História 10 dias com ele - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Sakura, Sasuke, Sasusaku
Exibições 213
Palavras 2.350
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Self Inserction, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Sétimo dia


 

10 Dias com Ele

 

Não iria deixa-lo brincar com minha cabeça dessa maneira. Como ele pode bagunçar minha vida em menos de uma semana? desde que Ino apareceu na minha casa com uma revista com a foto do mesmo na capa pela primeira vez, eu já não fui com a cara dele. Quando vi sua primeira entrevista em um programa de Tv percebi que minhas suspeitas estavam certas e ele era só mais um garoto mimado que não se importa com ninguém além de si mesmo.

E olha onde eu estou agora. Minha vida não tem sido fácil nesses últimos anos, eu só me dediquei aos estudos e ao trabalho. Não me relacionei com ninguém e terminei o Ensino médio com o sonho de fazer uma faculdade de medicina. Minha vida é um tédio mas estava tudo bem até esse sorteio idiota acontecer. Nunca vou me cansar de me perguntar o por que de ser eu a pessoa mais azarada do mundo. O destino esta brincando comigo assim como aquele cantorzinho.

Nunca gostei de brigas mais ele consegue me fazer perder a cabeça em questões de segundos. Eu estou com raiva dele e também sinto algo forte que não consigo identificar. Acho que é muito ódio acumulado. 

Esses Dias estão me matando.

Soltei um suspiro entrando em mais um comodo e não o encontrando. Já fazia dez minutos que estou andando dentro dessa casa atrás dele e não o acho em lugar algum.

— Sou uma idiota. — Me encostei na grande janela de vidro da sala que dava vista para fora da casa, e o vi.

Estava na praia. Como não percebi isso antes? apertei os dedos e me desencostei da janela decidida a acabar com toda essa ladainha.

Sai da casa sentindo o vento em meu rosto bagunçando meus cabelos. Já havia entardecido e logo escureceria. Resolvi tirar minhas sandálias e fiquei descalço sentindo a areia fria me meus pés. Era uma sensação gostosa.

Ele estava com as mãos no bolso e seus cabelos balançavam. E claro, estava sem camisa. Como pode ser tão lindo? é pecado uma pessoa ser bonita desse jeito. Nesses dias que estou aqui percebi que ele gosta muito de observar o mar. Realmente é muito bom ficar observando as ondas o som dos pássaros e sentir esse vento gostoso no rosto.

Meu vestido estava balançando com o vento e meus cabelos estavam voando para todos os lados. Parei e fiz um coque frouxo, estou prestes a criar uma discussão não quero que esse cabelo atrapalhe.

Voltei a andar decidida e parei ao lado dele. Percebi que ele me olhou de canto de olho e desviou o olhar.

— Você não me deixa me paz mesmo. — Ele resmungou e eu fui a sua frente.

— Esta na hora de colocarmos as cartas na mesa. — Disse decidida erguendo o rosto pois era muito baixa.

Ele abaixou o olhar e sua imensidão negra me olhou intensamente. Senti uma sensação estranha, seria errado achar aqueles olhos lindos? o que eu estou pensando? foco Sakura, fique irritada.

Ele não disse nada só continuou me olhando por longos segundos. O tempo parecia ter parado e eu já estava ficando desconfortável com aquele situação. Quando pensei em abrir a boca para quebrar aquele clima, senti seus dedos tocarem meu rosto. Meus olhos se arregalaram quando ele começou a acariciar meu rosto, olhei em seus olhos e ele parecia gravar cada detalhe do meu rosto.

— linda. — A voz do mesmo saiu tão baixo que se eu não estivesse  perto não escutaria.

Linda? por que ele disse isso? ele não estava me chamando de linda estava?

— Sasu...— Comecei a falar seu nome mas parei quando senti seus dedos em meus lábios fazendo uma leve caricia.

Senti meu coração acelerar. Por que ele esta acelerando? e por que não estamos brigando? por que ele esta fazendo isso? parece tão calmo. Droga onde esta minha raiva de agora a pouco?

Ele diminuiu nossas distancias segurando os dois lados dos meu rosto. Minha respiração ficou descompassada e eu comecei a me desesperar? para não se aproxime.

— Por que faz isso comigo? — Ele sussurrou no meu rosto e meu ar foi embora.

De repente senti uma vontade louca de beija-lo e foi o que fiz. Acabei com o nosso pouco espaço roçando nossos lábios. Depois eu me mato por essa loucura por que agora eu só quero aproveitar o momento.

As mãos dele desceram para minha cintura me dando um leve aperto. Ele pediu passagem com a língua e eu concedi fechando os olhos, logo estávamos nos beijando como se o mundo fosse acabar. Porque o beijo dele tinha que ser tão bom? por que ele tinha que me beijar como se fosse arrancar um pedaço de mim?

Ele me puxou para ele me fazendo ficar nas pontas dos pés e elançar meus braços em seus pescoço o puxando para baixo. Uma chama se acendeu em meu peito e eu me desesperei. Por que? por que isso esta acontecendo comigo? já estou cansada de sofrer.

O gosto de seus lábios era maravilhoso, ele explorava cada canto da minha boca urgentemente como se o mundo fosse acabar. O ar foi faltando aos poucos e mordeu meus lábios os puxando para ele. Abri os olhos mordi os lábios abaixando o olhar. E o maldito silencio voltou.

— Não podemos . — Ele disse depois de um longo tempo em silêncio.

Me soltei dele e respirei fundo. Claro que não podemos, eu não pertenço ao mundo dele.

— Jamais pensei em algo assim. — Disse saindo dali a passos rápidos. Nunca senti tanta vergonha na vida, eu são tão idiota. 

Não sei o por que mais meu dia acabou, não estou com vontade de fazer nada. Apenas quero ir para meu quarto e ficar lá até consegui entender o por que dessa sensação ruim. A culpa é toda dele, somente dele. Como pode agir daquela maneira?  estava sendo carinhoso e me chama de linda e perfeita me deixando totalmente fora de mim, depois diz que não podemos ficar juntos e que vai me deixar em paz.

Entrei no meu quarto trancando a porta e me encostei na mesma deslizando até o chão. Coloquei a mão no rosto e senti uma lágrima descer pelo meu rosto. Chega eu não vou aturar mais isso, vou embora amanhã mesmo. Foi um erro vir aqui, Sasuke é um erro, tudo é um erro. 

E foi com esses pensamentos que eu liguei para Ino.

— Ino. — Minha voz saiu seria.

— Sakura, você esta bem? — A voz dela saiu preocupada.

— Ino não da mais pra mim, eu quero ir embora daqui. — Disse em suplica e ela ficou em silêncio.

— O que aconteceu testuda? 

— Por favor Ino, eu não aguento mais. 

— Você não pode ir embora. Por favor Sakura, só faltam quatro dias. — Ela disse frustrada.

— Estou suplicando.

— Ok, vou ligar pra produção. — A voz dela saiu desanimada.

— Desculpa. — Foi a última coisa que disse antes de desligar. 
 
             Estava decidido, amanhã eu iria embora e esqueceria de tudo isso.

Não sai do quarto para jantar e acabei dormindo com fome. 

Acordei no outro dia desanimada, olhei para minha mala me recordando de que isso acaba hoje. Fui até o banheiro e tomei um banho de longos minutos. Penteei os cabelos os deixando soltos e vesti uma calça jeans preta com uma blusa rendada rosa. Calcei uma sapatilha e sai do quarto.

Iria até a cozinha mas parei no último degrau das escadas encarando ele que estava em minha frente com um celular no ouvido me observando. O olhar dele estava confuso e um pouco surpreso.

— Por que vai embora? — Ele perguntou desligando o celular e vindo até mim. 

— Isso não é pra mim. — Disse abaixando o olhar e iria passar por ele se o mesmo não estivesse segurado meu braço.

— O que foi? — Não ousei olhar para ele, a presença dele me deixava nervosa.

— Fica. — Ele estava pedindo pra eu ficar? ousei o olhar e seus olhos estavam sérios com uma pitada de súplica.

— Por que esta fazendo isso Sasuke? você quer me enlouquecer? — Por que ele estava fazendo isso comigo? será que queria me ver sair daqui indo direto pro hospício?

— Você que esta me enlouquecendo desde que você pisou esses malditos pés nessa casa, e agora que sair assim sem mais nem menos? você não vai embora. — A voz dele saiu alterada.

Ficamos nos encarando como se estivesse nos desafiando com o olhar. Quem aguentaria mais?

— Eu juro que não te entendo. — Disse balançando a cabeça. Ele estava acabando comigo.

— Nem eu me intendo Sakura. Só quero que fique. — Ele estava praticamente suplicando para eu ficar.

— Você não pode fazer isso comigo, não da mais pra mim. Você me odeia. 

— Eu não te odeio. — Ele disse ofendido.

— A gente só briga. — Eu tinha uma lista de argumentos com motivos de sobra para não ficar.

— Vamos ser amigos. — Agora ele me pegou de surpresa.

— Amigos? — Perguntei desconfortável. Eu amiga de Sasuke Uchiha? Ontem mesmo ele disse que não poderíamos ficar juntos e agora quer ser meu amigo?

— Sim. — Ele esta dando uma trégua é isso? mas como posso ser amiga dele depois do que aconteceu? ele lembra de que nos beijamos três vezes?

Soltei um suspiro desviando o olhar de seus olhos pidões e puxei meu braço. Eu não acredito que vou fazer isso.

— Tudo bem. Eu fico. — Disse sem nem ao menos saber porque e o mesmo deu sorriso de canto.

— Vamos tomar café da manhã. — Ele disse pegando meu braço outra vez me puxando com ele. Era o Sasuke mesmo? estou começando a achar que ele tinha sido abduzido.

— Espera eu tenho que ligar pra produção pra dizer que mudei de ideia. — Disse quando entramos na cozinha.

— Eu já fiz isso. — Ele disse pegando uma panela e colocando no fogão.

— Não entendi. — Disse confusa indo até ele.

Ele abriu a geladeira tirando alguns alimentos de dentro e deu um pequeno sorriso pra mim. Com certeza esse não é o Sasuke.

— Eles me ligaram agora pouco avisando o horário que o carro iria vir te buscar, eu não estava sabendo de nada e descobri que você iria ir embora. Então cancelei tudo pois eu sabia que você não iria. — Ele disse com um sorriso convencido. O olhei com cara de tacho. Parece que o velho Sasuke voltou.

— Você é um vadio. — Disse entre dentes o olhando com ódio. Aquilo lá na sala foi tudo um teatro barato e essa tonta aqui caiu direitinho.

— Sakura você não vai embora. — Ele disse convicto.

— Te odeio. — Cuspi as palavras na cara dele e me virei furiosa. Estou me sentindo uma tola.

— Espera, eu estava falando sério quando disse que queria sua amizade. — A voz dele saiu séria e eu parei.

— Por que acreditaria em você? — Perguntei me virando.

— Por que não acreditaria? — Ele retrucou e eu joguei as mãos para alto.

— Tudo bem chega, eu só quero comer por que to morta de fome. — Disse indo até a mesa me sentando.

— Vou fazer panquecas. — Ele disse indo até o fogão.

— Sabe fazer panquecas? — Perguntei surpresa.

— Sei fazer muitas coisas Sakura. — Não sei por que mais acho que a frase dele saiu em duplo sentindo.

— Vamos ver no que isso vai dar. — Murmurei não só me referindo as panquecas mais também a esse começo de amizade. Tenho um pressentimento de que eu e Sasuke amiguinhos não irá dar certo. 

Fiquei o olhando por um tempo fazer a panquecas e resolvi fazer um suco para acompanhar com as panquecas. De uma forma inexplicável o clima estava agradável, ainda não acredito que estamos no mesmo ambiente sem brigar.

— Então? — Ele perguntou quando mordi o primeiro pedaço da panqueca.

— Pelo menos você serve pra alguma coisa. — Provoquei e ele revirou os olhos.

— Obrigada, eu amo seus elogios. — A voz dele saiu irônica e eu sorri. 

— Quando quiser um é só falar. — Eu tinha muitos "elogios" para ele.

— Você é mal. — Ele disse fazendo cara de ofendido e eu pisquei pra ele.

Quando terminamos de comer eu lavei a louça e ele enxugou. 

— Você esta bem? — Perguntei secando minhas mãos.

— Por que não estaria? — Ele disse guardando os pratos na gaveta.

— A forma que você esta agindo. É estranha. — Disse arrumando meus cabelos.

— Prefere que eu te ignore? — Ele perguntou arqueando uma sobrancelha.

— Não...quer dizer tanto faz. — Minha voz saiu nervosa e eu sai da cozinha.

— Vem comigo. — Ele passou por mim me chamando.

— Pra onde? — Perguntei o seguindo.

— Vou te mostrar um lugar. — Ele disse pegando minha mão e me puxou para fora da casa.

Ainda estava cedo deveriam ser nove ou dez horas. Como sempre as ondas do mar estavam agitadas, andamos pela praia e ele se recusava a me contar onde estávamos indo. Foi então que vi que estávamos indo em direção a um grande conjunto de pedras, elas eram enormes.

— Vem. — Ele começou a subir nas pedras e eu como louca que sou fui atrás. —  Cuidado. — Ele disse me ajudando.

Depois de escorregar três vezes e quase cair finalmente consegui chegar ao topo. Realmente é uma linda visão, a pedra era alto o bastante para podermos enxergar o horizonte, as ondas grandes no meio do mar e tudo ao nosso redor.

— Que vista maravilhosa. — Disse sorrindo e me virei pra ele que estava ao meu lado.

— Sim. —  Ele concordou me olhando.

Se me dissessem que teríamos uma conversa descontraída e que ele começaria a me tratar bem eu nunca acreditaria. Ele esta agindo de uma forma totalmente diferente, talvez ele esteja mesmo disposto a ser meu amigo. Mas a pergunta é, Por que? Por que ele quer ser meu amigo quando ontem nos beijamos e o mesmo disse que não podemos ficar juntos? Por que quer ser meu amigo depois de tantas brigas? São tantos porquês, a única certeza que eu tenho é de que ele é completamente bipolar.

 

E você pode dizer a todos que esta é sua canção

Pode ser bastante simples, mas agora que está feito

Eu espero que você não se importe

Espero que você não se importe que eu coloque em palavras

Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo



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