História 01 - A cor da poesia - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, V
Tags 80s, Hoseok, Junhy, Lírica, Taehyung, Taeseok, Tracklist01, Vhope
Visualizações 27
Palavras 894
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lírica, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


taehyung de cabelo vermelho a melhor coisa que já aconteceu no mundo

Capítulo 1 - The Deeper The Love


Lembro-me de quando eu estava muito preocupado em ser jovem da maneira certa. Tempos atrás, eu pensava ter uma. Quando percebi que a vida passava junto com as páginas dos livros os quais eu lia, abandonei os parágrafos de fantasias e fui em busca de quando tudo aquilo iria fazer sentido para mim. Esse momento aconteceu entre aqueles homens de sobretudo, no centro da cidade, em meados dos anos oitenta. Quando David Coverdale gritava "are you ready?" num show ao vivo gravado, eu olhei para Taehyung e pensei duas coisas: a poesia estava em cabelos vermelhos e eu havia acabado de descobrir o grande amor da minha juventude.

Estar com ele era estar frente a frente a um quadro, pelo seu jeito de se vestir e tão subjetivo de ser, as pessoas sempre achavam e pensavam coisas. Às vezes, eu gostava de ouvir algumas só para me divertir e ter a certeza de que elas não sabiam. Entretanto, eu também sabia pouco, e um detalhe muito importante o qual deixei escapar, foi que para a arte não existiam regras. Seus cabelos eram vermelhos e longos, e ele era arte da rua, da chuva, do palco, da vida. Apesar das roupas, ele tinha a mente muito a frente de seu tempo e os olhos — sempre — delineados em preto. O olhar era futurístico, e quando tentava conversar comigo através dele, era como tentar interpretar um sonho. Ele sempre me pareceu figurativo e abstrato demais, e eu, certamente, demorei muito para entender o que ele queria. Naquele jogo de adivinhações, hoje posso dizer que, aos meus olhos, foi amor. E se o amor tivesse forma, cheiro e cor de cabelo, seria exatamente como é Taehyung.

O tempo passou, incontrolável, nos permitindo brincar com os nossos próprios destinos. Quando eu estava prestes a dar um passo para perder-me nele por inteiro, pensei no quanto me diziam que os sábios aprendem com o erro dos tolos. E, naquele momento, eu quis ser tolo. Porque Taehyung me mostrou que decisões pensadas e sensatas eram sem graças por demais. Mesmo sabendo que estar com ele era exatamente como dirigir em alta velocidade e saber o ponto onde a estrada termina, e mesmo assim continuar, tem coisas que a gente não pode abandonar assim pelo meio. Ainda mais quando eu sabia, bem dentro de mim, que eu jamais seria o mesmo depois de conhecê-lo. 

Numa noite que tinha tudo para ser uma qualquer, pois não se espera muito de uma segunda-feira, ele apertou uma das minhas mãos e disse "tudo passa, Hoseok." Se fosse para ele passar também, eu gostaria de tê-lo para mim ao menos uma vez. Por isso eu o beijei e ele me levou ao seu quarto pela primeira vez; foi a primeira vez também que alguém tocou meu corpo e notei o quanto eu gostava de beijos no pescoço. E, meio sem jeito e sem saber o que fazer, tirei suas roupas e senti o que foi ter o mundo inteiro nas minhas mãos.

Depois de tudo, eu sabia que mesmo encontrando alguma forma de tentar reproduzi-lo, eu não teria talento para tal. Então, a única coisa que fiz foi guardar — a ele e a nossa eternidade de momentos — com meus olhos; porque ali sim, nas minhas lembranças, ele perduraria. Foi como se eu já tivesse lido muito antes o nosso fim. Um dia, quando estávamos deitados em sua cama, com a janela aberta e o sol espalhando-se pelo quarto que eu tanto passei a ir, me dei conta de que já era verão e, abraçado a ele, eu fui jovem. Taehyung estava deitado no meu peito, enquanto eu acariciava seus cabelos vermelhos e pensava. Sim, eu pensava muito. Observei seu rosto tão bonito, porém, tão cansado, e agora me arrependo de não ter escrito coisa alguma. Me desculpe, Taehyung, mas é que eu nunca fui poeta, e você já era verso muito antes de existir poesia. Suas palavras eram rimas e eu amava a música da sua voz. 

Foi em janeiro quando eu sorri com todo o meu corpo cantando The Deeper The Love e olhei para ele. Caramba, aqueles olhos eram os versos mais tristes que eu já tinha visto. As palavras não foram necessárias, mas eu queria ter pensando em pelo menos uma que pudesse tê-lo feito ficar; mesmo sabendo que chega uma hora que a gente termina pra começar e começa pra terminar. Depois de todo um segredo que só nós e o quarto sabíamos, aquele lugar pequeno que tinha um pouco dele em tudo quanto era canto, passou a ser o plano de fundo dos meus pensamentos. Era tudo mais fácil quando éramos eu, ele, sua cama e seu violão. Sinto falta de quando Taehyung me mostrava algumas de suas produções, mas ambos sabíamos serem cópias mal feitas de um dos discos dos Bad Boys from Boston. Mas mesmo assim eu o olhava cheio de admiração, cheio de perguntas retóricas as quais eu nunca receberia respostas de mim mesmo. Sinto saudade de quando, nos fins de tarde, eu observava seus dedos longos ajustarem-se às cordas do violão. Mas a notícia de que a minha banda favorita não era mais a mesma não demorou para chegar, afinal, nem o Whitesnake durou muito. Então, agora, eu penso nisso e dou boas risadas, porque você um dia chegou a me dizer que tudo seria para sempre.

 


Notas Finais


whitesnake não acabou, tô falando do troca troca da formação original mesmo. Enfim, saudade de escrever uma vhopinha <3


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