História 2049 - Capítulo 3


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Categorias Originais
Tags Amnésia, Ficção Cientifica, Futurista, Mistério, Mortes, Sobrevivencia
Exibições 8
Palavras 1.412
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


E aí pessoas!! Voltei com mais um capítulo. Ta curto, ta meio chato, mas é sempre assim no começo.
Boa leitura!

Capítulo 3 - Terceiro Capítulo


 A chuva cessou logo após a conversa dos dois finalizar. O remédio fez efeito alguns minutos depois, e Kylian dormiu. Alessia decidiu continuar acordada, pensando. Algumas horas haviam se passado, e ela continuava na mesma posição, fazendo sua própria linha de racícionio. Até que uma coisa começou a martelar em sua cabeça. 

Por que as horas se passam tão rápido? Ela se perguntou.

 Alessia já havia se dado conta de que nada é normal nesse lugar, mas não entendia o por quê. 

 Será que agora todo o mundo era desse jeito? Em todos os lugares sempre que anoitece um novo perigo surge? Ou era só ali? Aquilo estava acontecendo apenas com eles? Ela não entendia como aquilo era possível, não entendia por quê aquilo estava acontecendo. Teriam eles feito algo ruim e estão pagando por isso?

— Quanto custa saber o que você tanto pensa? — Kylian, com voz rouca e fraca de quem havia acabado de acordar, perguntou

 Alessia, que estava sentada no chão reencostada no sofá, se virou e deu um pequeno sorriso.

— Uma caixa de cereal sabor chocolate. — respondeu, e ele sorriu — Como está se sentindo?

— Um pouco melhor — ele disse, se sentando com a maior cautela possível — Não está doendo tanto quanto antes, mas ainda está bastante dolorido

 Alessia assentiu com a cabeça

— Então, eu não tenho uma caixa de cereal sabor chocolate, mas ainda quero saber o que está pensando — Kylian olhou-a e ela sorriu

— Bom, eu vou pensar em outra maneira de você me pagar. — ele riu de leve — Eu estava me perguntando se todo o mundo está desse jeito. Se há pessoas, além de nós, passando por essas mesmas coisas.

 Kylian cruzou o cenho pensando sobre aquilo.

— É uma boa pergunta — ele disse — Temos que chegar à aquela casa e descobrir.

— Nós vamos, mas temos que esperar até que você se recupere

— Não vou deixar que esse machucadinho nos atrase — disse, se levantando, mas logo após fazer o ato se sentiu tonto e se desequilibrou, por sorte Alessia o segurou a tempo

— Machucadinho? Você está acabado! Tudo por quê gosta de bancar o herói.

— Eu gosto de bancar o héroi? Bom, você não reclamou quando eu te salvei da chuva — encarou-a de modo provocativo, e ela o ajudou a se sentar novamente

— Eu não pedi pra me salvar. — disse e se dirigiu à cozinha

— Eu devia ter te deixado lá esperando aquela chuva passar.

— Devia mesmo, mas não iria suportar toda aquela dor sem eu pra lhe dar o remédio e passar o gelo — encheu o copo d'água e engoliu de uma vez, depois encheu mais um e voltou para a sala.

— Ok, mãe, você ganhou. — ironizou

— Agora é sério. — Alessia se aproximou e entregou o copo à Kylian para que ele bebesse — Por que fez aquilo? Era só nós esperarmos passar.

 Kylian tomou um gole e colocou o copo em cima da mesa à sua frente.

— A chuva poderia ficar cada vez mais forte e respingaria em nós, eu sei que me machucaria menos, mas e a chuva não cessasse?

— Mas passou alguns minutos depois.

— Porque nós conseguimos entrar na casa novamente.

— O que quer dizer com isso?

— Se o intuito é nos matar, a chuva continuaria até nós estarmos em osso puro. Mas ela parou logo depois de nós entrarmos.

— Mas a chuva é uma coisa que acontece naturalmente, se ela funcionasse do jeito que você está dizendo, então alguém teria que a estar controlando.

— É aonde eu quero chegar! — exclamou — Aquelas pessoas que tentaram nos matar do nada, antes elas pareciam apenas moscas sem rumo.

— Mas nós já sabemos que é por causa do anoitecer

— Sim, porém, também não sabemos por que as horas passam tão rapidamente

— Ou seja, o que controla o tempo, também está controlando as coisas que acontecem ao anoitecer — ela chegou à conclusão e Kylian sorriu assentindo — Você é um gênio!

— Agora só precisamos descobrir o que é que está controlando tudo isso.

— Talvez — ela começou — estejamos presos em um tipo de gaiola

 Kylian deixou-a fazer sua suposição, sem interrompe-la.

— Em uma gaiola computadorizada.

— É uma boa suposição. Mas quem quer que esteja controlando tudo isso, está fazendo isso por algum motivo.

— Ou talvez um experimento? — sugeriu

— Sim.

 Os dois ficaram alguns minutos em silêncio, apenas deixando suas mentes agirem.

— Seja o que for — Kylian disse — nós estamos perdendo tempo aqui sentados

— E vamos fazer o que? Você não aguenta nem se movimentar.

— Não importa, precisamos começar a agir.

— Kylian, não vamos fazer nada até você se recuperar.

— Alessia...

— Não, eu já disse! Não vamos à lugar nenhum.

 Kylian revirou os olhos, sentindo-se impotente, porém não disse nada. Após alguns minutos, ele começou a se sentir cansado e adormeceu. Alessia decidiu deixá-lo descansar e subiu as escadas, foi na direção do quarto onde achou a fotografia e abriu a gaveta da mesinha. Pegou a foto e voltou à sala. Colocou a fotografia em cima da mesinha e deu uma última olhada em Kylian, saindo da casa em seguida. Olhou o céu, o sol brilhava forte, mas não se deixou enganar, a qualquer momento poderia escurecer e ela correria risco novamente.

 Alessia caminhou rápido até a casa mais próxima e adentrou, não se surprendeu ao reparar que era a cópia das outras casas em que esteve. Olhou ao redor e não encontrou nada. Subiu ao segundo andar e vasculhou os quartos um por um. Abriu as gavetas de todas as mesinhas que encontrou, e um papel lhe chamou a atenção.

 "Os livros são espelhos: neles só se vê o que possuímos dentro."

 A jovem leu e algo lhe fez pensar. Ela havia ignorado a  patreleira de livros. Deixou o papel em cima da mesinha e se dirigiu à prateleira, pegou um livro de cada e os abriu, sacudindo-os para ver se saía algo de dentro. O chão começou a se encher de livros de todos os tipos, livros de citações, romances policiais, ficção científica, dramas, todos espalhados. Frases e histórias que marcaram gerações. Alessia já estava prestes a desistir, quando abriu O sol é para todos e o sacudiu, uma foto caiu no chão. Alessia rapidamente se agachou e a pegou. Um grupo de pessoas estavam reunidos em um sofá branco, todos sorriam grandemente. Os olhos azuis de Ales se cravaram em um casal com uma menina no canto esquerdo da fotografia. O homem era branco, olhos azuis claro que sorriam para a camêra, tinha uma barba por fazer e o sorriso incrivelmente simpático. A mulher tinha uma pele mais escura e dourada, cabelos pretos e ondulados, os olhos eram curiosos, um era castanho e o outro cor de mel, uma anomalia genética que Alessia achou incrivelmente bela. A criança era uma mistura dos dois, com olhos azuis escuro, cabelos negros e ondulados, e uma pele mais clara do que a da mulher, porém, era claramente perceptível que eram mãe e filha. Um outro casal idoso no canto direito sorria lindamente, a senhora era negra com cabelos grisalhos em um penteado simples, e o senhor de pele branca e pouco cabelo.

 Alessia sentiu seu coração apertado, sua respiração ficou mais pesada e sua garganta parecia se fechar. Ela segurava o choro. Aquela era sua família. Todos tão felizes.

 Uma mão apertou a dela. Um aperto carinhoso. Um sorriso lindo que transbordava amor. Era sua mãe ao seu lado.

— Olhe para a câmera, querida. — a voz suave e doce lhe fez sorrir, e as lágrimas desceram pelo rosto de Alessia

 Ela não se importou que sua cabeça latejava intensamente. Ela havia acabado de ouvir a voz de sua mãe, ela havia visto o sorriso dela, havia sentido sua mão sob a dela. Nenhuma dor no mundo poderia afetar a felicidade que sentia.

 Limpou as lágrimas, guardou a foto dentro do bolso de sua calça e saiu do quarto com pressa. Ao olhar o céu após sair da casa, percebeu que estava prestes à anoitecer e ela precisava chegar na casa em que Kylian estava o mais rápido possível. Ela correu e em questão de segundos chegou à casa.

— Kylian! — chamou-o ao perceber que ele não se encontrava no sofá

 A casa estava silênciosa. Ele não estava ali.

— Não. Kylian! — gritou novamente, subiu ao andar de cima e procurou em todos os comôdos. Nada.

 Alessia desceu correndo as escadas, saiu da casa e fechou os olhos com força ao se dar conta de que a noite havia chegado. Kylian havia sumido. E ela iria correr um perigo novo, mas dessa vez estava sozinha.


Notas Finais


E aí? Oq acharam?
Bom, eu fiz algumas alterações nos caps anteriores, mudei a aparência do Kylian, agr ele é colombiano 😌 me inspirei no Wilmer Valderrama pq acho esse homem maravilhoso. Enfim, espero q tenham gostado e continuem acompanhando a história. Bjs e até a próxima!! 💕


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