História 14 Dias - Capítulo 27


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Categorias Anavitória
Personagens Ana Clara Caetano, Vitória Falcão
Tags Anavitoria, Musica, Romance
Visualizações 154
Palavras 904
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 27 - Cadeira Vazia


Vitória

A sensação ruim volta dentro de mim e não entendo o que está acontecendo. Eu amo esses meninos. E sei que nunca fariam nada pra me deixar mal. Então, ignoro a sensação, que Ana parece perceber e aceito a proposta dela.

Dez minutos depois, eles aparecem, todos com a aparência de sempre, menos Mike, que encara o nada com os olhos mais caídos que eu já vi.

Ana

Quando Mike sai da sala e chega perto de mim e Vitória, parece que não dorme a anos. Mas há 40 minutos atrás, no carro, ele tava totalmente normal, o Mike de sempre. 
Ele sai do escritório e entra na van sem dizer nada, e o resto do pessoal continha no mesmo lugar. Vitória também percebe a situação e pergunta, se dirigindo ao Guto:

- Que que aconteceu lá dentro? 

- A gente tava contando o que aconteceu no dia da nossa enquete - Guto começa a explicar - Que foi há dois meses. E nesse dia a namorada do Mike terminou com ele.

- O Tião me falou mesmo dela - Vitória diz, e vejo que eu era a única que não sabia que Mike tava na fossa. Nem parecia hoje mais cedo. 

- Ele sofreu muito, coitado - Guto continua - gostava muito dela, mas ela acabou conhecendo outro cara.

Sinto meu coração apertar por imaginar a dor que deve ser saber que você foi trocado. Me ponho no lugar dele, imaginando Vitória com outra pessoa, e sinto uma raiva instantânea pela pessoa inexistente. Mike não merece sofrer assim, ele é bom demais pra isso.

- Eu e Ninha vamos jantar. Vamos com a gente? Aí ele esfria um pouco a cabeça - Vitória diz aos meninos, que concordam com a ideia.

Vitória

Voltamos para a van e pedimos que Tião nos leve até o barzinho que sempre fomos, na Paulista. Dessa vez, Guto vai na frente, e sento do lado de Ana, que sentou ao lado de Mike.

O clima fica um pouco pesado com ele desse jeito, mas logo os outros meninos, eu e Ana começamos a conversar e às vezes incluir Mike, que parece ter melhorado um pouco.

(...)

Pedimos uma mesa pra 6. Sento do lado de Ana, que senta do lado de Mike. 
Eu sei que não tem nada a ver, mas será que ela só sabe sentar do lado dele?  A sensação insiste em voltar e a expulso, com uma golada na cerveja gelada que pedimos. 

Felizmente, o clima volta ao normal depois de um pouco de álcool e conversa jogada fora. 

Ana, minha namorada, conversa comigo e com todo mundo. Enfio na minha cabeça que não tem por quê me sentir mal com ela e Mike. Tá tudo bem, são só dois amigos.

Seguro a mão de Ana por baixo da mesa, e ela massageia meus dedos. Esquecemos um pouco os meninos e conversamos entre nós, e a vejo fitar minha boca.

- Que pena que eu não posso te beijar agora - Ela diz, e instantaneamente meu coração acelera, e meu corpo insiste em diminuir nossa distância. Agora não Vitória!!

- Não vai faltar oportunidade quando a gente chegar em casa - Retribuo a provocação, com uma piscadinha sensual.

Ela ri por alguns segundos, mas um toque de celular, que não conheço, tira sua atenção. É o celular de Guto.

- É o Felipe, gente!  - ele fala mostrando a tela do celular e atende. - Oi Felipe... Sério? ... Beleza... Falo sim... Magina cara, obrigado você.... Pode contar sempre com a gente... Até... Falou.

Ele desliga e ri com os 5 esperando uma resposta, com os olhos grudados nele. 

- Funcionou!!  Ela vai responder por danos morais e mais sei lá o que, porque meu cérebro bloqueou o resto - ele fala empolgado.

Meu coração falta saltar de felicidade, não pelo mau de Marjorie. Mas pelo que é certo, por ter ajudado a evitar estragar muitas carreiras e até vidas.

Desgrudo o olhar de Guto e me viro pra abraçar Ana, que sei que também tá muito feliz, por saber que não haverá mais enquetes me culpando por acidentes, machucados ou qualquer outra coisa. Mas, quando abro os braços e me viro, ela já se envolveu em outro abraço.

O de Mike.

Ana

Quando recebo a notícia, meu corpo começa a virar em direção a Vitória, pra abraçar minha namorada. Por saber que ninguém mais vai julgar ela, dizendo que é culpada por qualquer coisa que seja. Ouço até sua risada, a mais gostosa do mundo.
Mas antes que eu possa pensar em virar mais um pouco, sou puxada por outros braços. Não é a pele branca que estou acostumada. Nem o abraço que me cabe perfeitamente. Nem o cheiro de casa que eu tanto anseio.
Nesse abraço eu não me encaixo. O cheiro é desconhecido por mim. E os batimentos não são do mesmo ritmo que os meus.
Mike me aperta demais, me tirando o ar, me impossibilitando de falar qualquer coisa. Me imobilizando, impedindo que me vire pra abraçar quem eu realmente quero.

- Que bom que funcionou - Ele fala no meu ouvido. E a sensação é de incômodo, não arrepios como seria se fosse Vitória.

Quando ele finalmente me solta, sinto o sangue voltar a correr nos meus braços que ele praticamente esmagou. Me viro pra encontrar o rosto incrédulo de Vitória.

Mas o que encontro é sua cadeira vazia.



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