História 1 dama do crime - Capítulo 75


Escrita por: ~

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Categorias One Direction, Zac Efron, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zac Efron, Zayn Malik
Tags Criminal, One Direction, Zac Efron, Zayn Malik
Exibições 366
Palavras 3.689
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


NOTAS FINAIS

BOA LEITURA

Capítulo 75 - Seventy Four BÔNUS


Fanfic / Fanfiction 1 dama do crime - Capítulo 75 - Seventy Four BÔNUS

Flashback; DESCOBRINDO EVA

❣ Rosalie Tomlinson ❣

A sensação de enjôo volta, pela quarta vez no dia, enquanto eu continuo sentada em frente ao vaso sanitário, colocando todo o meu jantar de ontem à noite para fora. 

 

Meus olhos ardem e começo a chorar, odiando essa sensação estranha e desconfortável. 

 

- Eu comprei sete! - Me assusto com o grito de Samira atrás de mim, me viro, encontrando minha melhor amiga me olhando preocupada. - Eu acho melhor irmos para o hospital. 

 

- Não. É apenas uma virose, eu vou tomar alguns antibióticos que temos aqui e tomar um chá. - Coloco a pouca força que me resta nas pernas, na tentativa de me levantar, mas falho, e caio sentada de bunda no chão. 

 

- Rosie, me escuta, isso tudo tem um nome e você não pode adiar isso. 

 

- O que você quer que eu faça? - Meu grito a deixou recuada, mas no momento não me importo, estou com raiva. Raiva de tudo. - O meu namorado é Zayn Malik. A única coisa que eu posso fazer no momento é adiar isso. 

 

- Mesmo ele sendo... ele. Você não acha que se já está feito, resta apenas cuidar e amar? 

 

- Ele vai surtar. - Minha voz sai num sussurro agora. - Zayn vai correr. Simples assim. 

 

- Que seja, você é a mãe. Você vai cuidar e vai conseguir sem ele, se for o caso. Você precisa aceitar Rosie.  

 

- Eu não estou grávida. - Rosno irritada comigo mesma. - Esquece tudo isso, vou voltar para de baixo do meu cobertor e esperar meu namorado chegar para aproveitarmos a noite juntinhos. 

 

- Se lembra pelo menos da última vez que vocês dois se protegeram? - Quando eu havia conseguido me erguer e andar, suas palavras me travam no meio do caminho. 

 

Não preciso pensar muito para saber a resposta definitiva, mas simplesmente tiro essa questão da minha cabeça. 

 

- N.nós sempre nos protegemos. - Minhas palavras saem atropeladas, fazendo Samira sorrir sapeca, erguendo para mim uma sacola da farmácia mais próxima. 

 

- Eu comprei sete. Assim vamos mesmo ter certeza. Agora você precisa apenas fazer xixi e prontinho, seu bebê já vai estar andando por esse carpete. 

 

- Eu te odeio. - Resmungo pegando a sacola e entrando no banheiro, trancando a porta antes de uma resposta da morena a minha frente. 

 

Sem pensar muito, já que caso contrário eu provavelmente desistiria, começo a fazer os testes. Um de cada vez, tentando me acalmar durante o processo. 

 

Só de imaginar uma coisinha andando pelos corredores da casa meu estômago embrulha e tenho vontade de vomitar outra vez, mas me contenho. 

 

Quando termino minhas mãos estão suando e me arrepio a todo instante, apenas esperando que algum deles se pronuncie primeiro. 

 

- Agora é apenas esperar. - Digo para Samira, abrindo a porta do banheiro. 

 

- Precisa se acalmar, Rosie. Isso pode fazer mal a você e quem sabe o que está dentro da sua barriga. 

 

- Na minha barriga tem apenas um verme brincando com a minha cara e te iludindo. 

 

- Uhum... - Seus olhos castanhos ficam virando, me irritando profundamente. - Olha o primeiro, com certeza já tem o resultado. 

 

Respiro fundo algumas vezes antes de pegar o teste em cima da pia, sussurrando palavras de auto ajuda para eu mesma. Estranho? Talvez um pouco.

 

Olho para o visor, encontrando apenas um pontinho vermelho. Algo dentro de mim vibra, me fazendo sorrir e comemorar. 

 

- Negativo! - Grito animada, rindo de tanta alegria. 

 

- Ainda restam seis. Pode ir pro próximo. 

 

Bufo me virando para a pia, pegando o segundo teste. O resultado faz meus olhos arderem e minhas bochechas ficaram vermelhas. 

 

- Eu disse! - Samira falou após minutos de silêncio. 

 

Desesperada eu jogo aquilo pro ar e olho os outros, todos representando dois traços vermelhos. 

 

Isso só pode ser brincadeira! 

 

- O que eu faço agora? - Minha voz sai desesperada. 

 

- Agora nós vamos almoçar com os meninos, lembra? Aí mais tarde você já pode ir ensaiando o que vai falar para o seu namorado.

 

- Zayn... - Perco o ar só de me lembrar dele. - ... Ele vai ficar louco. E se isso acabar com o nosso relacionamento. E se ele me deixar. E se...

 

-A palavra 'se' não está funcionando corretamente agora. Você vai ter que contar e ele não pode deixar você. Vocês dois fizeram esse filho, agora está na hora de arcarem com as consequências. 

 

Meu corpo desaba sobre o colchão, lutando contra as lágrimas que insistem em tomar conta das minhas bochechas. Sei que chorar não é a solução pro momento, mas eu tenho apenas 19 anos e namoro Zayn Malik. Essa última frase já explica todo o meu desespero. 

 

E para piorar, eu marquei um almoço com os meninos em vinte minutos. Vou ficar olhando para a cara do moreno e do meu irmão, me sufocando com essa notícia. 

 

Que grande merda, Rosalie! 

 

Depois de tomar um banho fresco, perfeito para tirar minha dor de cabeça, eu visto uma roupa confortável para o dia. 

 

Samira não consegue segurar o sorriso desde que tivemos certeza da minha gravidez e isso me faz ter enjôo. Novamente. 

 

Cinco minutos depois estamos em frente ao restaurante que sempre frequentados, uma sequência de três carros conhecidos por mim já estão no estacionamento e isso me faz engolir seco. 

 

- Já ensaiou suas palavras? - Samira me provoca. 

 

- Não. Eu não vou dizer nada, vou juntar minhas malas e ir morar na puta que pariu. - Resmungo sem paciência, arrancando uma risada escandalosa da brasileira. - Me deixa pensar, sem pressão. 

 

- Vai ficar tudo bem, Rosie. Vai por mim, isso não é um problema. O que você estava planejando pro futuro? Viver eternamente com o perigoso e implacável mafioso Zayn Malik, sem filhos, casamento, compromisso...

 

- Nós somos namorados. Moramos juntos a dois anos. Acha mesmo que isso não é um compromisso? - Essas são as únicas palavras que consigo dizer. Não tenho argumentos. 

 

- Eu acho que essa criança veio ao mundo para salvar Zayn. Não que você não seja o suficiente, ele é doente na sua pessoa ou algo assim. Mas uma criança pode transformar Zayn em um homem que ele é, mas que se perdeu no caminho durante todos esses anos que se passaram. 

 

- Ele vai me odiar. - Sussurro ao entrarmos no restaurante, parando meus olhos na mesa lotada de homens. Na ponta está Zayn, pensativo como sempre. 

 

Meu peito aquece quando seu olhar me encontra, fazendo com que um sorriso enorme nasça em seus lábios. 

 

- Olha pra ele. Um orgulhoso apaixonado que precisa de um empurrãozinho para ser feliz definitivamente. 

 

Samira não precisou dar outra palavra, já que a deixei para trás e corri até os braços do moreno, que sem pensar duas vezes me puxou para sentar nas suas pernas. 

 

- O que foi? - Ele pergunta divertido, já que não consigo esconder minha inquietação. 

 

- Nada. Eu apenas... não te vi hoje e estava louca pra encontrar você.

 

- Eu te dei um beijo e você disse que me amava. - Ele faz drama, beijando meu pescoço, me arrancando uma risadinha. 

 

- Eu estava praticamente dormindo. Isso não vale. 

 

- Ok, da próxima eu te deixo sem beijo. 

 

- Idiota. - Rosno com falsa irritação, o fazendo rir. 

 

- Oi pra você também, maninha. - Ouço a voz de Louis resmunga cheio de ciúmes, me fazendo rir. 

 

- Oi Boo. - Lhe mando um beijo, cumprimentando todos ali na mesa. - O que vocês tanto conversam? 

 

- Niall insiste na ideia de achar sua princesa encantada, ter filhinhos loirinhos e viverem felizes para sempre. - Liam tira sarro, deixando meu melhor amigo com as bochechas vermelhas. 

 

- Qual é o problema? - Ele rosna sem paciência, fazendo todos caírem na risada, inclusive o moreno comigo. 

 

- É... q.ual o problema? - Atropelo as palavras, querendo saber a opinião deles de um filho no meio da vida que levamos. 

 

- Ah, nenhum. - Harry balança os ombros. - Bom, seria nenhum se nós não fôssemos criminosos... - Ele cochicha. - Além do mais, conto de fadas não existem. 

 

- Isso é ridículo. - Resmungo, fazendo Samira me encarar confusa, como se perguntasse que raios estou fazendo. 

 

- Amor, por que tá falando disso? - Zayn diz rindo. - Os caras tem razão. Família no meio de tudo isso? As coisas não iriam durar por tanto tempo. 

 

Um nó se forma na minha garganta, fazendo com que o olhar preocupado da minha melhor amiga caísse sobre mim. Suas palavras de minutos atrás ficam vagando na minha mente e não seguro minhas palavras. 

 

- Então o que vai ser de todos nós? - A pergunta me escapa. - Vamos ser para sempre os Crime Owners? A gangue sanguinária e sem coração que arrasa o Estados Unidos? Vocês não vão se apaixonar? Se casar ou ter filhos? 

 

- Só de pensar em uma casa americana branca, dois andares e uma garagem no quintal me dá náuseas. - Zayn resmunga ao meu lado. - Eu odiaria entrar para uma rotina. 

 

- Uma rotina? 

 

- É. Ter uma rotina de um homem casado e pai. Isso parece um futuro tão... distante da minha realidade. 

 

- Mas... e nós? 

 

Não consigo segurar minha boca, todos da mesa se calam e vejo que fiz merda na hora que o semblante de Zayn fechou. 

 

Fiz errado. Era para fazermos isso em casa e sozinhos. Eu estou toda errada. 

 

- Como assim, Rosie? 

 

- Conversamos em casa. - Sussurro quase sem voz, querendo acabar com essa tensão o mais rápido possível. 

 

- Não. Você vai me dizer agora o que está acontecendo. Você está estranha e eu te conheço melhor do que eu mesmo. 

 

- É uma conversa delicada, ok? Quando chegarmos, nós conversamos. 

 

- Você está me deixando nervoso. 

 

- Em casa. - Rosno uma última vez, antes de encerrar todo esse papo. 

 

- Já acabou a DR? Eu to com fome e com sono, não mereço essa ladainha não. - Adam resmunga na outra ponta da mesa, quase dormindo sobre a mesma. 

 

- Nós vamos pra casa. - Me assusto com a decisão de Zayn. - Vamos, nós realmente precisamos conversar. Estou sentindo isso. 

 

Vejo nos olhos de Samira o mesmo desespero que está presente em mim, sabendo que meu namorado já está alterado, mesmo sem saber as surpresas que lhe aguardam. 

 

Me despeço dos meninos rapidamente, já que agora Zayn também está com pressa e em questão de segundos estamos dentro de seu carro, indo em direção a nossa casa. 

 

Meus olhos não param de arder, mas me recuso a chorar sem nem saber o que vai acontecer na próximas horas. 

 

Antes de chegarmos em casa, Zayn resolve parar em um restaurante japonês e pegar nosso almoço, já que nem comemos por causa de toda a confusão. 

 

Fiquei sozinha no carro, presa nos meus pensamentos que deixam minha cabeça fervendo. Como tudo pode ser tão complicado?

 

Bem na hora que Zayn volta para o carro, eu estava chorando. Rapidamente seco minhas bochechas com a manga da minha blusa de frio, não olhando para o moreno. Não demorou muito para estarmos em casa e mesmo que a minha vontade de me trancar no quarto fale alto, a responsabilidade grita a cima de tudo. 

 

Preciso conversar, eu vou contar a novidade e já estou prevendo o sumiço de Zayn após a revelação. 

 

- Eu quero ouvir o que você tem a dizer! - Meu namorado deixa o almoço sobre a mesinha da sala, se sentando no sofá visualmente tenso. 

 

- Eu só... perdi a cabeça no restaurante, me desculpa. 

 

- Eu... desculpa Rosie, eu não consigo. - Fico preocupada com a forma que seus olhos demonstram desespero. - Eu não consigo ser o homem que você quer. 

 

- Eu não quero homem algum. Quero você, mas não sei se consigo viver uma vida assim. 

 

- Assim? Como? Nós vivemos assim por quase três anos. Nós somos namorados e juntos temos uma independência maravilhosa. Saímos a noite para beber, eu posso passar o tempo que eu quiser apenas do seu lado e a melhor parte é que depois de um dia cansativo e problemático, eu possa chegar em casa e amar você dá forma que eu sei. Da forma que a gente ama. 

 

- Se tivéssemos uma família, o que mudaria? 

 

- Filhos. Eu chegaria em casa depois de um dia desgraçado, então vai ter criança chorando de um lado, outra resmungando de fome e você sabe, melhor do que ninguém, que barulho me deixa louco. Eu não sei ser pai, eu seria o pior pai do mundo. Aos poucos os problemas de ser pais vão todos em cima de você, eu vou fugir devagar, não querendo dar pistas e quanto eu perceber, vamos estar distantes um do outro. E eu jamais conseguiria fazer isso. 

 

- Como consegue enxergar a vida com tanto egoísmo? - Pergunto incrédula. Isso deixa o moreno visivelmente estressado, suas mãos se fecham e ele luta para não gritar comigo. 

 

- Não é egoísmo. - Ele rosna sem paciência. - Eu apenas são sei ser um homem responsável que sai às sete da manhã para trabalhar e quando volta pra casa vai ser tarde demais porque minha esposa estará dormindo e as crianças estariam cansadas de um dia cheio de brincadeiras. Eu não quero perder você porque a rotina nos afastou. 

 

- Mas... Por que você não teria uma família comigo? 

 

- O meu maior sonho é ter uma família com você. - Uma chama esperançosa nasce no meu peito. - Mas sonhar é somente um sonho pra mim, nada pode se tornar realidade. 

 

Isso fez com que eu ficasse desapontada, raivosa e sem um pingo de paciência. Como ele pode? 

 

- É, mas eu sinto muito lhe informar que tem uma coisinha na minha barriga e que você pode acostumar a chamar de filho a partir de agora.  

 

Minha voz saiu cheia de raiva e ignorância, expressando meus sentimentos no momento. Não encontrei palavras para explicar a situação, então em um momento sem pensar acabei soltando aquilo que estava me sufocando. 

 

Só de pensar na ideia de Zayn negando esse filho, meu estômago embrulha de raiva e decepção. 

 

- O.que? - Ele gagueja. 

 

- Eu estou grávida. - Sussurro me sentando ao seu lado, ambos estamos visivelmente sem lugar. - Descobri hoje, com um teste. 

 

- Grávida... tipo esperando um filho meu? 

 

- Não, eu fiz com o dedo. Então ele é só meu. - Resmungo sem paciência. 

 

Um silêncio reinou entre nós dois, o olhar do moreno se alterna entre meu rosto e minha barriga, completamente perdido. 

 

- Isso, por acaso, é alguma brincadeira? 

 

- Brincadeira? - Eu estouro. - Por que eu brincaria com isso Zayn? 

 

- Eu... diz que é. 

 

- O que quer dizer com isso? - Eu pergunto exausta, mau acreditando que ele vai mesmo negar essa criança. 

 

- Eu não posso ser pai, Rosie. Eu... eu vou ser um péssimo pai. - Não consigo ficar ainda mais furiosa , ja que Zayn se mostra perdido e confuso demais. 

 

- Você seria um péssimo pai se negasse essa criança. Nós somos imaturos e completamente ocupados, eu sei, mas nós fizemos. Fomos irresponsáveis e no momento nos importamos apenas com o prazer. Mas tudo isso gerou esse criança. Não vê como tudo volta a nós? 

 

- Eu sou horrível. Você sabe. Eu sou impaciente, nervoso e agressivo. Eu fico exaltado num piscar de olhos e jamais me perdoaria se largasse você em casa porque o choro do meu próprio filho me irrita. 

 

- Bom, você tem duas opções. Fique aqui comigo e juntos vamos arcar com a consequência ou você pode fingir que eu e essa criança não existimos. 

 

- No momento, eu preciso apenas de pensar. - O moreno se levanta do sofá claramente atordoado, pega a chave do carro em cima da mesa e abre a porta de casa, me deixando de boca aberta. - Eu volto antes de escurecer. Preciso ficar sozinho um tempo. 

 

- Por que está sendo tão frio? 

 

- Não estou sendo frio. Eu vou apenas andar e esfriar minha cabeça, ou caso contrário vou explodir. 

 

Sem esperar uma resposta minha, Zayn sai pelo porta como um furacão, não me dando tempo de pensar. Um sentimento de angústia se apodera do meu coração, as lágrimas tomam conta do meu rosto e quando percebo ja estou deitada como uma bolinha no sofá, chorando feito uma criança perdida. 

 

(...)

 

Acordo um tempo depois e quando olho através das cortinas, o dia ja está chegando ao fim. Fico confusa e assustada por me encontrar na cama e não no sofá, que foi o último lugar que estive. 

 

Meu coração acelera só de pensar na possibilidade de Zayn ter voltado. Um barulho estranho de coisas caindo vem do andar de baixo, me levanto rapidamente da cama e procuro uma blusa de frio para vestir. 

 

Tomo um susto ao chegar no closet, não encontrando as roupas de Zayn. Isso é mesmo o que parece? Ele me deixou? 

 

Sinto esperança tomar conta de mim quando ouço a voz do moreno lá em baixo e sem pensar duas vezes, estou descendo as escadas rapidamente. 

 

- Rosalie. Amor, você não pode correr enquanto desce ou sobe escadas. - Ouço seu grito agudo vim da porta da cozinha e encaro confusa o moreno. - Imagina se cair? 

 

- O que você está fazendo? - Eu pergunto curiosa, o vendo sem camisa e mexendo em tudo dentro de casa. Caixas de papelão estão por todas as partes enquanto ele junta os enfeites. 

 

- Passei a tarde olhando alguma casa sem escada e grande. Encontrei uma com parquinho e advinha? Tem um cercado na piscina. Eu ja fechei contrato com o proprietário e estaremos lá amanhã. Guardei quase tudo nas caixas, faltando apenas suas roupas e os móveis maiores. O que você acha de um carro maior? É isso, eu vou comprar um que comporta sete pessoas. Quem sabe esquecemos a camisinha outra vez. Isso não me surpreenderia. 

 

Encaro Zayn incrédula, notando seu desespero e animação juntos. Ele parece um louco perturbado enquanto fala rápido e sem pausas, andando para la e para ca. 

 

- Pra que tudo isso?

 

- Não podemos ter um bebê em uma casa assim. As escadas não tem corrimão, a piscina é um perigo e que criança não gosta de um parquinho? Ah, e o carro. Bem lembrado Zayn, você tetn que comprar o carro. - Ele parece estar lutando contra si mesmo , tentando prender com cordas duas caixas juntas. 

 

Olho além de cozinha, vendo o chão da mesma com vodcas derramadas e um Bourbon entornando no tapete. 

 

- O que houve na cozinha? 

 

- Eu estava jogando as garrafas fora, afinal, eu não vou beber mais. Decidi isso hoje e realmente vou cumprir. O que você acha de rosa? Eu passei em uma loja de decoração e vi um berço lindo. Sabe o que eu li? Se uma mulher grávida tem olhos azuis, possivelmente terá uma garotinha. Vai que é uma garota e nós ja vamos estar prontos para a chegada dela. - Ele diz quase sem ar, empilhando as caixas menores. 

 

Não consigo acreditar no que está acontecendo. Ok, ele parece estar animado com a gravidez, mas isso o deixou paranóico e perturbado. 

 

- Não precisamos de uma casa nova e muito menos de um carro novo. Vamos nos estabelecer... aqui. E temos que esperar saber o sexo, vai que é um menino? 

 

- Ai nós compramos tudo de novo. - Ele resmunga se recuperando de toda correria. - E sim, nós vamos nos mudar, eu ja comprei a casa e com o dinheiro que sobrar, comprarei um carro maior. Podemos fazer uma casa na árvore, comprar tintas e eu posso desenhar no quarto dela. O que você acha de bonecas de pano? Safaa sempre adorou elas e apostou que nossa filha também vai adorar. 

 

- Zayn, você está bem? - Começo a me preocupar com a reação do meu namorado, que para um minuto para prestar atenção em mim. - Amor, pra que tantas coisas? 

 

- Eu estou ansioso. Preciso descontar isso em alguma coisa e nos próximos oito meses eu vou ter que me ocupar demais com a gravidez ou caso contrario vou explodir. Eu estou com medo, mas não quero deixar que esse sentimento me derrube. Eu vou cuidar de você, do nosso filho e vai ficar tudo bem. Eu consigo, ok? Eu sou capaz disso. 

 

- Eu sei. - Meus olhos brilham com a ideia dele. - Eu tive tanto medo que você fosse embora. 

 

- Eu jamais faria isso, mesmo correndo o risco de ser um pai péssimo, egoísta e agressivo. Eu juro tentar mudar, prometo que vou ser o melhor. Por essa criança. 

 

Samira estava certa, essa gravidez é o empurrão que Zayn precisava para assumir seus sentimentos de uma vez por todas. Ele me ama, eu tenho certeza, mas essa criança vai ser como uma alavanca para um Zayn mais sentimental surgir. 

 

Eu o adoro assim, afinal, ele sempre foi o criminoso mais sexy que esse mundo já viu. Ele anda com uma arma na cintura, está sempre cheirando a cigarro e seu corpo é cheio de desenhos. Mas quer saber, isso o faz ser o homem por quem eu me apaixonei e mesmo com a chegada dessa criança, ele não vai mudar, apenas distribuirá mais amor. 

 

E isso parece ser o essencial para mim.  

 

- Então está tudo bem pra você? - É impossível eu não me emocionar, abrindo um sorriso doce nos lábios de Zayn. 

 

- Eu achava que não, mas sim. Eu estou feliz por ser pai e poder construir uma família do seu lado. 

 

Isso é tudo que eu precisava ouvir para melhorar o meu dia. Ele percebe meu estado e para me confortar, seus braços me rodeiam, deixando um beijo na minha testa. 

 

- Eu te amo. - Sussurro quase sem voz, já que os soluços não me permitem dizer nada. 

 

- Eu amo vocês. 


Notas Finais


+500 favoritos? Foi isso mesmo que eu vi na página inicial da Fic? Ahhh meu Deus, eu amo vocês pra caralho. Eu me sinto tao feliz em ter minha história reconhecida por +500 fucking pessoas. Eu to muito feliz e obrigada por isso.
Bom, mudando de assunto, tem Fic nova no meu perfil, então corram la pra ver seus lindos.
Ah, não esquecem aquele comentário maroto, viu? Eu quero me comunicar com vocês.
Um beijo e até o próximo capítulo bônus.


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