História 14 Dias - Capítulo 26


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Categorias Anavitória
Personagens Ana Clara Caetano, Vitória Falcão
Tags Anavitoria, Musica, Romance
Visualizações 520
Palavras 1.191
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - Vamos chamar os meninos


Ana

Acordo na cama e não me lembro de ter saído do sofá. Sinto uma respiração forte na minha nuca, e sorrio por arrepiar até com Vitória dormindo. 

Pela cor do sol lá fora, deve ser umas seis dá tarde. Penso em levantar, mas depois que Vitória passa os braços por cima de mim e me aninha, desisto da ideia.

Quando estou quase dormindo outra vez, um toque de celular, lá na sala, desperta tanto a mim quanto Vitória.

- ahwjabdej - É isso que parece que Vitória falou, e dou uma risada que a desperta mais ainda. - Vai lá, deve ser o Fê - Ela diz apressada, e dessa vez eu entendo.

- Alô? - Digo ao atender. Número desconhecido.

- Oi Ana, é o Felipe. Tô no telefone do advogado. Seguinte: preciso de vocês duas aqui onde eu tô. O consultor de processos quer conversar pessoalmente com vocês e com os meninos da Outroeu. Eu liguei pra eles virem também. Daqui uns 15 minutos eles vão passar aí pra pegar vocês. Tchau.

Vitoria

- Vi!! - Ouço Ana dizer preocupada lá da sala e já sento na cama, esperando ela dizer que não deu nada certo com o processo. 

- O pessoal da Outroeu tão vindo buscar a gente pra irmos onde o Felipe tá. O cara lá que julga os processos precisa falar com a gente - Ela continua explicando já dentro do quarto e dou risada do nome que ela deu pro consultor.

Levanto tranquilamente. 15 minutos é mais do que suficiente pra tomar um banho e me arrumar. Mas daí lembro que é Ana Clara que está logo ali na porta, e depois que vejo a cara de desespero dela, já imagino suas próximas palavras:

- Meu Deus, Vi. Que roupa eu ponho? - ela diz, abrindo a porta do guarda-roupa, lotado de coisas.

- Ninha, deve ser só um escritório, não tem nada demais - tento raciocinar, mas sei que não vai adiantar. Então vou até o guarda-roupa dela e escolho um macacão preto e um blazer branco. - Taí, dá um ar de seriedade.

Ela parece gostar do look e me abraça apertado:

- O que seria eu sem tu? - ela fala abafada no meu cabelo.

- Nada - digo, a fazendo rir com minha falta de humildade.

(...)

Ana


Me surpreendo com a pontualidade dos meninos. 15 minutos em ponto e nosso interfone toca:

- Chegamos! - Identifico ser a voz de Guto.

- Tamo indo! 

Quando chegamos no estacionamento, vejo uma van, que identifico ser o carro deles. Só assim pra caber todo mundo. 

- Quanto tempo - Mike diz, depois de nos cumprimentarmos. Ele estende a mão e me ajuda subir na van alta.

- Vitória, senta lá na frente. Aqui já tá ocupado - Guto diz pra ela, e sei que não foi a intenção dele, mas me pareceu bem ríspido. E pela cara de Vitória, ela também não gostou muito. Mas, como realmente não tinha mais lugar, ela senta no banco do passageiro, ao lado do motorista que se apresenta como Tião. 

- Tomara que dê tudo certo - Mike diz ao meu lado, estralando os dedos, sem disfarçar o nervosismo. 

- Vai dar sim, Mike - Tento o acalmar, dando tapinhas no joelho dele.

(...)

Vitória


Fico um pouco chateada por Ana nem sequer pedir pra mim poder ficar perto dela, mas tudo bem. 

Nunca tinha visto isso, mas a Van tem um vidro que separa o motorista e passageiro, do resto do pessoal lá atrás, ou seja, não consigo conversar com ninguém, nem ouvir ninguém. Então, puxo um papo com o Tião:

- Então o senhor é motorista da Outroeu? - Pergunto já sabendo a resposta.

- Sou sim. Faz 2 anos já - ele diz empolgado. Acho que raramente alguém conversa com ele.

- Eles são gente boa né? - Digo, também já sabendo a resposta.

- São mesmo. Virei até conselheiro amoroso pra um deles - ele fala rindo, sem tirar os olhos do trânsito.

- Ah é? - Fico curiosa - Qual deles?  - Imagino ser do Guto, que namora.

- Do Mike. Ele sofreu esses tempos atrás por causa de uma garota aí - A resposta me surpreende. Não me lembro de Mike com nenhuma mulher. Mas, tem tanta coisa que eu esqueci...

- Então ajudei ele a se recuperar, tadinho - Tião continua - Rapaz muito bom esse, não merece sofrer, não.

Olho para trás, e vejo Ana com os olhos fechados de tanto rir, de alguma coisa que Mike falou. 

Sei que não preciso, nem devo, nem tenho porque, mas fico com uma sensação ruim dentro de mim. E o pior é que eu gosto do Mike, ele é mesmo um menino muito sabido e bom. Mas a sensação aumenta mais ainda quando ele passa a mão na coxa de Ana, rindo enquanto ela fala sei lá o que, porque esse vidro idiota não me deixa ouvir.

Ela vira de frente e encontra meu olhar e sua risada se desfaz. Viro de frente e tento me acalmar. 

Mike não sabe sobre eu e Ana. Ele provavelmente tá dando em cima de uma menina que sempre gostou, mas que, segundo Tião, não podia fazer nada já que estava com outra pessoa. E pra mim não é novidade alguém querer algo a mais com Ana, quem não iria querer...

Porém a Ana sabe muito bem sobre nós duas. Mas ela não tava fazendo nada. Só uma conversa. Ela me ama, eu amo ela. Estamos juntas e ela não faria nada pra me magoar.

Quando meu corpo implora pra mim virar e olhar os dois outra vez, o carro para e Tião diz, com um sotaque não sei de onde:

- Chegamos guria.

Todos descemos do carro. Ana se apressa a me falar sobre mais cedo:

- Desculpa ter te deixado ir lá na frente. Já fiquei com saudade - ela diz perto do meu ouvido pra ninguém escutar.

Minha vontade é falar : "não parecia que você tava com saudade". Mas reformulo a frase em tom de brincadeira, por que percebo que ela está começando a ficar nervosa:

- Tudo bem, Ninha. O papo com o Tião tava bom.

Nós rimos. Mas logo trocamos a risada por uma postura séria, já que o consultor aparece  junto com Felipe:

- Vamos entrando? 

(...)

Ana


O processo todo ocorre muito mais fácil e rápido do que eu e Vitória pudéssemos imaginar. Só respondemos algumas perguntas, explicamos nossas versões detalhadas do que aconteceu no dia das enquetes e assinamos alguns papéis. 

Olho pro relógio do escritório, que marca 20 horas em ponto. Meu estômago começa a roncar instantâneamente. 

- Preciso jantar - Vitória parece ler meus pensamentos e diz exatamente o que eu estava pensando.

- Eu também - Respondo baixo, enquanto esperamos os meninos terminarem sua entrevista com o consultor.

Vitoria

- Saindo daqui vamos comer em algum cantinho - Ana fala de um jeitinho fofo que me faz querer provar sua boca. Mas a vontade passa depois que ela termina a frase.

- Vamos chamar os meninos pra ir com a gente. 



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