História 13 Reasons Why - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Palavras 2.008
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Romance e Novela, Slash, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha só quem voltou, hmmm eu mesma!
Aproveitar que está friozinho e, pelo menos aqui onde eu moro, nublado para animar um pouco a tarde de vocês, meus lindos!

Vamos ao capítulo?

Capítulo 4 - Fita 2, Lado B


“Este próximo motivo deve ser um dos mais engraçados e, ao mesmo tempo, idiotas destas fitas. Dessa vez, eu faço questão de jogar todas as pedras possíveis em cima da pessoa, pois ela foi uma inutilidade na minha vida.

 

                E agora vocês devem estar pensando: Finalmente eu vou parar de me lamentar. Certo? Completamente errado, meu caro motivo.

 

                Não é como se eu fosse apoiar todas as minhas palavras de ódio em cima de Kim Namjoon, longe disso. Existem pessoas piores do que ele, conheço-as bem. Ou melhor, eu pensava que as conhecia.

                Mas o que ele fez, ou melhor, o que VOCÊ fez não havia necessidade. Sim, agora estou falando diretamente com você. Pensou que eu era um brinquedo tão idiota assim? Sinceramente, você e seu grupinho são mais burros do que eu imaginava que seriam. Foda-se as merdas dos planos toscos de vocês, e foda-se o fato de que eu caí como uma pluma em cima deles. Qualquer um que estivesse no meu lugar, naqueles momentos, não teria dado um passo a mais em sua direção. ”

 

- ... Não estou aqui para jogar palavras fora! Vocês são alunos e vieram para prestar atenção na minha aula, não é Sr. Park? – Levanto meu olhar para a mulher em minha frente, retirando meus fones de ouvido aos poucos e guardando-os por dentro de minha camiseta. Engulo a seco, vendo aqueles gigantes olhos azuis exalarem raiva por detrás dos pequenos cílios. – Poderia repetir tudo que eu acabei de explicar?

 

- E-eu, aish! – Olho para meus próprios pés, ouvindo algumas risadas baixas na classe. – Sinto muito, professora. Me perdi aqui e-....

 

- Direto para a diretoria, Jimin. Talvez lá aprenda que é feio não prestar atenção nos outros, enquanto eles falam com você. – A mais velha se afasta, voltando a se posicionar de frente para o quadro-negro. Levanto-me de minha cadeira, saindo da classe com a cabeça baixa e minha mochila nas costas, é certeza que não volto cedo para terminar a aula de geografia.

 

.

 

.

 

[...]

 

                “Ah, Namjoon. Seu cabelo era tão lindo, todo loiro e jogado para trás... Por que decidiu mudá-lo? Cabelo verde não combina muito contigo, sinto que até você notou isso. Sei que vive se olhando no espelho, ajeitando-se para ver se sua franja volta a ser mais comprida do que ela está atualmente.

                Me lembro como estava todo arrumado, no dia em que começamos a conversar um com o outro. Era uma simples aula de biologia, todos os alunos vestindo aventais e realizando pesquisas dentro daquele laboratório. O professor havia mandado para juntarmos duplas, e eu ia ficar sozinho. Mas você veio até mim, exibindo seu sorriso e suas covinhas.

 

- Por que não se junta com alguém? – Perguntou, enquanto eu preferia continuar encarando a pequena formiga morta que estava em cima da bancada. – Sabe, não é muito legal ficar sozinho em trabalhos que são em dupla.

 

- Eu ‘tô acostumado, e é até mais rápido de realizar os trabalhos... – Respondi, meio constrangido. A realidade é que você estava certo, é chato pra cacete ficar sozinho só porque não existe mais ninguém para juntar-se contigo.

 

- Prometo que serei rápido, também não gosto de demorar muito. – Riu divertido, se aproximando mais de mim. Na hora, não acreditei que realmente queria fazer dupla comigo, para perceber como eu não estava acostumado com esse tipo de atitude, principalmente vinda de apenas um colega de classe. Te encarei um pouco assustado, o que te intrigou, entendo. – O que foi? Não quer se juntar comigo?

 

- Não, sem problemas! – Respondi, sorrindo pela primeira vez após muito tempo que havia se passado. “

 

 

                Saio de diretoria, respirando fundo. Não foi fácil aturar um sermão de quase duas horas seguidas, sem contar o tempo que tive que esperar para poder entrar na sala da diretora. Andando pelos corredores e olhando para o lado de fora da escola, já vejo que o Sol se encontra radiante pelo outro lado da janela. Daqui a pouco, provavelmente, dará meio-dia e os alunos vão sair correndo de suas classes, todos agradecendo pelo fim da aula de hoje.

                O que não demorou muito para acontecer. Alunos para cá, alunos para lá, e eu aqui, perdido no meio deles. Começo a andar em direção à saída, esbarrando em algumas pessoas que me encaravam feio.

 

- Cuidado para não levar outra encarada da professora, Park! Vai que ela fica afim de você! – Ouço um grito atrás de mim, seguido por várias risadas altas. Olho para atrás e vejo Taehyung, junto com sua “gangue” de babacas. Dou de ombros e volto a andar em frente, não me importando com eles.

                Talvez porque eu estou muito ocupado, atento as palavras ditas pelo meu fone de ouvido.

 

                “Quase duas semanas se falando, e eu estava feliz. Mesmo com todas as merdas acontecendo de uma vez só na minha vida, você me alegrava um pouco. Me tratava com carinho, e acariciava meus cabelos quando percebia que eu precisava de um conforto.

                Mas houve um problema entre nós. Um problema que, por muito tempo, julguei ter sido causado por minha causa – O que, até hoje, não sei se realmente foi ou não. Eu não conseguia me apaixonar por você. Até agradeço que não aconteceu, mas as coisas continuaram desandando de qualquer maneira.

 

- Jungkook... – Perguntou, enquanto eu ficava deitado em seu colo. Estávamos no meio de uma praça, sentados em um banco e sozinhos, apenas aproveitando a paz do local. Paz que, infelizmente, não iria durar por muito tempo. – Você ficaria comigo?

 

                Meu coração gelou naquele momento. Fiquei vários segundos em silêncio, e você continuava chamando pelo meu nome, bem baixinho. Parecia que mais um degrau da escada, que eu apelidei de ‘Minha Vida’, estava desabando e eu não conseguia te responder. Como explicaria que te considerava somente meu amigo?

 

- Namjoon, e-eu não sei o que lhe responder. – Levantei-me de seu colo, te encarando com minha consciência pesada. – Te adoro, mas não ao ponto de ficar contigo.

 

- Você ama outra pessoa, não? – Seu rosto mudou de um segundo para o outro. De uma feição delicada e pacífica, passou-se a ser dentes rangendo de raiva e sobrancelhas arqueadas. Você literalmente se transformou em outra pessoa, outro Namjoon que eu desconhecia. – Como eu pude ser tão tolo...

 

- N-não é isso! – Comecei a sentir meus dedos tremerem, enquanto minha voz começava a falhar aos poucos. – Eu só não me vejo ficando contigo! Entenda Namjoon, por favor.

 

- Eu fiz de tudo para te agradar, seu moleque mimado! – Gritou, enquanto eu dei um pulo de susto. Você começou a apontar o dedo no meio da minha cara, enquanto tentava me encurralar em cima daquele banquinho. – E você me retribui assim?!

 

- Desculpa, Namjoon! O-olhe, podemos conver-... – Sou interrompido, sendo empurrado fortemente para longe. Desta vez, consigo segurar o choro e permaneço de pé, agora fora do banco.

 

- Quer saber a verdade? – Você voltou a aproximar-se, apertando meus pulsos com força enquanto não tirava seu olhar do meu. – Taehyung me mandou fazer isso. Eu NUNCA seria seu amigo, se não fosse ele me obrigando.

 

- Como assim? Ele queria que eu tivesse amigos, é isso mesmo? – Meu coração começou a saltitar dentro de meu peito, como se fosse explodir. Por um segundo, alimentei um pequeno fio de esperança que havia dentro de mim. Mas, como sempre, ele foi arrebentado com palavras brutas e realistas.

 

- Você é burro ou o quê, menino? – Me soltou, enquanto segurava o riso. Você podia ter rido de mim, eu já estava acostumado. – Ele queria que eu te usasse, isso sim! Todos apenas te usam, Jungkook.

 

                Bem, e o final dessa discussão foi praticamente igual ao de todas as outras. Vocês já devem imaginar: Eu não aguentei e chorei, me tranquei em meu quarto e voltei a evitar qualquer tipo de contato possível com outros seres humanos.

                Mas as coisas pioraram para o meu lado. Já não bastava as agressões que eu levava de Taehyung, os olhares feios pelos corredores daquele colégio imundo. Você ainda quis me ferrar mais? Colocando um pacote de maconha no fundo de minha mochila, me denunciando logo em seguida para a diretora e para a polícia. Eu até iria te parabenizar pelo plano ter sido bem planejado, se ele não tivesse sido totalmente tosco.

                Não adiantava o que eu falasse. Os sorrisos que você me lançava na frente de todos os policiais, enquanto eu tentava me explicar, te entregavam totalmente. Mas, mesmo assim, preferiram me culpar de todas as maneiras possíveis. Afinal, quem acreditaria que Kim Namjoon havia feito uma barbaridade dessas? Um dos garotos mais inteligentes da escola, sendo comparado com um inútil que já tinha a reputação totalmente fodida pelos outros. Até que eu entendo um pouco o ponto de vista dos adultos, pelo menos tento entender.

                Quase que minha família perdeu tudo. Por sorte, apenas fui ‘castigado’ com um mês inteiro trabalhando na limpeza do colégio, além das aulas de resistência às drogas que tive que aguentar nesse mesmo período, três vezes na semana.

 

                Mas o pior disso não foram os castigos que tive que aturar;

                E nem as caras feias que comecei a receber de todos os professores, até dos que gostavam de mim;

                A maior dor, para mim, foi descobrir que o mundo pode ser ainda mais cruel do que eu imaginava. “

 

.

 

.

 

[...]

 

                Faz uns três dias que já terminei de ouvir a última fita, e não sei qual atitude tomar. Não sei se ouço a próxima parte, mesmo tendo o receio de que pode ser falando sobre mim. Por fim, decido fazer a mesma coisa que fiz com os outros: Conversar e tentar tirar as informações necessárias, para poder ligar todos os fatos da forma adequada.

                Aproveito o intervalo lotado, passando pela multidão de pessoas no refeitório e procurando Namjoon por todos os cantos. Falho miseravelmente, decidindo executar meu segundo plano. Sempre houveram boatos de que ele fuma escondido, nos fundos da escola. Vou até lá de forma cautelosa, abrindo uma pequena porta que dava acesso ao lado de fora do colégio. O Kim está aqui, soltando fumaça pela boca e observando os carros passando na rua. Me aproximo devagar, tentando não o assustar.

 

- O que foi, pirralho? – Virou-se para mim, antes mesmo que eu pudesse me pronunciar.

 

- Acho que, pela situação que estamos, você sabe sobre o que eu quero conversar. – Me encosto na parede, cruzando os braços enquanto tusso um pouco. Merda, ele não poderia largar esse cigarro só por alguns minutos?

 

- É sobre o moleque que morreu e que deixou algumas fitas do capeta para nós? – Ele diz, com uma naturalidade que me espanta.

 

- Não fale assim dele! – Aperto meus punhos, recebendo apenas um riso debochado do outro. Respiro fundo e volto a minha postura normal. – Por que caiu na conversa do Taehyung? A amizade de vocês não era motivo para ter enganado Jungkook.

 

- Eu fui forçado a fazer aquilo, ‘tá? – Disse, tragando o cigarro uma última vez, antes de apagá-lo e jogá-lo no chão. – Não fala merda sem saber das coisas.

 

- Forçado? – Desta vez é a minha vez de rir. Namjoon só pode estar brincando comigo, achando que eu também irei cair na sua conversa. – Você sendo forçado a algo por Taehyung? Caralho, que amizade boa essa de vocês dois, hein?

 

- Tive motivos que você não faz ideia de quais foram... – Namjoon suspira pesado, finalmente me encarando olho a olho. Ele parece mais calmo, agora que se acostumou com minha presença no local. – Eu achava que Jungkook era uma pessoa boa, ‘tá legal? Mas eu não tive opção!

 

- Por que?! – Me aproximo de si, já me irritando com a situação. - Cacete, ninguém me responde direito! Sempre enrolam! Por que não me fala logo a verdade, Namjoon?

 

- Porque você mesmo vai descobrir a verdade. Ninguém vai precisar te falar nada para que isso aconteça. – Sorri para mim, antes de ultrapassar a porta e me deixar sozinho aqui, do lado de fora, junto com o seu forte cheiro de cigarro.  

 

 

 


Notas Finais


Já aviso que, a partir do próximo capítulo, as coisas vão ficar mais "pesadas", do jeitinho que vocês devem estar aguardando! XD
Espero que tenham gostado do capítulo. Não está tão grande como os outros, mas o próximo vai ser maior, provavelmente!

Kissus de panda! <3


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