História 14 Dias - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Anavitória
Personagens Ana Clara Caetano, Vitória Falcão
Tags Anavitoria, Musica, Romance
Visualizações 261
Palavras 1.206
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Povo!! Demorei hoje hein!?
Mas ta aqui!

Capítulo 31 - Dá pra não ficar feliz com você na minha cama?



Vitória


- Não entendi nada - Ana diz ainda ofegante, encarando o teto. A visão do corpo dela estirado na cama e suado acelera meu coração, como sempre. - Cê num tava brava comigo, não?


- Tava - Também encaro o teto, ainda com um sorriso bobo pelos últimos momentos - Mas o Mike me mandou uma mensagem explicando o que aconteceu.


- Ah é? - Ela fica surpresa e vira pro meu lado - O que ele falou?


- Que ele não deixou você nem se mexer. E que tu brigou com ele depois que fui embora - Respondo, também virando pra ela, encarando os olhos escuros, que me olham convencida.


- Então quer dizer que a culpa não era minha?  - Diz, rindo. E sei que ela quer que eu diga.


- Sim, Ana Clara. A culpa não foi sua. A culpa foi do Mike. Falando nisso, preciso falar com ele. Só visualizei e não respondi. - Digo, já levantando pra pegar meu celular, mas sou puxada de volta pra trás.


- Não amor, fica comigo - Ana pede de um jeito tão gostoso que é impossível negar.


- Nossa que gracinha me chamando de amor - A provoco, cutucando sua costela e voltando a deitar, dessa vez grudada no rosto dela - Finalmente né?


- Uai, pelo menos eu tô acordada. Quando tu me chamou de amor tava mais dormindo que qualquer outra coisa. - Ela fala fazendo bico, que se desfaz rapidamente, dando lugar ao sorriso mais beijável de todos.


- Mas agora eu tô acordada, amor. E posso te chamar de amor, amor. Ou de Mozão, moreco, vidoca - Começo a alistar os nomes mais clichês e melosos, arrancando uma careta de Ana.


- Me chama de Ninha só que já tá bom. Aliás, não precisa nem chamar, Vi. Por que eu sempre vo tá aqui. - ela diz, massageando o sorriso que se formou na minha boca.


Ana


Me perco no sorriso de Vitória. E ela, nos meus olhos que fitam sua boca. O escuro da madrugada que se aproxima não me permite ver mais do que o brilho dos seus olhos e, de vez enquanto, o branco do sorriso que aparece sem nem ter motivo. E que puxa o meu. O vento quente de sua respiração contrasta com meu corpo ainda molhado de mais tarde. Quando ela fecha os olhos, a assisto adormecer.


- Quanta sorte eu tenho - Escuto um sussurro. Abro os olhos e vejo Vitória ainda de olhos fechados. Penso na possibilidade dela estar falando dormindo, mas ela pousa a mão nos meus cabelos e continua a falar:


- Por me apaixonar em dobro por você. - Os olhos continuam fechados, mas a boca abre e cola na minha, obrigando meus olhos a se fecharem também.


É incrível como a cada beijo, meu coração bate num ritmo diferente. Minha vontade é também dizer a sorte que tenho por termos dois primeiro beijo. Um na cachoeira, grudadas na árvore gravada com nosso nome também grudado. Outro na minha cama, em Araguaína, depois do pesadelo dela. A sorte que tivemos em fazer amor pela primeira vez, duas vezes. No carro. E depois aqui, nessa mesma cama. E minha sorte por me apaixonar não uma, nem duas, mas a cada dia um pouco mais.


Quando nossas bocas se separam, imagino que Vitória vai falar mais coisas bonitas, mas dou risada quando ouço sua frase:


- Você precisa de um banho. Tá toda salgada.


Finjo ficar brava mas já levanto em direção ao banheiro, quando Vitória dá um tapa na minha bunda.


- AI DISGRAMA - Grito, mas não consigo ficar brava com a cara de levada que ela faz.


- Minha assinatura - Ela diz, e acredito estar se referindo à marca dos dedos que ela deixou na minha nádega. Mas ela aponta pra minha barriga, e quando olho, vejo uma manchinha vermelha, e lembro do chupão que ela deu.


Vitória


- Meu Deus, Vitória. Ainda bem que tá escondido, se não imagina a zoação - ela ri e vai pro banho, e deixa a porta aberta. Agora sim, essa é minha Ana, que nunca fecha a porta, quanto mais trancar.


Pego nossas roupas do chão e troco o lençol. Abaixo um pouco a música. Vou no meu quarto e pego o celular:


(01:22): Mike, conversei com ela. Tá tudo resolvido. Foi só um grande mal entendido. Eu gosto muito de você, e sei que não faria nada que nos magoasse.
Bons sonhos e seguimos ressoando.

Tudo resolvido.
Entro no box e tomo um banho junto com Ana, pra economizar água. Só por isso.


(...)
Ana


Acordo e dou de cara com a vista mais encantadora de todas. Vitória deitada de bruços, e suas costas nuas denunciando todas suas pintas. Uma constelação, ainda sem nome. Me debruço sobre ela e pego no criado mudo um canetão preto, e ligo uma pintinha na outra, delicadamente pra não a acordar. Tiro os cachos que estão aparecendo. Pego meu celular debaixo do travesseiro e tiro uma foto, só das costas. Abro meu insta e posto. 'Constelação de Pintas', coloco na legenda. Sei que vai causar muitos comentários, mas eu não acho ruim.
Nossos fãs sempre acharam que eu e Vitória tínhamos alguma coisa além da nossa amizade. Achavam isso muito antes de realmente ter algo a mais. Antes de Vitória começar a gostar de mim.


Antes mesmo que eu possa bloquear o celular, uma mensagem do Felipe aparece. Meu coração dispara, imaginando uma bronca pelo show de ontem. Abro nossa conversa.


Fê (09:04): Bom dia Ana. Que bom que vocês fizeram as pazes.


(09:04): Bom dia Felipe. Como você sabe?


Fê (09:05): Pela foto que você postou.


Nossa, é tão óbvio assim que é Vitória na foto, ou o Felipe já sabia sobre nós? Decido descobrir


(09:05): Uai, quem disse que é ela na foto?


Fê (09:05): Ninguém. Mas ontem passei pelo camarim de vocês e acabei ouvindo a briga. Aí vi a foto e juntei as peças... Mas eu sempre desconfiei.


(09:06): Até tu Felipe?


Fê (09:06): Menina, eu sempre shippei vocês hahaha.


(09:06): HAHAHA. Mas Fê, mudando de assunto, desculpa pelo fiasco de ontem.


Fê (09:07): Tudo bem, Ana. Não é todo dia que é um bom dia. No show de hoje vocês compensam. Bom dia pra vocês, pombinhas.


(09:07): Pra você também, menino bunito.


Felipe é um ótimo empresário. Ele sempre dá uns puxões de orelha pra gente melhorar em alguma coisa. Mas, ao mesmo tempo, ele sabe que somos humanas como qualquer outra pessoa, e entende que dias ruins fazem parte.
Meus pensamentos se esvaem quando Vitória se mexe do meu lado, despertando. Chego bem perto pra assustar ela.


Vitória


BOM DIA - Ana fala com a cara grudada na minha. Quase infarto. Mas a gargalhada dela me faz pensar que vale a pena quase morrer se for pra tirar esse sorriso dela.


- Você bem humorada às - ela vira pra pegar o celular. Dou risada ao ver as costas toda desenhada - 9 da manhã?


- E dá pra não ficar feliz com você na minha cama? - Digo, tirando um sorrisinho bobo dela.


- Vou escovar meus dentes e voltar aqui pra beijar você todinha
 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...