História 1989 - Capítulo 1


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Nos vemos nas notas finais, boa leitura

Capítulo 1 - Capítulo Único


     Na Inglaterra, nos anos de 1989, numa típica casa francesa, uma senhora cuidava da sua neta a colocando para dormir. Eram dez da noite e a menina pediu a sua avó uma história antes. Não resistindo ao sorriso da menina, a senhora pegou um diário de couro antigo, e começou a contar..

      Heidger era um comandante alemão que nos seus 27 anos de idade já havia realizados muitas missões com o exército alemão e agora em 1941 estava sendo transferido para ser um dos responsáveis por um campo de concentração em Auschwitz na Polônia, o mesmo em que sua irmã Mary trabalhava como enfermeira. O comandante ficaria por um período de 2 anos e tinha uma casa em que ficaria hospedado.
     Ao chegar no local , ele se deparou com um grande número de prisioneiros e ficou chocado pelas condições em que eles eram submetidos. A princípio ele ficou confuso e questionando o que estavam fazendo, mas ao ouvir discursos de seus chefes e do próprio Furher ele se convencia que estava do lado certo. O lado que defendia suas crenças e que protegeria seu país.
     No seu décimo dia no campo de concentração, estava tentando se acostumar com o ambiente e endurecia o seu coração o máximo possível, mas ainda assim se sentia desconfortável perante a situação. No fim da tarde, chegou ao local uma jovem judia de 24 anos, que havia sido capturada na França e deportada logo após de ter presenciado a morte de toda a sua família. Heidger não agia com violência com os prisioneiros, diferente de seus aliados. Quando ele olhou para o rosto da jovem, sentiu que algo era diferente. Ele conduziu a jovem até uma das celas e lhe ofereceu comida, mas ela não aceitou, pois estava com raiva pela morte de sua família e estava desistindo da vida.
Heidger estava se sentindo confuso por não conseguir concordar com a ideologia de seu povo, mas era sua obrigação ser um dos responsáveis pelo local. Seguindo seu estranho sentimento que tivera ao olhar para a moça, passou a deixar comida e bebida para ela escondido, pois os prisioneiros quase nunca tinham esse direito e eram sujeitos a testes químicos. Como a jovem ainda era nova na prisão e as zonas de testes já estavam lotadas de pessoas e de corpos, os novos prisioneiros ainda teriam alguns meses de sorte antes de se tornarem cobaias.
Heidger um dia ficou em frente a cela da jovem e tentou conversar com ela. E em troca de comida conseguiu saber seu nome, Magda.
     Contou que estava muito triste por tudo que seu país estava fazendo e pediu desculpas. Deixou escapar seu descontentamento em relação a situação, e que ele era um nazista diferente, pois não concordava com a ideologia que seguia. Magda não se sentia muito a vontade, mas todos os dias Heidger as 3 horas da manhã, horário em que a movimentação de soldados diminuía, ia visitá-la e levava comida. E alguns dias levava livros para ela. Magda, após 3 semanas recebendo visitas do comandante, começou a olhar para ele de uma forma diferente. Um olhar de amor. A irmã de Heidger acabou descobrindo do romance que seu irmão estava tendo com a moça e insistia para que ele parasse com isso, pois só ia trazer problemas para si mesmo, mas ele ordenou que ela não se metesse nisso.
     Todos os dias Heidger aguardava até as 3 horas ansioso para que pudesse vê-la novamente e foi assim por 2 meses. Ele começou a traçar um plano para fugir com Magda e estava totalmente disposto a arriscar sua vida com isso, sua irmã já cansada de ver o irmão lançar sua sorte ao mar, decidiu impedir que seu irmão jogasse sua vida fora por uma judia e assim pensou num plano para acabar com o relacionamento.

     Em uma noite fria, Mary foi até a cela de Magda com uma substância tóxica em uma seringa, roubou a chave da cela da judia de um guarda que dormia, a fim de terminar com  a relação do casal. Mas para seu azar, ela apareceu justamente na hora em que seu irmão estava indo visitar Magda. E mal sabia ela, que aquela era a noite escolhida para o plano de fuga ser colocado em prática. Quando Heidger chegou e olhou nos olhos da irmã, percebeu o que ela estava prestes a fazer, revoltou-se abrindo a porta da cela, pegou Magda pelo braço, e saiu correndo em busca de liberdade. Seus passos firmes e fortes no chão chamaram a atenção de outros soldados. Quando se deu conta, aliados fortemente armados corriam em sua direção.               

     Chegando em um muro, onde Heidger havia feito uma saída, percebeu que o tempo era curto, e que talvez ali seria o local de sua própria morte e a morte de sua amada. Ele olhou no fundo dos olhos da moça dizendo eu te amo com um último abraço, pediu para que ela partisse antes que fosse tarde. Ela resistiu, porém aceitou. Correndo para longe dali, Magda observava seu amado ser capturado pelos soldados. No alto de uma montanha, ela se esconde observando a situação: Heidger agora nas mãos de soldados sedentos por morte, é questionado pelo paradeiro da jovem. Ameaçado de morte por fuzilação, não perde sua confiança no amor que sente pela jovem. Um soldado começa a dizer, conte onde a judia estava ou a morte chegaria até ele, perguntando o que seria, o soldado ouve sua resposta: “Jamais contarei” com um tom de sarcasmo, outro soldado diz: “Palavras bonitas, jogadas ao vento”.
     Magda aflita, consegue ler os lábios de Heidger que diziam: “nosso amor é para sempre”. – e fechando os olhos com um aperto que fez escorrer lágrimas, ficou ali, parada, sozinha, ao som de tiros.

      Escorrendo uma lágrima do rosto da senhora, ela lê as últimas palavras do diário..

Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor?”

 


Notas Finais


Bem, sobre essa OS....
Essa história foi escrita a três (três?) anos atrás como um trabalho escolar, precisávamos escrever uma historia curta e apresentá-la em forma de peça.
Na época eu gostei tanto do resultado que fiquei com muita vontade de desenvolver uma fanfic em torno dela. O tempo passou e ela foi esquecida.

Hoje, por coincidência, achei esse arquivo perdido no celular que usava na época e, relendo, achei que ela é completa assim, como uma OS, do jeitinho que está.
As revisões feitas foram bem superficiais, apenas para correção de erros ortográficos, com o tempo prometo que reviso mais.


Não tenho muito mais o que falar sobre 1989, é isso: uma estoria que esta guardadinha a um tempo comigo e finalmente vai ver a luz do dia, não é muito complexa e nem tão trabalhada assim, mas espero que gostem.


Bem, foi isso. Espero que tenham gostado e, quem sabe, até uma próxima vez.

xoxo


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