História 1977 Lendo Harry Potter e a Pedra Filosofal. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Personagens Originais, Ronald Weasley
Exibições 243
Palavras 7.839
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá....

Estou de volta....

Espero que gostem desse capítulo....

Boa Leitura!!!

Capítulo 2 - Capítulo 1 - O Menino que Sobreviveu


Fanfic / Fanfiction 1977 Lendo Harry Potter e a Pedra Filosofal. - Capítulo 2 - Capítulo 1 - O Menino que Sobreviveu

-Capítulo 1 - O Menino que Sobreviveu. - leu a professora.

-Sobreviveu ao que? - Tiago perguntou preocupado.

-Calma, deixe a professora ler, logo iremos descobrir. - Lílian falou tentando acalmar o namorado.

Assim que viu que Tiago estava mais calmo, Minerva começou a ler.

O Sr. e a Sra. Dursley, da Rua dos Alfeneiros, nº 4, se orgulhavam de dizer que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado. Eram as últimas pessoas no mundo que de se esperaria que se metessem em alguma coisa estranha ou misteriosa, porque simplesmente não compactuavam com esse tipo de bobagem.

-Parece com minha irmã e o namorado dela. - Lílian falou pensativa.

Tiago que ouviu o que Lílian falou olhou confuso para o livro.

O Sr. Dursley era diretor de uma firma chamada Grunnings, fazia perfurações.

Os puros - sangues ficaram confusos, porém não perguntaram nada, ou melhor, Arthur até que tentou, porém Molly lhe lançou um olhar de aviso.

Era um homem alto e corpulento quase sem pescoço, embora tivesse enormes bigodes.

-Ele é lindo. - Alice Fray falou irônica, ela estava sentada ao lado do namorado Frank Longbottom, eles se sentavam perto dos marotos.

-Não sabia que você tinha um péssimo gosto. - Izabella falou rindo.

-Falou a garota que está namorando o Black. - Alice falou tirando uma com a cara da amiga.

-E o que isso tem a ver com a conversa? - Izabella perguntou confusa.

-Que você tem um péssimo gosto. - Alice disse rindo junto com os Marotos.

-Péssimo gosto? - Sirius perguntou indignado. - Ela tem bom gosto isso sim, eu sou lindo e gostoso, todas queriam estar no lugar dela.

-Seu ego é grande, não? - Alice perguntou rindo junto com os outros.

Sirius bufou bravo, porém desfez o bico quando Izabella o beijou. Segurando a vontade de rir, a professora Minerva voltou a ler.

Porém ninguém reparou o olhar enfurecido que Walburga lançava ao filho mais velho.

A Sra. Dursley era loira e tinha um pescoço quase duas vezes mais comprido que o normal, o que era muito útil porque ela passava grande parte do tempo espichando-o por cima da cerca do jardim para espiar os vizinhos.

-Desculpa ruiva, porém sua irmã parece uma girafa. - Sirius falou rindo.

-Eu sei, Sirius. - Lílian falou também rindo.

Os Dursley tinham um filhinho chamado Dudley, o Duda, e em sua opinião não havia garoto melhor em nenhum lugar do mundo.

Sirius, Tiago e Remo lançaram olhares duvidosos para o livro.

Os Dursley tinham tudo que queriam, mas tinham também um segredo, e seu maior receio era que alguém o descobrisse. Achavam que não iriam aguentar se alguém descobrisse a existência dos Potter.

-Como se eu quisesse ser parente de um bando de animais de zoológico. - Tiago falou. - Sem querer ofender, Lílian, porém não fui com a cara da sua irmã e seu cunhado.

-Está tudo bem. - Lílian falou calma, ela não estava brava com o namorado, porém estava triste com a irmã, ela ainda tinha esperanças de que as duas voltassem a serem amigas, porém pelo jeito isso não iria acontecer.

A Sra. Potter era irmã da Sra. Dursley,

Tiago sorriu, ele estava feliz por saber que se casaria com Lílian, Lily que viu o sorriso do namorado, também sorriu e apertou a mão dele.

-Não se esqueçam de me chamarem para ser o padrinho do casório. - Sirius falou olhando para o amigo.

Tiago sorriu e indicou que a professora deveria voltar a ler.

mas não se viam há muitos anos. Na realidade, a Sra. Dursley fingia que não tinha irmã, porque esta e o marido imprestável 

-Tiago não é imprestável. - Sirius gritou furioso.

-Se acalme Sirius, não me importo com a opinião deste trouxa. - Tiago falou segurando Sirius no lugar.

eram o que havia de menos parecido possível com os Dursley. Eles estremeciam só de pensar no que os vizinhos iriam dizer se os Potter aparecessem na rua. Os Dursley sabiam que os Potter tinham um filhinho também,

Assim que a professora McGonagall leu essa parte Tiago começou a sorrir e logo estava comemorando junto com os amigos e Lílian. Walburga e Órion olhavam com desagrado para o filho mais velho ao ver que ele dava os parabéns para a garota sangue ruim. Depois que Tiago se acalmou, Minerva voltou a ler.

mas nunca o tinham visto. O garoto era mais uma razão para manter os Potter à distância, eles não queriam que Duda se misturasse com uma criança daquelas.

-Não ouse falar assim do meu afilhado. - Sirius falou furioso.

-E quem disse que você será o padrinho dele? - Lílian perguntou, somente para provocar o maroto.

-O Tiago. - Sirius respondeu confiante.

Lílian se voltou para o futuro marido, nervoso Tiago passou a mão no cabelo.

-A uns três anos atrás decidimos que Sirius seria o padrinho do meu primeiro filho ou filha e eu seria o padrinho do primeiro filho ou filha dele. - Tiago explicou um pouco preocupado, ele não sabia o que faria se Lily não aceitasse.

Ao ver a cara de pânico dos dois marotos Lily começou a rir, sendo seguida por Remo, Izabella e a maioria do Salão Principal.

Tiago e Sirius suspiraram aliviados ao ouvirem os risos de Lily, isso significava que a mesma tinha aceitado.

Quando o Sr. e a Sra. Dursley acordaram na terça-feira monótona e cinzenta em que a nossa história começa, não havia nada no céu nublado lá fora sugerindo as coisas estranhas e misteriosas que não tardariam a acontecer por todo o país. O Sr. Dursley cantarolava ao escolher a gravata mais sem graça do mundo para ir trabalhar

-Por que tinha que ser a mais sem graça? - Pedro perguntou confuso.

-Sei lá Pedro. - Sirius responder.

e a Sra. Dursley fofocava alegremente enquanto lutava para encaixar um Duda aos berros na cadeirinha alta.

Nenhum deles reparou em uma coruja parda que passou, batendo as asas, pela janela.

Os que se encontravam na mesa dos professores se entreolharam preocupados, já os alunos olharam confusos para o livro.

Às oito e meia, o Sr. Dursley apanhou a pasta, deu um beijinho no rosto da Sra. Dursley e tentou dar um beijo de despedida em Duda, mas não conseguiu, porque na hora Duda estava tendo um acesso de raiva e atirava o cereal nas paredes.

-Essa criança é horrível. - Molly falou e até mesmo os que estavam na mesa da Sonserina foram obrigados a concordar.

— Pestinha — disse rindo contrafeito o Sr. Dursley ao sair de casa.

Entrou no carro e deu marcha à ré para sair do estacionamento do número quatro.

Foi na esquina da rua que ele notou o primeiro indício de que algo estranho ocorria: um gato lia um mapa. Por um instante o Sr. Dursley não percebeu o que vira – em seguida virou rapidamente a cabeça para dar uma segunda olhada. Havia um gato de listras amarelas, sentado na esquina da Rua dos Alfeneiros, mas não havia nenhum mapa à vista.

Os Marotos se entreolharam e olharam para a professora Minerva que observava o livro atentamente, eles já tinham quase certeza de que era ela, porém acharam melhor ficar em silêncio.

Em que estaria pensando naquela hora? Devia ter sido um efeito da luz. Ele piscou e arregalou os olhos para o gato.

O gato o encarou. Enquanto virava a esquina e subia a rua, espiou o gato pelo espelho retrovisor. Ele agora estava lendo a placa que dizia Rua dos Alfeneiros – não, não estava olhando a placa: gatos não podiam ler mapas nem placas. O Dr. Dursley sacudiu a cabeça e tirou o gato do pensamento.

Alguns alunos rolaram os olhos pela atitude do trouxa.

Durante o caminho para a cidade ele não pensou em mais nada exceto no grande pedido de brocas que tinha esperanças de receber naquele dia, mas ao sair da cidade, as brocas foram varridas de sua cabeça por outra coisa. Ao parar no costumeiro engarrafamento matinal, não pôde deixar de notar que havia uma quantidade de gente estranhamente vestida andando pelas ruas. Gente com capas largas.

Todos ali se entreolharam confusos, isso não era nem um pouco típico deles.

O Sr. Dursley não tolerava gente que andava com roupas ridículas – os trapos que se viam nos jovens! Imaginou que aquilo fosse uma nova moda idiota. Tamborilou os dedos no volante e seu olhar recaiu em um grupinho de excêntricos parados bem perto dele. Cochichavam excitados. O Sr. Dursley se irritou ao ver que alguns deles nem eram jovens, ora, aquele homem devia ser mais velho do que ele, e usava uma capa verde-esmeralda!

Os alunos da Sonserina estavam bastante irritados com o trouxa.

Que petulância! Mas então ocorreu ao Sr. Dursley que se tratava prova de alguma promoção boba – essas pessoas estavam obviamente arrecadando alguma coisa... É, devia ser isto! O tráfego avançou e alguns minutos depois o Sr. Dursley chegou ao estacionamento da Grunnings, o pensamento de volta às brocas.

-Como ele pode ser tão idiota? - Aiko Miller perguntou.

-Olha quem fala. - Izabella e Lílian falaram juntas baixinho.

Sirius e Tiago acharam melhor ficar em silêncio.

O Sr. Dursley sempre sentava de costas para a parede em seu escritório no nono andar. Se não o fizesse, talvez tivesse achado mais difícil se concentrar em brocas aquela manhã. Ele não viu as corujas que voavam velozes em plena luz do dia, embora as pessoas na rua as vissem, elas apontavam e se espantavam enquanto um bando de corujas passava no alto.

-Acho que esse deve ser o fim da primeira guerra. - Arthur falou pensativo.

E muitos olharam curiosos para o livro.

A maioria jamais vira uma mesmo à noite. O Sr. Dursley, porém, teve uma manhã normal sem corujas. Gritou com cinco pessoas diferentes. Deu vários telefonemas importantes e gritou mais um pouco.

-Esse seria um bom emprego para você, Lily. - Izabella falou rindo.

Lily bufou e cruzou os braços, rindo Tiago abraçou ela.

Snape que observava tudo da mesa da Sonserina olhou furioso para o idiota do Potter.

Estava de excelente humor até a hora do almoço, quando pensou em esticar as pernas e atravessar a rua para comprar um pãozinho doce na padaria defronte.

-Acredito que foi só um pãozinho. - um aluno da Lufa - Lufa falou, fazendo vários alunos riem.

Esquecera completamente as pessoas de capas até passar por um grupo delas próximo à padaria. Olhou-as com raiva ao passar. Não sabia o porquê, mas elas o deixavam nervoso. Essas cochichavam também, mas ele não viu nenhuma latinha de coleta. Foi ao passar por elas na volta, levando uma grande rosquinha açucarada que entre ouviu algumas palavras do que diziam.

—... Os Potter, é verdade, foi o que ouvi...

—.... É, o filho deles, Harry…

Assim que a professora Minerva leu essa parte um clarão branco azulado tomou conta do Salão Principal, forçando todos a fecharem seus olhos, depois de alguns minutos eles conseguiram abrir os olhos e olharam confusos para o rapaz que estava olhando a tudo confuso.

-Quem é o senhor? - Dumbledore perguntou.

Harry se virou e olhou chocado para o diretor, ele não conseguia acreditar que Dumbledore estava ali.

-Isso é impossível. - Harry murmurou chocado.

-Quem é você? - Dumbledore perguntou novamente.

Harry engoliu em seco e resolver dizer a verdade.

-Eu sou Harry Potter.

-E quem são os seus pais e que idade tem? - Dumbledore perguntou.

-Sou filho de Tiago e Lílian Potter e tenho 17 anos. - Harry respondeu.

Nesse momento ele ouviu um grito e olhou na direção da onde venho o som, ele não teve muito tempo para ver o que acontecia, pois uma ruiva se jogou em cima dele, o abraçando forte, sem saber por que Harry a abraçou de volta. Quando por fim ela o soltou, ele olhou em choque ao ver quem era, aquela ali a sua frente era sua mãe, porém com seus 17 anos. Harry olhou para além dela e viu seu pai sorrindo, parado alguns passos atrás, Harry se soltou da mãe e correu abraçar o pai. Tiago ficou surpreso por Harry vir correndo o abraçar, porém o abraçou de volta apertado, afinal aquele ali era seu filho e seu maior orgulho, mesmo que só soubesse da existência dele hoje, afinal ele ainda não tinha nascido.

Lílian sorria emocionada ao ver o abraço entre pai e filho, logo Sirius se levantou da mesa da Grifinória sorrindo e seguiu até o amigo.

-Não complementa o padrinho? - Sirius perguntou se fingindo de bravo.

Rindo Harry se soltou do pai e abraçou o padrinho, feliz Sirius devolveu o abraço.

-Eu também quero abraçar meu afilhado, sai pra lá cachorro. - Izabella falou empurrando Sirius e abraçando Harry.

-Eu posso não ser o padrinho, mas sou o tio. - Remo falou ao se aproximar.

Com um sorriso Harry abraçou Remo, depois de se separarem ele olhou em volta.

-Em que ano estamos? - perguntou.

-Em 1977. - Tiago respondeu vendo a surpresa tomar conta do rosto do filho.

-Mas por que estou aqui? - Harry se perguntou confuso.

Então os Marotos, Lílian e Izabella explicaram tudo para ele, surpreso e curioso, Harry se sentou na mesa da Grifinória ao lado da mãe. Logo a professora Minerva voltou a ler.

O Sr. Dursley parou de repente. O medo invadiu-o. Virou a cabeça para olhar as pessoas que cochichavam como se quisesse dizer alguma coisa, mas pensou melhor.

-Covarde. - mais da metade da mesa da Grifinória falou junto.

Atravessou a rua depressa, correu para o escritório, disse rispidamente à secretária que não o incomodasse, agarrou o telefone e quase terminara de discar o número de casa quando mudou de ideia. Pôs o fone no gancho e alisou os bigodes pensando.... Não, estava agindo como um idiota. Potter não era um nome tão fora do comum assim.

Tiago rolou os olhos.

Tinha certeza de que havia muita gente chamada Potter com um filho chamado Harry. Pensando bem, nem sequer tinha certeza de que o sobrinho tivesse o nome de Harry. Jamais viu o menino. Talvez fosse Henry. Ou Henrique.

-Prefiro Harry. - Harry falou.

-Eu também, gosto muito de Harry. - uma garota da Corvinal de cabelos negros lisos e olhos puxados falou se insinuando para Harry.

-Fica longe dele, Miller. - Izabella e Lílian falaram juntas olhando raivosa para a garota.

-Isso é ele quem decide. - ela disse abrindo um botão da camisa do uniforme.

Harry rolou os olhos, se Ariane estivesse aqui, cuidada da garota.

Por que você está pensando em mim, enfrentando uma garota parecida com a Chang?

Uma voz muito conhecida se fez ouvir na cabeça de Harry.

Ari. Harry pensou na mesma hora, aliviado por sua conexão mental com a namorada funcionar. Se concentrando um pouco Harry mostrou a cena deplorável da garota.

Assim que eu dar um jeito de ir para ai, vou cuidar dela, até lá fique longe. - Ari falou irritada.

Harry segurou a risada e não ouviu mais nada, sendo assim voltou a prestar atenção na leitura.

Não tinha sentido preocupar a Sra. Dursley, ela sempre ficava tão perturbada à simples menção da irmã. Não a culpava – se ele tivesse uma irmã como aquela... Mas mesmo assim aquelas pessoas de capas…

Harry rolou os olhos para o trama do tio.

Achou bem mais difícil se concentrar nas brocas aquela tarde, e quando deixou o edifício às cinco horas, continuava tão preocupado que deu um encontrão em alguém parado ali à porta.

— Desculpe — murmurou, quando o velhinho cambaleou e quase caiu.

Levou alguns segundos até o Sr. Dursley perceber que o homem estava usando uma capa roxa. Não parecia nada aborrecido por ter sido quase jogado ao chão. Ao contrário, seu rosto se abriu em um largo sorriso e ele disse numa voz esganiçada que fez os passantes olharem:

— Não precisa pedir desculpas, caro senhor, porque nada poderia me aborrecer hoje! Alegre-se! Porque o Você-Sabe-Quem finalmente foi-se embora! Até trouxas como o senhor deviam estar comemorando um dia tão feliz!

-Você - Sabe - Quem foi embora? - Arthur perguntou surpreso.

Quando todos olharam para Harry, o mesmo achou mais prudente não revelar nada.

-Professora, por favor volte a ler. - Harry pediu e muitos alunos bufaram.

E o velho abraçou o Sr. Dursley pela cintura e se afastou.

O Sr. Dursley ficou pregado no chão. Fora abraçado por um completo estranho. E também achava que fora chamado de trouxa, o que quer que isso quisesse dizer. Estava abalado. Correu para o carro e partiu para casa, esperando que estivesse imaginando coisas, o que nunca esperara que fizesse, porque não aprovava a imaginação.

-Muito triste isso. - Sirius falou.

E Harry riu se lembrando da namorada.

Quando entrou no estacionamento do número quatro, a primeira coisa que viu – e isso não melhorou o seu estado de espírito – foi o gato listrado que notara aquela manhã. Agora ele estava sentado no muro do jardim. Tinha certeza de que era o mesmo, as marcas em volta dos olhos eram as mesmas.

-É a professora McGonagall, sem a menor dúvida. - Sirius falou e recebeu o apoio dos amigos.

— Chispa! — disse o Sr. Dursley em voz alta.

O gato não se mexeu. Apenas lançou lhe um olhar severo. Será que isto era um comportamento normal para um gato?, pensou o Sr. Dursley. Continuava decidido a então não comentar nada com a esposa.

A Sra. Dursley tivera um dia normal e agradável. Contou-lhe durante o jantar os problemas da senhora do lado com a filha e ainda que Duda aprenderá uma palavra nova (Nunca).

-A família está muito orgulhosa. - Harry falou irônico.

Sirius e Tiago olharam sorrindo para Harry.

O Sr. Dursley tentou agir normalmente. Depois que Duda foi se deitar, ele chegou à sala em tempo de ouvir o último noticiário noturno.

“E, por último, os observadores de pássaros em toda parte registraram que as corujas do país se comportaram de forma muito estranha hoje. Embora elas normalmente caçam à noite e raramente apareçam à luz do dia, centenas desses pássaros foram vistos hoje voando em todas as direções desde o alvorecer. Os especialistas não sabem explicar por que as corujas de repente mudaram o seu padrão de sono. ”

O locutor se permitiu um sorriso.

“Muito misterioso. E agora, com Jorge Mendes, o nosso boletim meteorológico. “Vai haver mais tempestades de corujas hoje à noite, Jorge? ”

“Bom, Eduardo”, disse o meteorologista, “não sei lhe dizer, mas não foram só as corujas que se comportaram de modo estranho hoje, ouvintes de todo o pais têm telefonado para reclamar que em vez do aguaceiro que prometi para ontem, eles têm tido chuvas de estrelas! Talvez alguém anda festejando a noite das fogueiras uma semana mais cedo este ano! Mas posso prometer para hoje uma noite chuvosa”.

O Sr. Dursley ficou paralisado na poltrona. Estrelas cadentes em todo o país? Corujas voando durante o dia? Gente misteriosa, capas por todo lado? E um cochicho, um cochicho a respeito dos Potter…

Harry rolou os olhos para a lerdeza do tio.

A Sra. Dursley entrou na sala trazendo duas xícaras de chá.

Não adiantava. Teria que lhe dizer alguma coisa. Pigarreou nervoso.

— Hum, hum, Petúnia, querida, você não tem tido notícias de sua irmã ultimamente?

Conforme esperava, a Sra. Dursley pareceu chocada e aborrecida. Afinal, normalmente fingiam que ela não tinha irmã.

Lílian abaixou a cabeça e Tiago a abraçou consolando a namorada.

— Não — respondeu ela, seca. — Por quê?

— Uma notícia engraçada — murmurou o Sr. Dursley — Corujas... Estrelas cadentes e vi uma porção de gente de aparência estranha na cidade hoje…

— E daí? — cortou a Sra. Dursley.

— Bem, pensei, talvez, tivesse alguma ligação com... Sabe... O pessoal dela.

-Eu não me importo em ser do seu pessoal. - Sirius falou olhando para a cunhada.

Lily sorriu e Tiago olhou agradecido para o amigo.

A Sra. Dursley bebericou o chá com os lábios contraídos. O Sr. Dursley ficou em dúvida se teria coragem de lhe contar que ouvira o nome “Potter”. Decidiu que não. Em vez disso, falou com a voz mais displicente que pode:

— O filho deles, teria mais ou menos a idade do Duda agora, não?

— Suponho que sim — respondeu a Sra. Dursley ainda seca.

— Como é mesmo o nome dele? Henrique, não é?

— Harry. Um nome feio e vulgar se quer saber minha opinião.

-Você já viu o nome do seu filho? - Izabella perguntou friamente e os outros concordaram com a cabeça, sem a menor dúvida, o nome de Duda era feio e vulgar.

— Ah, é — disse o Sr. Dursley, sentindo um aperto horrível no coração. — É, concordo com você.

Não disse mais nenhuma palavra sobre o assunto a caminho do quarto onde foram se deitar. Enquanto a Sra. Dursley estava no banheiro, o Sr. Dursley foi devagarzinho até a janela e espiou o jardim da casa. O gato continuava lá. Observava o começo da Rua dos Alfeneiros como se esperasse alguma coisa.

-O que será que a professora tanto espera? - Tiago perguntou pensando alto.

Harry olhou para a mesa, ele sabia o motivo, mas não teria coragem de falar.

Estaria imaginando coisas. Será que tudo isto teria ligação com os Potter? Se tivesse... Se aparentasse que eram aparentados como um casal de... Bem ele achava que não aguentaria.

Os Dursley se deitaram. A Sra. Dursley, adormeceu logo, mas o Sr. Dursley continuou acordado pensando no que acontecera. Seu último consolo antes de adormecer foi pensar que mesmo que os Potter estivessem envolvidos, não havia razão para se aproximarem dele e da Sra. Dursley. Os Potter sabiam muito bem o que pensavam deles e de gente de sua laia... Não via como ele e Petúnia poderiam se envolver com nada que estivesse acontecendo. O Sr. Dursley bocejou e se virou. Isso não poderia afetá-los...

Como estava enganado.

-Não gostei disso. - Tiago e Sirius falaram juntos.

-Vai dar tudo certo. - Lílian falou segurando a mão de Tiago.

Izabella segurou a mão de Sirius, ela não tinha gostado nada do que o livro estava descrevendo, para ela alguma coisa muito grave estava acontecendo, ela só não sabia se queria saber.

O Sr. Dursley talvez estivesse mergulhando em um sono inquieto, mas o gato no muro lá fora não mostrava sinais de sono.

Continuava sentado imóvel como uma estátua, os olhos fixos na esquina mais distante da Rua dos Alfeneiros. E nem sequer estremeceu quando uma porta de carro bateu na rua seguinte, nem mesmo quando duas corujas mergulharam do alto. Na verdade, era quase meia-noite quando o gato se mexeu.

Um homem apareceu na esquina que o gato estivera vigiando.

-Será que a Tia Minne tem um encontro? - Sirius perguntou sorrindo galanteador para a professora.

McGonagall corou, Harry, Tiago, Lílian, Izabella, Remo, Alice, Frank, os Weasley’s e mais algumas pessoas abafaram as risadas.

Apareceu tão súbita e silenciosamente que se poderia pensar que tivesse saído do chão. O rabo do gato mexeu ligeiramente e seus olhos se estreitaram.

Ninguém jamais vislumbrara nada parecido com este homem na Rua dos Alfeneiros. Era alto, magro e muito velho a julgar pelo prateado dos seus cabelos e de sua barba, suficientemente longos para prender no cinto. Usava vestes longas, uma capa púrpura que arrastava pelo chão e botas com saltos altos e fivelas. Seus olhos azuis eram claros, luminosos e cintilantes por trás dos óculos em meia-lua e o nariz, muito comprido e torto, como se o tivesse quebrado pelo menos duas vezes.

O nome dele era Alvo Dumbledore.

Harry suspirou e olhou para os pais, ele não queria nem ver a reação deles ao saber o porquê de o diretor e a professora estarem ali.

Alvo Dumbledore não parecia ter consciência de que acabara numa rua onde tudo, desde o seu nome às suas botas, era malvisto.

Estava ocupado apalpando a capa, procurando alguma coisa. Mas parecia ter consciência de que estava sendo vigiado, porque ergueu a cabeça de repente para o gato, que continuava a fitá-lo da outra ponta da rua. Por algum motivo, a visão do gato pareceu diverti-lo. Deu uma risadinha e murmurou:

— Eu devia ter imaginado.

Os Marotos sorriram.

Encontrou o que procurava no bolso interior da capa, parecia um isqueiro de prata. Abriu-o, ergueu-o no ar e ascendeu. O lampião de rua mais próximo apagou-se com um estalido seco. Ele fez de novo – o lampião seguinte piscou e apagou, doze vezes ele acionou o “desiluminador”, até que as únicas luzes acesas na rua eram dois pontinhos minúsculos ao longe, os olhos do gato que os vigiava. Se alguém espiasse pela janela agora, até a Sra. Dursley, de olhos de contas, não conseguira ver nada que estava acontecendo na calçada. Dumbledore tornou a guardar o “desiluminador” na capa e saiu caminhando pela rua em direção ao número quatro, onde se sentou no muro ao lado do gato. Não para olhar para o bicho, mas, passado algum tempo, dirigiu-se a ele.

— Imaginava encontrar a senhora aqui, Professora Minerva McGonagall.

-Eu sabia. - Tiago e Sirius falaram juntos, fazendo os outros rirem.

E virou-se para sorrir para o gato, mas este desaparecera. Ao invés dele, viu-se sorrindo para uma mulher de aspecto severo que usava óculos de lentes quadradas exatamente do formato das marcas que o gato tinha em volta dos olhos. Ela, também, usava uma capa esmeralda. Trazia os cabelos negros presos num coque apertado. E parecia decididamente irritada.

-E quando ela não está assim? - Pedro perguntou, fazendo os amigos rirem.

Porém Harry lançou um olhar furioso para Pedro, que na mesma hora se encolheu em seu lugar, Izabella que tinha percebido tudo olhou para Harry e quando foi perguntar o que estava acontecendo, a professora voltou a ler.

— Como soube que era eu? — perguntou.

— Minha cara professora, nunca vi um gato se sentar tão duro.

— O senhor estaria duro se tivesse passado o dia todo sentado em um muro de pedra — respondeu a Professora Minerva.

— O dia todo? Quando podia estar comemorando? Devo ter passado por mais de dez festas e banquetes a caminho daqui.

Harry olhou furioso para o diretor, naquele dia sua família havia acabado, pelo menos parte dela e o velho babão agia como se a morte de seus pais fosse motivo para comemorar.

A professora fungou aborrecida.

— Ah sim, vi que todos estão comemorando — disse impaciente. — Era de esperar que fossem um pouco mais cautelosos, mas não, até os trouxas notaram que alguma coisa estava acontecendo. Deu no telejornal. — Ela indicou com a cabeça a sala às escuras dos Dursley. — Eu ouvi... Bandos de corujas... Estrelas cadentes... Ora, eles não são completamente idiotas. Não podiam deixar de notar alguma coisa. Estrelas cadentes em Kent, aposto que foi coisa de Dédalo Diggle. Ele nunca teve muito juízo.

Os que conheciam Dédalo abafaram a risada.

— Você não pode culpá-los — ponderou Dumbledore educadamente. — Temos tido muito pouco o que comemorar nos últimos onze anos.

-Esse com toda certeza, era o último dia para se comemorar qualquer coisa. - Harry falou friamente olhando para o diretor.

Dumbledore olhou surpreso para Harry, ele não entendeu a reação do garoto, porém ficou em silêncio, Izabella olhava curiosa e desconfiada para Harry, agora mais do que nunca ela tinha certeza de que alguma coisa muito grave tinha ocorrido, Sirius, Tiago, Lílian, Remo e mais alguns alunos olharam confusos e curiosos para Harry. Os Sonserianos também estavam surpresos, pois naquele momento Harry parecia tudo, menos um Grifinório.

— Sei disso — retrucou a professora mal-humorada. — Mas não é razão para perdermos a cabeça. As pessoas estão sendo completamente descuidadas, saem às ruas em plena luz do dia, sem nem ao menos vestir roupa de trouxa, e espalham boatos.

De esguelha, lançou um olhar atento a Dumbledore, como se esperasse que ele dissesse alguma coisa, mas ele continuou calado, por isso ela recomeçou:

— Ia ser uma graça se, no próprio dia em que Você-Sabe-Quem parece ter finalmente ido embora, os trouxas descobrissem a nossa existência. Suponho que ele realmente tenha ido embora, não é, Dumbledore?

Muitos alunos se sentaram retos em seus lugar, muitos estavam curiosos para saber se tudo enfim tinha acabado. Os professores se entreolharam e então voltaram a prestar a atenção no livro.

— Parece que não há dúvida. Temos muito o que agradecer. Aceita um sorvete de limão?

— Um o quê?

— Um sorvete de limão. É uma espécie de doce dos trouxas de que sempre gostei muito.

— Não, obrigada — disse a Professora Minerva com frieza, como se não achasse que o momento pedia sorvetes de limão. — Mesmo que Você-Sabe-Quem tenha ido embora.

— Minha cara professora, com certeza uma pessoa sensata como a senhora pode chamá-lo pelo nome. Toda essa bobagem de Você-Sabe-Quem, há onze anos venho tentando convencer as pessoas a chamá-lo pelo nome que recebeu: Voldemort — a professora franziu a testa, mas Dumbledore, que estava separando dois sorvetes de limão, pareceu não reparar. — Tudo fica tão confuso quando todos não param de dizer “Você-Sabe-Quem”. Nunca vi nenhuma razão para ter medo de dizer o nome de Voldemort.

Muitos alunos estremeceram, inclusive os Comensais mais fracos.

— Sei que não vê — disse a professora parecendo meio exasperada, meio admirada. — Mas você é diferente... Todo o mundo sabe é o único de quem Você-Sabe... Ah está bem, de quem Voldemort tem medo.

— Isto é um elogio — disse Dumbledore calmamente. — Voldemort tinha poderes que nunca tive.

— Só porque você é muito... Bem... Nobre para usá-los.

— É uma sorte estar escuro. Nunca mais corei assim desde que Madame Pomfrey me disse que gostava dos meus abafadores de orelhas novos.

-A gente não precisava saber disso. - Sirius e Tiago falaram juntos rindo.

A Professora Minerva lançou um olhar severo a Dumbledore e disse:

— As corujas não são nada comparadas aos boatos que correm. Por que ele foi embora? O que foi que finalmente o deteve?

Aparentemente a Professora Minerva chegará ao ponto que estava ansiosa para discutir, a verdadeira razão pela qual estivera esperando o dia todo em cima de um muro frio e duro, porque nem como gato nem como mulher ela fixará antes um olhar tão penetrante em Dumbledore como agora. Era óbvio que seja o que fosse que “todos” estivessem dizendo, ela não iria acreditar até que Dumbledore confirmasse ser verdade. Dumbledore, porém, estava escolhendo mais um sorvete de limão e não respondeu.

— O que estão dizendo — continuou ela — que na noite passada Voldemort apareceu em Godric's Hollow. Foi procurar os Potter. O boato é que Lílian e Tiago Potter estão.... Estão mortos.

-O que? - Sirius gritou desesperado.

Ao ver que não tinha resposta olhou para Harry, porém Harry olhava para a mesa e isso bastou para Sirius, ele olhou para Tiago que naquele momento estava congelado. Tiago olhava para o nada, então ele iria morrer, ele não veria seu filho crescer e nem o ensinaria a jogar quadribol, provavelmente seu filho nem se lembraria dele e isso doía muito, machucava demais, ele ouviu um soluço ao seu lado e olhou para ver o que era e encontrou Lily chorando, sem pensar ele abraçou a namorada tentando dar forças para a mesma, mesmo que ele não tivesse nenhum, foi nesse momento que ele sentiu duas mãos em seu ombro, uma de cada lado, ele levantou os olhos e viu que Sirius e Remo tinha se levantado e se colocaram ao seu lado, cada um segurava seu ombro, Izabella também tinha se levantado e tinha colocado sua mão no ombro de Lílian.

-Nada vai acontecer com vocês, não vou permitir. - Sirius falou decidido.

Tiago olhou com um meio sorriso para o amigo, foi nesse momento que Lilian se lembrou do filho, ela se separou do namorado e olhou para o seu lado, Harry estava com a cabeça baixa, sem se segurar mais, Lílian puxou Harry para si e o abraçou forte, logo Tiago abraçou os dois e logo Sirius, Remo e Izabella abraçaram os três.

As outras pessoas no Salão Principal ficaram em silêncio, sem saberem o que fazer ou falar, assim que aquela grande família, família não de sangue, mas de coração, se separou, com a voz meio rouca, por causa do choro silencioso, Minerva voltou a ler.

Dumbledore fez que sim com a cabeça. A Professora Minerva perdeu o fôlego.

— Lílian e Tiago... Não posso acreditar... Não quero acreditar... Ah, Alvo.

Tiago olhou com um meio sorriso para sua professora favorita.

Dumbledore estendeu a mão e deu-lhe um tapinha no ombro.

— Eu sei... Eu sei... — disse deprimido.

A voz da Professora Minerva tremeu ao prosseguir:

— E não é só isso, estão dizendo que ele tentou matar o filho dos Potter, Harry. Mais... Não conseguiu. Não conseguiu matar o garotinho. Ninguém sabe o porquê nem como, mas estão dizendo que na hora que não pôde matar Harry Potter, por alguma razão, o poder de Voldemort desapareceu e é por isso que ele foi embora.

A maioria das pessoas ali olharam chocadas para Harry, porém o mesmo não se importou, pois ainda estava abraçado a mãe e a mesma fazia cafuné em sua cabeça.

Dumbledore concordou com a cabeça, sério.

— É verdade? — gaguejou a professora. — Depois de tudo o que ele fez... Todas as pessoas que matou... Não conseguiu matar um garotinho? É simplesmente espantoso... De tudo que poderia detê-lo... Mas, por Deus, como foi que Harry sobreviveu?

Sirius e Izabella lançaram um olhar preocupado para o afilhado.

— Só podemos imaginar — disse Dumbledore. — Talvez nunca cheguemos a saber.

A Professora Minerva pegou um lenço de renda e secou com delicadeza os olhos por baixo das lentes dos óculos. Dumbledore deu uma grande fungada ao mesmo tempo em que tirava o relógio de ouro do bolso e o examinava. Era um relógio muito estranho.

Tinha doze ponteiros, mas nenhum número, em vez deles, pequenos planetas giravam à sua volta. Mas, devia fazer sentido para Dumbledore, porque ele o repôs no bolso e disse:

— Hagrid está atrasado. A propósito, foi ele que lhe disse que eu estaria aqui, suponho.

— Foi. E suponho que você não vá me dizer porque está aqui e não em outro lugar.

— Vim trazer Harry para tio e a tia. Eles são a única família que lhe resta.

-O que? - Tiago e Lílian gritaram juntos.

Izabella se levantou furiosa e olhou para Dumbledore.

-Escute bem seu velho babão, eu sou a madrinha dele, na falta de Tiago e Lílian quem decide qualquer coisa sobre Harry sou eu e não você, nunca mais ouse passar por cima da minha autoridade, pois caso contrário eu mato você Dumbledore. - Izabella falou com todo o desprezo que sentia pelo diretor.

Todos no Salão Principal olhavam chocados para a garota, Lílian olhou com um sorriso para a amiga, ela sabia que Izabella era sua amiga de verdade e vendo a amiga ameaçar o diretor de morte, para proteger seu filho, era a maior prova de amizade que ela poderia receber. Harry olhou sorrindo para a madrinha, era bom estar entre pessoas que o amavam e faziam de tudo por ele. Tiago olhavam para Izabella com respeito e com um meio sorriso, para ele Sirius tinha feito uma excelente escolha. Já Sirius olhava orgulhoso para Izabella, a cada dia que se passava ele tinha certeza de que tinha feito a melhor escolha do mundo.

Walburga olhava surpresa para a namorada do filho mais velho, ela nunca imaginou que a garota falaria isso, ela olhou para o lado e viu que Órion também olhava para a garota surpreso.

-Esses trouxas de machucaram? - Izabella perguntou preocupada olhando para Harry.

-Não. - Harry falou, porém seus pais, seus padrinhos e tio perceberam a mentira.

-Sabemos que está mentindo Harry, porém não iremos perguntar mais nada, até porque iremos descobrir tudo durante a leitura. - Sirius falou dando o assunto por encerrado.

Harry suspirou já imaginava isso, porém ele tinha medo da reação do padrinho, da madrinha, da mãe, do pai e do tio.

Minerva assim que viu que ninguém iria falar mais nada, voltou a ler.

— Você não quer dizer... não pode estar se referindo às pessoas que moram aqui — exclamou a Professora Minerva, pulando de pé e apontando para o número quatro — Dumbledore, você não pode. Estive observando a família o dia todo. Você não poderia encontrar duas pessoas menos parecidas conosco. E têm um filho, vi-o dando chutes na mãe até a rua, berrando porque queria balas. Harry Potter não pode vir morar aqui!

-Não pode mesmo. - Tiago falou olhando friamente para Dumbledore.

— É o melhor lugar para ele — disse Dumbledore com firmeza. — Os tios poderão lhe explicar tudo quando ele for mais velho, escrevi-lhes uma carta.

-Como se uma carta pudesse explicar alguma coisa. - Sirius falou friamente.

Alguns alunos se encolheram pelo tom de voz de Sirius, afinal a maioria ali nunca tinha visto ele agir daquela maneira. Walburga era uma das pessoas que olhava chocada para Sirius.

— Uma carta? — repetiu a professora com a voz fraca, sentando-se novamente no muro. — Francamente Dumbledore, acha que pode explicar tudo isso em uma carta? Essas pessoas jamais vão entendê-lo! Ele vai ser famoso, uma lenda. Eu não me surpreenderia se o dia de hoje ficasse conhecido no futuro como o dia de Harry Potter. Vão escrever livros sobre Harry. Todas as crianças no nosso mundo vão conhecer o nome dele!

Harry bufou ao ouvir isso, ele trocaria toda a fama que tinha para ter toda a sua família ali, ao seu lado.

— Exatamente — disse Dumbledore, olhando muito sério por cima dos oclinhos meia-lua. — Isto seria o bastante para virar a cabeça de qualquer menino. Famoso antes mesmo de saber andar. Famoso por alguma coisa que ele nem vai se lembrar! Veja, ele não estará muito melhor se crescer longe de tudo isso, ter a capacidade de compreender?

A professora abriu a boca, mudou de ideia, engoliu em seco e então disse:

— É, é, você está certo é claro. Mas como é que o garoto vai chegar aqui, Dumbledore? — Ela olhou para a capa dele de repente como se lhe ocorresse que talvez escondesse Harry ali.

O olhar no rosto de Izabella e Lílian era de pura fúria e Sirius e Tiago souberam na mesma hora, que se o diretor tivesse feito isso, eles não iriam conseguir segurar as duas.

— Hagrid vai trazê-lo.

— Você acha que é sensato confiar a Hagrid uma tarefa importante como essa?

Hagrid abaixou a cabeça envergonhado.

— Eu confiaria a Hagrid minha vida — respondeu Dumbledore.

— Não estou dizendo que ele não tenha o coração no lugar — concedeu a professora de má vontade — mas você não pode fingir que ele é cuidadoso. Que tem uma tendência a... Que foi isso?

-O que mais falta acontecer? - Remo perguntou preocupado com o sobrinho.

Um ronco discreto quebrará o silêncio da rua. Foi aumentando cada vez mais enquanto eles olhavam para cima e para baixo da rua à procura de um sinal de farol de carro, o ronco se transformou num trovão quando os dois olharam para o céu – e uma enorme motocicleta caiu do ar e parou na rua diante deles.

Sirius olhou encantado para o livro, fazendo a namorada e os amigos rirem.

Se a motocicleta era enorme, não era nada comparada ao homem que a montava de lado. Ele era quase duas vezes mais alto do que um homem normal e pelo menos cinco vezes mais largo. Parecia simplesmente grande demais para existir e tão selvagem – emaranhados de barba e cabelos negros longos e grossos escondiam a maior parte do seu rosto, as mãos tinham o tamanho de uma lata de lixo e os pés calçados com botas de couro pareciam filhotes de golfinhos. Em seus braços imensos e musculosos ele segurava um embrulho de cobertores.

Harry corou envergonhado, porém Izabella e Lílian sorriram carinhosamente para ele.

— Hagrid — exclamou Dumbledore, parecendo aliviado. — Finalmente. E onde foi que arranjou a moto?

— Pedi emprestada, Professor Dumbledore — respondeu o gigante, desmontando cuidadosamente da moto ao falar — O jovem Sirius me emprestou. Eu o trouxe, professor.

-Ela é minha. - Sirius falou feliz por saber que era o dono da moto.

-Mas, se você deu a moto para Hagrid levar o Harry, porque você não ficou com o Harry? - Tiago perguntou para o amigo/irmão.

-Não sei, tem algo errado. - Sirius falou depois de pensar no que o amigo falou.

— Não teve nenhum problema?

— Não, senhor. A casa ficou quase destruída, mas consegui tirá-lo inteiro antes que os trouxas invadissem o lugar. Ele dormiu quando estávamos sobrevoando Bristol.

Dumbledore e a Professora Minerva curvaram-se para o embrulho de cobertores. Dentro, apenas visível, havia um menino, que dormia a sono solto. Sob uma mecha de cabelos muito negros caída sobre a testa eles viram um corte curioso, tinha a forma de um raio.

Lílian passou as mãos carinhosamente nos cabelos de Harry, Harry sorriu para a mãe, ele estava muito feliz por estar ali com ela.

— Foi aí que...? — sussurrou a professora.

— Foi — confirmou Dumbledore. — Ficará com a cicatriz para sempre.

— Será que você não poderia dar um jeito, Dumbledore?

— Mesmo que pudesse, eu não o faria. As cicatrizes podem vir a ser úteis. Tenho uma acima do joelho esquerdo que é um mapa perfeito do metrô de Londres. Bem, me dê ele aqui, Hagrid, é melhor acabarmos logo com isso.

Dumbledore recebeu Harry nos braços e virou-se para a casa dos Dursley.

— Será que eu podia.... Podia me despedir dele, professor? — perguntou Hagrid.

Ele curvou a enorme cabeça descabelada para Harry e lhe deu o que deve ter sido um beijo muito áspero e peludo. Depois, sem aviso, Hagrid soltou um uivo como o de um cachorro ferido.

Os que eram mais chegados aos Potter estavam tristes, pois eles morreram e agora o filho deles teria que viver com pessoas que odiavam o que ele era.

— Psiu! — sibilou a Professora Minerva. — Você vai acordar os trouxas!

— Desculpe — soluçou Hagrid, puxando um enorme lenço sujo e escondendo a cara nele. — Mas nã... Nã... Não consigo suportar, Lílian e Tiago mortos, e o coitadinho do Harry ter de viver com os trouxas…

-Eu não vou aceitar isso e farei tudo o que estiver em meu alcance para impedir isso. - Sirius falou e recebeu o apoio de Izabella, Remo, Alice, Frank e mais algumas pessoas que eram mais chegados a eles.

— É, é muito triste, mas controle-se, Hagrid, ou vão nos descobrir — sussurrou a professora, dando uma palmadinha desajeitada no braço de Hagrid enquanto Dumbledore saltava a mureta de pedra e se dirigia à porta da frente.

Depositou Harry devagarinho no batente, tirou uma carta da capa, meteu-a entre os cobertores do menino e em seguida, voltou para a companhia dos dois. Durante um minuto inteiro os três ficaram parados olhando para o embrulhinho, os ombros de Hagrid sacudiram, os olhos da Professora Minerva piscaram loucamente e a luz cintilante que sempre brilhava nos olhos de Dumbledore parecia ter-se extinguido.

-Não acredito. - Lílian falou brava. - Não acredito que você deixou meu filho na frente da porta da casa da minha irmã, você o tratou como um objeto. - Lílian estava furiosa, ela se levantou com a intenção de pegar a varinha, porém Tiago foi mais rápido e segurou Lílian.

-Tudo está claro Lily, ele não queria ter que enfrentar os trouxas, pois se fizesse isso, sua irmã poderia recusar a criança e o plano dele de deixar o Harry ser maltratado não daria certo. - Izabella falou com tanto veneno na voz, que até parecia uma aluna da Sonserina.

-Senhorita Fawley já aguentei demais as… - Dumbledore começou a falar, porém foi interrompido por Sirius.

-O que aconteceu? - Sirius perguntou irônico. - Não gostou de ouvir a verdade?

Walburga e Órion olhavam em choque para o filho mais velho, eles nunca tinham visto Sirius agir daquela maneira.

-É claro que ele não gostaria, Sirius, para Dumbledore, tudo o que ele diz deve ser obedecido cegamente. - Tiago falou tão venenoso quando os amigos.

Remo olhava totalmente decepcionado para Dumbledore, ele sempre confiou no diretor e agora via o quanto fora burro.

Todos ali olhavam surpresos para os quatro, eles pareciam prontos para enfrentar qualquer pessoa, sem se importarem com quem fosse para proteger Harry.

-Pai, mãe, Izabella, Sirius, está tudo bem. - Harry falou chamando a atenção deles.

-Não está tudo bem, Harry, está longe de estar tudo bem. - Lílian falou.

-Isso ainda não aconteceu, mãe, vocês ainda podem mudar isso. - Harry falou olhando para eles.

Os quatro respiram fundo e se sentaram novamente. Assim que percebeu que eles estavam mais calmos Minerva voltou a ler.

— Bem — disse Dumbledore finalmente — acabou-se. Não temos mais nada a fazer aqui já podemos nos reunir aos outros para comemorar.

-Comemorar? Comemorar que meu filho foi deixado com pessoas que iram maltratá - lo? - Lílian perguntou furiosa, olhando para o diretor.

Tiago abraçou Lily carinhosamente, Izabella parecia querer matar Dumbledore, Sirius resolveu que seria melhor segurar a garota, apesar de que ele próprio estava querendo matar o diretor.

— É — disse Hagrid com a voz muito abafada. — Vou devolver a moto de Sirius. Boa noite, Professora Minerva, Professor Dumbledore…

Enxugando os olhos na manga da jaqueta, Hagrid montou na moto e acionou o motor com um pontapé. Com um rugido, ela levantou vôo e desapareceu na noite.

— Nos veremos em breve, espero, Professora Minerva — falou Dumbledore, com um aceno da cabeça.

A professora Minerva assou o nariz em resposta.

Dumbledore se virou e desceu a rua. Na esquina parou e puxou o desiluminador. Deu um clique e doze esferas de luz voltaram aos lampiões de modo que a Rua dos Alfeneiros de repente iluminou-se com uma claridade laranja e ele divisou o gato listrado se esquivando pela outra ponta da rua. Mal dava para enxergar o embrulhinho de cobertores no batente do número quatro.

— Boa sorte, Harry — murmurou ele. Girou nos calcanhares e, com um movimento da capa, desapareceu.

-Não acredito que ele teve mesmo coragem de deixar um bebê sozinho na rua, ainda mais depois do que aconteceu. - Molly falou tão furiosa quando Lily e Izabella que pareciam a ponto de começar a lançar maldições em Dumbledore.

Uma brisa arrepiou as cercas bem cuidadas da Rua dos Alfeneiros, silenciosas e quietas sob o negror do céu, o último lugar do mundo em que alguém esperaria que acontecessem coisas espantosas. Harry Potter virou-se dentro dos cobertores sem acordar. Sua mãozinha agarrou a carta ao lado, mas ele continuou a dormir, sem saber que era especial, sem saber que era famoso, sem saber que iria acordar dentro de poucas horas com o grito da Sra. Dursley ao abrir a porta da frente para pôr as garrafas de leite do lado de fora, nem que passaria as próximas semanas levando cutucadas e beliscões do primo Duda.

Tiago, Sirius e Remo trincaram os dentes de raiva.

Ele não podia saber que neste mesmo instante, havia pessoas se reunindo em segredo em todo o país que erguiam os copos e diziam com vozes abafadas.

— À Harry Potter, o menino que sobreviveu.

-Acabou. - Minerva falou. - Quem vai ler o próximo?

-Eu. - Remo falou e a professora fez o livro flutuar até ele.


Notas Finais


Espero que tenham gostado...

Beijos...

P.S.: Esse é o último capítulo de hoje, provavelmente amanhã volto para postar o próximo.


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