História 1977 Lendo Harry Potter e a Pedra Filosofal. - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Personagens Originais, Ronald Weasley
Exibições 220
Palavras 5.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoal, como vão?

Estou de volta com mais um capítulo, desculpem a demora para postar, porém eu ia postar mais cedo, porém aqui na minha cidade acabou energia, pois estão trocando os postes de energia isso começou as 9 horas da manhã e só foi terminar as 16:30, porém ainda tive que revisar o capítulo, eu até tinha bateria no not pra fazer isso, porém a fic está salva no google drive e sem internet não tinha como eu acessar.

Bem sem mais enrolação, segue o capítulo, espero que gostem.

Boa Leitura!!!

Capítulo 3 - Capítulo 2 - O Vidro que Sumiu.


Fanfic / Fanfiction 1977 Lendo Harry Potter e a Pedra Filosofal. - Capítulo 3 - Capítulo 2 - O Vidro que Sumiu.

-Capítulo 2 - O Vidro que Sumiu. - Remo leu.

-Que vidro? - Tiago perguntou curioso para o filho.

Harry simplesmente sorriu maroto, Tiago e Sirius se entreolharam surpresos, Remo ao ver a cara do sobrinho e dos amigos começou a rir. Izabella e Lílian olharam curiosas.

-Comece a ler logo, Remo, estou curiosa. - Lílian falou.

Remo acenou com a cabeça e começou a ler.

Quase dez anos haviam se passado desde o dia em que os Dursley acordaram e encontraram o sobrinho no batente da porta, mas a Rua dos Alfeneiros não mudara praticamente em nada. O sol nascia para os mesmos jardins cuidados e iluminava o número quatro de bronze à porta de entrada dos Dursley, e penetrava sorrateiro a sala de estar que continuava quase igual ao que fora na noite em o Sr. Dursley ouvira a funesta notícia sobre as corujas.

Izabella e Sirius se entreolharam confusos, porque eles não tiraram Harry daquela casa ainda?

Somente as fotografias sobre o console da lareira mostravam o tempo que já passara. Dez anos antes havia uma porção de fotografias de uma coisa que parecia uma grande bola de brincar na praia, usando diferentes chapéus coloridos,

-O que? - muitos perguntaram confusos.

Harry por outro lado abafava as risadas, o que fez todos olharem curiosos para Remo que com um sorriso divertido voltou a ler.

mas Duda Dursley não era mais bebê,

Ninguém conseguiu segurar a risada, demorou longos minutos para todos conseguirem se acalmar e Remo voltar a ler.

e agora as fotografias mostravam um menino grande e loiro na primeira bicicleta, no carrossel de uma feira, brincando com o computador do pai, recebendo um beijo e um abraço da mãe. A sala não continha nenhuma indicação de que havia, outro menino na casa.

Os marotos e Lily e Izabella olharam para o livro com desconfiança.

No entanto Harry Potter continuava lá, no momento adormecido, mas não por muito tempo. Sua tia Petúnia acordara e foi sua voz aguda que produziu o primeiro ruído do dia.

Izabella olhava chocada para o livro, somente uma única coisa passava por sua cabeça, porque ela não tinha tirado seu afilhado daquela casa?

— Acorde! Levante-se! Agora!

Harry acordou assustado. A tia bateu à porta outra vez.

— Acorde! — gritou.

Harry ouviu-a caminhar em direção à cozinha e em seguida uma frigideira bater no fogão. Virou-se de costas e tentou se lembrar do sonho em que estava. Era um sonho gostoso. Havia uma motocicleta. Tinha a estranha sensação que já vira esse sonho antes.

-Pelo jeito você tem uma ótima memória. - Remo falou sorrindo para o sobrinho.

Harry sorriu de volta.

A tia voltará a porta.

— Você já se levantou? — perguntou.

— Quase — respondeu Harry.

— Bem, ande depressa, quero que você tome conta do bacon. E não se atreva a deixá-lo queimar. Quero tudo perfeito no aniversário de Duda.

-Você cozinhava? - Lílian perguntou olhando para o filho.

-E não adianta mentir. - Izabella falou.

Harry suspirou e acenou com a cabeça.

-Eu vou matar a minha irmã quando colocar minhas mãos nela. - Lílian falou furiosa.

Harry gemeu.

— Que foi que você disse? — perguntou a tia com rispidez.

— Nada, nada…

O aniversário de Duda – como podia ter esquecido? Harry levantou-se devagar e começou a procurar as meias. Encontrou-as debaixo da cama e depois de retirar uma aranha de um pé, calçou-as.

-Por que tinha uma aranha em sua meia? - Sirius perguntou confuso ao afilhado.

Harry indicou o livro com a cabeça.

Harry estava acostumado com aranhas, porque o armário sob a escada vivia cheio delas e era ali que ele dormia.

-O que? - Lílian, Izabella, Tiago, Sirius, Remo e Molly gritaram juntos.

-Não posso acreditar que você deixou o meu filho sofrer por 10 anos. - Lílian estava furiosa e dessa vez ela foi mais rápida e pegou a varinha, antes que o diretor pudesse tentar se defender ele já tinha sido azarado, gravados em letra bem legível e grande e da cor rosa, estava escrito na testa do diretor Eu sou um idiota.

Os alunos olharam surpresos para Lílian, afinal nunca que eles iriam imaginar que ela fizesse algo do tipo.

-Senhorita Evans. - Minerva falou tentando desfazer a azaração, porém sem nenhum sucesso.

Depois de longo dez minutos e como a azaração não saia, Dumbledore achou melhor voltarem a ler e depois ele tentaria retirar a azaração.

Já vestido, saiu para o corredor que levava à cozinha. A mesa quase desaparecera tantos eram os presentes de aniversário de Duda. Pelo que via, Duda ganhará o novo computador que queria, para não falar na segunda televisão e na bicicleta de corrida. Para o quê exatamente, Duda queria uma bicicleta de corrida era um mistério para Harry, porque Duda era muito gordo e detestava fazer exercícios – a não ser, é claro, que envolvessem bater em alguém. O saco de pancadas preferido de Duda era Harry, mas nem sempre Duda conseguia pegá-lo.

Tiago e Sirius começaram a fazer planos para se vingarem de Duda.

Harry não parecia, mas era muito rápido.

Talvez fosse porque vivia num armário escuro, mas Harry sempre fora pequeno e muito magro para a idade. Parecia ainda menor e mais magro do que realmente era porque só lhe davam para vestir as roupas velhas de Duda e Duda era quatro vezes maior do que ele.

Lílian já não sabia mais o que fazer, ela não sabia se gritava com o diretor ou se sentava e chorava por tudo o que seu bebê tinha sido obrigado a passar.

Sem aguentar mais Izabella puxou a varinha e apontou para o diretor e logo as vestes azuis de Dumbledore foram substituídas por roupas trouxas rasgadas e sujas e muito largas.

-É para combinar com a frase em sua testa. - Izabella disse irônica.

Ninguém sabia o que fazer, principalmente que Dumbledore parecia furioso. Remo logo voltou a ler, para que Izabella e Lílian não se encrencarem.

Harry tinha um rosto magro, joelhos ossudos, cabelos negros e olhos muito verdes. Usava óculos redondos, remendados com fita adesiva, por causa das muitas vezes que Duda socara no nariz.

Tiago e Sirius trincaram os dentes e olharam para o livro furiosamente.

A única coisa que Harry gostava em sua aparência era uma cicatriz fininha na testa que tinha a forma de um raio. Existia desde que se entendia por gente e a primeira pergunta que se lembrava de ter feito à tia Petúnia era como a arranjara.

— No desastre de carro em que seus pais morreram — responderá ela. — E não faça perguntas.

-Tiago e Lílian não morreram em um acidente de carro. - Alice falou brava.

Não faça perguntas – esta era a primeira regra para levar uma vida tranquila como os Dursley.

Tio Válter entrou na cozinha quando Harry estava virando o bacon.

— Penteie o cabelo — mandou, a guisa de bom-dia.

-Não vai funcionar. - Tiago falou.

E Harry sorriu e acenou com a cabeça em acordo.

Mais ou menos uma vez por semana, tio Válter espiava por cima do jornal e gritava que Harry precisava cortar os cabelos.

Harry deve ter feito mais cortes que o resto dos meninos de sua classe somados, mas não fazia diferença, seus cabelos simplesmente cresciam daquele jeito – para todo lado.

-Até o cabelo deles é rebelde. - Frank falou rindo e logo os outros o acompanharam.

Harry estava fritando os ovos na altura em que Duda chegou à cozinha com a mãe. Duda se parecia muito com o tio Válter. Tinha um rosto grande e rosado, pescoço curto, olhos azuis pequenos e aguados e cabelos louros muito espessos e assentados na cabeça enorme e densa. Tia Petúnia dizia com frequência que Duda parecia um anjinho – Harry dizia com frequência que Duda parecia um “porco de peruca”.

Ninguém conseguiu ficar sério, depois de longo minutos Remo conseguiu se acalmar o suficiente para voltar a ler.

Harry pôs os pratos de ovos com bacon na mesa, o que foi difícil porque não havia muito espaço. Entrementes, Duda contava os presentes. Ficou desapontado.

— Trinta e seis — disse, erguendo os olhos para o pai e a mãe. — Dois a menos do que no ano passado.

-Isso é ridículo. - Izabella falou.

Muitos concordaram com a cabeça.

— Querido, você não contou o presente de tia Guida, e aqui está um grandão do papai e da mamãe, está vendo?

— Está bem, então são trinta e sete — respondeu Duda ficando vermelho.

Harry, percebendo que Duda estava preparando um acesso de raiva começou a engolir seu bacon o mais depressa possível caso o primo virasse a mesa.

-Como alguém pode achar isso bonito? - Molly perguntou sem conseguir acreditar no que ouvia.

-Pelo jeito minha irmã. - Lily respondeu.

Tia Petúnia obviamente também sentiu o perigo, porque na hora disse:

— E vamos comprar mais dois presentes para você hoje. Que tal fofinho? Mais dois presentes, está bem assim?

Duda pensou um instante. Pareceu um esforço enorme. Finalmente respondeu hesitante:

— Então vou ficar com trinta... Trinta…

-Até a mesa deve ser mais inteligente que o Dudoca. - Sirius falou irônico.

Harry sorriu para o padrinho.

— Trinta e nove, anjinho — disse tia Petúnia.

— Ah — Duda largou-se na cadeira e agarrou o pacote mais próximo. — Então, está bem.

Tio Válter deu uma risadinha.

— O baixinho quer tudo a que tem direito, igualzinho ao pai. É isso ai, garoto! — e arrepiou os cabelos de Duda com os dedos.

-Será que ele não percebe o quanto é ridículo? - um aluno da Sonserina perguntou.

-Não. - Harry respondeu.

Naquele instante o telefone tocou e tia Petúnia foi atendê-lo, enquanto Harry e tio Válter assistiam Duda desembrulhar a bicicleta de corrida, a câmara de filmar, um aeromodelo com controle remoto, dezesseis jogos de computador e um gravador de vídeos. Estava rasgando a embalagem de um relógio de ouro quando tia Petúnia voltou do telefone parecendo ao mesmo tempo zangada e preocupada.

— Más notícias, Válter a Sra. Figg fraturou a perna. Não pode ficar com ele — e indicou Harry com a cabeça.

Lílian lançou um olhar furioso para o livro, assim que voltasse para sua casa iria atrás da irmã e teria uma longa conversa com ela.

Duda boquiabriu-se de horror, mas o coração de Harry deu um salto. Todo ano, no aniversário de Duda, os pais dele o levavam para passar o dia com um amiguinho em parques de aventuras, lanchonetes ou no cinema. Todo ano deixavam Harry com a Sra. Figg, uma velha maluca que morava ali perto. Harry detestava o lugar. A casa inteira cheirava a repolho e a Sra. Figg lhe mostrava fotografias de todos os gatos que já tivera.

-Essa mulher só pode ser louca. - Sirius falou se referindo aos gatos.

Tiago, Izabella, Lily, Remo e Harry riram.

— E agora? — perguntou tia Petúnia, olhando furiosa para Harry como se ele tivesse planejado tudo.

Harry sabia que devia sentir pena da Sra. Figg, que quebrara a perna, mas não era fácil quando lembrava que ia passar um ano sem ter que olhar para o Tobias, o Néris, Seu Patinhas e o Pompom outra vez.

-Não se preocupe, não vou deixar que você conheça esses bichos horríveis. - Sirius falou olhando para Harry.

Harry começou a rir, principalmente que o padrinho se referia aos gatos.

— Poderíamos ligar para a Guida — sugeriu tio Válter.

— Não diga bobagem, Válter, ela detesta o menino.

Com frequência, os Dursley falavam de Harry assim, como se ele não estivesse presente, ou melhor, como se ele fosse alguma coisa muito desprezível que não conseguisse entendê-los, como uma lesma.

Os marotos, Lily e Izabella olharam furiosos para o livro.

— E aquela sua amiga, como é mesmo o nome dela, Ivone?

— Está passando férias em Majorca — respondeu Petúnia, com rispidez.

— Vocês podiam me deixar aqui — arriscou Harry esperançoso (ele poderia assistir ao que quisesse na televisão para variar e, quem sabe, até dar uma voltinha no computador de Duda).

Lílian abraçou o filho fortemente, ela iria fazer o possível e o impossível para que seu bebê não passe por isso.

Tia Petúnia parecia que tinha engolido um limão.

— E quando voltarmos, encontrar a casa destruída? — rosnou.

— Não vou explodir a casa — prometeu Harry, mas os tios não estavam mais escutando.

Sirius e Tiago se entreolharam, Tiago parecia meio culpado, Lily que tinha visto a expressão do namorado, olhou curiosa para ele, até que Tiago se sentiu obrigado a explicar.

-Quando eu tinha 8 anos, fiquei bravo com a minha mãe porque ela não queria me deixar jogar quadribol, então acabei colocando fogo no sofá. - Tiago explicou culpado.

Lily olhou surpresa, porém começou a rir, assim como a maioria das pessoas.

— Talvez pudéssemos levá-lo ao zoológico — disse tia Petúnia lentamente — e deixá-lo no carro.

-Meu filho não é um animal. - Tiago falou com raiva e foi segurado por Lily.

— O carro é novo. Não vou deixá-lo sentado no carro sozinho.

Duda começou a chorar alto. Na realidade não estava chorando, fazia anos que não chorava de verdade, mas sabia que se fizesse cara de choro e gritasse a mãe lhe daria o que quisesse.

-O porco e a girafa tem que ser muito burros para não perceberem o que o porquinho está fingindo. - Remo falou com raiva.

Harry abafou a risada, ele sabia muito bem que seus tios eram cegos em relação a Duda.

— Dudinha, querido, não chore, mamãe não vai deixar ele estragar o seu dia! — exclamou abraçando-o.

— Não... Quero... Que... Ele... Vá! — Duda berrou entre grandes soluços fingidos — Ele sempre estraga tudo! — E lançou um riso maldoso por entre os braços da mãe.

-Se fosse meu filho já tinha levado uns tapas para deixar de ser fingido. - Molly falou brava, se tinha uma coisa que ela odiava era criança que tinha tudo e se fingia de cuidadinho só para prejudicar os outros.

Naquele instante a campainha tocou.

— Ah, meu Deus, são eles chegando! — disse tia Petúnia nervosa um minuto depois, o melhor amigo de Duda, Pedro, entrou acompanhado da mãe.

Pedro era um menino magricela, com cara de rato.

Os marotos olharam para Pedro sorrindo, Harry abaixou a cabeça, pois para ele estava sendo complicado fingir que não tinha nenhum problema com Pedro, apesar de que sua madrinha estava meio desconfiada.

Em geral era quem segurava por trás os garotos enquanto Duda batia neles. Na mesma hora Duda parou de fingir que estava chorando.

-O que foi? Não quer que seu amiguinho pense que você é um bebê chorão? - Sirius perguntou irônico.

-É claro que não, pois caso contrario ninguem mais iria olhar para a cara dele. - Tiago respondeu tão venenoso quando o amigo.

Meia hora depois, Harry, que não conseguia acreditar em sua sorte: estava sentado no banco traseiro do carro dos Dursley, com Pedro e Duda a caminho do jardim zoológico, pela primeira vez na vida. O tio e a tia não tinham conseguido pensar no que fazer com ele, mas antes de saírem, tio Válter puxara Harry para o lado.

— Estou lhe avisando — disse, aproximando a cara grande e vermelha de Harry. — Estou-lhe avisando, moleque, a primeira gracinha que fizer, a primeira, vai ficar preso naquele armário até o Natal.

-A hora que eu colocar as minhas mãos em você, vou fazer questão de torturar você de todas as formas primeiro, antes de te matar lenta e dolorosamente. - Izabella falou tão fria quanto gelo.

Lílian olhava raivosa para o livro, ela não conseguia acreditar que sua irmã deixava o marido fazer isso com Harry.

— Não vou fazer nada — disse Harry — juro…

Mas tio Válter não acreditou nele. Ninguém nunca acreditava.

O problema era que sempre aconteciam coisas estranhas à volta de Harry e simplesmente não adiantava dizer aos Dursley que não era sua culpa.

Tiago e Sirius olharam desconfiados para o livro.

Uma vez tia Petúnia, cansada de ver Harry voltar do barbeiro como se não tivesse estado lá, apanhara uma tesoura de cozinha e cortara o cabelo dele tão curto que o deixara quase careca, exceto por uma franja, que ela deixou para esconder aquela cicatriz horrorosa. Duda morrerá de rir de Harry, que passou a noite acordado imaginando como que seria a escola no dia seguinte, onde já riam dele por causa das roupas folgadas e dos óculos remendados com fita adesiva. Na manhã seguinte, porém, quando se levantou os cabelos estavam exatamente como eram antes de tia Petúnia cortá-los. Tinham-no deixado preso uma semana no armário por causa disso, apesar de sua tentativa de explicar que não saberia explicar como é que os cabelos tinham crescido tão depressa.

-Mas ela sabe que é magia acidental. - Frank falou olhando surpreso para o livro.

-Sim, ela sabe e foi exatamente por isso que ele foi castigado. - Lílian explicou friamente, ela estava com tanta raiva da irmã que sabia que a hora que as duas se encontrassem, Petúnia iria se arrepender.

Todos olharam surpresos para Lílian, afinal quando uma criança fazia magia acidental era motivo de orgulho e comemoração pela família, não isso. com raiva e temendo o que mais iriam descobrir Remo voltou a ler.

Outra vez, tia Petúnia tentara obrigá-lo a vestir um macacão velho de Duda (marrom com pompons cor de laranja). Quanto mais tentava enfiá-lo pela cabeça dele, menor o macacão ficava, até que finalmente parecia feito para um fantochinho de dedo, e com certeza não ia servir para o Harry. Tia Petúnia concluiu que devia ter encolhido na lavagem, e Harry, para seu grande alívio, não foi castigado.

-Pelo menos isso. - Alice falou com um sorriso reconfortante para Harry.

Harry sorriu, era bom ver Alice bem, a garota era muito parecida com o filho Neville.

Por outro lado, ele se metera numa grande encrenca quando o encontraram no telhado da cozinha da escola. A turma de Duda o estava perseguindo, como sempre, e tanto para surpresa de Harry quanto dos outros, ele apareceu sentado na chaminé. Os Dursley receberam uma carta muito zangada da diretora de Harry, contando que Harry andara escalando os prédios da escola. Mas só o que tentara fazer (conforme gritou para tio Válter através da porta trancada do armário) fora saltar para trás das grandes latas de lixo da porta da cozinha. Harry supunha que o vento devia tê-lo apanhado na hora em que saltou.

-Você aparadou? - Moody perguntou olhando surpreso para o garoto.

-Não sei. - Harry respondeu a verdade.

Já os outros olhavam surpresos e chocados para ele, afinal nunca tinham ouvido falar sobre uma criança aparadar como magia acidental.

Mas hoje nada ia dar errado. Valia até a pena estar em companhia de Duda e Pedro para passar o dia em outro lugar que não fosse a escola, o armário ou a sala com cheiro de repolho da Sra. Figg.

Enquanto dirigia, tio Válter se queixava à tia Petúnia. Ele gostava de se queixar de tudo: das pessoas no trabalho, de Harry, do conselho, de Harry. O banco e Harry eram seus dois assuntos preferidos. Esta manhã eram as motocicletas.

Lílian, Tiago, Sirius, Izabella e Remo rolaram os olhos.

—... Roncando pelas ruas como loucos, os arruaceiros — disse, quando uma moto emparelhou com eles.

— Tive um sonho com uma motocicleta — falou Harry, lembrando-se de repente — Ela voava.

Lílian olhou preocupada para o filho, ela sabia que o marido da irmã não ia gostar nem um pouco.

Tio Válter quase bateu no carro da frente. Virou-se para trás e gritou com Harry, seu rosto parecendo uma beterraba gigante e bigoduda:

— MOTOCICLETAS NÃO VOAM!

-A minha voa. - Sirius falou.

Duda e Pedro deram risadinhas.

— Sei que não voam — respondeu Harry — Foi só um sonho.

Mas desejou que não tivesse dito nada. Se havia uma coisa que os Dursley detestavam mais do que as suas perguntas, era quando falava de coisas que faziam o que não deviam, não interessava se era sonho ou desenho animado, pareciam pensar que ele poderia arranjar ideias perigosas.

Tiago e Sirius rolaram os olhos eles não precisavam dos desenhos animados para serem criativos.

Era um sábado muito ensolarado e o zoo estava cheio de famílias. Os Dursley compraram grandes sorvetes de chocolate para Duda e Pedro à entrada e, então, porque a mulher sorridente na carrocinha perguntara o que Harry ia querer antes que pudessem afastá-lo depressa dali eles lhe compraram um picolé barato de limão. Não era ruim, Harry pensou, lambendo-o enquanto observavam um gorila que coçava a cabeça e se parecia demais com Duda, exceto pelos cabelos que não eram louros.

Todos os presentes no Salão Principal começaram a rir, apesar de que os professores tentaram se controlar.

Harry passou a melhor manhã que já tivera em muito tempo. Cuidou de andar um pouco afastado dos Dursley de modo que Duda e Pedro, que ali pela hora do almoço estavam começando a se chatear com os bichos, não recaíssem no seu passatempo favorito de bater no primo. Almoçaram no restaurante do zoo e quando Duda teve um acesso de raiva porque seu sorvetão não era bastante grande, tio Válter comprou-lhe outro e deixou Harry terminar o primeiro.

Lílian estava furiosa e não era a única, a professora McGonagall fuzilava Dumbledore.

Depois Harry achou que devia ter adivinhado que estava bom demais para durar muito tempo.

Lílian segurou forte a mão de Tiago, ela estava muito preocupada.

Terminado o almoço, foram visitar o alojamento dos répteis. Era fresco e escuro ali, com quadrados iluminados ao longo das paredes. Por trás dos vidros, rastejavam e deslizavam em pedaços de pau e em pedras todos os tipos de cobras e lagartos.

Algumas meninas pelo Salão Principal se encolheram com medo.

Duda e Pedro queriam ver as enormes cobras venenosas e as grossas pitones que esmagavam um homem. Duda logo encontrou a maior cobra que havia. Poderia dar duas voltas no carro de tio Válter e amassá-lo até reduzi-lo ao tamanho de uma lata de lixo – mas naquela hora ela não estava disposta a fazer nada. Na realidade, estava dormindo a sono solto.

Alguns alunos mais velhos ficaram decepcionados.

Duda parou, o nariz comprimido contra o vidro, observando as espirais marrons e reluzentes.

– Faz ela se mexer – choramingou para o pai. Tio Válter bateu no vidro, mas a cobra não se mexeu.

– Faz outra vez – mandou Duda. Tio Válter bateu no vidro com os nós dos dedos, mas a cobra continuou dormindo.

– Que chato – queixou-se Duda. E saiu arrastando os pés.

Harry veio se postar na frente do tanque e estudou a cobra com atenção. Não se admiraria se a própria cobra morresse de tédio – não tinha companhia a não ser aquela gente idiota que batucava no vidro, tentando incomodá-la o dia inteiro. Era pior do que ter um armário por quarto, onde a única visita era a tia Petúnia esmurrando a porta para acordá-lo, mas ao menos ele podia visitar o resto da casa.

Lílian abraçou o filho.

A cobra inesperadamente abriu os olhos, que pareciam contas. Devagarinho, muito devagarinho, levantou a cabeça até seus olhos chegarem ao nível dos de Harry.

E piscou.

-Cobras não piscam. - Hagrid falou surpresos e recebeu vários acenos de concordância.

Harry arregalou os olhos. E olhou depressa a toda volta para ver se havia alguém olhando. Não havia. E retribuiu o olhar da cobra, piscando também.

Tiago e Sirius se entreolharam preocupados.

A cobra acenou com a cabeça na direção de tio Válter e de Duda, depois levantou os olhos para o teto. Lançou um olhar a Harry que dizia com todas as letras:

Isso é o que me acontece o tempo todo.

Os que já tinham uma noção do que estava acontecendo olharam chocados para Harry, já os alunos mais novos estavam sem entender nada, Tiago e Sirius trocaram outro olhar, Izabella tentava entender o que poderia levar Harry a falar com as cobras, afinal não havia ninguém que fizesse a mesma coisa na família de Tiago e Lílian era nascida trouxa, Remo tinha uma linha de pensamento meio parecida com a de Izabella, já Lílian simplesmente abraçou o filho, para ela não importava se Harry falasse com as cobras, a única coisa que ela sabia era que aquele ali era seu filho e ficaria do lado dele até depois de sua morte. Confuso e querendo respostas Remo voltou a ler.

– Eu sei – murmurou Harry pelo vidro, embora não tivesse muita certeza se a cobra poderia ouvi-lo –, deve ser bem chato.

A cobra concordou com um aceno de cabeça enfático.

– Mas de onde é que você veio? – perguntou Harry.

A cobra apontou com o rabo uma placa próxima ao vidro. Harry espiou.

Boa Constrictor, Brasil.

– Era bom lá?

A jibóia apontou novamente a placa com o rabo e Harry leu: Este espécime nasceu em cativeiro.

– Ah, entendo, então você nunca esteve no Brasil?

A cobra sacudiu a cabeça, mas um grito ensurdecedor atrás de Harry fez os dois pularem:

– DUDA! SR. DURSLEY! VENHAM VER ESSA COBRA! VOCÊS NÃO VÃO ACREDITAR NO QUE ESTÁ FAZENDO!

Tiago suspirou, ele já tinha começado a entender o que significava o título do capítulo e ele sabia que os trouxas não iriam levar isso de boa.

Duda veio bamboleando até onde o amigo estava o mais depressa que pôde.

– Cai fora – falou dando um soco nas costelas de Harry. Apanhado de surpresa, Harry caiu com força no chão de concreto. O que se passou em seguida aconteceu tão depressa que ninguém viu como foi: num segundo, Pedro e Duda estavam encostados no vidro, no segundo seguinte, estavam saltando para trás soltando uivos de terror.

Lílian apertou ainda mais Harry em seus braços, somente uma coisa passava em sua mente, ela iria fazer tudo para mudar isso, ela não iria deixar seu filho sofrer na mão de Petúnia.

Harry sentou-se e parou de respirar: o vidro da frente do tanque da jibóia tinha sumido. A grande cobra se desenrolou depressa e escorregou pelo chão – as pessoas no alojamento dos répteis gritaram e começaram a correr para as saídas.

Quando a cobra passou rápido por ele, Harry poderia jurar que uma voz baixa e sibilante tinha dito: “Brasil, aqui vou eu... Obrigada, amigo.”

-Você é ofidiogrota. - Amanda Wilter da Sonserina perguntou surpresa encarando Harry.

-Sim. - Harry respondeu calmo.

-O que é isso? - Dulce, uma aluna do primeiro ano da Lufa - Lufa perguntou confusa.

-É quem pode falar com as cobras. - Amanda respondeu calmamente, porém ela olhava com bastante interesse para Harry.

Harry que tinha percebido o olhar da garota, sabia que a hora que Ari viesse para cá, iria haver muitas brigas.

O zelador do alojamento dos répteis ficou em estado de choque.

– Mas o vidro – ele não parava de repetir –, para onde foi o vidro?

-Mágica. - uma aluna do primeiro ano falou com um meio sorriso.

O diretor do zoo em pessoa preparou uma xícara de chá forte para tia Petúnia enquanto se desculpava mil vezes. Pedro e Duda só conseguiam balbuciar. Pelo que Harry vira, a cobra não fizera nada a não ser fingir abocanhar os calcanhares deles quando passou, mas quando chegaram finalmente ao carro do tio Válter, Duda estava contando que a cobra quase lhe arrancara a perna a dentadas, enquanto Pedro jurava que a cobra tentará apertá-lo até matar.

-Ainda são mentirosos. - Arthur falou.

-E você ainda se surpreende com isso? - Tiago falou.

Mas o pior de tudo, pelo menos para Harry, foi Pedro ter se acalmado o suficiente para perguntar:

– Harry estava conversando com ela, não estava, Harry?

Tio Válter esperou até Pedro estar longe da casa para brigar com Harry. Estava tão zangado que mal podia falar. Conseguiu apenas dizer:

– Vá... armário... Harry... sem comida – antes de desmontar em uma cadeira e tia Petúnia ter que correr para lhe servir uma boa dose de conhaque.

Lílian olhava raivosa para o livro, Tiago estava ainda pior, Sirius sem nem perceber acabou rosnando, assim como Remo, Izabella estava furiosa. Já as outras pessoas pelo Salão Principal se dividiam entre a raiva e choque pelo o que os trouxas tinham feito.

Muito mais tarde, deitado no seu armário, Harry desejou ter um relógio. Não sabia que horas eram e não tinha certeza se os Dursley já estariam dormindo. Até que estivessem, ele não poderia se arriscar a ir escondido até a cozinha buscar alguma coisa para comer.

Sem nem perceber Lílian deixou algumas lágrimas descerem por seu rosto.

Vivia com os Dursley havia quase dez anos, dez infelizes anos, desde que se lembrava, desde que era bebê e seus pais tinham morrido naquele acidente de carro. Não conseguia se lembrar de ter estado no carro quando os pais morreram. Às vezes, quando forçava a memória durante longas horas em seu armário, lembrava-se de uma estranha visão: um lampejo ofuscante de luz verde e uma queimadura na testa. Isto, supunha ele, era o acidente embora não conseguisse lembrar de onde vinha toda aquela luz verde. Não conseguia lembrar nada dos pais. A tia e o tio nunca falavam neles e naturalmente tinham-no proibido de fazer perguntas. E não havia fotografias deles na casa.

Izabella escondeu o rosto no peito de Sírius, para esconder as lágrimas, ao perceber que a namorada estava chorando, Sirius a abraçou carinhosamente e passou a mão em seus cabelos com a intenção de a acalmar. Lílian abraçou o filho, lutando contra as lágrimas e Tiago abraçou Lílian e Harry, de uma coisa ele tinha certeza, iria fazer o possível e o impossível para impedir que Harry fosse criado por esses trouxas.

Quando era mais novo, Harry sonhara muitas vezes com um parente desconhecido que vinha levá-lo embora, mas isto nunca aconteceu; os Dursley eram sua única família.

Sirius, Izabella e Remo se sentiram ainda mais culpados, afinal aonde eles estavam que não foram tirar Harry daquela casa.

Ainda assim, ele achava (ou talvez fosse só uma esperança) que estranhos na rua o conheciam. E eram estranhos muito estranhos. Um homenzinho de cartola roxa se curvará para ele uma vez quando estava fazendo compras com tia Petúnia e Duda. Depois de perguntar a Harry, furiosa, se ele conhecia o homem, tia Petúnia tinha empurrado os meninos depressa para fora da loja sem comprar nada. Uma velha amaluca da toda vestida de verde uma vez acenara alegremente para ele no ônibus. Um careca com um longo casaco púrpura chegara a apertar sua mão na rua um dia desses e em seguida se afastara sem dizer nada. A coisa mais estranha nessas pessoas era a maneira com que pareciam desaparecer no instante em que Harry tentava vê-los melhor.

-Bruxos? - Tiago perguntou ao filho.

-Sim. - Harry respondeu.

Na escola Harry não tinha ninguém. Todos sabiam que a turma de Duda odiava aquele estranho Harry Potter com suas roupas velhas e folgadas e os óculos remendados, e ninguém gostava de contrariar a turma do Duda.

Tiago, Sirius e Remo olharam raivosos para o livro.

-Acabou. - Remo falou.

-Eu leio. - Frank falou e pegou o livro de Remo.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado...

Beijos...

P.S.: Não sei se ainda postarei o próximo capítulo hoje.


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