História 100 Dias Para se Apaixonar - Capítulo 26


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Imagens da personagem Gaion

Capítulo 26 - Sonhos


Fanfic / Fanfiction 100 Dias Para se Apaixonar - Capítulo 26 - Sonhos

Jordan suspirou de alívio.

- Mas isso é normal, para vocês mulheres, não? – Perguntou em um tom de brincadeira.

- Não, Jordan. Eu estou grávida. – Fez-se silêncio. – Jordan?

- Estou indo te buscar. – Foi a última coisa que ele disse antes de desligar.

~Ligação Off~

O tempo parecia não passar e apesar da dor e do medo que estava sentindo, Myrcela não se permitia chorar.

Não vou chorar, não vou chorar. Ela repetia sem parar em sua mente, enquanto olhava ansiosa para o relógio.

Foi aí que se lembrou que a porta da frente estava trancada, e se forçou a ficar em pé e se arrastar para a sala.

Pense em outra coisa, esqueça a dor. – Uma voz falou em sua mente enquanto ela descia lentamente as escadas, com a mão na barriga.

Era difícil não pensar na dor, a cada passada que dava era uma pontada.

Será que estava perdendo seu filho? Se perguntou assim que chegou ao final das escadas que nunca havia parecido tão alta. Seus olhos se encheram de lágrimas e ela respirou fundo.

Não vou chorar, não vou chorar. – Tornou a repetir.

Andou até a porta e a destrancou, em seguida a abriu. Estremeceu ao sentir a brisa fria a tingir, e só então reparou na roupa que estava vestindo.

Um short jeans apertado e uma blusa regata branca.

Não devia usar roupas apertadas, você está gravida. – A mesma voz que havia falado com ela nas escadas, falou novamente.

Balançando a cabeça, virou-se de costas para a porta, para se afastar da brisa que vinha dela.

- Myrcela! – Era Jordan, ela virou-se bruscamente e ele foi até ela. – Cadê sua mãe e sua irmã?

Ela balançou a cabeça, a vontade de chorar voltou novamente ao vê-lo, e ao perceber isso ele foi até ela e abraçou.

- Você vai ficar bem. – O garoto sussurrou afagando a cabeça dela.

- Não é comigo que estou preocupada. – A garota fungou.

- É com seu filho. – Ele falou, pesadoramente. – Droga, Myrcela! Você deveria ter me dito que está grávida.

- Jordan, não é hora pra isso, precisamos leva-la ao hospital. – Uma voz falou atrás dele.

Myrcela saiu dos braços dele e viu Rebekah parada na porta. Myr abriu um sorriso ao ver a amiga e o seu sorriso foi correspondido por um vacilante da outra.

- Vamos. – Jordan disse pegando Myrcela nos braços e os três saíram dali. Rebekah foi à última, pois ela fechou a porta e a trancou, colocando a chave em seguida dentro da bolsa de lado que carregava.

Um carro preto estava estacionado do lado de fora e Rebekah correu para abrir a porta de trás. Jordan colocou Myr dentro dele e, em seguida entrou, a porta foi fechada e Rebekah deu a volta e se sentou no banco do motorista.

- Por favor, me diga que você não roubou esse carro, Bekah. – Myr não pôde evitar dizer.

Rebekah sorriu enquanto colocava o cinto, mas não respondeu. Segundos depois o carro estava se movimentando.

Myr supriu um gemido e fez uma careta ao sentir a dor antes esquecida voltar com tudo. Jordan deve ter visto, pois apertou sua mão e a puxou para si, a acolhendo em seus braços.

- Fica calma, amiga. – Rebekah aconselhou acelerando o carro. – Vocês vão ficar bem.

 

 

Estava sentado em um belo jardim no qual continha várias flores de diferentes formas e tipos.

Eram todas tão lindas e coloridas.

Fechou os olhos e sentiu o arder do pôr-do-sol em seu rosto.

- Aqui é lindo não é? – Ouviu alguém falar ao seu lado e ao abrir os olhos viu Agatha se aproximando.

Ela estava linda. Vestia um vestido cor-de-rosa delicado e fofo, com vários babados, seus cabelos castanhos estavam soltos e voam com o vento, e nos pés calçava uma sapatilha floral.

- Posso me sentar ao seu lado? – Perguntou apontando para o lado dele, sem pensar duas vezes o mesmo assentiu, e ela sentou-se.

Os dois encararam o lindo jardim a frente deles, em silêncio.

- Aqui era um dos meus lugares favoritos de quando eu era criança. – Ela disse, quebrando o silêncio.

- Isso é um sonho? – Ele perguntou com medo da resposta e do que ela poderia significar.

- Sim. – Ela disse e o encarou. Seus olhos que continham o mesmo castanho do cabelo possuíam um brilho doce e suave que ele nunca tinha percebido antes. – Louis, Ethan e eu costumávamos vim para cá para brincar e era tão bom.

- Quem é Ethan? – Jamie perguntou realmente interessado.

- Meu irmão mais velho. – Ele pôde ver uma pontinha de tristeza no sorriso dela. – Talvez um dia você o conheça.

- Quando ele vier aqui para sugar a energia de algum dos meus amigos?

Ela riu sem humor.

- Não. – Balançou a cabeça. – Ele não faz o tipo de coisa que Louis e eu fazemos. Ele é bom, sabe? – Ela limpou uma lágrima solitária que caiu. – Sinto saudades de todos eles. Do Ethan, do papai e da mamãe.

- Então por que você não volta para casa? – Ele perguntou, sério. – Por que você está aqui de verdade, Agatha? Eu sinceramente não acredito que seja apenas por causa de mim e de Diana.

- E não é. – Ela sussurrou. – O motivo de meu irmão e eu estarmos aqui vai muito além do que você e seus amigos podem imaginar. Estamos aqui por causa de uma força maior. Você e sua amiga são apenas uma das formas de chegarmos a ela.

Jamie continuava encarando-a. Ela estava diferente, não parecia àquela garota com pose de arrogante e esnobe que estava acostumado a ver no colégio. Parecia apenas uma garota comum que estava com saudades de casa.

- Está vendo aquela estrela? – Ela apontou para o céu e ele percebeu surpreso que já havia anoitecido e a lua brilhava grande no céu.

- Qual? – Ele perguntou tentando adivinhar para qual ela estava apontado.

- Esquece. – Ela revirou os olhos abaixando o dedo.

- Não. – Ele falou, olhando novamente para ela. – Fala.

- Tá. – A menina sorriu e apontou novamente, ele olhou para o céu, mas ainda não sabia para qual ela estava apontando, havia muitas estrelas. – Aquela é a minha estrela.

- E como você sabe que é aquela estrela e não outra?

- Porque ela brilha diferente das outras, sabe?  Eu não sei explicar, mas no momento em que bati o olho nela a, considerei minha, pois foi isso que senti ao vê-la, senti uma conexão que não sei explicar, e não sei como, mas eu sei que ela brilha diferente, pelo menos pra mim. – Ela riu e sua risada era tão linda. – Você está me olhando como se eu fosse louca e pode até achar isso, mas já estou acostumada. Meu pai costuma dizer que ninguém vê o céu como eu vejo. – Jamie assentiu, admirado. – Agora você está me olhando com cara de bobo.

Foi a vez de ele ri.

- É porque você não parece tão assustadora agora.

- Eu pareço assustadora? – Ela estreitou os olhos.

- Sim. No colégio você me encara com aquele seu olhar de mal e eu confesso que sinto medo quando você faz isso.

Agatha ficou pensativa.

- Eu não sou a vilã da história, Jamie. – Disse. – Você saberá disso com o tempo.

 

 

- Tem uma pessoa que eu acho que pode te ajudar. – Isabelle revelou o encarando intensamente. – Com essa história do coma e tudo isso.

Anthony e ela estavam na frente da casa de Khaty, onde podiam conversar a vontade, sem se preocupar se iriam acordar Lysie.

- Quem é essa pessoa? – Ele perguntou realmente curioso.

- Você deve conhecê-la, ela estuda no mesmo colégio que vocês.

- E quem é ela? Qual o nome dela?

Izzy abriu um sorriso sarcástico.

- O nome dela é Ivy.

 

 

Seu bebê está bem.

Myrcela não parava de repetir as palavras do médico na mente.

Mas por pouco você não o perdeu, passou bem perto de isso acontecer.

Suas mãos foram protetoras para a barriga onde a alisou.

Seria um aborto espontâneo, sua sorte é que logo te trouxeram para o hospital.

Olhou para Jordan que estava sentado em uma cadeira ao seu lado da cama.

Sua gravidez é de alto risco... Você está abaixo do peso e com anemia... Precisa ficar de observação esta noite... Isso poderá acontecer mais vezes... Precisará ir a uma nutricionista... Amanhã conversaremos mais sobre isso... Descanse, você e o bebê precisam.

- Achei que o médico tinha mandado você descansar. – Rebekah comentou entrando no quarto.

- Acho um pouco difícil eu conseguir dormir agora. – Myr fez biquinho.

- Você tem que tentar, precisa descansar, não tem mais com o quê se preocupar, você e o bebê estão bem. – Bekah se aproximou da cama.

- Não exatamente, é de alto risco, lembra?

- Sim, mas não é hora para pensar nisso é hora para descansar. Durma. – Às vezes as ordens autoritárias de Rebekah lembrava as de Laura.

Apesar de querer que a mãe estivesse ali estava feliz com a presença da amiga e de Jordan.

- Obrigada. – Agradeceu olhando de Rebekah para Jordan que as observava calado.

- Por nada, Myr. – A outra revirou os olhos. – Mas se você quer mesmo nos agradecer durma. Seria a melhor forma de nos demostrar que está grata.

Dando uma risadinha Myrcela fechou os olhos, pensou que não, mas estava cansada e minutos depois já estava dormindo.

 

- Você foi tão forte hoje, querida. – A voz doce invadiu seus sentidos. – Estou orgulhosa de você.

Abriu os olhos e se viu deitada em um sofá de cor marrom. Estava enrolada em um edredom, em frente a uma lareira que estava acesa. Observou as chamas e sentiu-se relaxar instantemente.

- Você não chorou em nenhum momento. – A voz continuou, divertida. – Se fosse eu teria gritado como uma louca, nunca fui muito resistente à dor.

Sentando-se no sofá aconchegante procurou a dona da voz. Viu a garota de cabelos azuis que sempre sonhava se aproximando do sofá com um sorriso simpático e uma xícara de alguma coisa na mão.

- Quem é você? – Perguntou em um tom quase assustado.

- Gaion. – A garota parou em frente ao sofá e estendeu a xícara para Myrcela que a pegou. – Você sabe o meu nome.

- Desculpa, eu não lembrava. – Myr pediu tomando um gole do delicioso chá que Gaion havia feito. – Por que estou aqui? Isto é real?

- Sempre as mesmas perguntas, não é Myrcela? – O tom de Gaion não foi grosso e Myr se pegou perguntando se em algum momento era, ela parecia ser o tipo de pessoa totalmente calma e dócil.

Myr já havia terminado o chá e Gaion pegou a xícara e a colocou em cima da mesa de centro de madeira que tinha no meio da sala.

- Nossa pequena te deu um grande susto hoje, não foi?

Myrcela olhou para a barriga.

- Nossa pequena? – Perguntou confusa.

- Sim. – Gaion se abaixou ao lado de Myr e sua mão foi para a barriga da mesma. – Eu já tinha te falado que será uma menina e estávamos até discutindo o nome dela.

Myr sorriu boba.

- Uma menina? – A outra assentiu. – Então isso significa que não vou perder meu bebê.

Gaion riu.

- Pode ter certeza que não. Essa mocinha que você carrega aí ainda vai te dar muito trabalho.

Myrcela suspirou aliviada.

- Você não sabe como estou feliz ao ouvir isso.

- Eu sei sim, querida. Também fico feliz ao saber disso. – Gaion se ergueu um pouco e beijou os lábios de Myr, que por um momento, ficou surpresa, mas ao sentir os lábios doces da outra se moverem sobre os seus, retribuiu o beijo terno.

Ainda beijando Gaion se perguntou se fazia isso com frequência. A garota deu uma risadinha e aprofundou ainda mais o beijo.

 

 

- Você disse que não é a vilã. – Jamie comentou pensativo. – Mas se você não é a vilã então por que machucou Khetyssiah sem ter motivos?

Agatha suspirou.

- Às vezes eu ajo por impulso, Jamie. Mas isso não faz de mim necessariamente uma pessoa má. – Ela disse entretida. – E quanto a sua amiga... eu sabia que ela estava fraca, mas não tão fraca, até me assustei quando ela desmaiou e talvez eu tenha sido uma vilã sim nesse momento, mas tenho meus motivos para ter feito o que fiz.

Jamie a encarou pensando no quanto Khaty havia ficado fraca nos dias que se sucederam depois do ocorrido e como ela havia demorado em se recuperar.

- Está na hora de ir. – A voz de Agatha saiu firme e arrogante. – Me dê suas mãos.

Hesitante, ele as estendeu.

- Até mais, Jamie. – Ela sorriu de forma demoníaca e começou a pegar a energia dele para si.

 

 

- Anthony... Onde você estava? – Lysie perguntou sonolenta e Anthony se xingou mentalmente porque apesar do esforço que ele estava fazendo para não acorda-la o havia feito.

- Estava conversando com Isabelle. – Ele sussurrou, deitando ao lado da mesma.

- E o que ela te disse? – Ela abriu os olhos com esforço e o encarou com a vista embaçada.

- Depois te falo. – Ele lhe deu um beijo na testa e a abraçou. – Durma, Lysie.

Sorrindo boba ela fechou os olhos.



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