História 1 and 1 - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Visualizações 21
Palavras 1.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - 1


 

Eu estava mais que nervosa quando atravessei as portas duplas do Coffee&Cake, lugar onde meu pai me levava quando criança. Nostalgia me atravessou e eu me vi piscando meus olhos marejados para afastar as lágrimas. Droga, eu odiava estar tão sensível.

Não foi difícil achá-lo. Ele estava sentado na mesa perto do balcão de doces, de costas para mim. Era ali onde sempre sentávamos antigamente quando eu ainda era uma garota gorduchinha que gostava de olhar para os outros doces enquanto estava com a boca cheia de açúcar. E se for comparar, naquele momento eu era uma versão mais velha e apenas mais redonda do que eu era antes.

Engoli em seco e esfreguei minhas mãos suadas em meu vestido. Papai estava bebendo café e lendo jornal quando parei ao lado da mesa. Seus olhos frios e calculistas recaíram sobre mim e uma onda de decepção se abateu sobre meus amago. Eu não sabia bem o que estava esperando. Algo como um abraço era algo idiota de se esperar de alguém como ele, mas no fundo eu esperançava em encontrar ao menos uma faísca, um pequeno lampejo de afeição em seus olhos ao nos reencontrarmos depois de dois anos sem nos vermos, afinal, foi apenas por essa tola esperança que eu briguei com meus homens e viajei até ali, mesmo na minha condição delicada de “grávida de quadrigêmeos prestes a entrar em trabalho de parto a qualquer instante.”

- Pai. Há quanto tempo, não é mesmo? - ergui meus lábios em um sorriso, erguendo as barreiras que construi durante anos de solidão e indiferença que suportei depois que mamãe se foi, levando junto o calor humano que meu pai um dia tinha.

Ele torceu sua boca em uma linha dura ao fixar seu olhar em minha barriga por alguns segundos. Eu permaneci de pé ao lado da mesa. Embora todo o peso que eu carregava estivesse torturando minha coluna espinhal, sentar em uma cadeira significava ter que ficar nela e esperar até que alguém me ajudasse a me erguer, e além disso suspeitava que aquela conversa com meu pai não fosse durar muito.

- Que desperdício. Se eu soubesse o que você iria se tornar eu… - ele começou, mas eu rapidamente o cortei.

- Você me chamou. - dei um suspiro raso, meus pulmões pressionados pelas criaturinhas dentro de mim que de repente resolveram acordar. - Disse que queria me encontrar para conversarmos. Não vim aqui para ouvi-lo falar todas essas merdas mais uma vez.

Ele fechou suas mãos e se ergueu. E lá íamos nós outra vez...

- Se eu a chamei foi porque ainda tinha esperanças de que ainda pudesse fazê-la voltar atrás e levar uma vida decente! - ele apontou para minha barriga. - Agora vejo que você está perdida para sempre. Sua mãe morreria outra vez se a visse agora.

- Você não tem o direito de falar dela !- gritei, mais que exaltada, mais que arrependida de ter ido até aquele lugar. No final ele não havia mudado nada, nunca mudaria.

As poucas pessoas que estavam no local focaram sua atenção total em nós, mas eu estava longe de me importar quando Natsu e Dragion atravessaram as portas duplas e marcharam em nossa direção. Ao ver os dois minhas paredes oscilaram e eu não consegui continuar prendendo minhas lágrimas.

- Meu mel, você está bem? - Dragion me puxou para a proteção de seus braços e Natsu tomou a nossa frente, me ocultando do olhar fulminante que meu pai dirigia a nós.

- Seu desgraçado, ela nem mesmo deveria estar aqui. - vi Natsu cerrar os punhos e pousei minha mão em seu braço, sentindo a tensão que o percorria. Eu conhecia tão bem sua personalidade explosiva que sabia que ele estava se contendo para não agredir meu pai.

- Você é uma vergonha, Lucy. - o nojo na voz de meu pai não era novidade para mim, mas ainda sim não foi menos doloroso.

- Filho da puta! - dessa vez tive que conter Dragion também.

- Não. - falei firmemente. Droga, como eu estava exausta. - Não vale a pena. - olhando bem nos olhos do meu pai falei aquelas que seriam as últimas palavras que ele ouviria de mim.

-  Eles são meus maridos e logo darei a luz aos nossos filhos. Se você gosta disso ou não, é problema seu. Eu tenho minha própria família agora e espero que dessa vez me esqueça para sempre porque eu irei retribuir o favor.

Ele piscou diante das minhas palavras, talvez sentindo a verdade nelas. E sem mais paciência para continuar alí, me movi primeiro até a saída. Em uma competição de quem encarava mais friamente meu pai, Natsu e Dragion passaram por ele e me acompanharam.

Eu me sentia tão patética quando entrei pela porta do carro mantida aberta pelo motorista que mais uma vez não consegui conter as lágrimas.

-Você está bem?

- Está sentindo alguma coisa.

Natsu e Dragion dispararam suas perguntas ao mesmo tempo, cada um tomando uma de minhas mãos para sí.

Eu balancei a cabeça.

Eu só quero ir para casa. - murmurei cansada.

Natsu inclinou-se no banco e beijou minha testa. Seu perfume de sândalo me envolveu e eu me sentir relaxar.

-Desculpa. Eu devia ter ouvido vocês.

-Não pense mais nisso. Vamos voltar para casa agora. Você precisa descansar. - disse Dragion, beijando minha mão ao mesmo tempo em que acariciava minha barriga.

Meus nervos acalmaram-se um pouco. Embora o encontro com meu pai tenha sido um desastre e uma total perda de tempo, agora eu tinha a certeza de que nossos elos estavam quebrados para sempre. Tirando o sangue, nada mais nos unia.

Apertei as mãos dos meus dois homens, que eu tanto amava. Virei meu rosto para provar os lábios gentis e receptiveis de Dragion no intervalo de um fôlego eu tinha a boca ávida e dominadora de Natsu sobre a minha.

As pessoas poderiam me chamar de louca ou me amaldiçoarem como minha família fez. Me acharem estranha e até mesmo me julgarem mal. Sinceramente eu não me importava, não mais. A questão era que eu amava duas pessoas de todo meu coração. E não, não podia escolher uma delas porque então estaria dividindo uma parte importante da minha alma.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...