História 1950 - Capítulo 3


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - 1950


Ela saiu sem dizer nenhuma palavra.

“Espero que eu não tenha a assustado com os meus delírios”

Fui até a enfermaria do dormitório com muita dificuldade e peguei uma bolsa de gelo. Tinha gasto uns quarenta minutos nesse percurso e isso me irritou um pouco. Voltei para o meu livro e fiquei nele por um longo tempo, já até tinha esquecido a dor. Faltava duas páginas para acabar o livro quando alguém bate em minha porta.

-Será que não terei mais paz? -Queixei-me levantando para ir a porta, respirei fundo antes de abrir a porta -O que foi?

-Bora?! -Carlos falou animado com sua irmã logo atrás dele -Você vai assim? -Se referiu as minhas roupas largas que eu ainda não tinha mudado.

-Esqueci completamente, espere um momento -Falei.

-Eu te ajudo a escolher algo decente -Ele ia entrar, mas eu o barrei no caminho

-Eu consigo me vestir sozinho -Lancei um olhar frio o fazendo recuar um passo.

-Deixa de ser chato, o que você tem que eu não tenho? -Perguntou.

“Muitas coisas e principalmente senso comum” -Pensei antes de fechar a porta.

Me troquei rapidamente para não fazê-los esperar. Ao abrir a porta Carlos me encarava carrancudo, era a segunda vez que eu batia a porta na cara dele.

-Eu não acredito que você fez isso novamente -Carlos se pronunciou.

-Isso o quê? -Fiz cara de desentendido.

-Você sabe muito bem -Ele disse indignado.

-Tanto faz -Suspirei -Vamos logo, quanto mais cedo chegarmos mais cedo saímos -Comecei a andar, como meu tornozelo não tinha sarado totalmente eu ainda mancava um pouco.

-O que aconteceu? -Carlos perguntou atrás de mim seguido por Kath.

-Eu caí da cadeira e bati o tornozelo na escrivaninha -Expliquei.

-...Hahaha -Começou a rir, Kath deu uma cotovelada nele para que ele parasse -Foi mal… -Recuperava o fôlego - Eu precisava de uma notícia assim.

-Você acha graça na desgraça alheia? -Perguntei.

-Minha diversão preferida -Respondeu e pude perceber um tom de maldade.

-Então você não é o santo que achei que fosse.

-Não estou cometendo nenhum crime. Eu só gosto do sofrimento dos outros, me processe -Colocou as mãos no bolso.

-Com isso muda minha opinião em relação a você -Me virei para Kath -Você também é assim?

-Não, o único sádico da família é ele -Negou.

-Sem mais conversas paralelas, vamos logo -Carlos mandou.

Nós seguimos para o seu carro que se encontrava no estacionamento do campus, eu sentei no banco de trás e os irmãos sentaram na frente. A viagem não foi muito longa, em trinta minutos já tínhamos chegado no tal bar. Era simples e não tinha nada de novo, mas tinha várias pessoas a frequentando naquele momento. Entramos e seguimos para um pequeno grupo no final do bar, eles se sentavam numa grande mesa e logo nos juntamos a eles. Eram um grupo de cinco pessoas, uma loira, uma morena, e três meninos que se pareciam muito, só com as roupas diferentes.

-Fala aí pessoal -Carlos cumprimentou todo mundo -Deixa eu te apresentar o pessoal Alisson -Ele se escorou em mim -A morena é a Lauren, a loira é Stacy e os outro não são importantes.

-Ei! Eu sou importante -Um dos meninos falou, ele usava óculos -Meu nome é Jeff e esses  são Tommy -Apontou para o que usava um chapéu -e James -Direcionou a o de topete -eles são meus irmãos, por isso a semelhança.  

-Prazer conhece-los -Tentei ser educada.

-Você tem que se sentar do lado da Stacy, não precisa fazer nada, ela vai cuidar de tudo -Carlos sussurrou para mim e eu não entendi nada, mas fiz o que ele pediu.

Nos sentamos e ficamos jogando papo fora. Stacy era relativamente inteligente e me entendia bem, eu tinha gostado dela. Mas depois de duas cervejas ela começou a colocar a mão na minha perna e Katherine me olhava com um olhar ameaçador que já estava começando a me assustar. Não era boa com bebidas e as coisas começaram a girar, o bom é que ainda conseguia acompanhar as coisas ao meu redor. Eles conversavam sobre como a Lauren era baixinha quando a Stacy se levantou.

-Eu vou ali rapidinho, Alisson poderia me acompanhar? -Todos me olharam como se eu fosse um animal exótico.

-...Tá -Os meninos ficaram animados e os olhares de Katherine mudaram de assustadores para frios.

Stacy pegou no meu braço e me arrastou bar adentro, não entendia o motivo do ato. Quando dei por mim nos encontrávamos no banheiro, meu cérebro entrou em alerta e finalmente percebi que tinha entrado em uma roubada. Ela começou a chegar perto e eu comecei a andar para trás.

-O que você está fazendo? -Perguntei tentando cogitar a situação.

-Não é óbvio -Ela pôs a mão no cinto da minha calça.

-Você não está pensando direito -Não conseguia bolar um plano para sair daquela, o álcool estava mexendo com meu cérebro.

-Nunca estive mais sã -Quando eu ia tirar suas mãos de mim ela colocou sua mão dentro da minha calça. Gelei na hora -Mas o que? -Tirou a mão quando não achou meu suposto membro.

-Eu posso explicar -Tentei acalma-lá.

-Você não tem pênis, explica isso. Você por acaso é um tipo de eunuco? -Ela me olhou indignada.

-Não é isso.

-Então o que é?

-Eu não posso, você não entenderia.

-Tente, se não quiser que eu saia e conte aos outros que lhe falta algo -Eu a olhei paralisada, ela andou em direção da saída e meu corpo se mexeu sozinho se posicionando na sua frente.

-Eu te conto -Stacy me olhou desconfiada -Mas me prometa que não ira contar a ninguém.

-Fazer o que? Já chegamos até aqui mesmo -Lhe mandei um olhar frio -Tá bom, eu juro não contar a ninguém.

-Ok… Lá vai -Respirei fundo -Eu sou uma mulher.



Ela me olhou incrédula. Tudo o que eu fazia era rezar internamente para ela não sair dali correndo e contar para todo mundo. Stacy abriu e fechou a boca algumas vezes até que ela finalmente falou.

-Isso não faz sentido -Concluiu.

-Nada na vida faz sentido -Ironizei e ela ignorou o ato.

-Por que você se veste assim? -Indagou.

-Porque eu não quero ter meu aprendizado menos valorizado do que um homem -Seu olhar demonstrava confusão.

-Isso não é motivo para você fazer esse tipo de coisa -Argumentou -Nós mulheres podemos frequentar a universidade e você mesma nos menospreza fazendo esse tipo de coisa.

-Eu tenho os meus motivos para estar nessa situação, não é como se eu amasse isso -Massageie as têmporas -Olha… não quero que você me entenda nem nada, eu só quero que você não conte a ninguém -Pedi.

-Tudo bem, seu segredo está a salvo comigo -Jurou -Mas a partir de agora será minha amiga -Cruzou os braços.

-O que? Por que iria querer ser minha amiga? Isso sim não faz sentido.

-Não tenho amigas e você será minha primeira no campus.

-Primeiro, aquela menina morena que estava com você não era a sua amiga? -Argumentei.

-Aquela falsa? Não seria amiga dela nem aqui nem na China -Rebateu.

-Segundo, não poderia ser sua amiga eu só posso ser seu amigo.

-Isso nós damos um jeito, mas parece que você concordou com a ideia.

-É um preço pequeno a se pagar para você manter meu segredo -Ela sorriu.

-Já chega desse papo, vamos voltar logo antes que aqueles desprovidos de bom senso pensem coisas ruins sobre nós -Disse.

-Última pergunta -Ela tirou sua atenção da porta e olhou para mim novamente -Com que finalidade você me trouxe até aqui?

-De início era só para fazer sexo com você -Confessou -Mas o real motivo era para fazer ciúmes no Jeff.

-Não entendo, mas tudo bem -Falei por último antes dela abrir a porta.

Nós saímos do banheiro e ficamos  trocando olhares de cumplicidade. Voltamos a nos sentar na mesa e olhos curiosos nos fitavam. Continuamos a noite normalmente, eu conversava com Stacy e tentava ver o porque dela não gostar da garota Lauren, ela aparentava ser uma boa pessoa. Katherine tinha me ignorado o resto da noite e eu não sabia o motivo. Quando ficou tarde cada um começou a se ajeitar para ir para seus dormitórios. Nos despedimos, Stacy me deu um abraço e falou no meu ouvido que meu segredo estava a salvo com ela. Eu realmente tinha gostado de me tornar amiga dela, só esperava que ela não me traísse no final.

Andamos até o carro, Carlos aparentava estar mais alegre que o normal pelo efeito do álcool e Katherine ainda me ignorava. Tínhamos entrado no carro e seguimos o caminho para o campus.

-Então… como foi? -Carlos perguntou de repente.

-Foi o que?

-Você e a Stacy?

-O que tem a gente?

-Vocês se pegaram?

-Não -Disse calma e ele freou bruscamente numa rua vazia.

-Como assim? -Ele se virou para o banco de trás -Vocês se paqueraram a noite toda para nada?

-Nós não nos paqueramos, ficamos apenas de conversa.

-E o momento que você a acompanhou?

-Ela só queria me contar uma coisa.

-E o que era?

-Segredo.

-Cara, você é um via… -Kath deu um murro na perna dele.

-Deixe o em paz e continue a dirigir -Carlos fez uma cara chorosa e voltou a dirigir.

-Isso é judiação -Murmurou.

Chegamos bem rápido ao campus. Katherine seguiu para o dormitório feminino, ela parecia bem alegre e não me mandava mais olhares assustadores. Carlos ficou perguntando o que realmente tinha acontecido e eu repetia que não tinha ocorrido nada. Eu o acompanhei até o seu quarto para me dar o livro que me prometera. Seu quarto era extremamente bagunçado e demorará 10 minutos para encontrar o livro, que estava embaixo de uma pilha de roupas embaixo da sua cama. Finalmente cheguei no meu quarto, tranquei a porta, tirei a roupa e deitei na minha cama. Sem pensamento nenhum eu dormi.



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