História 20 anos depois - A salvação da Escola Mundial - Capítulo 56


Escrita por: ~

Postado
Categorias Carrossel
Personagens Alícia Gusman, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Jorge Cavalieri, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Valéria Ferreira
Tags Carmiel, Ciriquina, Daléria, Jorgerida, Marilina, Paulicia
Visualizações 390
Palavras 1.775
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 56 - Capítulo 47


O resto do final de semana se arrastou. Parecia que os minutos não queriam passar de forma alguma, adiando a chegada da segunda-feira e da assembleia. Por isso, e pelo medo ainda existente após a prisão de Gonzales e Gonzalito, o grupo continuou acampado na escola.

Claro que se divertiram, apesar de tudo. Era sempre ótimo estarem juntos, relembrarem história, criarem novas lembranças, agora com seus filhos. As crianças eram as que mais se divertiam estando juntas, e quando os avós apareceram para almoçar com eles no domingo, tudo ficou ainda melhor.

Mas afinal a segunda-feira chegou, e o coração de todos parecia prestes a sair pela boca. Em seu apartamento, Paulo e Alicia se arrumavam, tensos.

“Não acredito que esse dia chegou.” Suspirou a mulher, ajeitando a barriga dentro de seu vestido. “Parecia tão longe.”

“Mas afinal essa angústia vai acabar, morena.” Lembrou o Guerra, a abraçando e beijando sua testa.

“E se o resultado não for o que nós esperamos, Paulo? E se perdermos a escola?” Perguntou ela, tensa.

“Se isso acontecer, viveremos em paz por termos feito o nosso melhor, Alicia! Nós todos demos o nosso máximo, fizemos o melhor que pudemos... E se a escola acabar, vamos seguir com a nossa vida. Eu vou voltar para o meu emprego, você e a Marcelina vão se dedicar à loja até a Anne e o pinguinho nascerem, e eu e o Mário vamos ajudar vocês quando as crianças chegarem.” Paulo acariciou o rosto dela. “O importante é que tudo vai dar certo, amor, de um jeito ou de outro. Você confia em mim?”

“Desde que você esteja do meu lado, Guerra, eu sei que as coisas vão dar certo.” Alicia o abraçou com força. “Eu te amo, Paulo.”

“Eu também, Ali.” Concordou o homem, suspirando. “Agora vamos? Estamos atrasados.”

“Fico tensa de deixar a Isis e o Lucas com os meus pais.” Confessou ela, encarando o corredor. “Os dois nunca ficaram mais do que algumas horas na companhia deles, e sempre com a gente por perto.”

“Amor, são seus pais, avós dos nossos filhos... Vão saber cuidar deles.” Paulo riu da insegurança exacerbada da esposa. “Vamos?”

“Vamos.” Ela concordou por fim, saindo com ele.

~*~

“Tem certeza que vocês dão conta de cuidar do Leo e da Olívia?” Mário não estava totalmente tranquilo em deixar a filha com a irmã e o cunhado.

“Mário, relaxa.” Diana revirou os olhos. “O Dudu cuida do Leo direto, desde que ele era pequeno, e eu já fiquei com a Oli diversas vezes para você, lembra?”

“Mas nunca vocês dois juntos, com duas crianças juntas.” Lembrou o veterinário. “Além do que, ele tem cara de tarado. Vai que resolve se aproveitar de você enquanto os dois veem desenho.”

“Desculpa te desapontar, irmãozão, mas eu transei com o Dudu duas vezes só na noite passada. E todas porque eu quis.” Diana piscou para o irmão, que arregalou os olhos. “Minha virgindade foi embora bem antes dele, na verdade.”

“OK, eu não preciso ouvir isso.” Avisou o Ayala, indo até a esposa e a filha. “Princesa, não escute nada do que a tia Di te disse, ok?”

“Ele está surtado por quê?” Perguntou Daniel.

“Porque é o Mário, Dan.” Diana revirou os olhos. “E o Jack?”

“O Jorge e a Marga estão na portaria, subindo com ele.” Avisou Marcelina.

“O Jack também vai ficar aqui?”

“Mário, se aquieta.” Mandou a esposa, revirando os olhos. “Dudu, Diana, tem frutas na geladeira, suco também. Eu comprei algumas besteirinhas também, todas que a Oli e os meninos podem comer sem problemas. Vocês já estão acostumados a cuidar deles, então podem pegar se eles tiverem fome.”

“Ok, Marce, obrigada.” A Ayala sorriu para a cunhada. “Chegaram.”

“Eu abro.” Mário foi até a porta, revelando o casal Cavalieri com o filho. “Hey, caras.”

“Prontos?” Jorge estava impecável, como todo bom advogado deve ser em um momento daqueles.

“Não, sendo bem honesta.” Confessou Carmen, se balançando no lugar. “Eu não estou com um bom pressentimento.”

“Vai dar tudo certo, gente, vamos ter fé.” Margarida sorriu para todos. “Vamos?”

“Vamos.” Concordou Daniel, encarando o filho. “Obedeça seus tios, carinha.”

“Pode deixar, papai.” O pequeno sorriu, dando um beijo nele e na mãe. “Boa sorte para salvar a escola!”

“Obrigada, meu amor.” Agradeceu a mulher, vendo que os amigos também se despediam dos filhos. “Vamos precisar...”

~*~

“Ruiva, tem certeza de que você não quer que eu fique?” Perguntou Kokimoto, ajeitando o terno.

“Relaxa, Koki, tá tudo bem. Eu consigo ficar algumas horas sozinha com o Heitor.” Garantiu Bibi, acariciando o filho adormecido. “Você vai ser mais útil com os nossos amigos!”

“Tudo bem, mas se você precisar de mim, eu volto correndo.” Prometeu o japonês, lhe dando um selinho.

“Vai me mantendo informada também, por favor... Você sabe que eu daria tudo para poder estar lá com vocês." Suspirou a mulher. “Ou melhor, quase tudo.”

“Eu sei, ruiva. Você fica aqui, cuida e alimenta bem o pacotinho, enquanto o papai aqui ajuda a lutar pelo o que nossa família tanto quer e preza.” Koki sorriu e lhe deu outro selinho, antes de se levantar. “Amo vocês.”

“Nós também te amamos, papai.” Ela disse com a voz fininha, fazendo-o rir enquanto saia do apartamento.

O ruivo andou por dois quarteirões, até o prédio de Laura, encontrando ela e Adriano na entrada.

“Prontos?”

“Sim, e o Jaime já está chegando.” Avisou o loiro. “Ele está bem tenso.”

“O Jai se sente culpado, né? Ele acha que se algo de ruim acontecer, vai ser porque ele trouxe a Duda para dentro do nosso grupo e ela vazou informações.” Lembrou o japonês. “Eu fico com muito dó dele, de verdade... Ele realmente se apaixonou por aquela maluca, e o coração dele foi destroçado por ela.”

“Ai, gente, mas isso é romântico, sabem? Eu acredito quando as meninas dizem que a Duda fez isso por ser obrigada, e que elas acham que ela realmente ama o Jaime. Quando a mágoa dele passar, e toda a situação da escola for resolvida, eu tenho certeza de que ele vai atrás dela e eles vão ser muito felizes!”

“Só você para pensar uma coisa dessas, Laurinha.” Koki riu, vendo que o amigo apenas beijava o topo da cabeça da namorada.

“Mas para isso acontecer, o resultado dessa assembleia tem que ser muito bom. Se não...”

“O Jaime nunca vai perdoar a Duda, não importa o quanto ame ela.” Laura terminou a ideia de Adriano, que apenas assentiu e suspirou. “Então vamos torcer bastante.”

~*~

“Joana, como sempre, salvando a minha pele.” Agradeceu Valéria, vendo a bagunça que Sara e Rafael faziam com os amigos na casa de Maria Joaquina.

“Se não fosse por ela, nós estávamos perdidos.” Confessou Cirilo. “Nós amamos os cinco, mas tem horas que não sabemos por onde pegar, especialmente quando a Paula e o JP começam a chorar juntos.”

“Vocês vão mesmo apelidar o menino de JP?” Riu Bernardo.

“Na verdade, nós estamos testando apelidos para eles.” Explicou Majo. “Hoje a Paula começou a chamar os meninos de Guiga e Kike. E eles gostaram, sendo sincera. Talvez eles adotem esse apelido.”

“Mas por que eles precisam ter apelidos?” Questionou Davi.

“São duas três Joãos e três Marias nessa casa, cara... Precisamos de apelidos.” Garantiu o amigo, fazendo-o rir. “A Antônia está nos dando opções de como chamá-la, porque odiou que o Paulo a chamou de Tonha. Ela disse que prefere Tonica ou Tata, então estamos vendo qual os irmãos vão escolher.”

“Pronto, tudo em mãos.” Bernardo colocou a mochila nas costas. “Quando um repórter esportivo tem que cobrir uma notícia diferente, fica perdido.”

“Garanto que vai ter tantas faltas e penalidades quanto eu clássico de Corinthians e São Paulo, amor.” Riu Valéria, o abraçando. “Crianças, nós estamos indo... Obedeçam a Joana e não deem trabalho, por favor.”

“Pode deixar, mamãe!” Concordou Rafael, vidrado no videogame com Guilherme e Henrique.

“Joana, qualquer coisa você liga, por favor.” Pediu Hannah. “Eles precisam estar na reunião, mas eu consigo dar uma fugida e te ajudar com essa trupe.”

“Obrigada, dona Hannah, mas pode ficar tranquila!” Garantiu a mulher de idade, sorrindo. “Os meninos não me dão trabalho, e a Antônia é muito prestativa quando se trata dos caçulas. Vamos conseguir nos virar... Tenham uma boa reunião!”

“Valeu, Joana... Estamos todos torcendo para isso.” Suspirou Cirilo, enquanto saiam do apartamento.

~*~

A assembleia se daria no pátio da Escola Mundial. Havia sido montada uma longa mesa, com dez cadeiras, onde os membros do conselho sentariam. Na cabeceira, o oficial de justiça responsável por presidir a cerimônia.

E ao redor, dezenas de cadeiras enfileiradas, todas sendo amplamente preenchidas por pessoas que ajudaram e se esforçaram em salvar aquela escola, prontas para lutar até o último suspiro.

Nas primeiras fileiras, claro, o inseparável grupinho. Carmen estava em seu lugar à mesa, conversando com o Alberto, Miguel e José, tensa. Os amigos acenavam e faziam sinais positivos para ela sempre, mas nem isso a acalmava.

Morales estava em silêncio com seus pensamentos ao lado deles, enquanto o lado oposto da mesa já estava preenchido por outros quatro membros do conselho. Só faltava o entojo chamado Samuel Pinto Junior.

“Olha ali, gente...” Apontou Paulo, indicando o indesejado.

Ele entrou na escola com o maior dos sorrisos, de braços dados com Susana. Caminhou com ela até a mesa do conselho, sentindo todos se calarem ao seu redor.

“O que faz nessa mesa, sra. Zapata?” Questionou para Carmen, que não entendeu.

“Eu sou diretora interina da escola, assim como membro do conselho, sr. Pinto... Meu lugar é aqui.” Lembrou ela.

“Na verdade, seu lugar nesse conselho é ilegítimo, sra. Zapata.” O sorriso de Samuel ao dizer aquilo parecia querer rasgar seu rosto.

“Como assim, Samuel?” Perguntou Miguel, irritado. “Ela herdou a parcela da escola que era da diretora Olívia, está no testamento.”

“Mas, Miguel, se você bem se lembra, quando dividiram a escola em partes, foi estipulado que as partes só poderiam ser passadas de pai para filho ou descendentes consanguíneos... O que certamente não se aplica a sra. Zapata.” Samuel disse com satisfação. “Logo, ela não é um membro do conselho ou benfeitora da escola.”

“E o que será feito da parte da Olívia?” Rosnou Alberto.

“Já foi feito, senhores. Hoje, pela manhã, a minha querida esposa Susana comprou a parte que era da diretora Olívia, se tornando assim um membro do conselho da Escola Mundial.” Anunciou o homem, ouvindo gritos de desagrado, enquanto a cobra ao seu lado sorria.

Ela encarou os antigos alunos da professora Helena, os olhos faiscando de tão escuros.

“Afinal, está na hora de retribuir todo o carinho que vocês me deram, queridos alunos.”


Notas Finais


A verdade é que eu demoro, mas eu sempre volto HAHAHAHAHAHA OLÁ, MEUS AMORES, TUDO BEM? Sim, eu fiquei envolvida com a fic nova e esqueci dessa, as usual! Mas voltei, e voltei fodida de gripe HAHAHAAHHA
ASSEMBLEIA JÁ COMEÇOU CHEIA DE EMOÇÃO. E AGORA, O QUE SERÁ QUE VAI ROLAR? Desculpa não falar muito, to realmente bagaçada HAHAHAHAH
Logo tem mais, prometo!
Beeeijos ;*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...