História 1994 lendo Harry Potter e a Pedra Filosofal - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley
Exibições 252
Palavras 4.841
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoal, como estão???

Espero que gostem do capitulo....

Boa Leitura!!!

Capítulo 15 - Norberto, o dragão norueguês.


Fanfic / Fanfiction 1994 lendo Harry Potter e a Pedra Filosofal - Capítulo 15 - Norberto, o dragão norueguês.

-Capitulo 14 – Norberto, o dragão norueguês. – Cho leu.

-Norberto? – Sirius e Remo perguntaram juntos confusos.

-Dragão? – Molly perguntou brava olhando para Harry, Ariane, Rony e Hermione.

Harry, Ariane, Rony e Hermione se entreolharam e abaixaram a cabeça, eles sabiam que nessas horas era melhor ficar em silencio. Fred e Jorge se entreolharam e então Fred falou em voz alta.

-Comece a ler, Cho.

Quirrell, no entanto, deve ter sido muito mais corajoso do que eles pensaram. Nas semanas seguintes ele pareceu estar ficando mais pálido e mais magro, mas não parecia ter cedido.

Todas as vezes que os meninos passavam pelo corredor do terceiro andar, Harry, Ariane, Rony e Hermione encostavam as orelhas na porta para verificar se Fofo continuava a rosnar lá dentro. Snape levava a vida no seu habitual mau humor, o que com certeza significava que a Pedra continuava a salvo. Ariane parecia que estava planejando alguma coisa e logo isso se fez presente, ela conseguiu de alguma forma colocar uma poção que foi criada por ela própria no suco matinal de Snape e quando o mesmo chegou na sala de aula seu cabelo estava rosa choque e não parava de crescer.

Os alunos que se lembravam daquele dia, estavam até com dor na barriga de tanto rir e aqueles que não sabiam disso estavam rindo da mesma forma. Até mesmo os professores estavam rindo. Snape olhava furioso para Ariane e Sirius olhava orgulhoso para a filha.

Assim que as risadas se acalmaram, Cho voltou a ler.

Hermione, no entanto, tinha mais no que pensar do que na Pedra Filosofal. Começara a programar suas revisões e a marcar em cores suas anotações de aula para classificá-las.

Todos olharam chocados para Hermione e a mesma deu de ombros, ela gostava de estudar.

Harry e Rony não teriam se importado com isso, mas ela não parava de chateá-los para fazerem o mesmo.

-E a Ariane? – Remo perguntou.

-Você realmente acha que alguém conseguiria me obrigar a estudar? – Ariane perguntou irônica.

-Esquece o que eu perguntei. – Remo falou e Sirius riu.

– Hermione, os exames estão a séculos de distância.

– Dez semanas – retorquiu Hermione. – Não são séculos, é como um segundo para Nicolau Flamel.

– Mas nós não temos seiscentos anos – lembrou-lhe Rony. – Em todo o caso, o que é que você está revisando se já sabe tudo?

– Que é que estou revisando? Vocês ficaram malucos? Vocês já perceberam que precisamos passar nesses exames para chegar ao segundo ano? Eles são muito importantes, eu deveria ter começado a estudar há um mês, não sei o que deu em mim...

Infelizmente, os professores pareciam estar pensando da mesma maneira que Hermione. Passaram tantos deveres de casa que as férias da Páscoa não foram tão divertidas quanto as de Natal. Ficou difícil se descontrair com Hermione ao lado, recitando os doze usos do sangue de dragão ou praticando movimentos com a varinha. Aos gemidos e bocejos, Harry e Rony passaram a maior parte do tempo livre com ela, na biblioteca, tentando dar conta de todos os deveres extras. Ariane em geral chegava bem mais tarde na biblioteca, se sentava em uma mesa sozinha depois de cumprimentar eles e era a primeira a sair da biblioteca e pelo o que Harry tinha visto os livros que Ariane lia eram bem mais avançados do que os que estavam sendo usados em sala.

Remo olhou orgulho para a “sobrinha”.

 – Eu nunca vou me lembrar disso – desabafou Rony uma tarde, largando a pena de escrever na mesa e olhando desejoso pela janela da biblioteca. Era na realidade o primeiro dia bonito que tinham em meses. O céu estava claro, azul-miosótis e havia uma expectativa de verão no ar.

Harry, que estava procurando o verbete “Ditamno” no livro de Cem ervas e fungos mágicos, não levantou os olhos até a hora em que ouviu Rony exclamar:

– Rúbeo! Que é que você está fazendo na biblioteca?

-O que? – algumas pessoas perguntaram surpresas, afinal nunca viram Hagrid na biblioteca.

Hagrid ficou vermelho e abaixou a cabeça, ele já sabia o que viria a seguir.

Hagrid veio arrastando os pés, escondendo alguma coisa às costas. Parecia muito deslocado com o seu casaco de pelo de toupeira.

– Só olhando – disse numa voz insegura que imediatamente despertou o interesse deles. – E o que é que vocês estão armando? – Ele pareceu repentinamente desconfiado. – Não continuam procurando o Nicolau Flamel, continuam?

– Ah, já descobrimos quem ele é há séculos – disse Rony para impressionar. – E você sabe o que é que aquele cachorro está guardando, é a Pedra Filo...

– Chhhhi! – Hagrid olhou à sua volta depressa para ver se alguém estava escutando. – Não saiam gritando isso por aí, que foi que deu em vocês?

– Aliás, tem umas coisinhas que queríamos perguntar a você – disse Harry – sobre as outras coisas que estão protegendo a Pedra além do Fofo...

– CHHHHHI! – fez Hagrid de novo. – Escutem, venham me ver mais tarde, não estou prometendo que vou lhes dizer nada, vejam bem, mas não saiam dando com a língua nos dentes por aí, estudantes não devem saber disso. Vão achar que fui eu que contei a vocês...

-Mais foi você. – um aluno da Sonserina falou e Hagrid parecia querer sair correndo dali.

– Vemos você mais tarde, então – concordou Harry.

Hagrid saiu arrastando os pés.

– Que é que ele estava escondendo às costas? – perguntou Hermione pensativa.

– Acham que tinha alguma coisa a ver com a Pedra?

– Vou ver em que seção ele estava – prontificou-se Rony, que já estava farto de trabalhar.

Voltou um minuto depois com uma braçada de livros e largou-os em cima da mesa.

Dragões! – cochichou. – Rúbeo estava procurando coisas sobre dragões! Olhem só estes: Espécies de dragões da Grã-Bretanha e da Irlanda; Do ovo ao inferno, guia do guardador de dragões.

– Rúbeo sempre quis um dragão, ele me disse isso da primeira vez em que nos vimos – comentou Harry.

– Mas é contra as nossas leis – argumentou Rony. – Criar dragões foi proibido pela Convenção dos Bruxos de 1709, todo o mundo sabe disso. É difícil evitar que os trouxas reparem em nós se criarmos dragões no quintal. Em todo o caso, não se pode domesticar dragões, é perigoso. Vocês deviam ver as queimaduras que Carlinhos recebeu de dragões selvagens na Romênia.

Todos olharam surpresos para Rony.

-O que foi? – perguntou confuso.

-Como você sabe tudo isso? – um aluno da Corvinal perguntou surpreso.

-Quando Carlinhos começou a mexer com dragões, ele não parava de falar nisso. – Rony explicou.

Carlinhos sorriu para o irmão mais novo.

– Mas não tem dragões selvagens na Grã-Bretanha? – perguntou Harry.

– Claro que tem – respondeu Rony. – Os dragões verdes galeses e os negros das ilhas Hébridas. O Ministério da Magia tem um bocado de trabalho para mantê-los em segredo, posso lhe garantir. O nosso povo vive enfeitiçando trouxas que os viram, para fazê-los esquecer.

– Então o que será que Rúbeo anda armando? – perguntou Hermione.

-Eu acho que não vou gostar de saber. – Sirius murmurou para si próprio e Remo que estava ao seu lado e ouviu a fala do amigo concordou com a cabeça.

Quando Harry contou tudo para Ariane, a mesma ficou surpresa, porém parecia desconfiar de alguma coisa. Quando eles bateram à porta da cabana do guarda-caça uma hora mais tarde, ficaram surpresos de ver que todas as cortinas estavam fechadas. Hagrid perguntou “Quem é?” antes de deixá-los entrar e em seguida fechou depressa a porta assim que eles entraram.

Estava um calor sufocante no interior da cabana. E embora fosse um dia bem quente havia um fogaréu na lareira. Hagrid preparou chá para os meninos e lhes ofereceu sanduíches de carne de arminho, que eles recusaram.

-Ele não está...? – Remo começou a perguntar, porém ficou em silencio com medo da resposta.

– Então, vocês queriam me perguntar uma coisa?

– Queríamos – disse Harry. Não havia sentido em perder tempo com rodeios. – Estivemos pensando se você poderia nos dizer o que mais está protegendo a Pedra Filosofal além de Fofo.

Hagrid amarrou a cara.

– Claro que não posso dizer. Primeiro, eu mesmo não sei. Segundo, vocês já sabem demais, de modo que eu não diria a vocês se soubesse. Aquela Pedra está aqui por uma boa razão. Quase foi roubada de Gringotes. Suponho que vocês já chegaram a essa conclusão. Fico até espantado que saibam da existência de Fofo.

-Hagrid. – Molly e Minerva brigaram com o guarda – caça.

Alguns alunos seguravam a risada, Hagrid nunca mudaria.

– Ah, vamos, Rúbeo, talvez você não queira nos dizer, mas você sabe tudo o que acontece por aqui – disse Hermione num tom caloroso e lisonjeiro. A barba de Hagrid mexeu e eles perceberam que estava sorrindo. – Só estávamos querendo saber realmente quem fez o feitiço de proteção – continuou Hermione. – Estávamos querendo saber em quem Dumbledore teria confiado o suficiente para ajudá-lo, além de você.

O peito de Rúbeo se estufou ao ouvir essas palavras. Harry e Rony se abriram em sorrisos para Hermione. Ariane rolou os olhos.

-Por que fez isso? – um aluno do primeiro ano perguntou confuso.

-Por que eu imaginava que Hagrid seria um pouquinho mais esperto. – Ariane explicou.

Hagrid abaixou a cabeça envergonhado. E os alunos riram baixinho.

-Hagrid, sempre será Hagrid. – Harry falou sorrindo para o amigo.

— Bom, acho que não poderia fazer mal contar isso... 

-Hagrid, é claro que poderia fazer mal contar. – Molly brigou com o guarda – caças.

-Principalmente que isso não era assunto para crianças. – Minerva falou severamente.

Hagrid abaixou a cabeça envergonhado.

-Parem de culpa – ló por isso, sim ele errou, porém se ele não tivesse nós contado tudo o que sabia, a pedra filosofal teria caído nas mãos de você – sabe – quem. – Hermione falou defendendo o amigo.

-Principalmente que nenhum professor parecia preocupado com isso. – Ariane falou também brava por estarem culpando o amigo.

Minerva olhava chocada para as suas alunas preferidas e Molly olhava surpresa, ela não esperava essa reação.

Cho ao ver que ninguém iria falar mais nada voltou a ler.

Vamos ver... Ele pediu Fofo emprestado a mim... Depois alguns professores fizeram os feitiços... A Professora Sprout... O Professor Flitwick... A Professora Minerva... — ele foi contando nos dedos — o Professor Quirrell... E o próprio Dumbledore também fez alguma coisa, é claro. Um momento, esqueci alguém. Ah, sim, o Professor Snape.

Os alunos arfaram surpresos ao ouvirem o nome de Snape, e o próprio Snape rolou os olhos por causa dessa reação.

— Snape?

— É, vocês não continuam insistindo naquela ideia, ou continuam? Olhem, Snape ajudou a proteger a Pedra, não está prestes a roubá-la.

Harry sabia que Rony e Hermione estavam pensando o mesmo que ele. Se Snape fora chamado para proteger a Pedra, devia ter sido fácil descobrir como os outros professores a tinham protegido. Ele provavelmente sabia de tudo, exceto, ao que parecia, o feitiço que Quirrell fizera e de que jeito passar por Fofo.

— Você é o único que sabe como passar pelo Fofo, não é, Rúbeo? — Harry perguntou, ansioso. — E você não diria a ninguém, não é? Nem mesmo a um dos professores?

— Ninguém sabe a não ser eu e Dumbledore — disse Hagrid orgulhoso.

Ariane estava pensativa deste que Hagrid mencionará Snape, ela olhava para o fogo e Harry sabia que ela assim como ele, Hermione e Rony tentava entender o que exatamente estava acontecendo.

-Sim, porém você estava tão convicto de que Snape era o ladrão que não considerou que tinha algo muito errado nessa história toda. – Ariane falou olhando para o namorado.

-Realmente eu não percebi. – Harry falou com um suspiro.

Hermione e Rony trocaram um olhar meio culpado, afinal eles também tinham estado tão convictos de que o ladrão era Snape que nem pararam para considerar outra hipótese.

— Bom, isso já é alguma coisa — murmurou Harry para os outros. — Rúbeo, podemos abrir uma janela? Estou assando.

— Não pode, desculpe Harry — disse Hagrid.

Harry notou que ele olhava para o fogo. Harry olhou também.

— Rúbeo, o que é isso?

Mas ele já sabia o que era. Bem no meio do fogo, debaixo da chaleira, havia um enorme ovo negro.

-Não acredito. – os alunos gritaram chocados.

Molly não sabia se ficava brava ou se ficava preocupada.

-Era o que eu temia. – Remo murmurou e Sirius concordou com a cabeça preocupado, ambos sabiam que dragões eram perigosos, não importava a idade ou tamanho.

— Ah — respondeu Hagrid, mexendo, nervoso, na barba. — É... Ah...

— Onde foi que você arranjou isso, Rúbeo? — perguntou Rony, abaixando-se para o fogo para olhar o ovo mais de perto. — Isso deve ter-lhe custado uma fortuna.

— Ganhei. A noite passada. Eu estava na vila tomando uns tragos e entrei num joguinho de cartas com um estranho. Acho que ele ficou bem contente de se livrar do ovo, para ser sincero.

— Mas o que é que você vai fazer com ele, quando chocar? — perguntou Hermione.

— Bom, andei lendo um pouco — disse Hagrid, tirando um grande livro de baixo do travesseiro. — Apanhei este na biblioteca: A criação de dragões como prazer e fonte de renda. É meio desatualizado, é claro, mas está tudo aqui. Mantenha o ovo no fogo porque as mães sopram fogo em cima deles, sabe, e quando chocar dê-lhe um balde de conhaque misturado com sangue de galinha a cada meia hora. E vejam aqui: como reconhecer os diferentes ovos, e este aqui é um dragão norueguês. São raros esses.

Ele parecia muito satisfeito consigo mesmo, mas Hermione não.

— Rúbeo, você mora numa cabana de madeira — lembrou-lhe.

Mas Hagrid nem escutou. Estava cantarolando alegremente enquanto atiçava o fogo.

-Hagrid, isso não vai funcionar, dragões crescem muito rápido, logo você não conseguirá o esconder e criar um dragão é contra a lei. – Ariane falou.

Porém nem mesmo isso fez Hagrid desistir.

Então agora tinham mais uma coisa com que se preocupar: o que poderia acontecer a Hagrid se alguém descobrisse que estava escondendo um dragão ilegal em sua cabana.

— Como será ter uma vida tranquila — suspirou Rony, pois noite após noite eles lutavam para dar conta de todos aqueles deveres de casa suplementares que estavam recebendo. Hermione agora começava a programar as revisões de Harry e Rony também. Estava deixando os dois malucos. Ela até tinha tentado fazer o mesmo com Ariane, porém as duas discutiram e Ariane não chegava mais perto deles, Harry tinha que admitir que sentia falta da garota.

Então, certo dia ao café da manhã, Edwiges trouxe outro bilhete de Hagrid para Harry. Ele escrevera apenas duas palavras.

“Está furando”.

Rony queria faltar à Herbologia e ir direto à cabana. Hermione nem quis ouvir falar nisso.

— Hermione, quantas vezes na vida vamos ver um dragão saindo do ovo?

— Temos aulas, vamos nos meter em confusão, e isso não vai ser nada comparado à situação de Rúbeo quando descobrirem o que ele anda fazendo.

— Cala a boca! — cochichou Harry.

Malfoy estava a apenas alguns passos e parou instantaneamente para ouvir. Quanto teria ouvido? Harry não gostou nem um pouco da expressão que viu na cara de Malfoy.

Rony e Hermione discutiram todo o tempo a caminho da aula de Herbologia, no caminho encontraram com Ariane, sem que os outros percebessem, Harry passou o bilhete de Hagrid para a amiga e logo ela saiu dali e faltou à aula de Herbologia, no final da aula, Hermione concordou em dar uma corrida à casa de Hagrid com os dois no intervalo da manhã.

Quando a sineta tocou no castelo anunciando o fim da aula, os três largaram as colheres de jardineiro e atravessaram a propriedade correndo em direção à orla da floresta. Hagrid cumprimentou-os parecendo vermelho e excitado.

— Está quase furando.

Conduziu-os para dentro, lá encontraram Ariane que pelo jeito estivera ajudando Hagrid.

O ovo estava em cima da mesa. Tinha fundas rachaduras.

Alguma coisa se mexia dentro dele, fazia um barulhinho engraçado.

Todos puxaram as cadeiras para junto da mesa e observaram com a respiração presa.

De repente ouviram um som arranhado e o ovo se abriu. O dragão-bebê caiu molemente em cima da mesa. Não era exatamente bonito, Harry achou que parecia um guarda-chuva preto amassado. 

Ariane se moveu rapidamente e deu um tapa na cabeça de Harry. O mesmo bufou, ele se esquecia que Ariane era apegada aquele dragão.

As asas espinhosas eram enormes em contraste com o corpo preto e magro, tinha um focinho longo com narinas largas, tocos de chifres e olhos esbugalhados cor de laranja.

Espirrou. Voaram fagulhas do seu focinho.

— Ele não é lindo? — murmurou Hagrid.

Esticou a mão para afagar a cabeça do dragão. O bicho tentou morder seus dedos, deixando à mostra presas pontiagudas.

— Deus o abençoe, olhe, ele conhece a mamãe! — exclamou Hagrid.

— Rúbeo — perguntou Hermione — exatamente com que rapidez um dragão norueguês cresce?

Hagrid ia responder quando a cor subitamente desapareceu do seu rosto, ele deu um salto e correu à janela.

— Que foi?

— Alguém estava espiando pela fresta nas cortinas. Um garoto estava correndo de volta para a escola.

Harry se precipitou para a porta e espiou para fora. Mesmo à distância não havia como se enganar.

Malfoy vira o dragão.

Muitos suspiraram já imaginando o que aconteceria.

Alguma coisa no sorriso que rondou a cara de Malfoy durante a semana seguinte deixou Harry, Rony e Hermione muito nervosos. Passaram a maior parte do tempo livre na cabana sombria de Hagrid, tentando argumentar com ele.

— Deixe o dragão ir embora — insistia Harry — Solte-o.

— Não posso — disse Hagrid. — Ele é muito pequeno. Morreria.

Eles olharam para o dragão. Aumentara três vezes de comprimento em uma semana. A fumaça não parava de sair de suas narinas. Hagrid não estava cumprindo suas tarefas de guarda-caça porque o dragão o mantinha muito ocupado. Havia garrafas vazias de conhaque e penas de galinha por todo o chão. Ariane passava bastante tempo na casa de Hagrid, afinal os únicos que sabiam como cuidar de um dragão eram ela e Rony.

-E como você sabe isso? – Sirius perguntou para a filha.

-Antes de vir para Hogwarts eu estudei muito e outra meu tio Charlie tem um dragão de estimação. – Ariane explicou para o pai.

-Como alguém pode ter um dragão de estimação? – Will um garoto do primeiro ano perguntou assustado.

-Dragões são criaturas maravilhosas. – Ariane falou com um meio sorriso ao se lembrar de Lil sua dragão de estimação.

-Não faz pergunta, tenho certeza de que tudo isso vai ser explicado no livro. – Harry falou ao ver Will iria continuar a perguntar.

Will acenou com a cabeça e Cho logo voltou a ler.

— Decidi chamá-lo de Norberto — anunciou Hagrid, olhando para o dragão com olhos sonhadores. — Ele realmente sabe quem eu sou, olhem. Norberto! Norberto! Onde está a mamãe?

— Ele pirou — cochichou Rony na orelha de Harry.

— Rúbeo — disse Harry em voz alta — dê mais quinze dias e Norberto vai ficar do tamanho de sua casa. Malfoy pode procurar Dumbledore a qualquer momento.

-Isso seria o menor dos problemas, o piro seria se Malfoy falasse para o pai dele. – Remo falou preocupado com o guarda – caça.

Lucius Malfoy deu um sorriso frio.

Hagrid mordeu o lábio.

— Eu... Eu sei que não vou poder ficar com ele para sempre, mas também não posso largá-lo assim, não posso.

Harry de repente virou-se para Rony.

— Carlinhos — falou.

— Você também? — respondeu Rony. — Eu sou Rony, está lembrado?

— Não, Carlinhos... Seu irmão, Carlinhos. Na Romênia. Estudando dragões. Poderíamos mandar Norberto para ele. Carlinhos pode cuidar dele e depois devolvê-lo à floresta!

— Brilhante! — exclamou Rony. — Que é que você acha Rúbeo?

E no fim, Hagrid concordou que podiam mandar uma coruja a Carlinhos para consultá-lo.

-Não acredito. – Molly falou furiosa com o filho.

-A senhora queria que eu fizesse o que? – Carlinhos perguntou. – Recusa – se o dragão e os deixa – se em problemas?

Molly ficou sem palavras e olhou para Cho que logo voltou a ler.

A semana seguinte se arrastou. A noite de quarta-feira encontrou Hermione e Harry sentados sozinhos no Salão Comunal, muito depois de todos terem ido se deitar. O relógio na parede acabara de bater meia-noite quando o buraco do retrato se abriu de repente. Rony e Ariane se materializaram ao tirar a capa da invisibilidade de Harry. Estiveram na cabana de Hagrid, ajudando a alimentar Norberto, agora comendo caixotes de ratos mortos.

— Ele me mordeu! — disse ele mostrando a mão, que trazia enrolada em um lenço ensanguentado. — Não vou conseguir segurar a pena de escrever durante uma semana. Vou lhe contar, aquele dragão é o bicho mais horrível que conheci, mas quem ouve Rúbeo falar pensa que ele é um coelhinho fofo. Quando o dragão me mordeu, ele ralhou comigo por tê-lo assustado. E quando saí, estava cantando uma canção de ninar.

Ariane fechou a cara ao ouvir a fala de Rony, Harry sabia que era por que a garota já havia conhecido outros dragões e pelo o que ela disse seu tio tinha um de estimação.

Ouviu-se uma batida na janela escura.

— É a Edwiges! — disse Harry, correndo para deixá-la entrar — Deve estar trazendo a resposta de Carlinhos!

Os três juntaram as cabeças para ler o bilhete.

Caro Rony,

Como vai? Obrigado pela carta, terei prazer em cuidar do dragão norueguês, mas não será fácil mandá-lo para mim. Acho que o melhor será mandá-lo por alguns amigos que estão vindo me visitar na próxima semana. O problema é que eles não podem ser vistos carregando um dragão ilegal.

Você poderia levar o dragão para a torre mais alta à meia-noite de sábado? Eles podem se encontrar com você lá e levá-lo enquanto ainda está escuro.

Mande-me uma resposta o mais breve possível.

Afetuosamente,

Carlinhos.

Eles se entreolharam.

— Temos a capa da invisibilidade — disse Harry — não deve ser muito difícil. Acho que a capa é bastante grande para cobrir dois de nós e o Norberto.

-Pelo menos a capa é uma vantagem. – Remo falou preocupado com o sobrinho.

O fato de os outros três concordarem indicava como a semana fora ruim. Qualquer coisa para se livrarem de Norberto e de Malfoy.

Mas houve um imprevisto. Na manhã seguinte, a mordida do dragão fizera a mão de Rony inchar, ficando duas vezes o seu tamanho normal. Ele não sabia se era seguro procurar Madame Pomfrey, será que ela reconheceria uma mordida de dragão? À tarde, porém, não houve mais jeito. O corte adquirira uma feia cor verde. Dava a impressão de que as presas de Norberto eram venenosas.

-Sim, elas são. – Ariane falou.

-E por que não disse? – Rony perguntou bravo com a garota.

-Por que na época eu não sabia, só depois disso que fui pesquisar para saber serão ou não. – Ariane explicou.

-E eu também não sabia. – Hermione falou quando alguns alunos olharam para ela. – Nunca me interessei muito por dragões.

Harry, Ariane e Hermione correram para a ala do hospital no fim do dia e encontraram Rony acamado numa situação horrível.

— Não é só a minha mão — cochichou ele — embora ela pareça que vai cair. Malfoy disse à Madame Pomfrey que queria pedir emprestado um livro meu, para poder vir dar uma boa gargalhada. Ficou ameaçando contar a ela o que realmente me mordera. Eu disse que foi um cachorro, mas acho que ela não está acreditando. Eu não devia ter batido nele no jogo de Quadribol, é por isso que ele está agindo assim.

Harry e Hermione tentaram acalmar Rony.

— Tudo vai terminar à meia-noite de sábado — disse Hermione, mas isso não acalmou Rony nem um pouquinho. Pelo contrário, ele se sentou muito empertigado e desatou a suar.

— Meia-noite de sábado! — disse com a voz rouca — Ah, não... Ah, não... Acabei de me lembrar, a carta de Carlinhos estava no livro que Malfoy levou, ele vai saber que vamos nos livrar de Norberto.

Harry, Ariane e Hermione não tiveram nem chance de responder. Madame Pomfrey apareceu naquele instante e fez os dois saírem, dizendo que Rony precisava dormir.

— Agora é tarde demais para mudarmos de plano. Não temos mais tempo para mandar outra coruja a Carlinhos e essa pode ser a nossa única oportunidade de nos livrarmos de Norberto. Teremos de arriscar. E temos a capa da invisibilidade, Malfoy não sabe disso.

Eles encontraram Canino, o cão de caçar javalis, sentado do lado de fora da cabana com a cauda enfaixada, quando foram contar a Hagrid, que abriu a janela para falar com eles.

— Não vou deixar vocês entrarem — ofegou. — Norberto está passando uma fase difícil, nada que eu não possa cuidar sozinho.

Quando lhe contaram sobre a carta de Carlinhos, seus olhos se encheram de lágrimas, embora isso talvez fosse porque Norberto acabara de mordê-lo na perna.

— Aai! Tudo bem, ele só mordeu minha bota. Está brincando, afinal é um bebezinho.

O bebê bateu com o rabo na parede, fazendo as janelas estremecerem. Harry, Ariane e Hermione voltaram para o castelo achando que o sábado talvez não chegasse bastante rápido.

Eles teriam sentido pena de Hagrid quando chegou a hora de dizer adeus a Norberto, se não estivessem tão preocupados com o que tinham de fazer. Era uma noite muito escura e anuviada e se atrasaram um pouco para chegar à cabana de Hagrid porque precisaram esperar Pirraça desimpedir o caminho para o Saguão de Entrada, onde estivera jogando tênis contra a parede. Ariane tinha pedido para que Hermione ficasse para trás, pois o que estavam fazendo era perigoso e poderiam acabar em detenção e alguém entre os quatro tinha que ter o histórico limpo.

Hermione rolou os olhos, porém acabou rindo junto com os outros, afinal naquela época Ariane já tinha ido para a detenção no mínimo uns dez vezes.

Hagrid aprontara Norberto embalando-o num grande caixote.

— Pus muitos ratos e um pouco de conhaque para a viagem — disse Hagrid com a voz abafada. — E embalei junto o ursinho de pelúcia para o caso de ele se sentir solitário.

De dentro do caixote vinha um ruído de pano rasgado que pareceu a Harry ser o dragão arrancando a cabeça do ursinho.

— Até a vista, Norberto! — soluçou Hagrid, quando Harry e Ariane cobriram o caixote com a capa da invisibilidade e entraram debaixo dela. — Mamãe nunca vai esquecer você!

Como foi que conseguiram levar o caixote de volta ao castelo, eles nunca souberam. Aproximava-se a meia-noite e eles subiram com Norberto pela escadaria do saguão de entrada e pelos corredores escuros. Mais uma escada, mais outra, nem mesmo um dos atalhos de Harry facilitou muito o transporte.

— Estamos quase lá! — Harry ofegou quando chegaram ao corredor sob a torre mais alta.

Então um movimento brusco à frente deles quase fez com que deixassem cair o caixote. Esquecendo que já estavam invisíveis, encolheram-se nas sombras, espiando os contornos escuros de duas pessoas que se debatiam a uns três metros. Uma lâmpada se acendeu.

A Professora Minerva, num robe de lã escocesa e rede no cabelo, segurava Malfoy pela orelha.

Os alunos da Grifinoria começaram a rir ao imaginarem a cena e logo os alunos da Corvinal e da Lufa – Lufa também estavam rindo. Malfoy fechou a cara ao se lembrar daquele dia.

— Está detido — gritou. — E são vinte pontos a menos para Sonserina. Perambulando no meio da noite, como você se atreve...

— A senhora não compreende, professora, Harry Potter está vindo aí, vem trazendo um dragão.

— Que absurdo! Como você se atreve a contar tais mentiras! Vamos, vou conversar com o Professor Snape sobre você, Malfoy!

A íngreme escada em espiral até o alto da torre pareceu a coisa mais fácil do mundo depois disto. Somente quando saíram para o ar frio da noite foi que se livraram da capa da invisibilidade, felizes de poderem respirar direito outra vez. Ariane riu e começou a pular igual criança.

-Sem dúvidas, essa foi a melhor coisa que eu já vi. – falou rindo.

Malfoy lançou um olhar furioso para Ariane que riu ao se lembrar daquele dia.

Rindo de Malfoy, eles esperaram, enquanto Norberto se debatia dentro do caixote. Passados uns dez minutos, quatro vassouras surgiram da escuridão mergulhando em direção à torre.

Os amigos de Carlinhos formavam um grupo animado.

Mostraram a Harry e a Ariane os arreios que tinham trazido de modo a poder suspender Norberto entre eles. Todos ajudaram a prender Norberto muito bem nos arreios e então Harry e Ariane apertaram as mãos de todos e lhes agradeceram muito.

Finamente Norberto estava indo... Indo... E finalmente se foi.

Ariane escondeu o rosto entre as mãos envergonhada por terem esquecido a capa.

Eles desceram a escada espiral sem fazer barulho, os corações leves como as mãos, agora que Norberto fora tirado delas. Nada de dragão, Malfoy detido, o que poderia estragar essa felicidade?

-Vocês esqueceram a capa? – Sirius, Remo, Fred e Jorge perguntaram juntos sem acreditar.

Harry também estava envergonhado. Ariane olhou para Chang e indicou que a mesma deveria começar a ler e depois de fazer uma careta voltou a leitura.

A resposta à sua pergunta estava esperando ao pé da escada.

Quando chegaram ao corredor, a cara de Filch assombrou-os, emergindo da escuridão.

— Ora, ora, ora — sussurrou — estamos encrencados.

Tinham deixado a capa da invisibilidade no alto da torre.

-Ainda bem que eu não fui. – Hermione falou, afinal seu histórico era limpo, não tinha nem mesmo uma detenção.

-Pelo menos um de nós. – Ariane, Harry e Rony falaram rindo.

Os outros abafaram as risadas.

-Acabou. – Cho falou.

-Eu leio. – Amanda falou pegando o livro de Chang.


Notas Finais


Espero que tenham gostado....

Beijos....

P.S.: Se tudo der certo na sexta eu posto o próximo capitulo.


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