História 1950 - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.170
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - 1950


Acordei com fortes batidas na porta, me levantei quando percebi que as batidas não cessariam até eu abri-la. Coloquei uma roupa qualquer e andei até a porta, meu tornozelo se encontrava levemente roxo, mas não doía mais a ponto de fazer eu mancar.

“Se for o Carlos, vou mata-lo” -Quando abri, a última pessoa que eu esperava ver carregava uma bolsa na frente da minha porta.

-Stacy? O que está fazendo aqui? -Indaguei.

-Nós vamos sair -Ela entrou sem minha permissão.

-É sábado -Virei para o relógio do criado mudo -8:30, me deixa dormir até às duas horas -Voltei a deitar na minha cama.

-Se arrume, você vai comigo como minha amiga -Ela puxou meu lençol.

-Você esqueceu que para a sociedade eu sou homem? -Agarrei o meu travesseiro.

-Por isso trouxe isso -Ela tirou um vestido branco de dentro da sua bolsa -E não se preocupe com os cabelos, eu tenho comigo uma peruca.

-Estranho, mas agora me deixe em paz.

-Tira a roupa e vai tomar banho -Começou a me puxar para sair da cama.

-Me devolva a intimidade que eu não te dei -Falei indo para o banheiro.

-Anda logo e se vista -Falou quando eu saí do banheiro.

-Poderia me dar licença -Pedi quando vi que olhos me observavam.

-Não seja tímida, você não tem nada que eu não tenha.

-Pela primeira vez isso é verdade -Comecei a me trocar.

Já tinha vestido um vestido antes, nunca tinha me acostumado com eles, mas tenho que admitir que estava com saudade de usar um.

-Me diga, por que eu estou nessa situação? -Perguntei enquanto ela me maquiava.

-Porque eu quero -Respondeu.

-Você é muito mandona.

-Prazer Stacy -Ironizou -Pronto, agora coloca peruca -Mandou, eu involuntariamente obedeci -Agora parece uma menina de verdade.

-Não quero ser uma menina de verdade.

-Fico até com raiva de você falando isso com o tamanho dos seus peitos. Não sei como consegue esconder isso -Bateu o pé no chão e bufou.

-Vou considerar isso um elogio.

Me virei para um espelho que tinha em cima da escrivaninha, me assustei com o resultado. Eu estava exatamente como a um ano atrás e isso me trouxe boas e borrões de más memórias. Uma raiva subiu perante o meu corpo, sensações vieram com força me dando uma dor de cabeça, respirei fundo e voltei minha atenção para Stacy.

-Pare de sonhar acordada e vamos logo.

Saímos do quarto e eu observei se ninguém tinha nos visto. Tranquei todas as fechaduras da minha porta e quando me virei, como num filme de terror, Carlos apareceu magicamente na nossa frente. Minha mente só pensava em uma coisa.

“Fuc*“

Pov. Carlos

Tinha acordado cedo e não conseguia voltar a dormir, então resolvi ir perturbar o Alisson. Depois de me trocar eu saí e tranquei a porta, quando viro vejo duas mulheres na porta do Alisson.

“Nossa! Essa foi rápida. De nenhuma pra duas” -Brinquei internamente.

Cheguei perto para ver melhor as garotas, reconheci Stacy na hora, mas não sabia quem era a outra garota. Antes que eu percebesse eu já me encontrava na frente das duas. Satcy nem olhou para mim direito, mas a outra garota me olhou como se tivesse visto um fantasma. A observei melhor e ela era muito bonita, tinha longos cabelos ruivos e olhos verdes e usava um belo vestido branco que acentuava suas curvas, mas o que mais me intrigou foi que ela parecia muito familiar.

-Carlos -Stacy me tirou dos meus pensamentos -O que faz aqui?

-Este é o dormitório dos homens, eu que deveria estar fazendo esta pergunta? -Voltei minha atenção a garota ao seu lado.

-É a irmã do Alisson -Falou convicta -Encontrei ela na porta do dormitório.

-É o que você fazia na porta do dormitório Stacy?

-Eu vim falar com o Alisson, mas parece que ele não se encontra no momento. Então levarei a irmã dele para um passeio na cidade até que ele volte.

-Se quiser eu posso ir com vocês -Me ofereci.

-Não… -A garota se pronunciou -Quero dizer, não obrigada, a Stacy já está boa.

-Me desculpe, eu nem me apresentei, o meu nome é Carlos -Estendi minha mão. Ela fez uma cara de espanto e trocou olhares com a Stacy.

-...Liss, prazer em conhece-lo -Retribuiu o meu gesto.

-O prazer é todo meu -Sorri.

-Então, temos que ir. Vamos… Liss -Stacy a pegou no seu pulso e começou a puxa-la para a saída. -Tchau -Falei para o ar. Elas já tinham se retirado.

Fim Pov. Carlos

-Meu coração ainda está batendo rápido -Coloquei a mão no peito -Você conseguiu inventar algo bem rápido -Elogiei.

-Eu sei, sou boa em inventar desculpas e como um hobby - Gabou-se -Fiquei preocupada quando ele perguntou seu nome, mas no final você encontrou um que combinasse.

-Eu só conseguia pensar no meu nome, Alisson, mas não o podia dizer, então tirei algumas letras e ficou Liss.

Ela ficou rindo da nossa genialidade e do meu quase infarto que eu tive. Como a zona comercial era próxima seguimos a pé. Tinha até me esquecido de como era ser olhada e as pessoas perceberem que você é uma mulher, parecia que um peso saia dos meus ombros. Logo quando chegamos Stacy me fez entrar em todas as lojas de roupas e eu não aguentava mais ser forçada a usar 10 modelitos do mesmo vestido, eram todos iguais, mas a Stacy de algum jeito conseguia ver a diferença. Depois  de provar  uns mil vestidos, ela voltou para a primeira loja e comprou o segundo vestido que eu tinha experimentado. Você não sabe quanto eu queria mata-la por fazer isso, mas eu me contive. Ela finalmente seguiu para a praça de alimentação.

-Eu achei que nunca iríamos comer -Falei segurando a sacola do vestido.

-Você é muito impaciente -Reclamou.

-Eu...impaciente? Mas...que… -Não acredito que tinha me chamado de impaciente depois de tudo que tinha esperado, calei a boca e balancei a cabeça negativamente.

Nos sentamos em uma mesa do lado de fora de um pequeno restaurante, pedimos um pedaço de bolo para cada e esperamos.

-Agora que paramos para nos alimentar, me pergunto o objetivo de comprar um vestido? -Indaguei.

-Você vai numa festa comigo -Falou calma e arregalei os olhos.

-Irei sair novamente? Já é a quarta vez essa semana. Você deve estar brincando.

-Não.

-Eu não posso ficar saindo por ai, isso estragaria o meu disfarce.

-Não se preocupe, teremos cuidado.

-Está muito confiante para o meu gosto.

-Se acostume, tenho muita confiança nos meus métodos.

O garçom apareceu e pôs os bolos na mesa, comecei um monólogo para ver se ela mudava de ideia, mas Stacy estava muito concentrada no seu bolo de chocolate. Eu parei de falar quando vi que ela me levaria para festa não importasse o quê. Olhei para o prato na minha frente contendo um bolo de baunilha, suspirei.

-Você -Uma voz familiar soou atrás de mim.

-Katherine -Stacy se espantou.

Ela me olhava intensamente, minha respiração tinha ficado rápida.

“Será que ela me reconheceu?“



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