História 207 - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~xiao-lunah

Postado
Categorias EXO
Tags Baekyeol, Chanbaek, Drama, Exo, Kai, Kaimin, Kaixiu, Sehun, Xiukai, Xiumin
Exibições 36
Palavras 751
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


(respirando muito, muito fundo)

boa leitura~~

Capítulo 2 - Das grandes riquezas que se esperam.



Fora após o último jogo que Sehun afastara-se de vez. Jongin bem recordava sua voz ao longe, dizendo que não mais falaria consigo, que não eram mais amigos e que ainda prenderiam o moreno em uma camisa de forças. Então Sehun pegara sua mochila carmim e a arrastara até sumir do vestiário.


— Você não vai atrás dele? — Baekhyun fora o primeiro a se mencionar, cruzando os braços em frente ao corpo e arqueando uma sobrancelha a Jongin. 


O moreno não moveu um músculo, ainda encarando a porta aberta por onde o loiro passara minutos atrás.


—  De que adiantaria? Sehun não me dará ouvidos nem mesmo se eu lhe oferecer todo o dinheiro que tenho. —  Jongin bufou, voltando alguns passos atrás, pegando sua mochila e sorrindo para o amigo. —  sei que quer ajudar, mas você conhece bem o Sehun.


— O suficiente para saber que ele é imprevisível quando se trata de você. —  Baekhyun retrucou, ainda na mesma posição, ignorando as vozes dos outros rapazes no vestiário. 


Hesitou, tremulou, mas ao fim apenas assentiu ao mais velho.


Baekhyun bem sabia que nos últimos dias a convivência de Jongin e Sehun havia mudado drasticamente, era como se seus dois melhores amigos estivessem a ponto de destruir uma amizade de longa data, e tudo graças a um comentário de Jongin, que simplesmente mencionara ter visto a mãe de Sehun quando a caminho de casa apos o treino.


A mãe de Sehun morrera quando o loiro tinha apenas sete, e Jongin sabia disso. Todos sabiam.


Sehun então tornara-se retraído, alegando que as brincadeiras de Jongin estavam indo longe demais. Primeiro afirmando que vira o falecido professor de matemática, então sua própria irmã, e agora sua mãe. O loiro tinha motivos suficientes para nunca mais voltar a falar com Jongin, mas sempre o perdoava, até aquele dia.


Jongin, por outro lado também sentia muito por tudo. Pelas coisas que falava, que via, que ouvia. Sentia muito por todas as vezes em que a senhora Oh lhe pedira seu corpo para escrever ao amado filho e ele o cedeu, por todas as vezes em que mesmo que tampasse os ouvidos com as mãos ainda pudesse escutar a voz de sua irmã chamando por seu nome. Sentia muito. Por ter dezessete anos e as vezes noventa, cinquenta, vinte e dois. Pois se pudesse escolher seria um destes tantos outros que pervertem a si mesmos, que aprisionam-se aos desmandos.


O caminho para casa não levava mais do que vinte minutos a pé. Isto é, quando o destino era sua casa a beira do lago, afastada do resto dos que consigo estudavam. Mas naquele dia fazia frio, e Jongin sabia que quando aquilo acontecia, Minseok estava em casa. Tirou o casaco de sua mochila e o vestiu desajeitadamente enquanto caminhava em direção àquele lugar. Chutou algumas pedras pelo caminho, apertou os dedos das mãos e os estalou um por um. Sentiu a brisa gélida tentar cortar-lhe a pele do rosto e achou bom, então vira-se em frente a casa de número 207.


O portão enferrujado estava entreaberto, como se Minseok já esperasse por si e seus diálogos curtos que ocultavam tanta coisa. E talvez naquele dia, Jongin estivesse disposto a desenrolar algumas das pontas.


Empurrou o portão, escutando o som costumeiro e irritante das dobradiças travadas movendo-se junto de si, e logo correu até a varanda da casa, escondendo-se do frio que parecia mais forte a cada instante.


O silêncio era tanto que podia escutar sua respiração e admirar cada detalhe do bem maior que era estar vivo.


Jongin apreciava a vida e a admirava. Achava incrível como alguns sopros de ar de suas narinas poderiam fazê-lo existir. e seja lá quem fosse o criador da vida, ele era o topo em sua lista de pessoas para conhecer.


Bateu os pés no chão algumas vezes para que o sapato escorregasse pelas meias, deixando-os soltos nos calcanhares, e só então abriu a porta, tirando-os e colocando ao lado direito da porta. 


Não era como se visitasse o lugar todos os dias, mas as vezes sentia-se mais confortável ali do que em sua própria casa. Minseok descia sempre com o uniforme impecável de seu colégio e os cabelos cobrindo um pouco acima dos olhos, deixando como contraste com a pele apenas os lábios vermelhos à mostra.


Jongin então via-se feliz, sentando ao lado do amigo na varanda e contando-lhe os problemas do dia, ouvindo sua voz baixa e suave e vendo o pôr do sol presenteá-los com a vista mais preciosa do dia. 
 


Notas Finais


Essa fanfic realmente é no estilo de c&d, estou pensando até em oferecer brindes pra quem entender ela até o final...
mas ela é bonita c:
beijinhos e até a próxima!


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