História 20 e Poucos Anos - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags 1940, 20epoucosanos, Ateliê, Homossexualidade, King, Lesbicas, Lgbt, Londres, Passado, Samanta, Sexo, Susan
Visualizações 32
Palavras 646
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Segundo



Nas vezes em que Sam a vira assim, Carina sempre estava zangada. No entanto, naquele momento, ela estava parada, olhando fixamente para Sam. Havia surpresa nos dois olhares. 
Samanta estava jogada para trás apoiada nas duas mãos o que fazia seus músculos acentuarem-se. Carina molhou os lábios e olhou para os braços de Sam e destes para o rosto dela novamente. O coração de Sam disparou a esse simples ato. 
Ela sentiu como se fosse uma permissão, ou melhor, um pedido de Carina para que ela lhe tocasse os seios.
- Carina! – chamou Lorenzo do salão.
As duas assustaram-se e Carina respondeu:
- Já acordei Sam, papai! Estou indo até aí! – e voltando-se para Sam, disse. – Aqui está a lista das compras. Vá antes de o mercado encher!
Então levantou-se, foi até Samanta, puxou-lhe a orelha bem forte e disse:
- Você não tem jeito, não é mesmo? 
No entanto, ao final do puxão, Sam teve a impressão de ter sentindo um dedo deslizar em sua orelha levemente, mas não teve certeza. Ainda estava zonza. Ela acordara não fazia nem 10 minutos e teve muitas informações para processar, talvez nada daquilo tivesse de fato acontecido, exceto o beliscão na orelha, pois a dor era prova o suficiente.
Carina saiu e ficou no salão para ajudar na decoração. Sam saiu logo em seguida e foi para a rua comprar os alimentos que seriam usados na festa.
* * *
O dia foi cheio, mas enfim conseguiram organizar tudo e a festa já rolava solta. A parte formal já havia passado e agora todos bebiam à vontade. A música era animada e os Stuart, que eram admiradores da cultura italiana, puxavam a dança.
Sam passara grande parte da festa ajudando na cozinha e agora fora liberada para aproveitar como todos os outros, pois o vinho era oferecido em barris e os Stuart fizeram questão que todos participassem da festa. Ela pegou alguns petiscos que ainda estavam por lá e foi sentar-se na escadaria que dava para os aposentos dos donos do restaurante. Ficou comendo e observando os que dançavam. Foi quando ouviu uma voz atrás dela que disse:
- Eles sabem se divertir. Nem parecem ingleses.
Era Carina. Ela sentou-se um degrau acima do de Sam, mas ao seu lado. 
Sam prendeu a respiração como sempre fazia quando Carina chegava perto, pois era incrível como a aproximação dela lhe tirava o fôlego. Não queria parecer bizarra respirando como uma asmática, por isso controlava a saída e a entrada de ar assim que Carina chegava perto. Isso sempre funcionava, mas naquele dia Carina notou.
- Assustei você?
Sam respondeu:
- Claro que não...
E só aí percebeu que não engolira a comida que colocara na boca pouco antes da chegada de Carina. Esta por sua vez, disse:
- Mas acho que os seus modos eu devo ter assustado para longe. Pelos céus! Você nem parece uma menin...
Sam apressou-se em tapar a boca de Carina. 
- Quer que todos aqui saibam? Grite da sacada! – falou Sam apressadamente, pois temia muito que descobrissem seu segredo. Sabia dos horrores que podiam acontecer com mulheres de rua.
Ela pretendia um dia ir embora de Londres e então viver sua vida como Samanta, mas até lá, enquanto vivesse nas ruas, era perigoso assumir que era uma moça. Assim que ela retirou a mão da boca de Carina, esta disse:
- Eu poderia gritar o quanto quisesse ninguém acreditaria. Olhe para você! – e tirou a boina da cabeça de Sam, revelando cabelos curtos, negros e lisos – É um garoto. – e passando a mão em seus cabelos acrescentou. – Um rapaz.
Sam ficou paralisada. Lembrou-se do ocorrido de manhã e sentiu seu rosto queimar. 
Sua pele era uma mistura de negro com branco, logo a jovem italiana não pode perceber que ela havia corado, mas mesmo assim Samanta ficou notadamente sem jeito. Carina gostou e sorriu.



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