História 1950 - Capítulo 6


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - 1950


Tinha sido mais fácil que eu imaginava entrar sem ninguém me ver e logo já me encontrava no meu quarto. Sentei na cama vestida daquele jeito ainda e fiquei pensando sobre a vida.

-Eu mudei tanto assim? -Olhei para o teto -Você emanava tanta alegria naquela época, agora parece que ela lhe foi retirada a força -Repeti as palavras de Kath -Tirada a força… -Passei a mão no olho onde já teve um grave hematoma e suspirei.

Me levantei e fui para o banheiro tomar um banho deixando todos aqueles pensamentos irem embora. Guardei as coisas da Stacy e o novo vestido num lugar escondido no meu armário. Me vesti como sempre e me olhei no espelho.

-Quanta diferença.

Fui para uma pequena lanchonete e comi algo para calar a boca do estômago, pois aquele bolo não servia nem para entrada. Voltei para o quarto e me joguei na cama, ainda estava com sono.

Acordei com alguém fechando a porta do meu quarto com força e eu despertei na hora. Assustada olhei para todos os lados até que avistei Stacy num canto do quarto procurando alguma coisa em sua bolsa.

-O que você faz aqui? Não, melhor, como você entrou? -Me direcionei a ela furiosa. Ela me olhou e sorriu.

-Você tinha um par de chaves do quarto, eu só peguei uma -Falou como se fosse óbvio.

-Você é muito abusada. Eu não acredito que fizeste isso -Massageie as têmporas para afastar a dor de cabeça que ela traria -Me de a chave.

-Mas… -Levantei a mão para que calasse.

-Você pegou isso sem minha permissão, então me devolva -Ela fez um bico e pegou a chave na sua bolsa me entregando em seguida. -Agora me diga o motivo da invasão -Me sentei na cama.

-Vamos sair! -Falou animada -Não foi pra isso que compramos o vestido? Vamos festejar!

-Não seja tola, eu nunca concordei com isso -Cruzei os braços em desaprovação.

-Você se lembrar do nosso trato. É ir a festa ou ter seu segredo revelado -Disse com um sorriso cínico.

-Eu pensei que fosse uma boa pessoa.

-Não estou pedindo para matar ninguém, só para me acompanhar numa festa.

-Mesmo assim… -Me joguei na cama -Não quero ir…

-Não seja anti social -Pegou na minha perna e puxou me jogando no chão.

-Ai! Sua p@!* você pegou no tornozelo machucado -Me sentei no chão e passei a mão na vermelhidão.

-Olha como fala comigo, eu sou sua amiga -Me advertiu -Agora vá se arrumar.

Após um longo tempo discutindo se eu ia ou não resolvemos que eu ia, mas não precisaria ir na próxima festa que tivesse e também ela prometeu que não veríamos ninguém que conhecemos.

Nós estávamos na frente de um casarão que eu nunca tinha visto, já dava para ouvir a música do lado de fora e isso embrulhou meu estômago.

-Vamos! O pessoal já deve estar lá dentro -Puxou meu braço me arrastando no meio daquelas pessoas.

Olhos curiosos nos fitavam e isso aumentou minha vontade de ir embora. Percebi que a maioria daquele povo era da faculdade e pensei por que eles não estavam estudando para provas do final do bimestre nos seus dormitórios invés de estarem “festejando”, como diria Stacy. Meu braço tinha começado a doer quando finalmente chegamos onde ela queria. E advinha quem estava no grupo… os mesmos do bar, Lauren, os trigêmeos, Carlos e Katherine. Na hora fuzilei Stacy irada.

-Oi gente! Vocês conhecem a Liss? -Ela me colocou na sua frente.

-Oi eu sou Jeff -Disse simpático.

-E eu sou Tommy -Falou entrando na frente do irmão e ajeitou o chapéu na cabeça.

-Mas não é melhor que o James aqui -Empurrou Tommy. Eles se entre olharam e dava para ver as faíscas de uma disputa.

-Lauren -A morena falou seca.

-Prazer conhece-los -Fui educada. Katherine nada disse e seu irmão só sorriu.

Assim começou minha tortura. Tommy e James disputando quem chamava minha atenção, Stacy tinha me deixado para conversar com Jeff, Lauren não tinha mais me direcionado uma palavra sequer, Carlos contava histórias que eram moderadamente engraçadas e Katherine me encarava com aquele olhar enigmático. Os irmãos bebiam cerveja como se fosse água e estavam ficando muito alterados. Eu não tinha bebido uma gota de álcool se quer, não queria por meu disfarce em risco.

Tommy me mandava cantadas descaradamente as quais não estava mais prestando muita atenção. O ar da casa estava ficando quente e pesado, minha cabeça tinha começado a girar e antes que eu percebesse tinha perdido as forças das pernas. Quando eu pensei que iria ao chão alguém me segura impedindo minha queda e assim essa pessoa me leva para o lado de fora. Sentamos num banco afastado de todo aquele barulho e respirei profundamente aquele ar puro.

-Você está bem? -Aquela voz angelical perguntou. Me virei vendo uma Katherine preocupada.

-Estou melhor agora, desculpe pelo incomodo -Fechei meus olhos e levantei a cabeça para respirar melhor.

-Não é incômodo algum, mas o quê aconteceu lá dentro? Quando vi você estava mais pálida que o normal -Suspirei.

-É só fraqueza mesmo, de vez em quando isso acontece. Tenho um corpo muito fraco e também não comi nada a tarde, dormi por muito tempo -Abri os olhos e admirei o carmesim do céu -O céu está um belo vermelho -Me virei para o lado e vi aquela beldade observando o céu.

“Como não consigo lembrar de você?“ -Pensei “E onde no meu passado você está? Nas partes boas ou… ruins?” -Senti um aperto no peito e então de repente flashes daquele dia vieram a tona.


“Você não é nada para mim e nunca foi. Você só foi mais uma vadia na minha lista” -Disse ele que tinha sempre uma voz tão calma e doce, agora era áspera e cheia de desgosto.

“Você não pode fazer isso comigo! Eu te dei o meu coração e agora você vai simplesmente joga-lo no lixo como se fosse nada!” Chorava em prantos, rezando internamente que aquilo fosse só uma brincadeira de mal gosto.

“Eu nunca pedi seu coração, você que foi estúpida o suficiente para acreditar nessa ilusão que você chama de amor” -Ele deu as costa e começou a andar, no meu último fio de esperança me agarrei em seu braço o impedindo de andar “Me solte” -Ele tentou me tirar, mas eu o segurei mais forte.

“Você não pode me abandonar, você prometeu que nunca me deixaria” -Olhei para ele e fazia uma expressão de raiva, antes que percebesse tinha levado um soco no estômago fazendo eu cambalear para trás. O som da música ao nosso redor parecia ter ficado mais alta, o lugar mais abafado e minha barriga doía muito.

“Você é patética” -Voltou se para frente e em outra tentativa segurei em sua manga.

“Você não pode…” -Minhas lágrimas tinham deixado minha visão embaçada.

“Não só posso como vou”  -Eles se virou para mim e me deu um soco no rosto acertando meu olho. Desabei.

Fiquei no chão vendo seu borrão ir embora e meu choro se misturou a música ao meu redor criando uma sinfonia de dor.

“Como pode?” -Me perguntava a cada segundo que passava “Você era meu mundo”.


Quando voltei a realidade estava chorando e Katherine me olhava desesperada. Me levantei e me pus a correr. Não queria que ela me visse daquele jeito e como sempre acabei fugindo. Eu pensei que tinha superado, mas ainda doía como tivesse acabado de acontecer.

“Então esse buraco no meu coração não tem cura?” -Pensei até chegar meu quarto no dormitório me trancando lá dentro “Essa dor nunca irá embora?”



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