História 15 Days - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chen, Exo, K-pop, Minseok, Romance, Xiuchen, Xiumin, Yaoi
Visualizações 13
Palavras 2.740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Primeiro Dia


Na vida podemos escolher o tipo de história ou estória que queiramos ler. De fato, eu prefiro muito mais uma boa estória de romance, com profundidade em suas palavras, ao filme de terror, onde coisas ruins e na maioria das vezes falsas acontecem. Por sua vez, os romances estão cada vez piores, com estórias cada vez mais falsas, onde mostram pessoas quase perfeitas, o que foge totalmente da nossa realidade. Ou mostram o casal onde um deles esta doente e o outro faz de tudo para que o amado(a) melhore, ou é aquele de o casal quase improvável, que são totalmente opostos ou não se dão nada bem ficarem juntos no final, pode dizer que eu sou um fresco, mas eu prefiro os clichês; aqueles romances bem 'água com açúcar'. Porque isso é, na maioria das vezes, a nossa realidade.  

Por que? Bem, eu lhe respondo, com total sinceridade. Não é impossível se apaixonar pelo melhor amigo, por uma pessoa próxima a você ou aquela que você conheceu na baladinha chinfrim que você costumava frequentar. E por ai vai, existem muitos clichês e eu não estou disposto para citar todos.  

Eu prefiro me manter sentado em minha pequena sacada do apartamento, com uma coberta fina sobre as pernas e uma singela xícara de café em minhas mãos, observando o movimento na rua movimentada logo abaixo da minha pessoa.  

O mais engraçado é; as pessoas que passam por aqui são sempre novas, mas aparentam ser as mesmas. Horas Minseok, como assim? Isso é mais uma pergunta fácil de lhe responder. Se você parar e prestar atenção, verá muitas coisas que mudam, más a vida cotidiana da nossa sociedade tem sido cada vez menos interessante e igual à todos os dias; pessoas querendo andar cada vez mais rápido por estarem atrasadas para o trabalho ou algum compromisso, os estudantes com seus uniformes e mochilas andando lentamente com sono e/ou muita preguiça de ir ao colégio, e há aqueles que parecem sem rumo.  

Antigamente, era possível ver pessoas com livros, sentadas no ponto de ônibus esperando o mesmo calmamente, ou com seus fones de ouvido, relaxando ao som da música que lhe agrada. Esse é o motivo que me isolei do mundo. E agora sirvo apenas para ser um crítico de cafés. Sim, Kim Minseok é um crítico de uma bebida comum, más que não deixa de ser deliciosa e cada pessoa poder prepara-la de um jeito. Deixa eu falar um pouco sobre o que eu faço; vou a um restaurante, um lugar que tenha café ou até mesmo naqueles estabelecimentos especializados na bebida quente e amarga (ou não, vai do seu paladar), eu provo, depois eu digo o que achei na revista para qual eu trabalho.  

Sentiu a ironia em minha vida? Eu estava há pouco reclamando da vida pacata das pessoas e a minha é basicamente a mesma coisa. Nada muda, apenas o restaurante e a minha crítica sobre aquilo. E não! Não me pergunte o 'porquê' do meu trabalho, que para muitas pessoas é considerado fácil e/ou estranho. Pois não é, nenhuma profissão é fácil e as vezes eu tenho a impressão de que a minha deveria ser considerada uma das mias difíceis de serem feitas. Horas, eu provo um café ruim e ainda sou subornado pelo dono ou pela pessoa que fez para escrever uma boa crítica sobre o café; que estava uma verdadeira porcaria.  

Ninguém reconhece isto. Más eu não me importo nem um pouco, pois há também os locais que recebem mais clientes e por conta da minha matéria na revista. Eu ajudo muitas pessoas no final das contas e me sinto muito bem por esse motivo. O meu trabalho ajuda os proprietários e claro, o mais importante, os cliente.  

[...]  

Depois de terminar a minha xícara de café, coloquei a mesma na pequena mesa redonda que havia na minha sacada, joguei a fina coberta na cadeira e adentrei em meu apartamento, que estava aquecido o suficiente para poder me libertar do casaco pesado. Ao canto da minha sala, uma pequena escrivaninha, com meu notebook e alguns dos meus livros preferidos enfeitavam a prateleira a cima, a cadeira num tom bege, um tom bem neutro combinando perfeitamente com as cortinas de cor branca que cobriam a porta de vidro que dava para a minha sacada. Aconchegante o suficiente para eu me encher de inspiração e começar a escrever a minha matéria sobre o café, me sentei e comecei a descrever as minhas sensações e deixar que o sabor do café que eu havia tomado a pouco, cuidasse de minhas palavras e que pudessem demonstrar o quanto valia a pena tomar um café daquela pequena lanchonete, de longe o melhor que já tomei.  

Com a matéria terminada, me dei a liberdade de me jogar no sofá de couro preto e ligar a televisão para relaxar depois de ter terminado o meu trabalho em menos de 40 minutos. Não foi difícil descrever, a bebida estava praticamente perfeita.  

Á vontade de tomar um bom café novamente me dominou. Não é como se eu fosse um viciado em café, eu somente aprecio uma boa bebida quente. Descrevendo minha vida assim, tudo parece bastante fácil. Más está bem longe da mesma ser as mil maravilhas, deixa eu te contar sobre algo que não seja café; minha vida tem sido bastante difícil desde quando deixei a cidade onde fui criado, minha amada Busan, para vir cumprir o meu trabalho em Seoul. No colégio, eu não era um dos populares, eu era gordinho e para a maioria sem graça. As pessoas tem a péssima mania de olhar primeiro para a aparência, depois para o que realmente somos, o que é considerado mais importante; o caráter.  

Enfim, deixei toda a minha família em Busan e estou sozinho por aqui a quase 5 anos, eu não fiz amigos, eu não saio do meu apartamento por qualquer bobagem. Apenas para coisas necessárias, como fazer a compra do mês ou quando falta algo em casa. Para ter uma noção a última peça de roupa que eu comprei, tem 2 anos. Eu não tenho vontade de sair, me sinto acomodado em meu mundo; o meu apartamento. Nada acontece de novo, apenas porque eu não me permito a algo novo em minha vida, então não posso reclamar. Por isso, falo mesmo da vida das pessoas que eu julgo da minha sacada. Realmente, a parte mais importante do meu aconchego.  

Para acabar com a minha vontade de tomar mais um pouco do meu quase vicio, fui até a minha cozinha, que também se resume em cores neutras. A pequena geladeira e um vasinho de orquídeas que tenho desde que cheguei a Seoul, o fogão acoplado há um balcão, ao lado a pia e claro que temos um micro-ondas. Os armários de parede, todos á cima das coisas que citei anteriormente, todos presos na parede; me pergunto se isso irá se soltar algum dia.  

Abri uma das portas, pegando o pote onde guardava o pó que faria minha preciosa bebida, porém nada havia ali. Kim Minseok se esqueceu de reabastecer o estoque. Respirei fundo, agora é a hora que tenho que enfrentar um quase perigo. O mundo real. Fui em meu quarto, abri o guarda-roupas tirando de lá uma calça de moletom. Afinal, não se deve sair quando se está nevando de bermuda, apenas se quiser ter uma hipotermia; se esse for o seu desejo, vá em frente. Ou melhor, não vá. Pode acontecer do mundo inteiro dizer que você está errado, perder alguém, te julgarem por algo ou por qualquer outro motivo, até mesmo quando alguém importante se vai. Mas algo que eu não aconselho de modo algum é o suicídio. Perder a vida, não irá melhorar nada, apenas irá acabar com aquilo que no futuro poderia se tornar muito melhor. Se você é uma dessas pessoas, pense nisso. Se suicidar nunca será a melhor opção, na verdade, nem deveria ser uma opção.  

Coloquei o meu casaco, um cachecol, joguei o capuz da blusa de moletom que eu usava por baixo em minha cabeça e deixei meu apartamento, rumo ao meu restaurante preferido e pela hora posso almoçar por lá mesmo.  

Mesmo com aquele monte de pessoas desconhecidas, eu não sou obrigado a falar com ninguém. Não vejo um problema, afinal minha zona de conforto já foi deixada para trás. Assim que cheguei ao local, fui recebido pelo gerente que já me conhecia, de tantas vindas ao local.  

- Sr. Kim, quanto tempo! - O mesmo falou de modo gentil e simpático. 

- Pois é, estava sem tempo para visitar esse lugar, muito trabalho. - Menti, óbvio. Não quero dizer o porquê de não frequentar o lugar com tanta frequência, também não quero ter que ficar explicando o porquê desse meu problema.  

- Vou lhe acompanhar até a sua mesa, venha. - O acompanhei até o local onde eu seria atendido e servido. Uma das minhas mesas preferidas, longe da maioria das pessoas e bem em frente á uma janela grande de vidro, o que me permitia observar o mundo lá fora. Coisa que eu adoro fazer.  

O garçom logo veio e anotou meu pedido. Primeiramente, pedi um Kimchi e estava no aguardo do meu prato ficar pronto. Enquanto me distraia observando o movimento dos carros naquela avenida tão movimentada, escutei um pigarro; o que me fez virar rapidamente para olhar quem havia feito o tal barulho para chamar a minha atenção.  

Um garoto moreno, mais ou menos a mesma altura da minha pessoa, cabelos castanhos e pele não tão branca como a maioria dos coreanos, bonito. Aparentando ter a quase a mesma idade que eu.  

- Pois não? - Falei em um tom que esbanjava curiosidade.  

- Posso me sentar com você? O lugar está lotado e não tem mesas sobrando, vi que estava sozinho... Mas se estiver esperando alguém não tem problema algum, é só me falar e eu lhe deixo em paz! - Riu fraco, mais uma vez respirei fundo.  

- Pode sentar.  

- Obrigado... - Ele então puxou a cadeira - Bem, eu não sei você, mas eu me sinto muito desconfortável sentado na mesma mesa que um desconhecido, posso saber ao menor o seu nome?  

- Kim Minseok e o seu? - Eu sei ser educado. Este tipo de pergunta deve ser respondido de forma decente, não com uma  resposta fria; mesmo que não queira falar 

- Pode me chamar de Chen! - Sorri forçado e isso ficou muito exposto, o garoto a minha frente percebeu, pois ele se mostrou um pouco desnorteado, sem saber o que fazer. Sem pânico, irei me alimentar, sair daqui e nunca mais ver este garoto. Então vamos ser um pouco mais educado com o menino.  

- Se não for ser inconveniente... Quantos anos você tem, Chen? - Perguntei, tentando parecer a pessoa mais agradável do universo, coisa que estou muito longe de ser 

- Tenho 24, já que perguntou, posso saber a sua?  

- Eu tenho 26. - Respondi enquanto olhava para os lados tentando avistar se algum garçom estava trazendo o meu pedido. Mas não vi nenhum com um prato de Kimchi em mãos.  

- Minseok, algo o aflige? Eu já falei, se não me quiser aqui, por favor me avise! - Sorriu 

- Não, o prato só está demorando mais do que o esperado. - A minha segunda mentira do dia. Por que quando estamos na frente de outras pessoas, as mentiras saem tão fácil quanto um copo de vidro sendo quebrado ao cair no chão? Esse é um dos motivos pelo qual eu detesto sair do meu apartamento.  

- Certo... Minseok, você me parece muito agradável. Uma boa companhia, gostaria de saber mais sobre você! - Ótimo.  

- 'O que' por exemplo?  

- Trabalho, vida, onde estudou, onde visitou, talvez o porquê de ter saído de Busan para morar em Seoul, essas coisas... - Como sabe onde eu morava?! Eu até posso escrever para uma revista, mas eu não sou do tipo que dá entrevista ou divulgo fatos sobre a minha vida em sites de fofocas.  

- Como sabe? - Ele riu sem jeito, passou a mão na nuca, como se procurasse algo para usar como desculpa 

- Eu apenas chutei, por causa do seu sotaque.  

- Mas eu não tenho sotaque.  

- Uma pessoa que nasceu em Seoul reconhece de longe o sotaque de alguém de  outra cidade... - Ele riu, mas ainda aparenta mentir.  

- Eu nasci em Seoul, morei aqui até meus 5 anos e depois fui para Busan, como eu falei, eu não adquiri o sotaque local de Busan. Como sabe que eu vim de lá? 

- Foi apenas um chute e acabei acertando no gol.  

- Eu vou deixar passar e fingir que eu consegui acreditar em suas palavras.  

- Perdão por ter sido tão desagradável... - Falou meio sem jeito.  

- Tá...  

Ficou tudo em silêncio, o meu pedido chegou, eu comi o mais rápido que conseguia. Eu queria deixar aquele lugar o quanto antes, aquele garoto poderia muito bem ser um stalker. Pedi um café para viagem e depois passei em um pequeno mercado para reabastecer meu estoque do pó preto que é meu vicio; desse jeito eu me sinto como uma pessoa que usa drogas, nada contra. Mas isso não faz muito bem pra saúde, prefiro me manter longe desses tipos de pó's.  

Ao chegar em meu apartamento, me deliciei com a bebida que permanecia quentinha mesmo com todo aquele frio e só agora me dei conta de que o meu restaurante preferido também é o único do qual eu visitei e não escrevi nada sobre. Talvez mais tarde, já me cansei de ter que descrever a sensação do café de mais cedo. Ás vezes coisas simples também nos cansam.  

Coloquei um dos meus filmes de romance preferido; Enquanto eu te esperava, o filme mesmo contando a história de um cachorro, não é muito diferente de um romance. O amor está envolvido, o dono falece e o cachorro lhe aguarda na estação de trem, até morrer também. Um dos filmes que mais me emociono ao assistir.  

Após o filme, decidi escrever sobre o restaurante. Mas tudo que me vinha a cabeça estava relacionado com aquele garoto estranho; será mesmo um stalker? Esta pergunta tem vindo com frequência em minha mente. Por que ele seria um stalker de um crítico de cafés? Essa é uma das perguntas mais difíceis para mim, eu adoraria poder responde-la.  

Me coloquei a pensar no garoto de 24 anos e assim passei o resto da tarde que me restava, até a noite congelante chegar. A brisa fria soprava, as cortinas balançavam, a mulher do tempo na TV dizia que está era uma das noites mais frias em Seoul. Fechei a janela e frio passou, me deitei em minha cama e sem muitos pensamentos aleatórios consegui dormir tranquilamente. Amanhã será um longo dia. Um dia tedioso e sem muitos afazeres; amanhã será o dia em que a saudade da minha quase terra natal me dominara por completo e isso me fara ficar horas e horas conversando por um telefonema com a minha mãe. Bem-Vindo á minha vida esquisita. Como se algo me atormentasse, um pesadelo começou, o mesmo que me atormenta quase em todas as noites.  

Minha mãe falava meu nome, como se estivesse pedindo ajuda. Eu, por minha vez só conseguia escutar ao fundo a voz, sem poder ver nada, apenas a escuridão; estava desnorteado procurando por uma única luz, a luz que me ajudaria a achar um caminho. Quando eu estava parando de correr pela escuridão, uma luz brilhou fortemente a minha frente. Assim que olhei, vi que era um garoto com cabelos escuros, conforme eu me aproximava conseguia ver mais detalhes no mesmo, mas no final eu nunca o conseguia ver. Este pesadelo sempre acaba do mesmo jeito; sem ver o rosto do garoto. Quando o vi por completo. Me assustei, era o garoto do almoço. O garoto de 24 anos, que até onde sei se chama Chen. Ele estava ali.  

"Eu sou a sua luz" - Pronunciou as cinco palavras e esticou o seu braço, como se me desse a mão. Então ele me puxou para onde havia luz.  

Eu acordei, suando frio. Olhei em meu relógio e já eram 08:00 da manhã. Um dos pesadelos mais estranhos que já tive. Saia da minha mente seu arrogante, como ousa aparecer até em meu pesadelo e ainda mais dizendo ser a minha luz. 


Notas Finais


Se tiver muitos erros, perdão! É minha primeira fanfic 'não comic'. Deixem comentários com criticas construtivas e digam-me o que acharam do capitulo!

Bjos da tia TahK~


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