História 123 Testando - Capítulo 4


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Palavras 1.090
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Incesto, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Para todos os desocupados de plantão, que assim como eu estão em pleno sábado fazendo vários nada.
Espero que gostem.
kissu *3*

Capítulo 4 - Teste 4 A terceira historia


  Estava tirando um cochilo na sala enquanto esperava o caminhão de mudanças aparecer. Me alegrava pensar que mais cedo ou mais tarde meus moveis finalmente estariam aqui comigo.

  Depois de messes esperando eu poderia novamente deitar em uma cama minha, usar um guarda-roupas que não fosse emprestado ou então parar de bater o dedo do pé em uma mobília que não me pertencesse.

  Fiquei muito tempo dependendo de empréstimos... Na verdade, acho que desde que me mudei pra casa da minha avó na praia eu venho usado coisas que pertenciam a minha tia a muitos anos atrás... Muitos... Muitos... Muuuitos anos atrás mesmo.

  Acho que se fosse pela mobília, eu não teria aceitado vir pra cá quando meu pai falou que teria de passar um ano no exterior. Eu espernearia, gritaria, correria, agarraria no porteiro, na vizinha, EM QUALQUER UM, mas ninguém me tiraria do meu adorado prédio do centro de São Paulo.

  Sorte dele e de todos os outros moradores do meu antigo edifício que eu considerava a “casa da vó da praia" um segundo lar, onde eu praticamente zerei todas as férias da minha vida de 17 anos, e onde eu era a mais entupida de amigos.

  Tentei continuar pensando nessas besteiras enquanto descansava os olhos, mas sem perceber o meu cochilo virou um ronco puxado com maestria e acabei caindo num sonho estilo “déjà vu”.

  As cenas da minha saída da cidade, a despedida do meu pai em frente da casa, a chegada da notícia de que o caminhão tinha errado a rota, o reencontro com as minhas duas melhores amigas, o crush instantâneo que eu tive no vizinho novo... Tudo foi passado lentamente até que revivi o dia em que fui convidada pra hp de um certo moreno ladrão de corações, mas conhecido como Carlos.

  -Você é realmente uma folgada.

  A voz dele entrou nos meus sonhos, e com desgosto tentei abrir os olhos. Sua imagem estava turva e embaçada, mas isso não me impedia de reconhecer as duas esferas verdes próximas a mim, me encarando e comprovando que era realmente ele que estava ali, falando comigo sem obter resposta nenhuma.

  -Nem consegue levantar para recepcionar os transportadores.

  Esfreguei os olhos e tomei força para me levantar. Fui até o banheiro e lá lavei o rosto. Ele me seguiu, e finalmente consegui ver sua imagem sem confundi-la com um borrão.

  -Do que está falando, sardento?

  -Ora essa! Dos trabalhadores que vieram num extenso automóvel próprio para transportes! –Raciocinei sua fala, para então arregalar meus olhos. –Eles haviam acabado de reentrar na maquina...

  Não esperei o final da fala para disparar porta afora. “Merda, merda, merda...” era a única coisa que vinha em minha mente, e que provavelmente estaria escapando entre meus lábios na hora.

  Já na rua, consegui avistar o caminhão dobrar a esquina. Nem conseguia pensar direito, mas no calor da emoção, peguei minha bicicleta e parti pra uma perseguição estilo “Need for Speed”.

  Segui loucamente meus amados móveis por uma boa quantidade de largos quarteirões. Me joguei em frente ao veiculo que os carregava. Expliquei para os homens que eu era a dona da casa onde deveriam fazer a entrega. Voltamos juntos, e observei eles trabalharem por alguns minutos.

  Agora eles já tinham ido embora, e eu estava “sozinha” de novo, tentando organizar a mobília de um modo agradável no quarto do segundo andar.

  -Você podia ter me acordado.

  -Eu fiz minhas tentativas, mas elas foram em vão visto que sua pessoa se equipara a uma rocha durante o tempo de repouso.

  -Maldito palmito.

  Fui ignorada, e continuei a empurrar e arrastar os objetos de madeira pelo espaço agora verdadeiramente “meu”. Só terminei a tarefa quando a tarde se encontrava no fim, hora certa da chegada de minha avó.

  Observava o quarto com satisfação quando ouço a porta da frente se abrir. O ruivo sentado no chão, assim como eu se volta para o barulho e não demora muito para que a idosa entre no quarto.

  -Trouxeram as coisas vó! –Sorri.

  -Já não se era tempo! Daqui a pouco você voltava pra casa sem eles terem carregado nada! –Respondeu a velha apreciando ao redor.

  -Verdade... Como foi o paraquedismo?

  -Foi ótimo! Mas ainda prefiro bungee jump.

  “Nós” ficamos falando por um bom tempo de como era melhor saltar de um lugar alto sem ter alguém colado em suas costas. Eu só concordava na maioria das vezes, já que tenho medo de altura e nunca fui em nenhum desses esportes radicais.

  Essa era umas das coisas que eu não tinha puxado na Dona Dora: o espirito aventureiro... Ela pulava de lugares altos, nadava em correntezas, fazia coisas que muitos considerariam loucura, enquanto eu tremia toda vez que íamos na montanha russa de um parque temático.

  Minhas amigas sempre tiravam com a minha cara por causa disso, já que muitas vezes em nossas excursões, era a vovò que ia nos brinquedos radicais com elas, enquanto eu esquentava banco com as senhoras da equipe do crochê.

  Jantamos as sobras da geladeira e fui tomar banho, feliz com o pensamento de que assim que saísse teria uma cama nova e quentinha me esperando para deitar. Abandonei a água quente, e pus o pijama em meio ao vapor do banheiro. Fui pro quarto e quase tombei dura no chão.

  -Por que está deitado ai?!

  Em meio as cobertas estava ele, fonte de todas as minhas rugas atuais, a personificação da grosseria e da ignorância, e aparentemente da folga também.

  -Poderia fazer o favor de não me incomodar? Estou tentando dormir se não reparou.

  -Cê tá brincando? Se VOCÊ não reparou essa cama é minha!

  -Deverias envergonhar-se por tratar de um hospede com tanta hostilidade. Mas relevarei seus atos, boa noite.

  Protestei, mas ele ignorou. Me tornei um vulcão pela quantidade de raiva que me atingiu, conseguia até sentir a lava escorrendo pelas minhas orelhas se me esforçasse e isso só piorou quando o ruivo jogou um dos travesseiros e uma das cobertas em minha direção dizendo “Vou ser bondoso dessa vez, eis ai um pequeno agrado de minha parte. Agora pode se retirar”.

  Afundava os pés na madeira a cada passo que dava, sentia a estrutura da casa tremer enquanto descia as escadas e jurei que o sofá ia desabar quando me joguei nele pra dormir.

 Xingava horrores e resmungava mais ainda. Agora eu só tinha três certezas: 1ª -Eu realmente odeio aquele palmito em conserva imbecil. 2ª –Vou me arrepender eternamente por ter ido na festa quando fui convidada. E 3ª –Amanhã as minhas costas vão acordar chorando. 


Notas Finais


Qual será o motivo dela se arrepender de ter ido? :v


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