História 18 Motivos Para Amar Você - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias TWICE
Personagens Sana, Tzuyu
Tags Sana X Tzuyu, Satzu, Twice, Tzuna
Visualizações 166
Palavras 3.262
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ooi~
Agora sim é um capítulo oficial akjdjajs
Ficou resolvido, de sábado em sábado eu vou postar sz

AAAA, gente, muito obrigada pelos 70 favoritos >3<
Pra uma fic que eu não imaginava passar dos 20, acho que estou indo bem!

Espero que vocês gostem, até as notas finais
Baejins1~

Capítulo 8 - Seventh Reason


Página 4 - Lado 2

"Você se lembra do nosso segundo dia juntas? Bom, antes eu vou contar uma história. Eu creio que você se lembre dela, mas ainda assim, vou dar alguns detalhes. Detalhes importantes, que te ajudem a lembrar quem somos.

Humanos que erram e se arrependem."

 

 

Era o meu aniversário de 16 anos, onde eu iria comemorar com a minha mãe e com meu namorado, Wonpil. Sobre a minha mãe... Já se sabe. Era uma mulher sofrida, apanhava do ex marido - este que, infelizmente, era meu pai -, além de ser alguém muito forte. Já havia vencido o câncer uma vez, e eu não estou mentindo ou exagerando. Minha mãe já foi diagnosticada com leucemia. Eu pensava que minha mãe era a mulher mais corajosa e perfeita do mundo. Sabe quando se tem admiração por alguém? Eu tenho isso por minha mãe. E é além do que o olhar de uma filha. É como se minha mãe fosse uma heroína da qual eu fosse fã. E ela era mesmo.

— Filha, o Wonpil já está ali na rua! - Minha mãe gritou. Meu namorado era coreano, estava fazendo intercâmbio no Japão até completar o Ensino Médio. Ele já tinha certeza que, quando acabasse, iria morar e fazer faculdade onde quer que eu morasse, apenas para ficarmos juntos. Eu achava ele simplesmente perfeito. Era bonito, simpático, divertido. Me fazia bem, de uma maneira geral. Eu adorava passar minhas tardes inteiras tagarelando ao telefone, jogando apenas conversa fora e contando, um ao outro, como estava a vida. Muitas vezes ele caminhava até minha casa para que pudéssemos ficar juntos um pouco.

 

Foi, inclusive, em uma dessas tardes em que perdi minha virgindade. Apesar de, atualmente, não estarmos mais juntos, eu não me arrependo de nada. Ele era a pessoa certa, não me machucou, e o melhor de tudo, eu o amava e era amada de volta. Foi prazeroso para os dois e isso é o que importa, estarmos felizes e bem. Wonpil era o meu tipo ideal, com toda a certeza do mundo. Aliás, eu digo muito isso não é mesmo? É porque meu tipo ideal é variado. Eu gosto de pessoas altas, acima de tudo. Pessoas que me fazem rir, pessoas que tenham cheiro gostoso, pessoas que me atraiam de alguma forma. Eu via isso nas pessoas, esses detalhes totalmente desnecessários, mas que muitas vezes faziam a diferença.

 

— Já to descendo, mãe! - Gritei do meu quarto, terminando de arrumar a bolsa e borrifar um pouco perfume em meu corpo. Logo, descia as escadas elegantemente, com minha mãe ao meu aguardo. A mulher me olhou de cima a baixo, abrindo a boca como se estivesse surpresa por meu visual - Bonita? - Perguntei referindo-me a mim mesma.

— Está linda, baka. - Ri baixinho. Minha mãe adorava dizer esse tipo de coisa forçando vozes infantis. O que eu não reclamo, já que ela parece uma menininha mais nova que eu. Além do mais, essa mulher é super fofa. Eu fico até com raiva por minha mãe ser mais fofa que eu.

— Acho bom que pense assim. - Dei de ombros, lhe beijando a bochecha, acabando por marcá-la com o batom rosa clarinho - Até mais tarde, mãe.

— Até mais, aniversariante. Agora vai se divertir. - Sorriu fofamente (como sempre) e me empurrou, de forma literal, rumo a porta. Abri a mesma e saí de casa rapidamente, ignorando o fato de que minha mãe queria se livrar de mim. Será que estava planejando uma festa surpresa? Eu pensei assim, estava com tanta pressa de me tirar de lá de dentro. Nunca se sabe quando vai finalmente ganhar uma festa, não é mesmo?

 

Logo, me pus a caminhar. Olhando para a esquina, estava Wonpil. Ele encostava em uma árvore, enquanto trajava suas roupas simples, uma camiseta azul e calças jeans. Não me importei com sua aparência um tanto desleixada, aos meus olhos apaixonados, ele estava perfeito. Cheguei e logo lhe dei um selinho aos lábios, recebendo um sorrisão em retorno.

— Parabéns para a Sana, nessa data querida, muitas felicidades, muito dinheiro na vida! - Eu dava risada do modo como ele cantarolava - É big, é big, é big! É hora, é hora, é hora! Kim-Won-Pil ama a Sana, ama a Sana, ama a Sana!! - Gargalhei alto após ele terminar de mudar a letra de "parabéns pra você". Meu namorado era um fofo, todos devem admitir.

— Meu Deus, Wonpil! - Deixei um tapa em seu braço, enquanto ambos ríamos. Ele prosseguiu com a musiquinha em seguida. Todos pensavam que iria acabar assim, não é mesmo? Mas a melhor parte é agora:

— Com quem será? Com quem será? - Eu segurei o riso, já sabendo o que vinha pela frente - Com quem será que a Sana vai casar? Vai depender, vai depender, vai depender se o Wonpil vai querer! Ele aceitou, ele aceitou, tiveram dois filhinhos e chamaram Yuta e Takuya! - Ele sorriu docemente e eu, particularmente, achei aquilo extremamente fofo. Me deixe achar tudo fofo. Só que, raciocina comigo: Ele queria que nós nos casássemos algum dia, isso era tão bonito! Ou talvez eu que fosse muito profunda? Prefiro acreditar na primeira hipótese, essa segundo é muito estraga prazeres.

— Eu prefiro Yuto do que Yuta, vamos ter que conversar sobre esses nomes viu?! - Dei uma risada e ele acabou por me acompanhar.

— Contanto que tenhamos filhos juntos, eu não me importo. - Sabe quando seu rosto esquenta e você percebe que está mais vermelha que pirulito de cereja? Foi assim que me senti naquele momento. Decidi desviar do assunto.

— Baka! Vamos? - Ele afirmou com a cabeça, pegando em minha mão e entrelaçando nossos dedos. Eu apenas sorria com seus cuidados.


Passamos a caminhar, enquanto conversávamos. Wonpil disse que seria o meu único e exclusivo dia, e que ele não deixaria que ninguém estragasse. Fiquei feliz e mais radiante apenas com aquelas palavras. Sabe quando você tem um bom pressentimento? Eu estava  me sentindo assim. Estava contente por finalmente completar meus 16 anos! Não que isso fosse algo extremamente incrível, mas era uma data importante pra mim, já que era uma das poucas vezes em que eu, de fato, aproveitaria o meu dia.

 

Meus outros aniversários haviam sido um fiasco. No meu aniversário de 7 anos, meus pais se separaram oficialmente e minha mãe se mudou comigo. Exatamente no dia que era pra ser especial. Eu sempre gostei de festas, no entanto, não podia ter uma. O motivo? Quando eu era bem pequenina, nos meus 4 aninhos, minha mãe decidiu fazer uma festa pra mim, só que esta ideia não fora bem recebida pelo meu pai. Ele lhe disse palavras cruéis, como se por culpa dela não tínhamos dinheiro suficiente e vivíamos de dívidas. Quando, na verdade, a culpa era daquele babaca por gastar tudo em bebidas e em casas de prostituição. Sim, meu pai traía minha mãe sem a menor vergonha na cara, e todos se perguntam... Por que ela continuava com ele? Isso era amor? Ela preciava dele? Bom, vou direto ao ponto; Não era amor e muito menos dependência daquele homem. O problema com minha mãe era o medo. Ela tinha muito medo de coisas absurdas que ele podia fazer. Sua preocupação não era ela própria, mas sim comigo. Meu pai não se importava em bater e puxar os cabelos da minha mãe, perdi a conta de quantas vezes a ouvi chorando baixinho num canto e dizendo "Vai passar, é pela Sana". Só que não passou, e uma hora uma atitude teve de ser tomada. Porém, essa história fica pra outro momento (eu to adorando colocar essa curiosidade, é sério).

 

Enfim, eu descobri aonde Wonpil estava me levando aquele dia, o qual eu julgava ser meu melhor aniversário. Nós pedimos um táxi e ele tapou meus ouvidos quando foi dar o endereço ao motorista. Era para o jardim botânico. Simples, não? Contudo, eu fiquei extremamente feliz. Ele vendou meus olhos antes que adentrássemos o local, e eu estava ficando mais ansiosa a cada passo que dava. Quando finalmente ele me permitiu enxergar, eu não poupei abraços, beijos e carinho.

— Eu amei, oppa! - Ele riu após me ouvir dizendo. Sempre soube que Wonpil gostava quando eu o chamava assim, eu só não o fazia com frequência pela falta de costume. Geralmente, eu o chamava de "Wonnie-kun". É ridículo, eu sei, entretanto eu achava fofinho. Eu devo mudar isso? Ok, eu achava o apelido 'adorável', é diferente de fofo!

— Yah, gostou mesmo? Eu sei que não é uma festa como você sempre quis, mas eu me esforc... - Antes que ele continuasse, coloquei meu indicador sobre seus lábios.

— Shh. Eu adorei. - Disse baixinho, sorrindo - Não me importa se não custou caro, ou seja o que for. Desde que você está fazendo por amor, está mais que perfeito. - Sorri, sentindo logo seus lábios sobre os meus, enquanto suas mãos entrelaçavam minha cintura. Eu me senti realmente feliz.

Os lábios de Wonpil encaixavam perfeitamente sobre os meus lábios. Eu pensava que eles estavam destinados a serem apenas meus. O modo como eram macios e como se moviam lentamente e a cada sugada que ele resolvia deixar em meu inferior, uma junção de tudo me deixava em êxtase. Quando sua língua adentrava delicadamente minha boca. Quando a minha língua ia de encontro com a dele e ambas começavam a dançar e o modo com isso fazia minha barriga formigar. Imagine toda essa cena em um jardim repleto de flores bonitas e natureza? Estava sendo perfeito.

 

Nós passamos a caminhar pelo local, observando as diversas espécies de, não só flores, como plantinhas e até alguns insetos que predominavam por lá. Uma joaninha, de repente, se instalou em meu dedo polegar e caminhou pelo mesmo, exibindo seu belo par de asas vermelhas e suas pintinhas pretas respingadas.

— Olha, Won-kun! - Exclamei, erguendo o dedo com a joaninha em sua direção. Wonpil olhou para o inseto 'adorável' com um sorriso largo no rosto, mas em seguida, a joaninha logo voou. Fiz um bico triste.

— Aigoo, não fique assim neném. - Ele disse sorridente - Seu dedo agora está abençoado pela joaninha! - Deu uns pulinhos extremamente gays. Eu ri de sua infantilidade, porém voltei a ficar de bico rapidinho.

— Poxa, nem deu tempo de tirar uma foto! - Cruzei meus braços. Wonpil pareceu pensativo por alguns instantes, mas não demorou muito e ele estalou os dedos, em sinal de que havia tido uma ideia.

— E se eu te comprar um picolé? Você se alegra? - Ele me ofereceu. A partir desse momento, eu comecei a matutar um pouquinho sobre sua proposta.

— Quero de flocos. - Sorri, caminhando com ele em direção à pracinha de alimentação que havia no jardim. E quando chegamos lá para comprar o sorvete, pudemos observar um parquinho de diversões para crianças.

Foi assim que eu e meu namorado bobinho passamos o resto da tarde olhando para criancinhas brincarem no balanço, descerem o escorregador e fazer castelinhos de areia com as mãos, enquanto seus pais gritavam com os mesmos, nervosos pela areia estar repleta de sujeira.

 

 

"Para Chou Tzuyu, essa história completa já havia sido contada. Agora eu contarei uma segunda parte, essa que vem carregada de desastres. Resumidamente, eu nunca tive um aniversário proveitoso de verdade. Pelo menos, não enquanto morei no Japão. Tudo começou junto à chuva. Parece clichê, não é?"

 

 

Estávamos saindo do jardim botânico, quando se ouviu um trovão. Senti meu corpo ficar tenso. O pior de tudo é que a chuva começaria a cair em breve e nós ainda demoraríamos um pouco para voltar pra casa. Foi quando o verdadeiro toró resolveu mostrar presença. Eu sentia pingos grossos e fortes de água molhando meus cabelos. Senti a mão do garoto mais velho pegando na minha, logo me puxando para que corrêssemos. O que adiantou de pouco, pois a água já havia ensopado nossas roupas.

— Anda mais rápido Sana, a gente vai pegar um resfriado assim! - Exclamou. Eu apenas fui o mais rápido que pude, á procura de um lugar para abrigar a mim e ao menino.

 

Lá estávamos eu e Wonpil, encharcados pela aguaceira que caía do céu. Agora pense em dois pintinhos recém-nascidos, molhadinhos, se aconchegando na galinha. Pois é. Éramos nós os pintinhos. A melhor parte de tudo é a galinha; Era o tapete de entrada de um restaurante. Complicada a situação. Contudo, nem eu e nem Wonpil tivemos cara de pau o suficiente para adentrar o local, donde só haviam pessoas de boa aparência. Enquanto nós estávamos parecendo dois desabrigados. Mas, mesmo assim, eu estava me sentindo feliz e viva.

 

— Essa chuva começou do nada, aish! - Disse ele, com sua voz costumeiramente doce. Eu dei uma risada e o abracei de lado, apertando seu tronco.

— O que importa é que estamos juntos e que o jardim botânico foi divertido. - Sorrimos. Era impressionante a maneira fácil como eu e Wonpil conseguíamos iniciar um assunto. Acho que era por isso que eu era tão apaixonada. Começamos a comentar sobre nosso dia, quando de repente seu telefone resolve tocar.

— Alô? - Ele disse em coreano, eu já esperava que fossem algum de seus parentes. Porém, eu não sou burra, sempre entendi de coreano, eu fazia aulas desde o primário - Sim... Me desculpa. Hoje é aniversário dela, amor. - Estranhei. Uma coisa engraçada era que meu namorado não sabia sobre meu conhecimento de sua língua natal. Ele me explicou algumas expressões quando nos conhecemos, mas nunca prestou atenção quando eu falei em coreano com ele - Eu vou falar com ela... Eu não posso terminar hoje, não quero magoá-la dessa forma! - Ele exclamou um pouco mais alto do que eu imaginei - Não... Eu te amo. E é sério. - De repente se iniciou uma conversa em dialeto, e eu não pude entender tudo o que eles falavam. Até que finalmente o ouvi dizer "goodbye" e desligar o telefone.

— Quem era? - Perguntei séria, não dando tempo a ele de dizer qualquer coisa.

— Ah, era o Sungjin hyung. - Ele sorriu - Queria resolver algumas coisas comig... - Não deixei ele completar sua frase, mais uma vez.

— Era o Sungjin? Você ama o Sungjin!? - Perguntei nervosa, tentando não alterar muito meu tom.

— Aigoo, Sana-yah... É claro que o amo, ele é meu hyung! - Ele se explicou fazendo bico. Meus punhos cerravam a cada palavra que saía de sua boca, eu estava nervosa em ser traída na minha cara, sem vergonha nenhuma, e ainda por cima mentir pra mim.

— Então por que você chama seu "hyung" de amor? - Perguntei o olhando de relance. Observei seu dente encaixando no lábio inferior e o mordendo, suspirei - Você não tem nada pra me contar?

— S-Sana... - Gaguejou antes de falar. Eu vi que ia sair merda de sua boca no momento em que ele falou o primeiro "S" - Eu... Me desculpa...

— Desculpa pelo o que!? Você não sabia que eu falo coreano? Resolveu falar em dialeto besta pra eu não conseguir entender!? - O fitei com raiva no olhar. Ele virou o rosto para o chão.

— E-eu... Ia te contar, mas como seu aniversário estava chegando eu achei melhor esperar...

— Quem é a outra? - Indaguei, sendo o mais direta possível.

— Huh? - Ele se fez de idiota.

— Quem é essa menina que você tanto ama!? - Exclamei, finalmente caindo a ficha de que estava sendo trocada. Foi aí que meu nariz e meus olhos arderam, e eu pude sentir lágrimas se formando, já querendo escorrer. No entanto, eu não ia dar esse gosto à ele. Eu sou orgulhosa ao extremo, todos já sabem disso.

— Sana... É o Sungjin hyung, eu falei. - O olhei um tanto indignada. Ele estava mentindo mais uma vez? Ou então... - Não é mentira. Se lembra que ele passou uns dias aqui no Japão, certo? - Afirmei com a cabeça, em sinal de que era para que ele prosseguisse - Pois bem. Eu já sentia algo por ele antes de viajar, mas fiquei com medo do que ele fosse pensar sobre mim. Até porque, ele foi o único menino que eu gostei, é esquisito confessar algo desse tipo. - Finalmente, ele olhou em meus olhos - Só que então eu te conheci. E, acredite em mim... - Ele pegou em minhas mãos - Eu realmente te amo... Eu me apaixonei completamente por você, eu já planejei diversas vezes uma vida ao seu lado, Sana-chan! - Ele, de repente, abaixou o olhar de volta e engoliu em seco. Na real, eu acho que ele engoliu foi o choro, visto que seus olhos marejaram - Só que ele veio ao Japão, e aí... Meu coração... - Eu fechei os olhos. Depois de um tempo em silêncio, eu simplesmente me levantei.

— Eu já entendi, Wonpil. - O rapaz se levantou também - Me dá um tempo, ok? Eu ainda estou com raiva de você. Me deixa curtir o resto do meu aniversário e amanhã nós conversamos. - Mantive a postura séria, logo saindo, no meio dos chuviscos que ainda prevaleciam. Resolvi simplesmente pegar um táxi e ir embora.

 

Enquanto dentro do carro, eu olhava para as ruas afora. E, mais uma vez, como num verdadeiro clichê, tocava uma música lenta na rádio enquanto as gotas da chuva prendiam na janela e desciam lentamente pelas mesmas, assim como faziam minhas lágrimas, que caíam por minhas bochechas tristemente.

 

 

"E foi dessa forma que eu e Wonpil terminamos de vez. Eu não quis manter contato com ele. Não acho que eu o odeie, mas eu simplesmente o amei de uma forma muito intensa pra ser traída dessa forma, ainda mais com alguém que ele já tinha interesse antes de me conhecer. Ele sumiu da minha vida num piscar de olhos, e todos os planos que fiz estavam arruínados.

Eu sei que há muitas coisas que fazem nosso coração doer, e uma delas é quando alguém que você ama não lhe corresponde. Apesar disso, eu estava feliz por tudo o que passei com ele. Por todas as nossas lembranças, por todo o amor que ele me proporcionou, e mesmo no último dia, no meu aniversário. Eu estava agradecida a ele, mas eu não queria mais vê-lo.

Você deve estar se perguntando porquê dessa página não é? Esse é o nosso segundo dia juntas."

 

 

Após terminar de lhe contar a história, Tzuyu olhou para Sana com os olhos marejados. A menina estava chorando na sua frente. A taiwanesa não tinha conhecimento da personalidade forte da mais velha, aquilo parecia meio novo pra si. Tzuyu não era acostumada a consolar pessoas, porém, não viu nada que pudesse alegrar a menina. Era melhor que ela desabafasse. Em um abraço, Tzuyu apertou fortemente a morena, que correspondia da mesma forma.

 

— Sabe... Eu não costumo me abrir dessa forma para as pessoas... - Fitou a mais nova, que lhe olhava com atenção. Soltou um sorriso em sua direção, em seguida - Obrigada. Não só por me ouvir, mas também por me passar confiança. - Não bastaram mais palavras, para que Tzuyu voltasse a apertar aquela coisinha momentaneamente indefesa.

E mais uma vez, Sana dormiria na casa de Tzuyu, que iria lhe abrigar e lhe dar carinho durante toda a noite, até que ela esquecesse sobre essa parte ruim de seu passado.

 

 

 

"Chou Tzuyu é sensível, mesmo quando ela não o conhece por completo. Tzuyu é capaz de compreender bem as pessoas à sua volta, como também é capaz de acolhê-las com seus abraços.

 

Chou Tzuyu me aconchegou mesmo sem me conhecer de verdade."


Notas Finais


Primeiro, pra quem ficou curioso, a mãe da Sana não fez festa surpresa noa gent, ela só queria badalar msm jajsjsj

E É CLARO QUE EU TINHA QUE METER O WONPIL NA MINHA HISTÓRIA NE??? # jyp stan mesmo
Quem viu o comeback do Day6? AAAA
Sobre o Wonpil gostar do Sungjin foi em homenagem ao MV e sua teoria de uma suruba amorosa (o Jae é o único sem par, acho que ele combina muito comigo /olha q maravilha)

Esse capítulo teve pouquinho Satzu, foi mais pra mostrar um pedaço do passado da Sana

E eu tbm pretendo fazer isso com a Tzuyu, mas com um outro tipo de narração, vcs vão ver qdo chegar a hora jajdjs

Baejins povo, e até sábado (provavelmente, amo vcs)~ sz


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