História 17 Years After - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 4
Palavras 1.120
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi (。・ω・。)

Bem, só peço que leiam as notas finais :3

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction 17 Years After - Capítulo 1 - Prólogo

Março de 1811, Inglaterra século 19


 Era uma noite fria, meus lábios estavam ressecados e meus dedos dormentes pelo frio, meu corpo parecia um tanto mais fraco, como se minha imunidade estivesse baixa. O silencio ecoava pelo quarto, mas logo foi interrompido pelo som da chuva que se aproximava, eu logo me encolhi na cama tentando me aquecer ao máximo do frio que predominava o pequeno espaço. 

 - preciso de mais lençóis

 Tentei falar para mim, mesmo com uma voz rouca e baixa e logo levantei sentando na ponta da cama. Encostei meus pés no chão frio, e senti um arrepio percorrer toda a minha espinha, meus lábios deram leves tremidas e logo consegui forças para levantar e andar pelo quarto escuro apenas iluminado pela luz de alguns trovões que cessavam rapidamente.

 Meus passos foram vagarosos, até a porta e logo girei a maçaneta ouvindo um pequeno ranger da porta se abrindo a minha frente. O corredor estava vazio e apenas as grandes janelas que ocupavam boa parte das paredes reluziam luzes da noite chuvosa. Eu tratei de me locomover pelo corredor, apenas os meus passos eram ouvidos pelo local, eu nem sequer sabia para onde estava indo, pois não sabia onde as empregadas guardavam os lençóis, eu apenas queria me aquecer com os primeiros cobertores que eu achasse, estejam sujos ou limpos.

 Eu olhei para a parede contrária das janelas e as diversas pinturas pareciam bem assustadoras em pouca luz, na verdade, elas realmente estavam diferentes, não me recordava dos detalhes delas tão nitidamente, porém, era perceptivel que estavam diferentes, pareciam tristes... Bem talvez seja o frio que esteja me deixando com pensamentos deprimidos e não me faça ver as coisas da mesma maneira de antes.  

Eu logo senti uma leve pontada em minha costela, cheguei a encolher um pouco do meu corpo por conta disso e me deixei encostar na parede com um quadro bem acima de mim, senti o mesmo balançar, porém eu não havia me jogado com tanta intensidade na parede, bem aquilo realmente estava parecendo assustador, e não vou mentir que eu estava com um certo de medo de prosseguir. 

 Após a dor da pontada desconhecida cessar, eu respirei fundo e desencostei da parede seguindo em passos receosos pelo corredor escuro e silencioso. Aquele corredor parecia não ter fim e cada passo que eu dava parecia mais frio que o normal.

 Por alguns segundos o som da chuva ficou oculto, meus olhos percorreram as janelas e ainda estava chovendo, é como se minha audição fosse interrompida por tampões e apenas conseguia ouvir o som de meus passos pelo corredor, eu continuei a andar, tentando ir o mais rápido possivel para qualquer lugar que me pareça agradável, eu não estava mais ligando para os malditos cobertores, eu só queria sair daquele local. 

 Meus passos se apressaram para o fim do corredor porém algo chamou minha atenção, uma pequena chama estava na passagem, ainda um pouco a distância de mim, era tão pequena, parecia mais um pequeno fósforo aceso, iluminando pouca parte do chão. Um pouco desconfiado andei até ela em passos lentos, mais após ficar apenas a alguns centímetros ela se apagou, não havia passado vento algum pelo local, o que me fez ficar confuso. Meus olhos percorreram novamente para o corredor tentando me acostumar com a escuridão que emergiu. Percebo algo a alguns metros a minha frente, parecia uma silhueta , eu tentei cerrar meus olhos para enxergar melhor, porem a silhueta paraceu sumir após um trovão iluminar o lugar por milésimos.

 - Eu só posso estar ficando louco 

. Eu dei uma leve risada e logo senti a pontada em minha costela novamente, meus olhos se arregalaram e senti o ar faltar em meus pulmões, minhas pernas fraquejaram e meus olhos se encheram de água pelo desespero. Senti meus joelhos irem contra o chão causando um grande impacto. 

 Meus lábios se abriram, eu tentei respirar , mais minha tentativa parecia mais inútil do que tentar me manter de joelhos e não cair de costas ao chão. A dor em minha costela parecia aumentar como se estivesse rasgando todo o meu interior, era algo desesperador, um tipo de dor que eu nunca havia sentido na minha vida. Eu não havia aguentado e logo cai de costas ao chão frio, minhas mãos foram até o meu pescoço tentando cessar aquela falta de ar, dos meus olhos pequenas lágrimas saíam no canto pelo desespero, meus lábios se moviam fazendo ocultos pedidos de socorro.

 Enquanto me agonizava ao chão pela extrema dor eu senti algo molhado cobrir meu corpo , senti ar entrar em meus pulmões, parecia um ar tão puro que poderia até me sentir no céu sem a menor quantia de poluição. Eu me senti quente com pequenas chamas ao meu redor, eu parecia estar nos braços de um ser divino, aconchegado nos braços de uma mãe, podia ate ouvir um " tudo irá ficar bem agora"

 Eu via uma luz fluir pela região do meu peitoral, parecia que cada molécula minha estava sendo destruída aos poucos, como se algo que estivesse dentro de mim quisesse finalmente se libertar.

"Não precisa ter medo, apenas feche seus olhos "

Eu decidi ouvir a voz , eu estava tão desnorteado que não tinha mais sanidade própria. Eu senti a água que cobria meu corpo subirem pelo meu pescoço e logo para as maçãs de meu rosto, parecia uma carícia, porém ela logo adentrou a minha narina, eu me senti engasgar, eu tentei me locomover mais algo me prendia ao chão, meus olhos se abriram desesperadamente e só pude ver 4 sombras ao meu redor, estranhamente aquilo me causou um alívio. Minhas narinas foram preenchidas com a água que pareciam serem guiadas para o meu pulmão, o ar puro que estava nele logo foi esvaziado e não havia nada mais que a agonizante água. Eu estava me afogando, mais aquilo parecia tão confortador comparado ao que estava me consumindo de dentro para fora, parecia até mesmo uma opção melhor de morrer. Obvio que eu sabia que minha hora havia chegado, e se isso fosse um sonho, seria o mais realista desses 17 anos vividos.

 Eu então parei de me mexer, não tinha mais forças para isso, minhas mãos se suavizaram, deixando de lado os punhos que haviam se formado, meus olhos não demonstravam nenhum tipo de expressão, apenas a serenidade de estar morrendo. Senti que não iria conseguir resistir mais, meus olhos estavam se fechando, eu não conseguia mais distinguir onde eu estava, com quem eu estava e se tinha pelo menos alguém para presenciar minha morte, eu apenas sentia uma leveza indescritível.

 Parece que se entregar a morte pode ser uma das melhores escolhas que você faz.


Notas Finais


Oi de novo

Bem, essa uma historinha autoral minha que veio na minha cabeça enquanto eu estava em um ponto de ônibus com a minha amiga ( desnecessário essa informação, mas OK )

Bem

primeiramente : eu dificilmente reviso os capítulos então, qualquer erro, desculpa ae (。・ω・。)

Segundamente: não esqueça de comentar sua opinião sobre esse prólogo :B

Terceiramente: Não vou escolher um dia fixo para postar e etc. Eu só vou fazendo e postando, sacas?

Bem é só isso 💕


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