneceu até o momento atual.

O garoto conheceu Kihyun durante um passeio na estação de Harajuku, enquanto aproveitava seu sábado observando alguns cosplayers e tomando um sorvete. O cabelo – na época – avermelhado de Kihyun chamara sua atenção, e, ao descobrir que o garoto também era coreano, sentiu-se a pessoa mais sortuda do mundo. Em menos de um ano depois estavam dividindo o mesmo apartamento, as cobertas e seus sonhos. Não negava ter pensado e ponderado sobre um relacionamento com Kihyun várias vezes no passado, já que, acabaram tendo alguns momentos íntimos, e algo além de uma pura amizade. Porém, Kihyun conhecera o passado de Hyungwon, e, apesar de amar o amigo com todo seu coração, tinha esperanças de que o grande amor do mesmo voltaria. Hyungwon agora era maior de idade, era dono de si próprio e de seu coração. E de suas atitudes. Mas não era dono do destino. Procurara por Hoseok de todas as formas, mas nunca o encontrara novamente.

Então Hyungwon encontrou novas distrações. Aprendeu a fumar, e a beber. Hyungwon aprendeu sobre economia e jurisdições, e se matriculou na faculdade de Direito. Deixou de lado seu amor pela arte, fotografia e música. Nada daquilo faria sentido mais. Hyungwon trocou as saias rodadas por ternos em tons claros. Não conseguia abandonar seu gosto por tons pastéis. Trocou suas sapatilhas por sapatos Oxford bem engraxados. Trocara um oceano de sonhos por uma chuva torrencial de realidade.

Sentiu as mãos suaves de Kihyun em seu rosto, limpando uma pequena lágrima que saíra sem que ele sentisse. O mais velho sorriu para si, puxando-o consigo para a cama de casal do mais novo, enquanto puxava a coberta até seus corpos e o abraçava. Kihyun sempre estaria ali por Won, sempre seria seu porto seguro.

- Hyung, como eu posso me sentir melhor, sendo que nunca vejo uma saída pra essa dor no coração?

- Você vai ficar bem, meu querido.

- Você vai estar sempre aqui?

- Vou. Em qualquer momento.

Hyungwon sorriu, se aconchegando mais nos braços de seu hyung, que apesar de mais velho, era bem mais baixo. O de cabelos caramelo havia crescido consideravelmente nos últimos anos. Considerava esse um dos muitos motivos pelos quais deixara suas saias de lado. Era alto demais para elas. Sentia como se suas pernas fossem duas grandes salsichas. Riu baixo de seu próprio pensamento, bocejando logo em seguida, e logo se rendendo ao sono.

 

 

 

 

Os garotos foram despertados com o barulho insistente da campainha soando alto dentro do apartamento. Kihyun bufou, olhando pela janela e constatando que já deveria ser madrugada e ainda chovia sem interrupção. Ouviu novamente o som irritante e se levantou, deixando um Hyungwon sonolento para trás.

- Eu atendo, pode dormir mais Wonnie.

No caminho para a porta, olhou para o relógio na parede sobre o sofá de couro. 3:28 da manhã. Passou a destra nos cabelos, ajeitando sua franja sobre sua testa enquanto destrancava a porta.

- Acho bom você ter um bom motivo pra vir até aqui seja quem f....

Sua voz sumiu ao observar a figura à sua frente. Estava completamente ensopado, carregando uma mala que, por sorte, parecia impermeável. Tinha os cabelos loiros grudados no rosto pela água excessiva. A camisa social colada em si marcava cada mínimo músculo bem trabalhado, atraindo o olhar embasbacado do menor. O homem sustentava uma expressão confusa, algo entre a ansiedade e a felicidade, porém ainda extremamente sexy. Ele tinha uma aura de pura sedução ao seu redor, e Kihyun pensou que poderia morrer só com o cheiro do perfume do mesmo. Balançou a cabeça, se livrando daqueles pensamentos. Kihyun sabia quem ele era, sabia exatamente. Ele não havia mudado exatamente nada da foto que Hyungwon havia o mostrado. O rosado engoliu seco, retomando a consciência.

- É aqui que o Hyungwon mora? Espero não ter vindo ao endereço errado. Eu sou-

- Hoseok!

A voz do mais novo entre eles foi ouvida um pouco distante. Kihyun e Hoseok olharam em direção ao garoto que tinha as mãos e metade das coxas cobertas pelo suéter enorme que usava. O loiro sorriu. Um sorriso que não lhe cabia há anos sorrir. Ele estava tão bonito, seu pequeno. Tão alto, tão adulto. E ainda assim, era a mesma criança que deixara pra trás. Hyungwon sentia suas pernas tremerem e seu coração esmurrar suas costelas, deixando-o bambo. Ele estava ali, na sua frente, dois anos depois. Mesmo sem contato, mesmo sem vê-lo, mesmo sem sentí-lo nenhuma vez mais, Hoseok voltara para si.

A enxurrada de sentimentos que compartilhavam naquele momento era quase palpável, rondando entre seus corpos, empurrando Kihyun para pensamentos que ele nunca gostaria de ter. Instigando seu ciúmes do mais novo, enquanto o perfume do mais inebriava sua mente. Caminhou lentamente para o seu quarto, que era ao lado do quarto de Won, deixando uma pequena desculpa como “vocês tem muito o que conversar” resmungada para trás. Não era uma mentira, mas não era sua total verdade.

 

 

 

 

- Eu senti sua falta, Wonnie.


Notas Finais


twitter; xkihywnn


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