História 1 9 6 9 - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ficção, Original, Romance, Viagem No Tempo
Exibições 4
Palavras 1.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Top Of The Pop's


Fanfic / Fanfiction 1 9 6 9 - Capítulo 6 - Top Of The Pop's

Às vezes a razão me puxava pelas pernas, me fazendo perguntar inúmeras vezes o que eu estava fazendo ali. O tempo passava rapidamente, eu me deteriorava toda vez que tinha um gesto de afeto com a garota, isso era crueldade...

Eu estava tão louca que já nem queria mais voltar pra casa, pra minha vida solitária e medíocre. Eu gostava de ter alguém, principalmente a loira do vídeo que vi há quase duas semanas atrás. Eu nunca acreditaria se me contassem algo do tipo, mas cá estava eu, por ironia ou não, em 1970.

Meu notebook funcionava perfeitamente, assim como o celular, era um pouco difícil de carregá-los, já que nem todos os plugs funcionavam nos carregadores. Comecei a tocar na banda do programa de tv que minha "namorada" dançava... Eu estava feliz. Fazendo o que gostava e com quem eu gostava, não mais sozinha e estudando pra um trabalho que eu sequer queria, mas eu sabia que aquilo estava errado.

No dia em que fomos gravar o programa,  alguns dias atrás, eu estava nos bastidores ajudando a loira a subir numa escadinha minúscula. Ela usava a mesma roupa de quando vi seu vídeo e puta que pariu, estava absolutamente linda, muito mais linda pessoalmente. Enquanto ela subia, vi uma Epiphone 1958 encostada num canto, cara, eu precisava tocar! Não é todo dia que se encontra uma guitarra dessas, ainda mais original.

Toquei um solo clássico do Guns N' Roses, da música Since I Don't Have you, mas a guitarra já estava plugada, o que me fez parar antes de entrar no segundo Riff. Vi pessoas se aglomerado em minha frente, pedindo pra eu tocar mais e até cantar. Comecei a cantar Love Me Tender, Elvis Presley, minha voz rouca e um tanto rasgada deixava as meninas em estado de hipnose. Era engraçado pois me lembrava dos meus tempos de Colégio, eu conquistava quem eu quisesse ter apenas cantando e tocando. Vi um homem vindo no meio das pessoas, se apresentando como produtor do programa.

- Você pode fazer isso ali no palco? Junto com o pessoal da banda e ao vivo?! - Ouvi o homem perguntar apressadamente, me puxando pra um canto e gritando pra alguns decoradores de cenário encontrar um terno com urgência. Sem ao menos esperar eu responder, ele me colocou dentro de uma pequena sala e pegou um Smoking nas mãos de uma mulher que logo correu apressada. 

- Eu pedi um terno! Um terno! Vocês não sabem a diferença de um terno pra smoking?! 

Eu estava sem ação, mas logo tratei de segurar nas mãos do homem e pegar a roupa.

- Está tudo bem, eu posso usar esse. Vai me diferenciar dos outros e seria muito inovador!

O homem correu brigando com algumas pessoas que estavam num canto, mandando pegarem a guitarra que há pouco eu tocava. Me vesti com a ajuda de algumas meninas, que me deixaram realmente bonita... Eu nunca tinha me visto daquele jeito. Me deram a guitarra e me guiaram até o palco, já estava ficando louca com tanta pergunta que me faziam. Conseguimos ensaiar algumas músicas, nunca me senti tão útil!

No decorrer do programa, vi ela dançar a música, me olhando sempre e sorrindo pra mim. Vi também o maldito cameraman enfiar a mão dentro da calça enquanto filmava minha loira dançando. Eu já estava pronta pra ir até lá e derrubar ele com câmera e tudo, mas o rapaz da banda me pediu ajuda numas músicas. 

Eu não fazia ideia do sucesso que apenas uma aparição minha faria, foi o comentário da semana! Recebi contatos de gravadoras, ofertas para entrar em algumas bandas, mas eu recusava tudo. Eu não devia estar fazendo aquilo pra começo de conversa, mas também eu tinha que ganhar dinheiro pra conseguir ir até minha cidade e encontrar o casarão.

Eu sentia que precisava encontrar um jeito de mudar aquilo, nem sequer entendia o que estava passando. Eu havia voltado ao passado, muito antes do meu tempo, eu tinha tecnologia inimaginável pra aquela época, eu tinha gírias e um modo diferente de ver o mundo, ou seja, eu estava muito ferrada. Eu podia até morrer se minhas coisas caíssem em mãos erradas...

Não entendia nada sobre viagens no tempo, ficção científica nunca me atraiu, minha cabeça vivia cheia de perguntas e uma delas me intrigava bastante:

"A teoria de alguns fans da série que minha irmã assiste é que o protagonista está em coma e tudo o que ele vive não passa de um sonho." 

E se eu estiver sonhando? 

E se aquele homem me pegou, me feriu e me deixou em coma? Ou pior! E se ele me matou e aquilo é tipo um paraíso, onde Deus te dá as coisas que você sempre quis ter?

Eu estava ficando louca.

Viajar no tempo me afetava de uma maneira tão pesada que eu não desejo nem pra meu pior inimigo. Pesadelos, hemorragias, dores e fraqueza já estavam se tornando hábito. Eu precisava de respostas e acho que meus pesadelos me davam elas...

Flashback On


Eu corria desesperadamente na rua escura, gritava o mais alto que podia, mas ninguém parecia me ouvir. O homem caminhava como um tigre pronto para dar o bote, com aquela faca na mão e eu podia ver sua ponta brilhar em contato com a luz da lua. Senti a morte chegar, tentando me levar à qualquer custo.

Corri o mais depressa que pude, as lágrimas molhavam meu rosto deixando minha vista turva, o que tornava mais difícil pra correr. Mas correr pra onde? Aquilo parecia ser uma rua sem fim, o casarão abandonado nunca chegava. Minhas pernas tremiam e ameaçavam falhar, o homem continuava a se mover devagar, sem pressa alguma, como se soubesse que uma hora eu me cansaria de brincar de gato e rato. Eu já estava desistindo, quando uma luz apareceu iluminando tudo, ofuscando o meu possível agressor, fazendo-o se derreter como cera em contato com o fogo. Então ela aparece, como um esplendor e com uma glória digna de santa, me envolve e me protege, me levando de volta a sua cama, onde me abraça e beija, repetindo inúmeras vezes que tudo ficará bem. Então eu acordo, e é realmente isso que está acontecendo. Me seguro naquela mulher, como se ela fosse uma luz no fim do túnel e me deixo ser salva sem protestar.

Flashback Off

Depois de sonhos assim, eu não conseguia dormir direito, vomitava e sentia dores a noite inteira e ela sempre estava lá cuidando de mim. 

Eu estava feliz com minha vida, as coisas estavam tão perfeitas que só isso podia estragar, pela primeira vez eu fazia sucesso com uma banda que eu nem precisei procurar, eu tinha alguém que gostava de mim e não precisava zapear a TV procurando canais com músicas do meu gosto. John Lennon ainda não havia morrido, o país continuava chocado com o assassinato do presidente Kennedy, The Runaways ainda nem existia! Sempre que eu pensava nas possibilidades de um dia conhecer meus artistas favoritos, meu coração chegava a martelar.

Mas antes disso vinha minhas responsabilidades e eu não tinha o direito de ficar num tempo que infelizmente não me pertencia... Eu precisava voltar. 




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