História 15 Anos - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Palavras 1.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Leiam as notas finais <3

Capítulo 6 - Sua Fragrância


Eram duas horas da manhã,  JungKook e Alice Kim andavam de moto pela grande Seul. Andavam como se não houvesse o amanhã, e com isso aquele momento se tornou infinito.

Passaram por uma movimentada rua onde apenas tinha bares e clubes noturnos. O tráfego de pessoas naquela madrugada era muito intenso, então isso acabou tornando quase impossível a passagem deles com a moto.

– Ei. – Chamou a mulher – Pare a moto.

– Mas aqui? Assim de repente? – Perguntou o garoto com dúvida.

– Eu preciso descer.

Assim como Alice havia pedido, ele resolveu parar a moto sem mais questionamento.

– O que houve? – Perguntou JungKook.

Alice não respondeu o garoto, e calada ela desceu de cima da moto e retirando o capacete para entregá-lo.

– Obrigada pelo passeio.

– Por que parar bem aqui de repente?

– Meu lugar não é ficar em cima da moto de um garoto 15 anos mais novo do que eu, e muito menos ficar andando com ele pela cidade como se eu fosse uma adolescente.

– E porque aceitou o pedido antes?

– Talvez a bebida tenha me feito fazer algo sem pensar.

– Então aonde é o seu lugar?

– Qualquer outro desde que você não esteja presente.      



“Às vezes é necessária uma partida dolorosa”

 

Alice se recusava a ficar perto de Jeon JungKook, pois os sentimentos que ele a proporcionava eram os mesmo que Eric lhe fazia sentir quando estavam no ensino médio. Sentimentos de juventude e felicidade estavam voltando à tona em meio a uma vida solitária.

– A minha presença te incomoda?

– Não é isso!

– O que é então? – Perguntou ele segurando fortemente uma das mãos da mulher.

– Por algum motivo que eu desconheço você me faz querer ficar viva nos momentos em que desejo estar morta.

Após dizer tais palavras, JungKook percebeu que dali em diante teria de aparecer na frente de Alice constantemente, para assim ela perceber o real sentido de estar viva.

– Então eu acho que terei de te ver todos os dias – Disse o garoto abrindo um lindo sorriso – A partir de agora, me conte tudo o que acontecer com você, diga-me tudo com detalhes e sem se esquecer de nada. Se tomou café ou se ficou com fome. Se você está feliz ou triste, apenas me conte tudo.

– Vá embora. – Disse ela soltando suas mãos uma da outra – Essa hora já era para você estar na sua casa dormindo. – Ela ri.

– Nós iremos nos encontrar de novo?

– Algo me diz que sim!

Esperançoso para o próximo reencontro, JungKook resolveu ir embora assim como ela pediu. E com seu coração repleto de sentimentos, ele dirigiu com um sorriso no rosto.
 


 

Alice Kim andava sem rumo pela movimentada rua, dava um passo de cada vez sem pressa, já que ninguém a esperava mais em casa.

Seu coração estava ferido, um profundo corte havia sido feito sem piedade. A dor pulsava fazendo-a chorar, o corte feriu até o fundo do abismo onde se podiam encontrar todos os sentimentos existentes. Um ser humano pode suportar tudo, menos a dor de um coração partido.

Comprou uma garrafa de soju de um vendedor ambulante qualquer, e rapidamente acabou com a bebida com apenas algumas goladas. Sua mente estava elétrica, seu coração doía e batia rapidamente.



“Está ficando, a saber, que é tudo culpa sua
Porque eu quero você, isso é o que me disseram
E faz minha mente atender sal amargo
Está ligado
Ela está ligada, ela está ligada, ela está ligada, ela está ligada, ela está ligada, ela está ligada, ela está ligada, ligada”

 

 

De repente o mundo elétrico de sua mente para quando ela acaba sentindo um cheiro de um perfume familiar. O perfume de Eric. Ela lembrava bem de sua fragrância, já que ela que havia dado a ele de presente um perfume feito por si mesma. 

Ela olhava desesperada para todos os cantos e ninguém parecido com ele estava por perto. Sua insanidade havia ido por água abaixo por conta do seu forte amor do passado.

– ERIC! – Gritava ela desesperada com toda sua força – Onde você está?

Ela corria desorientada para todos os cantos a procura de alguém que ao menos se parecesse com Eric, porém quanto mais corria, mais o álcool subia à sua cabeça. Olhava atentamente para o rosto de cada pessoa que corria atrás, na esperança de ser seu ex marido, mas para a sua decepção ninguém era Eric.

Tudo a sua volta girava como um carrossel em alta velocidade, as luzes dos bares faziam com que sua visão ficasse embaçada impedindo-a de ver claramente.

Cansada de procurar por alguém que não estava ali, ela acabou se jogando no chão e se abraçou em meio à multidão de gente que passava. Suas pernas estavam cansadas, sua mente estava um enorme labirinto e lágrimas de tristeza caiam sem parar de seus olhos.

 Enquanto seus próprios braços a consolava, ela acabou sentindo ainda mais forte o cheiro do perfume de Eric, e com isso ela percebeu que o cheiro não havia vindo de uma pessoa que passava pelo seu lado, mas sim da jaqueta que vestia que pertencia a ele. A forte fragrância fez com que o seu coração fosse enganado, e com isso ela se desfez em lágrimas.

Ele havia sumido, assim como no conto da Pequena Sereia que se desfez em bolhas. Um destino mudado sem aviso prévio havia partido um coração.



“O chão se abriu, e eu fui direto para o fundo.
Sua dor estava me engolindo
Eu estava tão doente que não podia levantar
E a luz no fim do túnel estava me engolindo
Deus sabe que não dá pra raciocinar direito
Quando se está no limite
E eu estava partido
Deus sabe que não dá pra raciocinar direito
Quando se está por um fio
E eu estava partido”

 

Pessoas e anjos silenciosos passavam por ali naquele momento e, imaginavam que Alice poderia apenas ser mais uma bêbada na multidão, ou até mesmo uma dependente química. Mas não, ela era apenas uma mulher de 35 anos que havia tido a sobra do seu coração despedaçado por completo, uma mulher que deu amor, mas que não recebeu nada em troca. Apenas Deus sabia o que se passava naquele solitário e embriagado coração.

– O amor que eu mandei embora – Disse a mulher para si mesma – Provavelmente nunca mais irá retornar...


Notas Finais


COMENTÁRIO (:

Agradeço de coração a quem leu até o final, e a quem leu só até a metade pelo menos hahaha Irei me esforçar ao máximo para agradar e entreter dos os leitores <3

Agradeço a @Indyoongi por betar essa minha fanfic <3

GENTE ...
Ultimamente eu ando um pouco desanimada com essa fanfic, pois mesmo ela tendo um numero legal de favoritos não são todos que estão lendo ou comentando.
Estou me esforçando ao máximo para entreter todos os meus leitores, mas confesso que coisas assim me deixa muuuuuito desanimada. Alguns estão lendo, de acordo com as visualizações, mas eu não sei se estão gostando ou não.
Eu realmente queria saber a opinião de todos, até mesmo as criticas negativas, pois assim eu terei uma noção se estou conseguindo agradar todos com apenas um modo. Então por favor, deixe o seu comentário expressando sua opinião mais sincera, pois isso é realmente muito importante para mim <3
Os leitores são as bases de todos os escritores.

Opiniões e críticas são bem vindas***

OBS: O primeiro trecho, é da musica Bitter Salt do Jake Bugg;
A segunda é um trecho da musica Footprints da SIA;
E a ultima em negrito é um trecho da musica People Help The People da Birdy.


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